Cavalgada da Lua

Chegou a hora esperada Reuna a sua família Arrei seu quarto de milha Venha para a cavalgada Só pela manhã se encerra Sentindo o cheiro da terra A festa é mais animada A famosa cavalgada Da Fazenda Pé de Serra Homem, mulher e menino Versos, aboio e repente Cervejas, pinga e aguardente Do chocalho se ver o tino Um cavalo campulino Com as patas chapeadas Muitas pessoas assentadas Esperando a saída Só para ver a partida Dessa grande cavalgada São Jorge foi convidado Pois também gosta do esporte Deus lhe dê uma boa sorte Ele já está montado No seu cavalo abençoado Pode até chegar de trote Até mesmo de galope Para a grande cavalgada Que é bastante badalada Desde o sul até o norte A Cavalgada da Lua Coberta de atrações Vaqueiro junto aos patrões Faz passeata na ruas A viagem continua Pras bandas daquela serra Por uma estrada de terra Com aboio de alegria Segue a cavalaria Pra Fazenda Pé de Serra Descansando sobre a cela Ouvindo a trilha sonora O trincado da espora Batida na cancela O aperto da fivela A estrada empoeirada Uma noite enluarada Muitos cavalos possantes O repicado de um berrante No meio da cavalgada Eu também já fui vaqueiro Com minha espora de prata Cortei burro na chibata Peguei boi no marmeleiro Daquele mais mandingueiros Do semiárido baiano Derrubava em pelo em pano Hoje com o peso dos anos Não faço mais o roteiro Adeus patrões e vaqueiros Vai sair a cavalgada Vou esperar na chegada Na sombra de um anjiqueiro Dois couros sentido o cheiro Com os olhos em lágrimas sangrando Vendo um cavalo esquipando Com a Bride toda espumada E uma velha mula cansada Na sombra do umbuzeiro

CAVALGANDO AO LUAR

Lua prateada no Céu, Arreios de prata no corcel, Estrelas brilhantes espiam, Pêlos castanhos cor de mel. Patadas vibram na estrada, Coração a pulsar de emoção, Berrante entoa uma canção, Aboiador com seu canto e devoção. Vaqueiro encourado ou não, Não importa o seu traje não, Cavalgam sob o manto protetor, Mantendo a antiga tradição nesse sertão. Contam causos, trocam prosas, Se divertem estrada a fora, Sai repente e cantoria, Ô mundão que eles adoram. Sabendo que ainda há muito chão, Continuam sua trajetória com animação, Para aqui, para acolá, Para uma cachaça degustar. Nem todos tomam um gole, Mas agüentam chegar lá, O bom é cavalgar, Cavalgar até chegar. Chegando a seu destino, Todos estão a lhe esperar, Descem do lombo do animal, É horas de descansar. O violeiro toca noite adentro, O galo canta anunciando o amanhecer, O sol acaba de nascer, E a lua se despede sem lhe ver

O meu cavalo

Cavalgo solitário e só Num cavalo com corpo de vento E com os cascos feitos de pó… Guia-me o sentido desatento Por entre temporais Que crescem vivos, Que crescem sempre mais. Cavalgo num mundo de sonhos Por campos de maio Cheios de alvos anhos Guardados por pastor catraio Que vi feito de mim. Cavalgo num cavalo Que não tem cor e é meu. Quis um dia soltá-lo Para que galopasse em cima do céu… E ele voltou com corpo de vento E cascos de pó.

A AMAZONA

Por verdes campos cavalgando de longe,a fico admirando essa tão fascinante imagem… Uma visão de rara beleza que combinando com sua leveza esta enfeitando a paisagem… Nunca me cansaria de admirar… Fico horas, á vendo cavalgar, esta linda!Com aquele chapéu. Sua figura,tão maravilhosa, fica bem com a cor de rosa mesclando ,com o azul do céu… Mas,a visão tão linda,desmorona quando percebo,que a amazona esta preparando para voltar… Me sinto por dentro morrendo, tenho vontade de sair correndo implorando,para ela ficar… Chego a sentir por um momento, me parece que vem com o vento o perfume do seu corpo,no ar. E depois que ela desaparece sinto que ate a tarde entristece minha noite,será sem luar…