Poema de um louco

Era uma noite ,o sol brilhava no horizonte montanhoso. Era meia noite e o sol forte …
… no banco da praça o careca penteava suas tranças com um pente sem dente…
… o cego lia um jornal … 
Estava eu andando parado,sentado de pé numa pedra de pau,
com os olhos arregalados quase fechando,quando n√£o muito longe dali havia um bosque sem √°rvores.
Os passarinhos pastavam alegremente enquanto as vacas cantavam pulando de galho em galho a procura de seus ninhos e 
os elefantes descansavam à sombra de um pé de alface.
Resolvi voltar de pressa vagarosamente pra casa.
Chegando pela porta da frente que ficava nos fundos.
No quarto deitei meu paletó na cama e me pendurei no cabide.
passei a noite em claro,pois esqueci de apagar as luzes.
Sonhei que estava acordado ,quando acordei sonhei que estava dormindo.
Levantei-me e fui ao banheiro,onde resolvi almoçar,logo
senti um gosto horrível na boca .havia comido o guardanapo e limpado a boca com o bife.
Fui então até o jardim e lá eu encontrei um papel em branco,
que estava escrito: assim diziam aqueles nove profetas 
que eram três,jacó e pedro.
‚ÄúO mundo √© mesmo uma bola quadrada,diante disso prefiro a morte doque morrer‚ÄĚ.Era uma noite ,o sol brilhava no horizonte montanhoso.

Sol da meia-noite



Era um sonho, uma atmosfera de Eva, talvez alguns chegando, alguns em casa, mas n√£o havia pressa nas ruas, a vol√ļpia de pacotes, cart√Ķes, os preparativos cerimoniais. Eu deslisava para cen√°rios diferentes: uma floresta junto, mas teve um mar, uma montanha, um deserto, e tamb√©m geleiras, tudo rodeado por uma atmosfera j√° prenunciando sombras da noite. Ainda n√£o tinha aparecido estrelas, s√≥ o sol e uma lua demitir cedo, todo. no c√©u. √Ārvores pulsado a uma vida mais intensa, tinham rostos, embebiam-se de lua e vento, como em rituais charme remoto.
E ent√£o n√≥s vimos os animais: uma concha de caracol espanando as abelhas, ansiosos, brilhando a colmeia, e ninhos de p√°ssaros organizando para mais ovos nas sombras do p√°tio. Eles cantaram, inoportuna, os galos. Golfinhos fechado c√≠rculos grandes, peixes multicoloridos estavam concentrados acima dos corais. Celebrado de galho em macacos filiais e espelho azul de gelo um coro de ping√ľins animados ensaiando suas m√ļsicas e passos. No deserto, os camelos em grupos, coesa, fui em busca de alguns o√°sis no tempo … assim eram as imagens do sonho, tudo na v√©spera de um clima de enorme evento. Depois veio o velho pastores de ovelhas jogar em paisagens calmas. Tudo parecia obedecer a um toque de prepara√ß√£o, limpeza … uma alegre espera rondava o ar.
Por fim, vieram os cometas, que se estende seus raios dourados, meteoro brilhou faíscas no ar que cumprimentou vaga-lumes piscando. E surgiram planetas e galáxias se desenrolou, nunca tal profusão de personagens celestiais juntos eu vi.
Sonho estranho … como poderia o universo conspira bem, tudo t√£o perto, t√£o perto dentro de mim?
E eu vim sons, de longe, a partir de velhas vozes longa in√©dito. Ficou claro que a instru√ß√£o transmitida mim: eu desenhar linhas longas no ar, muitos, como varais sobrepostos v√°rios. Linhas que parecem √† primeira desenhado a l√°pis. E as vozes foram me incentivando, e eu tocava, esticado linhas, considerando tudo o que in√ļtil, sem sentido. Erro bobo, depois de um certo tempo os vest√≠gios foram acendendo, um ap√≥s o outro, e assim por diante todos os raios brilhantes de ouro mais claro, vindo, como uma primeira passagem, a protuber√Ęncia de um sol alqu√≠mico, uma luz plena explos√£o primordial. E as vozes antigas versados ‚Äč‚Äčno idioma, o que eu entendi arte de sonhos, algo encantamento s√©rio ao dizer:

“Eis o teu sol da meia noite,
Aqui é a luz transfigurado.
Bem-aventurados s√£o aqueles que vivem
em boas condi√ß√Ķes
Com imagin√°rio convidado
Com a ‘casa de loucos “. “


Nem tudo √© f√°cil


√Č dif√≠cil fazer algu√©m feliz, assim como √© f√°cil fazer triste.¬†

√Č dif√≠cil dizer eu te amo, assim como √© f√°cil n√£o dizer nada

√Č dif√≠cil valorizar um amor, assim como √© f√°cil perd√™-lo para sempre.

√Č dif√≠cil agradecer pelo dia de hoje, assim como √© f√°cil viver mais um dia.¬†

√Č dif√≠cil enxergar o que a vida traz de bom, assim como √© f√°cil fechar os olhos e atravessar a rua.¬†

√Č dif√≠cil se convencer de que se √© feliz, assim como √© f√°cil achar que sempre falta algo.¬†

√Č dif√≠cil fazer algu√©m sorrir, assim como √© f√°cil fazer chorar.¬†

√Č dif√≠cil colocar-se no lugar de algu√©m, assim como √© f√°cil olhar para o pr√≥prio umbigo.¬†

Se voc√™ errou, pe√ßa desculpas…¬†

√Č dif√≠cil pedir perd√£o? Mas quem disse que √© f√°cil ser perdoado?¬†

Se algu√©m errou com voc√™, perdoa-o…¬†

√Č dif√≠cil perdoar? Mas quem disse que √© f√°cil se arrepender?¬†

Se voc√™ sente algo, diga…¬†

√Č dif√≠cil se abrir? Mas quem disse que √© f√°cil encontrar¬†

alguém que queira escutar? 

Se algu√©m reclama de voc√™, ou√ßa…¬†

√Č dif√≠cil ouvir certas coisas? Mas quem disse que √© f√°cil ouvir voc√™?

Se algu√©m te ama, ame-o…

√Č dif√≠cil entregar-se? Mas quem disse que √© f√°cil ser feliz?¬†

Nem tudo √© f√°cil na vida…Mas, com certeza, nada √© imposs√≠vel¬†

Precisamos acreditar, ter fé e lutar 

para que não apenas sonhemos, Mas também tornemos todos esses desejos, 

realidade!!!

Can√ß√£o da tarde no campo

                              

Canção da tarde no campo

Caminho do campo verde

estrada depois de estrada.

Cerca de flores, palmeiras,

serra azul, √°gua calada.


Eu ando sozinha

no meio do vale.

Mas a tarde é minha.


Meus pés vão pisando a terra

Que é a imagem da minha vida:

t√£o vazia, mas t√£o bela,

t√£o certa, mas t√£o perdida!


Eu ando sozinha

por cima de pedras.

Mas a tarde é minha.


Os meus passos no caminho

s√£o como os passos da lua;

vou chegando, vai fugindo,

minha alma é a sombra da tua.


Eu ando sozinha

por dentro de bosques.

Mas a fonte é minha.


De tanto olhar para longe,

n√£o vejo o que passa perto,

meu peito é puro deserto.

Subo monte, desço monte.


Eu ando sozinha

ao longo da noite.

Mas a estrela é minha.

Mais

Tem dias que a gente queria mais…

Falar mais as pessoas que amamos

Calar mais nos momentos difíceis

Sorrir mais com alguns amigos.

Tem dias que a gente queria mais…

Estar mais perto dos nossos filhos

Dar mais atenção aos nossos pais

E a gente quer mais tempo…
Mais tempo pra olhar o sol
Mais tempo pra desvendar as nuvens
Mais tempo pra se molhar na chuva
Mais tempo pra olhar a lua…

E a gente descobre que esperou demais

Pra realizar tudo isso.

Querer Poder

Não sei exatamente em que momento comecei a despertar. Só sei que comecei a desejar menos entender de onde vim e a desejar mais aprender a estar aqui a cada agora. Só sei que descobri que a solidão é estar longe da própria alma. Que ninguém pode nos ferir sem a nossa cumplicidade. Que, sem que a gente perceba, estamos o tempo todo criando o que vivemos. Que o nosso menor gesto toca toda a vida porque nada está separado. Que a fé é uma palavra curta que arrumamos para denominar essa amplidão que é o nosso próprio poder.


Se eu pudesse

Se eu pudesse

Se eu pudesse viajar pra dentro de você

Então, ver o seu céu, conhecer a sua estrela


Sentir a brisa que vem a cada sorriso
Entender seu coração quando diz:

Há muito mais que isso, 

Além do que os olhos podem ver

Há muito mais que sentimento, 

H√° o momento, h√° um amor maior

Se eu pudesse… eu o faria

Se eu pudesse tiraria você desse lugar

Te levar onde a incerteza não é certa como o amor

Onde o olhar nos olhos é capaz de parar o tempo

E quando os l√°bios se tocam, ah!

√Č como se o c√©u fosse entre n√≥s

O amor vence a raz√£o

√Č t√£o intenso, supera o medo

√Č entrega, √© deixar seguir

Se eu pudesse… eu o faria…

Tit√Ęnio

Você grita alto
Mas eu não ouço uma palavra do que você diz
Eu estou falando alto sem dizer muita coisa
Fui criticada, mas as suas balas ricocheteiam
Você atira em mim, mas eu levanto


Sou à prova de balas, não tenho nada a perder
Atire, atire
Ricocheteia, mire
Atire, atire
Você atira em mim, mas eu não caio
Sou feita de tit√Ęnio
Você atira em mim, mas eu não caio
Sou feita de tit√Ęnio


Pode acabar comigo
Mas você é quem terá mais para sofrer
Cidade fantasma, amor mal-assombrado
Erga a voz, paus e pedras podem me quebrar os ossos
Estou falando alto, mas n√£o estou dizendo muita coisa


Sou à prova de balas, não tenho nada a perder
Atire, atire
Ricocheteia, mire
Atire, atire
Você atira em mim, mas eu não caio
Sou feita de tit√Ęnio
Você atira em mim, mas eu não caio
Sou feita de tit√Ęnio
Sou feita de tit√Ęnio
Sou feita de tit√Ęnio


Dura como pedra, metralhadora
Atirando naqueles que se erguem
Dura como pedra, como vidro à prova de balas


Você atira em mim, mas eu não caio
Sou feita de tit√Ęnio
Você atira em mim, mas eu não caio
Sou feita de tit√Ęnio
Você atira em mim, mas eu não caio
Sou feita de tit√Ęnio
Você atira em mim, mas eu não caio
Sou feita de tit√Ęnio
Sou feita de tit√Ęnio


Necrol√≥gio dos Desiludidos do Amor

Os desiludidos do amor 
estão desfechando tiros no peito. 
Do meu quarto ouço a fuzilaria. 
As amadas torcem-se de gozo. 
Oh quanta matéria para os jornais. 

Desiludidos mas fotografados, 
escreveram cartas explicativas, 
tomaram todas as providências 
para o remorso das amadas. 

Pum pum pum adeus, enjoada. 
Eu vou, tu ficas, mas nos veremos 
seja no claro céu ou turvo inferno. 

Os médicos estão fazendo a autópsia 
dos desiludidos que se mataram. 
Que grandes cora√ß√Ķes eles possu√≠am.¬†
Vísceras imensas, tripas sentimentais 
e um est√īmago cheio de poesia…¬†

Agora vamos para o cemitério 
levar os corpos dos desiludidos 
encaixotados competentemente 
(paix√Ķes de primeira e de segunda classe).¬†

Os desiludidos seguem iludidos, 
sem coração, sem tripas, sem amor. 
Única fortuna, os seus dentes de ouro 
não servirão de lastro financeiro 
e cobertos de terra perderão o brilho 
enquanto as amadas dançarão um samba 
bravo, violento, sobre a tumba deles. 

Minha solid√£o

Minha solidão 

Eu estou caindo em sono profundo
Para escapar da realidade
Mas a dor ainda est√° dentro de mim
Devo matar-me para libertar minha alma?
Ou devo apenas deixar o vazio me abraçar tão facilmente?

Sob o meu sono intermin√°vel
Eu ouço a voz perdida
Ela me assombra 
Me vejo perdida nesse lugar
Minha esperança caindo como folhas de outono

Minha mente ainda procura fragmentos de sanidade
E aos poucos estou afundando
Nem um anjo poderia salvar-me dessa loucura.