ONTEM EU VIVIA

Ontem eu vivia por viver,pois não conseguir você, hoje tenho tudo que Quiz,por isso sinto-me feliz não consigo esconder,estou amando você,sei que não tenho idade mas é a pura verdade você me deixa encantada ontem,hoje e sempre,eu te amarei eternamente. Cremilda

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AMIGOS E COLEGAS

Fácil é ser colega,fazer companhia a alguém,dizer todo o que ele quer ouvir. Dificilmente é ser amigo para todas as horas,e dizer sempre a verdade quando for preciso .e confiança no dizer. DEBORAH:11 ANOS

VERDADEIRO AMIGO

Compreenda releve nunca abandone o verdadeiro amigo ele pode nem esta ao seu lado agora mas certamente estará sempre contigo. DEBORAH:11 ANOS

MÃE

Mãe é uma amiga verdadeira que temos quando a dificuldade dura e repentinamente cai sobre nós:quando a diversidade toma um lugar da prosperidade,quando os amigos que si alegram conosco nos bons momentos nos abonadona, quando os problemas complicam-se ao nosso redor,ela ainda estará junto de nós e se esforçará através de seus doces conselhos para dissipar as nuvens de escuridão,e fazer com que a paz volte ao nossos corações DEBORAH:11 ANOS

AS MULHERES

MULHERES SÃO COMO MAÇÃS EM ÁRVORES,AS MELHORES ESTÃO NO TOPO,OS HOMENS NÃO QUEREM ALCANÇAR ESSAS BOAS,POR QUE ELES TEM MEDO DE CAIR E SE MACHUCAR,PREFERE PEGAR AS MAÇÃS PODRES QUE FICAM NO CHÃO,QUE NÃO SÃO BOAS COMO A DO TOPO,MAS SÃO FACES DE CONSEGUIR.ASSIM AS MAÇÃS DO TOPO PENSAM QUE ALGO ESTA ERRADO COM ELAS QUANDO NA VERDADE,ELES ESTÃO ERRADOS.ELAS TEM QUE ESPERAR UM POUCO PARA UM HOMEM CERTO CHEGAR,AQUELE QUE É VALENTE O BASTANTE PARA ESCALAR ATÉ O TOPO DA ÁRVORE. DEBORAH: 11 ANOS

RETRATO

EU NÃO TINHA ESSE ROSTO DE HOJE,ASSIM CALMO,ASSIM TRISTE,ASSIM MAGRO,NEM ESTES OLHOS TÃO VAZIOS,NEM OS LÁBIOS AMARGOS,EU NÃO TINHA ESTAS MÃOS SEM FORÇA,TÃO PARADAS,FRIAS E MORTAS,EU NÃO TINHA ESTE CORAÇÃO QUE NEM SE MOSTRA.EU NEM DEI POR MUDANÇA,TÃO SIMPLES,TÃO CERTAS,TÃO FÁCIL:EM QUE ESPELHO FICOU PERDIDA A MINHA FACE? DEBORAH

O AMOR

É DIFICIL PARA OS INDECISOS,É ASSUSTADOR PARA OS MEDROSOS,DESTRUIDOR PARA OS APAIXONADOS,MAS OS VENCEDORES NO AMOR SÃO OS FORTES.OS QUE SABE O QUE QUEREM OS QUE TEM.SONHAR UM SONHO A DOIS,E NUNCA DESISTIR DA BUSCA DE SER FELIZ,É PARA POUCOS. DEBORAH.

O quanto antes

“Um centavo só por uma alma uma orquídea por um desalento uma abóbora por um detalhe um silêncio por qualquer silêncio” [O fundo do poço é bem aqui, onde as vantagens superam as vontades; Onde aquela disposição animal aflorada se esfarela em migalhas, secas pelos olhares metódicos da inconfiabilidade. Tragam as flores! meu humor acabou de mrorer] “Uma cara, ao menos, por um tapa uma rosa por algum espinho uma vida só por uma noite uma noite por algum carinho” [Não preciso nem destrinchar e classificar a aproximação por amizade, amor, tesão, afinidade ou qualquer loucura que faça um ser humano querer ficar mais perto de outro ser humano. O que conta hoje é o benefício. E os riscos? – risco é uma palavra quase extinta nos novos dicionários de relacionamentos. O lema é “prospectar bem para evitar terror”] “O terror agora é a minha fúria e essa fúria agora é a minha malandragem o terror agora é uma carroça tirando chinfra de carruagem” [A insânia de se perceber imerso em uma convivência desconhecida é, hoje, suicídio ou, de fato, insânia. Antes de se aprofundar, existe o procedimento de pesquisa densa de antecedentes (da pessoa “candidata” e de seus próprios traumas anteriores) e uma fase de compatibilidade e produtividade afetiva. Um sorriso envergonhado, uma encarada sincera e até um toque inesperado será computado como gesto desnecessário ou disperdício de sentimentalidade] “Por favor, depressa,já é tarde e o teu desejo agora é meu silêncio eu só preciso de mais um pouco pra me curar desse deserto” [O desespero que me toma é por conta dessa sede de aproximações mais infantis, mais instintivas. A minha ansiedade é pela retirada de profissionalismo no modo de adquirir um amigo, uma paquera ou uma boa foda. O meu pedido é pela anulação a burocracia sentimental, pela banalização dos contatos imediatos entre pessoas, pela ausência de verborragia num simples “eu gosto de você”] ”Por favor, depressa, já é cedo o seu silêncio agora é meu desejo eu só queria cantar mais um pouco pra te ter mais um pouco” [Podem falar que sou Old School, mas prezo mesmo pela ingenuidade terrena de se achar perdidamente atraído por alguém, sem cogitar passados, presentes e muito menos, futuros. Sem levar em consideração os auxílios do ambiente, dos fatores externos, a cabeça boa (ou não), a escolaridade, o doce preferido, as tendências sócio-político-religiosas] [Só quero ver a volta dos amores de verão, das paixões platônicas, das idéias equivocadas de alegrias eternas, dos suspiros iniciais e dos insultos finais. Se alguém me roubou tudo isso, devolva e será recompensado] [Tragam-me de volta as noites sem dormir, as inspirações pra poemas de simplicidade extrema, as distrações no trabalho e na hora do jantar com a família]

Esculpir d’afectos

Das lezírias os trevos declinados ao sopé das colinas e dali, das estrebarias, o cheiro das aveias e dos fenos a esculpir d’afectos as narinas abertas dos animais. Afago ao de leve cerdas ao tempo, entrelaço, na brandura da noite, uma a uma, pérolas, fitas coloridas, em crinas hirtas de poemas e deixo que minha cabeça tombe que livre entorpeça e sonhe se carrego todas as dores das negras mulheres d’Atenas. Abraço-te p’lo pescoço, coloco o pé descalço em estribo. Ágil, salto. Aninho-me então longitudinalmente em teu dorso. Segredo-te felina ao teu ouvido: – Sabes … Gosto! Gosto quando me prendes, quando me dobras pela cintura e examinas o que se mostra, o que se esconde, no vórtice sedoso do decote … […] E de novo e novamente m’enlaças e me danças lépido e franco e me profanas e me endeusas na sensualidade latina de um Tango o fogo alado do meu corpo… Neste rio inexpugnável de lembranças de que me (re)invento e jejuando, m’alimento, viajo mística em várzeas supremas d’alecrim e d’hortelã, saio e entro, mil vezes, vezes sem fim, em celibato de alma, em nomadismo cigano, por dentro do rio salgado de mim sem hoje sem amanhã …assim. E sou ausência e sou presença aconchegada nos meus braços; E sou Infanta se danço a valsa debutante na ternura, na tremura dos teus passos…

POEMA DE BOA NOITE

o leitor deve vestir o poema. a primeira manga são os primeiros indícios, a segunda manga uma assimilação maior. e depois, na parte do corpo central, um progresso de confusão, um cardume de horas atravessando a boca. o leitor deve vestir o poema, não primeiro do avesso, mas vendo o sol que é uma natureza intacta, vendo as palavras que são um meio de incomunicação. um dia o leitor vestirá o poema pela parte de dentro, pelos significados que aumentam o mundo, pelos bichos que vão comendo o silêncio. um dia o leitor não poderá sair do poema e dirá boa noite de olhos bem fechados.