Como √© a roupa de banho das mu√ßulmanas?

ideia

Como √© a roupa de banho das mu√ßulmanas?Se elas n√£o podem mostrar o corpo como conseguem ir a praia ou a uma piscina p√ļblica? Confira a roupa de banho das mu√ßulmanas
 
¬†Surpresa para voc√™, elas v√£o sim a praia e as piscinas p√ļblicas, usando trajes isl√Ęmicos feitos pensando nos costumes religiosos do seu povo. Devido as leis que devem seguir de acordo com o livro sagrado, as mu√ßulmanas se vestem um pouco diferente do costume ocidental.

Como n√£o podem exibir o corpo e nem os cabelos em p√ļblico, elas utilizam do pr√≥prio hijab, um conjunto de vestimentas que cobre a cabe√ßa e o corpo, ou ent√£o uma roupa especial para nadar chamada burqu√≠ni, que pessoalmente acho muito charmosa, veja nas fotos.

Burquini

A ideia do burquíni foi criada pela estilista Aheda Zanetti e simples como o próprio nome, é uma mistura entre o tecido do biquíni e a burca, vestimenta própria da cultura local.

O traje cobre praticamente o corpo inteiro, com exce√ß√£o ao rosto, as m√£os e os p√©s, respeitando todos os preceitos isl√Ęmicos, por√©m como o tecido √© diferenciado, √© poss√≠vel sair nadando sem sentir qualquer desconforto, algumas se arriscam at√© no surf.

alguma

Burquíni é hoje uma marca registrada. Existem outras menos utilizadas como veilquíni e mycozzie, que diferem um pouco do burquíni no estilo e em alguns casos no próprio material do tecido.

Uma das vantagens dessas peças próprias para o banho é evitar que isso aconteça.

Wild Giant Pandas Making a Comeback in China

TIME

The Chinese government has some good news for panda lovers.

A new survey by China’s State Forestry Administration indicates that the wild giant panda population has grown to 1,864, representing an increase of 268 pandas since 2003. The number of giant pandas in captivity also doubled.

The census, which took some three years to complete, reflects the country’s commitment to protecting an animal with a lot of obstacles against it: Pandas are slow to reproduce and historically have been a target for poachers, and, per the census, now have 832 miles of roads running through their habitats. China’s 27 preserves for pandas account for the growth.

[NBC News]

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√Ārvores do Slope Point

Parece que est√° sempre ventando bem forte nessas √°rvores do Slope Point, na Nova Zel√Ęndia. E estava! O vento sopra t√£o forte no local, que a estrutura das √°rvores ficou assim, retorcida.

Parece que est√° sempre ventando bem forte nessas √°rvores do Slope Point, na Nova Zel√Ęndia. E estava! O vento sopra t√£o forte no local, que a estrutura das √°rvores ficou assim, retorcida.

Manikyam

Manikyam a menor vaca do mundo, com altura de 61,5 centímetros. Reconhecida pelo Guinness World Records.

‚ÄúVote no brigadeiro que √© bonito e solteiro!‚ÄĚ

Em 1945, logo ap√≥s o fim da Segunda Guerra Mundial, o Brasil estava em √©poca de campanha para elei√ß√£o de um novo presidente. O candidato Eduardo Gomes, cuja patente militar era Brigadeiro, tinha enorme sucesso entre as mulheres, o que ali√°s era comprovado pelo seu slogan da campanha que era ‚ÄúVote no brigadeiro que √© bonito e solteiro‚ÄĚ.

‚ÄúVote no brigadeiro que √© bonito e solteiro!‚ÄĚ

Assim, as suas eleitoras mais devotas decidiram tentar promover a sua campanha organizando festas para angariar fundos e para dar ainda mais visibilidade ao seu candidato. Contrariamente a venderem o habitual merchandising eleitoral, decidiram elaborar um doce para ser vendido nesses encontros. Havia no entanto um problema. Como se estava em tempo de p√≥s guerra havia imensa falta de leite fresco e de a√ß√ļcar, o que complicava a tarefa de se fazer qualquer doce. Assim, decidiram recorrer ao leite condensado, misturando-o com manteiga e chocolate.

Estava assim criado o que ficou na altura conhecido como ‚Äúo doce do brigadeiro‚ÄĚ e que era vendido durante a campanha, tentando conquistar votos atrav√©s do paladar do eleitorado. O doce foi um sucesso, mas o candidato acabou por n√£o ser eleito.

Durante a d√©cada de 50 o nome foi abreviado e o doce espalhou-se por todo o pa√≠s, sempre com uma excelente recep√ß√£o. – O brigadeiro √© conhecido em muitos pa√≠ses como ‚Äútrufas brasileiras‚ÄĚ, devido √† sua textura macia e delicada que faz lembrar as trufas francesas.

"Em 1945, logo ap√≥s o fim da Segunda Guerra Mundial, o Brasil estava em √©poca de campanha para elei√ß√£o de um novo presidente. O candidato Eduardo Gomes, cuja patente militar era Brigadeiro, tinha enorme sucesso entre as mulheres, o que ali√°s era comprovado pelo seu slogan da campanha que era ‚ÄúVote no brigadeiro que √© bonito e solteiro‚ÄĚ.

‚ÄúVote no brigadeiro que √© bonito e solteiro!‚ÄĚ

Assim, as suas eleitoras mais devotas decidiram tentar promover a sua campanha organizando festas para angariar fundos e para dar ainda mais visibilidade ao seu candidato. Contrariamente a venderem o habitual merchandising eleitoral, decidiram elaborar um doce para ser vendido nesses encontros. Havia no entanto um problema. Como se estava em tempo de p√≥s guerra havia imensa falta de leite fresco e de a√ß√ļcar, o que complicava a tarefa de se fazer qualquer doce. Assim, decidiram recorrer ao leite condensado, misturando-o com manteiga e chocolate.

Estava assim criado o que ficou na altura conhecido como ‚Äúo doce do brigadeiro‚ÄĚ e que era vendido durante a campanha, tentando conquistar votos atrav√©s do paladar do eleitorado. O doce foi um sucesso, mas o candidato acabou por n√£o ser eleito.

Durante a d√©cada de 50 o nome foi abreviado e o doce espalhou-se por todo o pa√≠s, sempre com uma excelente recep√ß√£o. - O brigadeiro √© conhecido em muitos pa√≠ses como ‚Äútrufas brasileiras‚ÄĚ, devido √† sua textura macia e delicada que faz lembrar as trufas francesas."

Dobri Dobrev

Dobri Dobrev, 98 anos de idade, um homem que perdeu sua audição na II Guerra e depois de juntar cerca de 40.000 euros em esmolas, doou tudinho para alguns orfanatos e para a restauração de alguns mosteiros.

Dobri Dobrev, 98 anos de idade, um homem que perdeu sua audição na II Guerra e depois de juntar cerca de 40.000 euros em esmolas, doou tudinho para alguns orfanatos e para a restauração de alguns mosteiros.

Albert Einstein

Einstein era uma pessoa muito simples. Não costumava se importar com a aparência física, nem com os cabelos penteados e nem com as roupas. Como pode-se ver, o gênio pousou para esta foto, com um detalhe bastante peculiar: Sapatos diferentes.

"Einstein era uma pessoa muito simples. Não costumava se importar com a aparência física, nem com os cabelos penteados e nem com as roupas. Como pode-se ver, o gênio pousou para esta foto, com um detalhe bastante peculiar: Sapatos diferentes."
 

Albert Einstein (Ulm, 14 de mar√ßo de 1879 ‚ÄĒ Princeton, 18 de abril de 1955) foi um f√≠sico te√≥rico alem√£o, radicado nos Estados Unidos a partir de 1933, que desenvolveu a teoria da relatividade geral, um dos dois pilares da f√≠sica moderna (ao lado da mec√Ęnica qu√Ęntica). Embora mais conhecido por sua f√≥rmula deequival√™ncia massa-energia, E = mc2 (que foi chamada de “a equa√ß√£o mais famosa do mundo”), foi laureado com o Pr√™mio Nobel de F√≠sica de 1921 “por suas contribui√ß√Ķes √† f√≠sica te√≥rica e, especialmente, por sua descoberta da lei do efeito fotoel√©trico“, que foi fundamental no estabelecimento da teoria qu√Ęntica.

No in√≠cio de sua carreira, Einstein acreditava que a mec√Ęnica newtoniana n√£o era mais suficiente para reconciliar as leis da mec√Ęnica cl√°ssica com as leis do campo eletromagn√©tico. Isto o levou ao desenvolvimento da teoria da relatividade especial. Einstein percebeu, no entanto, que o princ√≠pio da relatividade tamb√©m poderia ser estendido para campos gravitacionais, e com a sua posterior teoria da gravita√ß√£o, de 1916, publicou um artigo sobre a teoria da relatividade geral. Continuou a lidar com problemas da mec√Ęnica estat√≠stica e teoria qu√Ęntica, o que levou √†s suas explica√ß√Ķes sobre a teoria das part√≠culas e o movimento browniano. Tamb√©m investigou as propriedades t√©rmicas da luz, o que lan√ßou as bases da teoria dos f√≥tons da luz. Em 1917, aplicou a teoria da relatividade geral para modelar a estrutura do universo¬†como um todo.

Einstein estava nos Estados Unidos quando Adolf Hitler chegou ao poder na Alemanha, em 1933, e n√£o voltou para a Alemanha, onde tinha sido professor da Academia de Ci√™ncias de Berlim. Estabeleceu-se ent√£o nos Estados Unidos, onde naturalizou-se em 1940. Na v√©spera da Segunda Guerra Mundial, ajudou a alertar o presidente Franklin D. Roosevelt que a Alemanha poderia estar desenvolvendo uma arma at√īmica, recomendando aos Estados Unidos come√ßar uma pesquisa semelhante, o que levou ao que se tornaria o Projeto Manhattan. Einstein apoiou as for√ßas aliadas, denunciando no entanto a utiliza√ß√£o da fiss√£o nuclear como uma arma. Mais tarde, com o fil√≥sofo brit√Ęnico¬†Bertrand Russell, assinou o Manifesto Russell-Einstein, que destacou o perigo das armas nucleares. Einstein foi afiliado ao¬†Instituto de Estudos Avan√ßados de Princeton at√© sua morte em 1955.

Realizou diversas viagens ao redor do mundo, deu palestras p√ļblicas em conceituadas universidades e conheceu personalidades celebres de sua √©poca, tanto na f√≠sica quanto fora do mundo acad√™mico. Publicou mais de 300 trabalhos cient√≠ficos, juntamente com mais de 150 obras n√£o cient√≠ficas. Suas grandes conquistas intelectuais e originalidade fizeram da palavra “Einstein” sin√īnimo de g√™nio. 100 f√≠sicos renomados elegeram-no, em 1999, o mais memor√°vel f√≠sico de todos os tempos.

Primeiros anos e educação

 

Monumento no local onde Einstein nasceu, em Ulm.

Albert Einstein (em alem√£o: AFI: nasceu em Ulm, no Reino de W√ľrttemberg, Imp√©rio Alem√£o (atual Baden-W√ľrttemberg, Alemanha), em 14 de mar√ßo de 1879,1 filho de Hermann Einstein, um vendedor e engenheiro, e de Pauline Einstein (nascida Koch). Em 1880 a fam√≠lia mudou-se para Munique, onde seu pai e tio fundaram a Elektrotechnische Fabrik J. Einstein & Cie, empresa que fabricava equipamentos el√©tricos acionados por corrente cont√≠nua. Um ano mais tarde seus pais deram √† luz a uma menina, Maria “Maja” Einstein, sua irm√£ mais nova.2 3 Os Einstein eram judeus asquenazes n√£o praticantes. Albert estudou em uma escola elementar cat√≥lica, a partir dos cinco anos de idade, durante tr√™s anos.4 Com oito anos de idade foi transferido para o Gin√°sio Luitpold (atualmente o Gin√°sio Albert Einstein), onde teve educa√ß√£o escolar prim√°ria avan√ßada e secund√°ria, at√© deixar a Alemanha sete anos depois.5 Embora se acreditasse que Einstein tinha dificuldades iniciais de fala, isto √© contestado pelo Albert Einstein Archives, e se destacou na primeira escola que frequentou.6 Ele foi bem entregue;6 7 n√£o h√° evid√™ncias √† cren√ßa popular generalizada8 de que era canhoto.

Seu pai uma vez mostrou-lhe uma b√ļssola de bolso. Percebeu que deveria haver algo que fizesse com que a agulha se movesse, apesar do aparente “espa√ßo vazio”.9Quando cresceu, Einstein construiu modelos e dispositivos mec√Ęnicos por divers√£o, come√ßando a mostrar talento para a matem√°tica.1 Aos dez anos de idade, Max Talmud (que depois mudou seu nome para Max Talmey), um pobre estudante judeu de medicina da Pol√īnia, foi apresentado √† fam√≠lia de Einstein por seu irm√£o, e durante as visitas semanais pelos cinco anos seguintes, ele deu ao menino livros populares sobre ci√™ncia, textos matem√°ticos e escritos filos√≥ficos. Estes inclu√≠ram Cr√≠tica da Raz√£o Pura de Immanuel Kant, e Os Elementos de Euclides (que Einstein chamou de “pequeno livro sagrado da geometria”).10 11 nota 1

Em 1894, a empresa de seu pai faliu: a corrente direta perdeu a Guerra das Correntespara a corrente alternada. Em busca de neg√≥cios, a fam√≠lia de Einstein mudou-se para a It√°lia, primeiro para Mil√£o e, alguns meses mais tarde, para Pavia.12 Quando a fam√≠lia se mudou para Pavia, Einstein ficou em Munique para terminar seus estudos no Gin√°sio Luitpold. Seu pai queria que seguisse a engenharia el√©trica, mas Einstein entrou em choque com as autoridades e ressentiu-se com o regime da escola e o m√©todo de ensino. Escreveu mais tarde que o esp√≠rito do conhecimento e o pensamento criativo foram perdidos na esteira da aprendizagem mec√Ęnica. No final de dezembro de 1894, ele viajou para a It√°lia para se juntar √† sua fam√≠lia em Pavia, convencendo a escola a deix√°-lo ir usando um atestado m√©dico.13 Foi durante o seu tempo na It√°lia que ele escreveu um pequeno ensaio com o t√≠tulo “Sobre a Investiga√ß√£o do Estado do √Čter num Campo Magn√©tico”.14 15 No final do ver√£o de 1895, com dezesseis anos de idade, dois antes da idade padr√£o, Einstein realizou os exames de admiss√£o para a Escola Polit√©cnica Federal Su√≠√ßa em Zurique (mais tarde o Instituto Federal de Tecnologia de Zurique). Ele n√£o conseguiu alcan√ßar o padr√£o exigido em v√°rias disciplinas, com destaque para o franc√™s, mas obteve notas excepcionais em f√≠sica e matem√°tica.16 17 Seguindo o conselho do diretor da Polit√©cnica, ele frequentou a Escola Cantonal de Aargau em Aarau, Su√≠√ßa, entre 1895 e 1896 para completar o ensino secund√°rio. Enquanto se hospedava com a fam√≠lia do professor Jost Winteler, ele se apaixonou por sua filha, Marie Winteler (mais tarde sua irm√£ Maja se casou com o filho dos Wintelers, Paul). Em janeiro de 1896, com a aprova√ß√£o de seu pai, renunciou √† sua cidadania no Reino de W√ľrttemberg, para evitar o servi√ßo militar18 (adquiriu a nacionalidade su√≠√ßa cinco anos mais tarde, em fevereiro de 1901).19 Em setembro de 1896, passou nos estudos su√≠√ßos com boas notas em sua maior parte (incluindo uma pontua√ß√£o de 6 em f√≠sica e matem√°tica, em uma escala de 1-6nota 2 20 ) e, embora contasse apenas 17 anos, um a menos que os demais alunos, matriculou-se no curso de quatro anos para obter o diploma de professor de f√≠sica da Escola Polit√©cnica de Zurique17 Marie Winteler mudou-se para Olsberg, Su√≠√ßa, onde obteve um cargo como professora.21

A futura esposa de Einstein, Mileva Marińá, tamb√©m se matriculou na Escola Polit√©cnica no mesmo ano, e foi a √ļnica mulher entre os seis estudantes da se√ß√£o de matem√°tica e f√≠sica nas aulas do curso. Com o passar dos anos, sua amizade com Marińá se desenvolveu em romance, e juntos liam livros extra-curriculares de f√≠sica em que Einstein estava mostrando um interesse crescente. Em 1900, Einstein foi agraciado com o diploma de ensino da Polit√©cnica de Zurique, mas Marińá foi reprovada no exame com uma nota baixa em um componente da matem√°tica, a teoria das fun√ß√Ķes.22 Houve alega√ß√Ķes de que Marińá colaborou com Einstein em seus c√©lebres trabalhos de 1905,23 24 mas os historiadores da f√≠sica que estudaram a quest√£o n√£o encontraram nenhuma evid√™ncia de que ela tenha feito quaisquer contribui√ß√Ķes substanciais.25 26 27 28

Einstein aos 14 anos de idade.

Casamentos e filhos

Mileva Marińá e Elsa Einstein

Einstein e Marińá (leia-se Maritch) se casaram em Berna, em 1903.29 Um ano antes, todavia, haviam tido uma filha e lhe deram o nome de Lieserl, nascida em Novi Sad, onde Marińá estava com seus pais. Seu destino √© desconhecido, mas o conte√ļdo de uma carta que Einstein escreveu a Marińá em setembro de 1903 sugere que ela foi adotada ou morreu de escarlatina na inf√Ęncia.30 31 Einstein e Marińá se casaram em janeiro de 1903. Em maio de 1904 nasceu o primeiro filho do casal,Hans Albert Einstein, em Berna, na Su√≠√ßa. Seu segundo filho, Eduard, nasceu em Zurique, em julho de 1910. Em 1914, Einstein se mudou para Berlim, enquanto sua esposa ficou em Zurique com seus filhos. Eles se divorciaram em 14 de fevereiro de 1919, ap√≥s terem vivido separados por cinco anos. Existem rumores de que era um “mulherengo devasso e teve muitos casos”. No entanto, essas hist√≥rias n√£o seriam fundamentadas. Depois de se tornar famoso, muitas mulheres, jovens e velhas, aproximaram-se dele com o pretexto de tentar entender sua teoria. Mileva n√£o toleraria esse comportamento e se tornou briguenta, e este foi um dos motivos de seu div√≥rcio.32 33 Posteriormente, se casou com Elsa L√∂wenthal em 2 de junho de 1919, ap√≥s ter tido um relacionamento com ela desde 1912. Elsa era sua prima materna em primeiro grau e paterna em segundo grau. Em 1933, eles emigraram para os Estados Unidos. Em 1935, Elsa Einstein foi diagnosticada com problemas card√≠acos e renais e morreu em dezembro de 1936.34 De seus filhos, Hans Einstein foi o √ļnico a gerar descend√™ncia tendo um filho, Bernhard Caesar, nascido em 1930, o √ļnico neto conhecido de Einstein.35

Escritório de Patentes

 

Da esquerda para a direita: Conrad Habicht, Maurice Solovine e Einstein, fundadores da Academia Olímpia.

Depois de formado, Einstein passou quase dois anos frustrantes procurando um cargo de professor, mas o pai de Marcel Grossmann o ajudou a conseguir um emprego em Berna,36 no Instituto Federal de Propriedade Intelectual, o escrit√≥rio de patentes, como assistente examinador.37 Ele avaliou os pedidos de patentes de dispositivos eletromagn√©ticos. Em 1903, a posi√ß√£o de Einstein no escrit√≥rio de patentes su√≠√ßo tornou-se permanente, embora ele tenha sido preterido para promo√ß√£o at√© que “dominasse totalmente a tecnologia da m√°quina”.38 Muito de seu trabalho no escrit√≥rio de patentes relacionava-se a quest√Ķes sobre a transmiss√£o de sinais el√©tricos e sincroniza√ß√£o eletro-mec√Ęnica do tempo, dois problemas t√©cnicos que aparecem visivelmente nas experi√™ncias de pensamento que levaram Einstein a suas conclus√Ķes radicais sobre a natureza da luz e da conex√£o fundamental entre espa√ßo e tempo.39 Com alguns amigos que conheceu em Berna, Einstein come√ßou um pequeno grupo de discuss√£o, auto-denominado “Academia Ol√≠mpia“, que se reunia regularmente para discutir ci√™ncia e filosofia. As leituras do grupo inclu√≠am os trabalhos de Henri Poincar√©, Ernst Mach e David Hume, que influenciaram a vis√£o cient√≠fica e filos√≥fica de Einstein.40

Carreira docente

 

Einstein em 1904, aos 25 anos de idade.

 

Retrato oficial de Einstein em 1921 depois de receber o Prêmio Nobel de Física.

Em 1901, o artigo “Folgerungen aus den Capillarit√§tserscheinungen” (“Conclus√Ķes dos Fen√īmenos da Capilaridade”) foi publicado na prestigiada Annalen der Physik. Foi seu primeiro artigo cient√≠fico a ser publicado, os editores ficaram impressionados e publicaram o trabalho do jovem cientista desconhecido em mar√ßo de 1901, quando tinha completado apenas 22 anos. Estimulado pelo seu sucesso inicial, poucos meses depois, em setembro, o jovem futuro pai come√ßou a trabalhar em uma tese sobre as for√ßas moleculares em gases que esperava que lhe conferisse o grau acad√™mico de doutor pela Universidade de Zurique.41 42 Em 30 de abril de 1905, terminou sua tese com Alfred Kleiner, professor de f√≠sica experimental, como orientador legal. Obteve seu doutoramento pela Universidade de Zurique, com a tese “Uma Nova Determina√ß√£o das Dimens√Ķes Moleculares”.43 44 No mesmo ano, que tem sido chamado de annus mirabilis (ano miraculoso) de Einstein, publicou quatro trabalhos revolucion√°rios sobre o efeito fotoel√©trico, o movimento browniano, a relatividade especial e a equival√™ncia entre massa e energia, que o levariam ao conhecimento do mundo acad√™mico.45

Em 1908, j√° era reconhecido como um importante cientista e foi nomeado professor46 na Universidade de Berna. No ano seguinte, deixou o escrit√≥rio de patentes e o cargo de professor e come√ßou a dar aulas de eletrodin√Ęmica na Universidade de Zurique, Alfred Kleiner recomendou-lhe a faculdade um rec√©m-criado cargo de professor em f√≠sica te√≥rica.47 Foi nomeado professor adjunto em 1909. Tornou-se professor catedr√°tico na Universidade Carolina em Praga, em 1911, por√©m retornou √† sua alma mater, em Zurique, um ano mais tarde. De 1912 at√© 1914 foi professor de f√≠sica te√≥rica no Instituto Federal de Tecnologia de Zurique(ETH), onde lecionou mec√Ęnica anal√≠tica e termodin√Ęmica. Tamb√©m estudou mec√Ęnica do cont√≠nuo, a teoria molecular do calor, e o problema da gravita√ß√£o, no qual trabalhou com o matem√°tico Marcel Grossmann. Em 1914, retornou √† Alemanha depois de ser nomeado diretor do Instituto Kaiser Guilherme de F√≠sica (1914-1932)48 e professor da Universidade Humboldt de Berlim, com uma cl√°usula especial em seu contrato que o liberou da maioria das obriga√ß√Ķes dos docentes. Ele se tornou um membro da Academia Prussiana de Ci√™ncias. Em 1916, Einstein foi nomeado presidente da Sociedade Alem√£ de F√≠sica (1916-1918).49 50

Em 1911, calculou que, com base em sua nova teoria da relatividade geral, a luz de uma estrela seria curvada pela gravidade do Sol. Essa previs√£o foi dada como confirmada em observa√ß√Ķes feitas por uma expedi√ß√£o brit√Ęnica liderada por Sir Arthur Eddington, durante o eclipse solar de 29 de maio de 1919. Not√≠cias da m√≠dia internacional fizeram Einstein famoso no mundo inteiro por este feito. Em 7 de novembro de 1919, The Times, o maior jornal brit√Ęnico, publicou uma manchete que dizia: “Revolu√ß√£o na Ci√™ncia¬†‚Äď Nova Teoria do Universo¬†‚Äď Ideias de Newton derrubadas”.51 Muito mais tarde, foram levantadas quest√Ķes quanto a se os c√°lculos foram precisos o suficiente para apoiar a teoria de Einstein. Em 1980, os historiadores John Earman e Clark Glymour publicaram uma an√°lise sugerindo que Eddington tinha suprimido resultados desfavor√°veis.52 Os dois pesquisadores encontraram poss√≠veis falhas na sele√ß√£o de dados de Eddington, mas suas d√ļvidas, embora amplamente divulgadas e, de fato, agora com um status “m√≠tico” quase equivalente ao status das observa√ß√Ķes originais, n√£o foram confirmadas.53 54 A sele√ß√£o dos dados de Eddington parece v√°lida e sua equipe realmente fez medi√ß√Ķes astron√īmicas verificando a teoria.55 Em 1921, Einstein foi agraciado com o Pr√™mio Nobel de F√≠sica por sua explica√ß√£o do efeito fotoel√©trico, pois a relatividade era considerada ainda um tanto controversa. Ele tamb√©m recebeu a Medalha Copley da Royal Society em 1925.56 57 Em meio a sua carreira acad√™mica participou de muitas palestras e conferencias, dentre elas a Confer√™ncia de Solvay que reunia os mais consagrados cientistas da √©poca como Marie Curie, Henri Poincar√©, Ernest Rutherford e Max Planck. Esteve presente em 1911, em sua primeira celebra√ß√£o, assim como a segunda confer√™ncia de 1913, a quinta confer√™ncia de 1927 e a sexta, realizada em 1930.58

Viagens para o exterior, 1921‚Äď1931

 

Einstein em Nova Iorque, sua primeira visita aos Estados Unidos, em 1921.

Einstein visitou Nova Iorque pela primeira vez em 2 de abril de 1921, onde recebeu uma recep√ß√£o oficial por parte do prefeito John Francis Hylan, seguido de tr√™s semanas de palestras e recep√ß√Ķes. Apresentou diversas palestras na Universidade Columbia e na Universidade de Princeton, e em Washington acompanhou representantes da Academia Nacional de Ci√™ncias em uma visita √† Casa Branca. Em seu retorno √† Europa, foi convidado do estadista e fil√≥sofo brit√Ęnico Visconde de Haldane, em Londres, onde se encontrou com v√°rias figuras cient√≠ficas, intelectuais e pol√≠ticas de renome e apresentou uma palestra na King’s College de Londres.59 Em 1922, viajou por toda a √Āsia e depois para a Palestina, como parte de uma excurs√£o de seis meses apresentando palestras.60Suas viagens inclu√≠ram Singapura, Ceil√£o e Jap√£o, onde deu uma s√©rie de palestras para milhares de japoneses. Sua primeira palestra em T√≥quio durou quatro horas e ap√≥s a apresenta√ß√£o encontrou-se com o imperador e a imperatriz no Pal√°cio Imperial, onde milhares vieram assisti-lo. Mais tarde, deu suas impress√Ķes sobre os japoneses em uma carta a seus filhos:61 “De todas as pessoas que conheci, eu gosto mais dos japoneses, porque eles s√£o modestos, inteligentes, atenciosos e t√™m sensibilidade para a arte”.61 Em sua viagem de volta, tamb√©m visitou a Palestina durante 12 dias, na que viria a ser sua √ļnica visita √† regi√£o. “Ele foi recebido com uma grande pompa brit√Ęnica, como se fosse um chefe de Estado, em vez de um f√≠sico te√≥rico”, escreve Walter Isaacson. Isto incluiu uma sauda√ß√£o de canh√£o em sua chegada √† resid√™ncia do alto comiss√°rio brit√Ęnico, Sir Herbert Louis Samuel. Durante uma recep√ß√£o dada a ele, o pr√©dio foi “invadido por multid√Ķes que queriam ouvi-lo”. Em um discurso de Einstein para o p√ļblico, ele expressou sua felicidade sobre o evento:

Eu considero este o melhor dia da minha vida. Antes, eu sempre achei algo a lamentar na alma judaica, que é o esquecimento de seu próprio povo. Hoje, eu estou feliz com a visão do povo judeu aprendendo a reconhecer-se e a tornar-se reconhecido como uma força no mundo.62

Einstein fez uma viagem √† Am√©rica do Sul, em 1925, visitando pa√≠ses como Argentina, Uruguai e tamb√©m o Brasil.63 Al√©m de fazer confer√™ncias cient√≠ficas, visitou universidades e institui√ß√Ķes de pesquisas. Em 21 de mar√ßo passou pelo Rio de Janeiro, onde foi recebido por jornalistas, cientistas e membros da comunidade judaica. Visitou o Jardim Bot√Ęnico e fez o seguinte coment√°rio, por escrito, para o jornalista Assis Chateaubriand: “O problema que minha mente formulou foi respondido pelo luminoso c√©u do Brasil”.64 Tal afirma√ß√£o dizia respeito a uma observa√ß√£o do eclipse solar registrada na cidade cearense de Sobral por uma equipe de cientistas brit√Ęnicos, liderada por Sir Arthur Stanley Eddington, que buscava vest√≠gios que pudessem comprovar a teoria da relatividade, at√© ent√£o mera especula√ß√£o. Albert Einstein nunca chegou a visitar a cidade de Sobral.65 66 Em 24 de abril de 1925, Einstein deixou Buenos Aires e alcan√ßou Montevid√©u. Fez ali tr√™s confer√™ncias e, tal como na Argentina, participou de v√°rias recep√ß√Ķes e visitou o presidente do Uruguai. Einstein permaneceu no Uruguai por uma semana, de onde saiu no primeiro dia de maio, em dire√ß√£o ao Rio de Janeiro, no navio Vald√≠via. Desembarcou novamente no Rio de Janeiro em 4 de maio. Nos dias seguintes percorreria v√°rios pontos tur√≠sticos da cidade, incluindo o P√£o de A√ß√ļcar, o Corcovado e a Floresta da Tijuca. As anota√ß√Ķes de seu di√°rio ilustram bem suas percep√ß√Ķes quanto √† natureza tropical do local.67 No dia 6 de maio, visitou o ent√£o presidente da rep√ļblica, Artur Bernardes, al√©m de alguns ministros.64

 

Carlos Chagas e a equipe do Instituto Oswaldo Cruz, em recepção a Einstein.

 

Charlie Chaplin e Einstein em Hollywood na estreia de Luzes da Cidade, em janeiro de 1931.

Seu programa tur√≠stico-cient√≠fico no Brasil incluiu diversas visitas a institui√ß√Ķes, como o Museu Nacional do Rio de Janeiro,68 a Academia Brasileira de Ci√™ncias e o Instituto Oswaldo Cruz, e duas confer√™ncias: uma no Clube de Engenharia do Rio de Janeiro e a outra na Escola Polit√©cnica do Largo de S√£o Francisco, atual Escola Polit√©cnica da Universidade Federal do Rio de Janeiro.66 Atrav√©s de ondas da r√°dio Sociedade, criada em 1923, Einstein proferiu em alem√£o uma mensagem √† popula√ß√£o, que foi traduzida pelo qu√≠mico M√°rio Saraiva.63 Nesta mensagem, o cientista destacou a import√Ęncia dos meios radiof√īnicos para a difus√£o da cultura e do aprendizado cient√≠fico, desde que sejam utilizados e preservados por profissionais qualificados.63 Einstein deixaria o Rio no dia 12 de maio. Essa sua visita foi amplamente divulgada pela imprensa e influenciou na luta pelo estabelecimento de pesquisa b√°sica e para a difus√£o das ideias da f√≠sica moderna no Brasil.63 Deixando o Rio, o j√° famoso f√≠sico alem√£o enviou, do navio, uma carta ao Comit√™ Nobel. Nesta carta, sugeria o nome do marechal C√Ęndido Rondon para o Nobel da Paz.64 Einstein teria se impressionado com o que se informou sobre as atividades de Rondon em rela√ß√£o √† integra√ß√£o de tribos ind√≠genas ao homem civilizado, sem o uso de armas ou algo do tipo.64

Em dezembro de 1930, visitou os Estados Unidos pela segunda vez, originalmente concebida como uma visita de trabalho de dois meses como pesquisador noInstituto de Tecnologia da Calif√≥rnia (Caltech). Ap√≥s a aten√ß√£o nacional que recebeu durante sua primeira viagem ao pa√≠s, ele e seus coordenadores tinham o objetivo de proteger sua privacidade. Embora inundado com telegramas e convites para receber pr√™mios ou falar em p√ļblico, recusou todos eles.62 :368¬† Depois de chegar em Nova Iorque, foi levado para v√°rios lugares e eventos, incluindoChinatown, um almo√ßo com os editores do New York Times, e uma performance deCarmen no Metropolitan Opera, onde foi aplaudido pelo p√ļblico em sua chegada. Durante os dias seguintes, recebeu as chaves da cidade pelo prefeito Jimmy Walker e conheceu o presidente da Universidade Columbia, que o descreveu como “o monarca da mente.” Harry Emerson Fosdick, pastor da Igreja de Riverside, em Nova Iorque, lhe deu uma excurs√£o da igreja e o mostrou a uma est√°tua em tamanho real feita do f√≠sico, de p√© na entrada. Al√©m disso, durante sua estadia em Nova Iorque, ele se juntou uma multid√£o de 15 mil pessoas no Madison Square Garden durante uma festa de Chanuc√°.62 :370¬† Em seguida viajou para a Calif√≥rnia, onde se encontrou com o presidente da Caltech e Pr√™mio Nobel, Robert Andrews Millikan. Sua amizade com Millikan foi “estranha”, j√° que Millikan “tinha uma propens√£o ao militarismo patri√≥tico”, onde Einstein era um pacifista pronunciado. Durante um discurso aos alunos da institui√ß√£o, observou que a ci√™ncia era muitas vezes disposta a fazer mais mal do que bem.62 :374

Esta avers√£o √† guerra tamb√©m o levou a fazer amizade com o autor Upton Sinclair e a estrela de cinema Charlie Chaplin, ambos conhecidos por seu pacifismo. Carl Laemmle, chefe da Universal Studios, deu ao f√≠sico um passeio em seu est√ļdio e o apresentou a Chaplin. Tiveram uma comunica√ß√£o instant√Ęnea, com Chaplin o convidando junto de sua esposa, Elsa, a sua casa para jantar. Chaplin disse que a personalidade exterior de Einstein, calma e gentil, parecia esconder um “temperamento altamente emocional”, a partir do qual chegou a sua “energia intelectual extraordin√°ria.”69 Chaplin tamb√©m lembrou que Elsa lhe contou sobre a √©poca em que concebeu a teoria da relatividade. Durante o caf√© da manh√£, parecia perdido em pensamentos e ignorou sua comida. Ela lhe perguntou se algo o incomodava. Ele se sentou em seu piano e come√ßou a tocar. Continuou tocando e escrevendo notas durante meia hora, em seguida, subiu para seus estudos, onde permaneceu por duas semanas, com Elsa trazendo sua comida. No final das duas semanas, desceu as escadas com duas folhas de papel que ostentavam sua teoria.:320¬† Seu filme, Luzes da Cidade, teve lan√ßamento alguns dias mais tarde, em Hollywood, e Chaplin os convidou a se juntarem a ele como seus convidados especiais, descrito por Isaacson como “uma das cenas mais memor√°veis da nova era das celebridades.” Ambos chegaram juntos, em gravata preta, com Elsa se juntando a eles, “radiante”. O p√ļblico aplaudiu quando eles entraram no teatro.:374¬† Chaplin visitou Einstein em sua casa em uma viagem mais tarde a Berlim, e recordou o seu “pequeno apartamento modesto” e o piano em que tinha come√ßado a escrever sua teoria. Chaplin especulou que era “usado possivelmente como graveto pelos nazistas.”69 :322

Imigração para os Estados Unidos e a Segunda Guerra Mundial

 

Caricatura representando Einstein junto a um sinal intitulado “Paz Mundial” e despojado das suas asas de “pacifismo”. Ele arrega√ßa as suas mangas e segura uma espada intitulada “Preven√ß√£o” (cerca de 1933).

Em fevereiro de 1933, durante uma visita aos Estados Unidos, Einstein decidiu n√£o voltar para a Alemanha devido √† ascens√£o dos nazistas ao poder com seu novo chanceler Adolf Hitler.70 71 Visitou universidades norte-americanas no in√≠cio de 1933, onde assumiu a sua terceira temporada de dois meses como professor convidado no Instituto de Tecnologia da Calif√≥rnia em Pasadena. Junto de sua esposa Elsa voltou de navio para a B√©lgica no final de mar√ßo. Durante a viagem, foram informados de que sua casa havia sido invadida pelos nazistas e seu veleiro pessoal confiscado. Ap√≥s o desembarque em Antu√©rpia em 28 de mar√ßo, foi imediatamente ao consulado alem√£o onde apresentou seu passaporte e formalmente renunciou √† cidadania alem√£. No in√≠cio de abril, soube que o novo governo alem√£o tinha institu√≠do leis que proibiam aos judeus ocupar cargos oficiais, incluindo lecionar em universidades.62 O historiador Gerald Holtondescreveu que “praticamente nenhum protesto sonoro foi levantado por seus colegas”, milhares de cientistas judeus foram subitamente for√ßados a desistir de seus cargos universit√°rios e seus nomes foram retirados das listas de institui√ß√Ķes em que foram empregados.72 Um m√™s depois, as obras de Einstein estavam entre os alvos da queima de livros dos nazistas, e o ministro da propaganda nazista Joseph Goebbels proclamou: “o intelectualismo judaico est√° morto”.62Einstein tamb√©m tomou conhecimento de que seu nome estava em uma lista de alvos de assassinato, com uma “recompensa de 5 mil d√≥lares por sua cabe√ßa”.62 Uma revista alem√£ o incluiu em uma lista de inimigos do regime alem√£o com a frase “ainda n√£o enforcado”.62 Residiu em De Haan, na B√©lgica, onde viveu por alguns meses. Em julho de 1933, foi para Inglaterra por cerca de seis semanas, a convite pessoal do oficial da marinha brit√Ęnica Comandante Oliver Locker-Lampson, que havia se tornado seu amigo nos anos anteriores. Para protege-lo, Locker-Lampson secretamente tinha dois assistentes o vigiando em sua casa de campo isolada fora de Londres, com a imprensa publicando uma foto deles protegendo Einstein.73 74 62 :422¬† Em uma carta para o seu amigo, o f√≠sico Max Born, que tamb√©m emigrou da Alemanha e vivia na Inglaterra, Einstein escreveu: “… eu devo confessar que o grau da brutalidade e covardia deles chegou como uma surpresa”.62

Em outubro de 1933 voltou para os Estados Unidos, assumindo um cargo no Instituto de Estudos Avançados de Princeton, o que exigia sua presença durante seis meses por ano.75 76 Ainda estava indeciso sobre o seu futuro (tinha ofertas de universidades europeias, incluindo Oxford), mas em 1935 chegou à decisão de permanecer permanentemente nos Estados Unidos e requerer a cidadania estadunidense.77 78

 

Sua afilia√ß√£o com o Instituto de Estudos Avan√ßados duraria at√© sua morte, em 1955.79 Ele foi um dos quatro primeiros selecionados (dois dos outros foram John von Neumann e Kurt G√∂del) no novo Instituto, onde logo desenvolveu uma amizade pr√≥xima com G√∂del. Os dois faziam longas caminhadas juntos discutindo seu trabalho. Sua √ļltima assistente foi Bruria Kaufman, que mais tarde tornou-se uma renomada f√≠sica. Durante este per√≠odo, Einstein trabalhou para desenvolver umateoria do campo unificado e para refutar a interpreta√ß√£o aceita da f√≠sica qu√Ęntica, em ambos os casos sem sucesso.80 Outros cientistas tamb√©m fugiram para a Am√©rica. Entre eles estavam vencedores do pr√™mio Nobel e professores de f√≠sica te√≥rica. Com tantos outros cientistas judeus for√ßados pelas circunst√Ęncias a viver na Am√©rica, muitas vezes trabalhando lado a lado, Einstein escreveu a um amigo: “Para mim a coisa mais bonita √© estar em contato com bons judeus – alguns mil√™nios de um passado civilizado significam alguma coisa, afinal”. Em outra carta, ele escreve: “Em toda a minha vida eu nunca me senti t√£o judeu como agora”.62

Em 1939, um grupo de cientistas h√ļngaros que inclu√≠a o f√≠sico emigrante Le√≥ Szil√°rd tentou alertar Washington de pesquisas nazistas em andamento sobre a bomba at√īmica. Os avisos do grupo foram ignorados.81 Einstein e Szilard, junto com outros refugiados, como Edward Teller e Eugene Wigner, “consideravam como sua responsabilidade alertar os americanos para a possibilidade de que cientistas alem√£es pudessem ganhar a corrida para construir uma bomba at√īmica, e por avisar que Hitler estaria mais do que disposto a recorrer a tal arma”.82 61 :630¬† Em 12 de julho de 1939, poucos meses antes do in√≠cio da Segunda Guerra Mundial na Europa, Szil√°rd e Wigner visitaram Einstein e explicaram sobre a possibilidade de bombas at√īmicas, na qual o pacifista respondeu: “Nisto eu nunca havia pensado”. Foi convencido a emprestar seu prest√≠gio, escrevendo uma cartacom Szilard ao presidente Franklin Delano Roosevelt para alert√°-lo sobre essa possibilidade. A carta tamb√©m recomendou que o governo dos Estados Unidos prestasse aten√ß√£o e se envolvesse diretamente na pesquisa de ur√Ęnio e de pesquisas associadas √† rea√ß√£o em cadeia.83 84 85

Projeto Manhattan e a cidadania norte-americana

Acredita-se que a carta seja “provavelmente o est√≠mulo fundamental para a ado√ß√£o pelos Estados Unidos de investiga√ß√Ķes s√©rias em armas nucleares na v√©spera da entrada do pa√≠s na Segunda Guerra Mundial”.86 O presidente Roosevelt n√£o poderia correr o risco de permitir que Hitler possu√≠sse primeiro as bombas at√īmicas. Como resultado da carta de Einstein e seus encontros com Roosevelt, os Estados Unidos entraram na “corrida” para desenvolver a bomba, aportando seus “imensos recursos materiais, financeiros e cient√≠ficos” para iniciar o Projeto Manhattan, tornando-se o √ļnico pa√≠s a desenvolver com sucesso uma bomba at√īmica durante a Segunda Guerra Mundial.87 88 Para Einstein, a guerra era uma doen√ßa …. [e] “ele sempre apelou para a resist√™ncia √† guerra.” Ao assinar a carta a Roosevelt, ele agiu contrariamente aos seus princ√≠pios pacifistas.89 :110 Em 1954, um ano antes do seu falecimento, disse ao seu velho amigo Linus Pauling, “Eu cometi um grande erro na minha vida – quando assinei a carta ao presidente Roosevelt recomendando a constru√ß√£o da bomba at√īmica; mas nesse tempo havia uma justificativa – o perigo de que os alem√£es a constru√≠ssem…”90

 

Einstein aceitando a cidadania americana, em 1940.

Einstein tornou-se um cidad√£o americano em 1940.91 N√£o muito tempo depois de iniciar sua carreira na Universidade de Princeton, ele expressou o seu apre√ßo pela “meritocracia” da cultura americana, quando comparada com a Europa. De acordo com Isaacson, ele reconheceu o “direito dos indiv√≠duos a dizer e pensar o que quisessem”, sem barreiras sociais e, como consequ√™ncia, o indiv√≠duo foi “incentivado” para ser mais criativo, uma caracter√≠stica que ele valorizava a partir de sua pr√≥pria educa√ß√£o inicial. Einstein escreveu:

O que faz um rec√©m-chegado se devotar a este pa√≠s √© a caracter√≠stica democr√°tica entre as pessoas. Ningu√©m se humilha diante de outra pessoa ou classe … A juventude americana tem a sorte de n√£o ter sua perspectiva perturbada por tradi√ß√Ķes ultrapassadas.62 :432

Como membro da Associa√ß√£o Nacional para o Progresso de Pessoas de Cor (NAACP), em Princeton, que fazia campanha pelos direitos civis dos afro-americanos, Einstein se correspondia com o ativista dos direitos dos negros W.E.B. Du Bois, e, em 1946, Einstein chamou o racismo de “a pior doen√ßa” da Am√©rica.92 Mais tarde, ele afirmou que “o preconceito de ra√ßa infelizmente se tornou uma tradi√ß√£o americana que √© acriticamente transmitida de uma gera√ß√£o para a outra. Os √ļnicos rem√©dios s√£o a ilumina√ß√£o e a educa√ß√£o”.93

 

Durante a fase final de sua vida, Einstein teve uma transi√ß√£o para o estilo de vida vegetariano,94 argumentando que “a maneira vegetariana de viver, somente pelo seu efeito f√≠sico no temperamento humano, teria uma influ√™ncia ben√©fica sobre o conjunto da humanidade”.95 Depois da morte do primeiro presidente de Israel,Chaim Weizmann, em novembro de 1952, o primeiro-ministro David Ben-Gurionofereceu a Einstein a posi√ß√£o de presidente de Israel, um cargo principalmente cerimonial.96 A oferta foi apresentada pelo embaixador de Israel em Washington,Abba Eban, que explicou que ela “encarna o mais profundo respeito que o povo judeu pode repousar em qualquer um de seus filhos”.61 :522 No entanto, Einstein recusou e escreveu em sua resposta que estava “profundamente comovido” e “a uma vez triste e envergonhado”, pois n√£o poderia aceit√°-la:

Toda a minha vida eu tenho lidado com quest√Ķes objetivas, da√≠ me falta tanto a aptid√£o natural e a experi√™ncia para lidar corretamente com as pessoas e para o exerc√≠cio da fun√ß√£o oficial. Eu estou muto triste com essas circunst√Ęncias, porque a minha rela√ß√£o com o povo judeu se tornou o meu la√ßo humano mais forte, uma vez que eu consegui completa clareza sobre a nossa posi√ß√£o prec√°ria entre as na√ß√Ķes do mundo.97

Morte

Em 17 de abril de 1955, sofreu uma hemorragia interna causada pela ruptura de um aneurisma da aorta abdominal, que j√° havia sido refor√ßado cirurgicamente pelo Dr. Rudolph Nissen, em 1948.98 Ele levou para o hospital o rascunho de um discurso que estava preparando para uma apari√ß√£o na televis√£o comemorando o s√©timo anivers√°rio do Estado de Israel, mas n√£o viveu tempo suficiente para conclu√≠-lo.99 Einstein recusou a cirurgia, dizendo: “Quero ir quando eu quiser. √Č de mau gosto ficar prolongando a vida artificialmente. Eu fiz a minha parte, √© hora de ir embora e eu vou faz√™-lo com eleg√Ęncia”.100 Ele morreu cedo na manh√£ seguinte no Hospital de Princeton, com 76 anos de idade, tendo continuado a trabalhar at√© quase o fim de sua vida.101

Durante a aut√≥psia, o patologista do Hospital de Princeton, Thomas Stoltz Harvey, removeu o c√©rebro de Einstein para preserva√ß√£o, sem permiss√£o,102 na esperan√ßa de que a neuroci√™ncia do futuro seria capaz de descobrir o que fez Einstein t√£o inteligente.103 Os restos de Einstein foram cremados e suas cinzas espalhadas em um local n√£o revelado.104 105 Em sua palestra no vel√≥rio de Einstein, o f√≠sico nuclear Robert Oppenheimer resumiu sua impress√£o sobre ele como pessoa: “Ele foi quase totalmente sem sofistica√ß√£o e totalmente sem mundanismo¬†… Havia sempre com ele uma pureza maravilhosa ao mesmo tempo infantil e profundamente teimosa”.89

Carreira científica

Ao longo de sua vida, Einstein publicou centenas de livros e artigos. Além do trabalho individual, também colaborou com outros cientistas em outros projetos, incluindo a estatística de Bose-Einstein, o refrigerador de Einstein e outros.1 106Publicou mais de 300 trabalhos científicos, juntamente com mais de 150 obras não científicas.

 

Flutua√ß√Ķes termodin√Ęmicas e f√≠sica estat√≠stica

O primeiro trabalho de Einstein, publicado em 1900 no Annalen der Physik, versou sobre a atra√ß√£o capilar.114 Ele foi publicado em 1901 com o t√≠tulo “Folgerungen aus den Kapillarit√§t Erscheinungen”, que se traduz como “Conclus√Ķes sobre os fen√īmenos de capilaridade”. Dois artigos que publicou em 1902-1903 (termodin√Ęmica) tentaram interpretar fen√īmenos at√īmicos a partir de um ponto de vista estat√≠stico. Estas publica√ß√Ķes foram a base para o artigo de 1905 sobre omovimento browniano, que mostrou que ele pode ser interpretado como evid√™ncia s√≥lida da exist√™ncia das mol√©culas. Sua pesquisa em 1903 e 1904 estava centrada principalmente sobre o efeito do tamanho at√īmico finito em fen√īmenos de difus√£o.114

Princípios gerais

Ele articulou o princ√≠pio da relatividade.115 Isto foi entendido por Hermann Minkowski ser uma generaliza√ß√£o da invari√Ęncia rotacional, do espa√ßo para o espa√ßo-tempo. Outros princ√≠pios postulados por Einstein e mais tarde provados s√£o oprinc√≠pio da equival√™ncia e o princ√≠pio da invari√Ęncia adiab√°tica do n√ļmero qu√Ęntico.

Teoria da relatividade, E = mc¬≤, e a bomba at√īmica

O artigo “Sobre a Eletrodin√Ęmica dos Corpos em Movimento” de Einstein (“Zur Elektrodynamik bewegter K√∂rper”) foi recebido em 30 de junho de 1905 e publicado em 26 de setembro daquele mesmo ano.116 Ela concilia as equa√ß√Ķes de Maxwell para a eletricidade e o magnetismo com as leis da mec√Ęnica, atrav√©s da introdu√ß√£o de grandes mudan√ßas para a mec√Ęnica perto da velocidade da luz. Isto mais tarde se tornou conhecido como a teoria da relatividade especial de Einstein. As consequ√™ncias disto incluem o intervalo de espa√ßo-tempo de um corpo em movimento, que parece reduzir de velocidade e se contrair (na dire√ß√£o do movimento), quando medido no plano do observador. Este documento tamb√©m argumentou que a ideia de um √©ter lumin√≠fero¬†‚ÄĒ uma das entidades te√≥ricas l√≠deres da f√≠sica na √©poca ‚ÄĒ era sup√©rflua.117 Em seu artigo sobre equival√™ncia massa-energia, Einstein produziu E¬†=¬†mc2 de sua equa√ß√£o da relatividade especial.118 O trabalho de Einstein de 1905 sobre a relatividade permaneceu controverso por muitos anos, mas foi aceito pelos principais f√≠sicos, come√ßando com Max Planck.nota 4 119

Einstein n√£o participou diretamente na inven√ß√£o da bomba at√īmica, mas sua teoria foi fundamental no sentido de facilitar o seu desenvolvimento. Em 1905, como parte de sua teoria da relatividade restrita, mostrou que uma grande quantidade de energia poderia ser liberada a partir de uma pequena quantidade de mat√©ria. Isto foi expresso pela equa√ß√£o E = mc2(energia = massa vezes a velocidade da luz ao quadrado). A bomba at√īmica, assim como aceleradores de part√≠culas, ilustram claramente este princ√≠pio.120 Por√©m as bombas n√£o eram o que Einstein tinha em mente quando publicou esta equa√ß√£o. Na verdade, ele se considerava um pacifista. Em 1929 declarou que, se a guerra eclodisse:

incondicionalmente se recusaria a fazer o servi√ßo militar, direta ou indiretamente … independentemente de como as causas da guerra deveriam ser julgadas.

Sua posi√ß√£o mudaria em 1933, como resultado da ascens√£o de Adolf Hitler ao poder na Alemanha. O maior papel de Einstein na inven√ß√£o da bomba at√īmica foi a assinatura de uma carta ao ent√£o presidente americano Franklin Roosevelt, pedindo que a bomba fosse constru√≠da. A divis√£o do √°tomo de ur√Ęnio na Alemanha, por Otto Hahn em dezembro de 1938, mais a continuada agress√£o alem√£, levou alguns f√≠sicos a temerem que a Alemanha pudesse estar trabalhando em uma bomba at√īmica. Entre os interessados ‚Äč‚Äčestavam os f√≠sicos Le√≥ Szilard e Eugene Wigner. Ap√≥s consulta com Einstein, em agosto de 1939, Szilard escreveu uma carta ao presidente Roosevelt com a assinatura de Einstein. A carta foi entregue a Roosevelt em outubro de 1939 por Alexander Sachs, um amigo do presidente. A Alemanha invadiu a Pol√īnia no m√™s anterior, sendo o momento prop√≠cio para a a√ß√£o. Naquele m√™s de outubro a Comiss√£o de Briggs foi nomeada para estudar rea√ß√Ķes em cadeia de ur√Ęnio. Um grupo liderado por Enrico Fermi havia descoberto tal rea√ß√£o, por√©m a pedido do pr√≥prio fermi os resultados n√£o foram divulgados na imprensa.120 O trabalho de Einstein relacionado com a bomba at√īmica foi muito limitado. Vannevar Bush, que estava coordenando o trabalho cient√≠fico sobre a bomba naquela √©poca, pediu o conselho de Einstein em um problema te√≥rico envolvido na separa√ß√£o de material f√≠ssil por difus√£o gasosa. Mas Bush e outros l√≠deres do projeto Manhattan exclu√≠ram Einstein de qualquer outro trabalho relacionado com a bomba. Bush n√£o confiava que Einstein manteria o projeto em segredo:

Eu n√£o tenho muita certeza¬†… Einstein iria discutir isso de uma maneira que n√£o deve ser discutida.

Fótons e quantum de energia

 

O efeito fotoelétrico. Fótons chegando à esquerda se chocam com uma placa de metal e ejetam elétrons, mostrados como partindo à direita.

Em um artigo de 1905,121 Einstein postulou que a luz em si consiste de partículas localizadas (quanta). Os quanta de luz de Einstein foram quase universalmente rejeitados por todos os físicos, incluindo Max Planck e Niels Bohr. Essa ideia só se tornou universalmente aceita em 1919, com os experimentos detalhados de Robert Millikan sobre o efeito fotoelétrico, e com a medida de espalhamento Compton. Einstein concluiu que cada onda de frequência f é associada com um conjunto de fótons com uma energia hfcada, em que h é a constante de Planck. Ele não diz muito mais, porque não tinha certeza de como as partículas estão relacionadas com a onda. Mas ele sugere que essa ideia poderia explicar alguns resultados experimentais, especialmente o efeito fotoelétrico.122

Vibra√ß√£o at√īmica quantizada

Em 1907, Einstein prop√īs um modelo de mat√©ria em que cada √°tomo de uma estrutura de rede √© um oscilador harm√īnico independente. No modelo de Einstein, cada √°tomo oscila de forma independente – uma s√©rie de estados quantizados igualmente espa√ßados para cada oscilador. Einstein estava consciente de que obter a frequ√™ncia das oscila√ß√Ķes reais seria diferente, mas ele prop√īs esta teoria porque era uma demonstra√ß√£o particularmente clara de que a mec√Ęnica qu√Ęntica poderia resolver o problema do calor espec√≠fico na mec√Ęnica cl√°ssica. Peter Debyeaprimorou este modelo.123

Princ√≠pio adiab√°tico e vari√°veis de √Ęngulo de a√ß√£o

Ao longo da d√©cada de 1910, a mec√Ęnica qu√Ęntica expandiu em escopo para cobrir muitos sistemas diferentes. Depois deErnest Rutherford descobrir o n√ļcleo e propor que os el√©trons orbitam como planetas, Niels Bohr foi capaz de mostrar que os mesmos postulados da mec√Ęnica qu√Ęntica introduzidos por Planck e desenvolvidos por Einstein explicaria o movimento discreto dos el√©trons nos √°tomos e a tabela peri√≥dica de elementos.

Einstein contribuiu para estes desenvolvimentos, ligando-os com os argumentos que Wilhelm Wien tinha apresentado em 1898. Wien tinha mostrado que a hip√≥tese de invari√Ęncia adiab√°tica de um estado de equil√≠brio t√©rmico permite que todas as curvas de um corpo negro a temperaturas diferentes sejam derivadas uma a partir da outra por um processo simples de deslocamento.124 Einstein observou em 1911 que o mesmo princ√≠pio adiab√°tico mostra que a quantidade que √© quantizada em qualquer movimento mec√Ęnico deve ser um invariante adiab√°tico. Arnold Sommerfeld identificou esta invariante adiab√°tica como a vari√°vel de a√ß√£o da mec√Ęnica cl√°ssica.125

Dualidade onda-corp√ļsculo

 

Einstein durante sua visita aosEstados Unidos.

Embora o escrit√≥rio de patentes tenha promovido Einstein para t√©cnico examinador de segunda classe em 1906, ele n√£o tinha desistido da academia. Em 1908, ele se tornou um privatdozent na Universidade de Berna.126 Em “√úber die Entwicklung unserer Anschauungen √ľber das Wesen und die Konstitution der Strahlung” (“O desenvolvimento de nossas vis√Ķes sobre a natureza e a constitui√ß√£o da radia√ß√£o”), sobre a quantiza√ß√£o da luz, e antes em um artigo de 1909, Einstein mostrou que os quanta de energia de Max Planck devem ter momentos bem definidos e agir, em alguns aspectos, como part√≠culas pontuais independentes. Este artigo introduziu o conceito de f√≥ton (embora o nome f√≥ton tenha sido introduzido mais tarde porGilbert N. Lewis em 1926) e inspirou a no√ß√£o de dualidade onda-part√≠cula namec√Ęnica qu√Ęntica.

Teoria da opalescência crítica

Einstein voltou para o problema das flutua√ß√Ķes termodin√Ęmicas, dando um tratamento das varia√ß√Ķes de densidade de um fluido no seu ponto cr√≠tico. Normalmente as flutua√ß√Ķes de densidade s√£o controladas pela segunda derivada da energia livre em rela√ß√£o √† densidade. No ponto cr√≠tico, esta derivada √© zero, levando a grandes flutua√ß√Ķes. O efeito da flutua√ß√£o da densidade √© que a luz de todos os comprimentos de onda √© dispersada, fazendo com que o fluido pare√ßa branco leitoso. Einstein relaciona isso com a dispers√£o de Rayleigh, que √© o que acontece quando o tamanho da flutua√ß√£o √© muito menor do que o comprimento de onda, e que explica por que o c√©u √© azul.127 Einstein quantitativamente derivou a opalesc√™ncia cr√≠tica de um tratamento de flutua√ß√Ķes de densidade, e demonstrou como tanto o efeito quanto a dispers√£o de Rayleigh se originam a partir da constitui√ß√£o atom√≠stica da mat√©ria.

Energia de ponto zero

A intui√ß√£o f√≠sica de Einstein o levou a notar que as energias do oscilador de Planck tinham um ponto zero incorreto.128 Ele modificou a hip√≥tese de Planck, definindo que o estado de menor energia de um oscilador √© igual a 1‚ĀĄ2 hf, a metade do espa√ßamento de energia entre os n√≠veis.129 Este argumento, que foi feito em 1913 em colabora√ß√£o com Otto Stern,129 foi baseado na termodin√Ęmica de uma mol√©cula diat√īmica que pode se separar em dois √°tomos livres.129

A relatividade geral e o princípio da equivalência

 

Fotografia de Arthur Stanley Eddington do eclipse solar de 1919.

A relatividade geral √© uma teoria da gravita√ß√£o que foi desenvolvida por Einstein entre 1907 e 1915. De acordo com a relatividade geral, a atra√ß√£o gravitacional observada entre massas resulta da curvatura do espa√ßo e do tempo por essas massas. A relatividade geral tornou-se uma ferramenta essencial na astrof√≠sica moderna. Ela fornece a base para o entendimento atual de buracos negros, regi√Ķes do espa√ßo onde a atra√ß√£o gravitacional √© t√£o forte que nem mesmo a luz pode escapar.

Como disse mais tarde, a raz√£o para o desenvolvimento da relatividade geral foi a de que a prefer√™ncia de movimentos inerciais dentro da relatividade especial foi insatisfat√≥ria, enquanto uma teoria que, desde o in√≠cio, n√£o prefere nenhum estado de movimento (mesmo os mais acelerados) deve parecer mais satisfat√≥ria.130 Assim, em 1908, ele publicou um artigo sobre acelera√ß√£o sob a relatividade especial. Nesse artigo, ele argumentou que a queda livre √© realmente o movimento inercial e que, para um observador em queda livre, as regras da relatividade especial devem se aplicar. Este argumento √© chamado de princ√≠pio da equival√™ncia. No mesmo artigo, Einstein tamb√©m previu o fen√īmeno da dilata√ß√£o do tempo gravitacional. Em 1911, Einstein publicou outro artigo expandindo o de 1907, em que efeitos adicionais, como a deflex√£o da luz por corpos maci√ßos eram previstos.

Argumento do buraco e rascunho da teoria

Ao desenvolver a relatividade geral, Einstein ficou confuso sobre a invari√Ęncia de gauge na teoria. Ele formulou um argumento que o levou a concluir que uma teoria geral do campo relativ√≠stico √© imposs√≠vel. Ele desistiu de procurar equa√ß√Ķes tensoriais covariantes completamente gerais e procurou por equa√ß√Ķes que seriam invariantes apenas sob transforma√ß√Ķes lineares gerais. Em junho de 1913, o “rascunho” da teoria foi o resultado dessas investiga√ß√Ķes. Como o pr√≥prio nome sugere, ela era um esbo√ßo de teoria, com as equa√ß√Ķes de movimento complementadas por condi√ß√Ķes adicionais de fixa√ß√£o de calibre. Ao mesmo tempo menos elegante e mais dif√≠cil do que a relatividade geral, ap√≥s mais de dois anos de intenso trabalho, Einstein abandonou a teoria em novembro de 1915, depois de perceber que o argumento do buraco estava errado.131

Cosmologia

 

Einstein em seu escritório na Universidade de Berlim.

Em 1917, Einstein aplicou a teoria da relatividade geral para modelar a estrutura do universo como um todo.107 Ele queria que o universo fosse eterno e imutável, mas este tipo de universo não é consistente com a relatividade. Para corrigir isso, Einstein modificou a teoria geral através da introdução de uma nova noção, a constante cosmológica. Com uma constante cosmológica positiva, o universo poderia ser uma esfera eterna estática.132

Einstein acreditava que um universo esférico estático é filosoficamente preferido, porque obedeceria ao princípio de Mach. Ele havia mostrado que a relatividade geral incorpora o princípio de Mach, até um certo ponto, no arraste de planos por campos gravitomagnéticos, mas ele sabia que a ideia de Mach não funcionaria se o espaço continuasse para sempre. Em um universo fechado, ele acreditava que o princípio de Mach se manteria. O princípio de Mach tem gerado muita controvérsia ao longo dos anos.

Teoria do campo unificado

Depois de sua pesquisa sobre a relatividade geral, Einstein entrou em uma s√©rie de tentativas de generalizar sua teoria geom√©trica da gravita√ß√£o para incluir electromagnetismo como outro aspecto de uma √ļnica entidade. Em 1950, ele descreveu sua “teoria do campo unificado” em um artigo da Scientific American, intitulado “Sobre a Teoria da Gravita√ß√£o Generalizada”.133 Embora continuasse a ser elogiado por seu trabalho, Einstein tornou-se cada vez mais isolado em sua pesquisa, e seus esfor√ßos foram infrut√≠feros. Em sua busca por uma unifica√ß√£o das for√ßas fundamentais, Einstein ignorou alguns desenvolvimentos da f√≠sica corrente, principalmente as for√ßas nucleares forte efraca, que n√£o foram muito compreendidas at√© muitos anos ap√≥s sua morte. A f√≠sica corrente, por sua vez, em grande parte ignorou as abordagens de Einstein para a unifica√ß√£o. O sonho de Einstein de unificar as outras leis da f√≠sica com a gravidade motiva miss√Ķes modernas para uma teoria de tudo e em particular a teoria das cordas, onde os campos geom√©tricos surgem em um ambiente da mec√Ęnica qu√Ęntica unificada.

Teoria qu√Ęntica moderna

 

Manchete de jornal em 4 de maio de 1935.

Einstein estava descontente com a teoria e mec√Ęnica qu√Ęntica, apesar da sua aceita√ß√£o por outros f√≠sicos, afirmando que “Deus n√£o joga com dados”. Quando Einstein faleceu, aos 76 anos de idade, ele ainda n√£o aceitava a teoria qu√Ęntica. Em 1917, no auge de seu trabalho sobre a relatividade, Einstein publicou um artigo noPhysikalische Zeitschrift que prop√īs a possibilidade da emiss√£o estimulada, o processo f√≠sico que torna poss√≠veis o maser e o laser.134 Este artigo mostra que as estat√≠sticas de absor√ß√£o e emiss√£o de luz s√≥ seriam consistentes com a lei de distribui√ß√£o de Planck se a emiss√£o de luz em uma moda estat√≠stica com ‚Äė‚Äô‚Äôn‚Äô‚Äô‚Äô f√≥tons fosse aumentada estatisticamente em compara√ß√£o com a emiss√£o de luz em uma moda vazia. Este artigo foi enormemente influente no desenvolvimento posterior da mec√Ęnica qu√Ęntica, porque foi o primeiro trabalho a mostrar que as estat√≠sticas de transi√ß√Ķes at√īmicas tinham leis simples. Einstein descobriu os trabalhos de Louis de Broglie e apoiou as suas ideias, que foram recebidas com ceticismo no in√≠cio. Em outro grande artigo nessa mesma √©poca, Einstein proveu uma equa√ß√£o de onda para as ondas de Broglie, que sugeriu como a equa√ß√£o de Hamilton-Jacobi da mec√Ęnica. Este trabalho iria inspirar o trabalho de Schr√∂dinger de 1926.

Estatística de Bose-Einstein

Em 1924, Einstein recebeu uma descri√ß√£o de um modelo estat√≠stico do f√≠sico indiano Satyendra Nath Bose, com base num m√©todo de contagem onde se assume que a luz pode ser entendida como um g√°s de part√≠culas indistingu√≠veis. Einstein notou que as estat√≠sticas de Bose aplicavam-se a alguns √°tomos, bem como para as part√≠culas de luz propostas, e submeteu a sua tradu√ß√£o do artigo de Bose ao Zeitschrift fur Physik. Einstein tamb√©m publicou seus pr√≥prios artigos descrevendo o modelo e suas implica√ß√Ķes, entre elas a do fen√īmeno de Bose-Einstein, em que algumas part√≠culas aparecem em temperaturas muito baixas.135 Somente em 1995 o primeiro condensado foi produzido experimentalmente por Eric Allin Cornell e Carl Wieman usando equipamentos de ultra-resfriamento constru√≠dos no laborat√≥rio NIST – JILA daUniversidade do Colorado em Boulder.136 Hoje, as estat√≠sticas de Bose-Einstein s√£o usadas para descrever o comportamento de qualquer conjunto de b√≥sons. Os esbo√ßos de Einstein para este projeto podem ser vistos no Einstein Archive na biblioteca da Universidade de Leiden.106

Debates de Bohr-Einstein

 

Os debates de Bohr-Einstein foram uma s√©rie de disputas p√ļblicas sobre a mec√Ęnica qu√Ęntica entre Albert Einstein e Niels Bohr, que foram dois dos seus fundadores. Seus debates s√£o lembrados por causa de sua import√Ęncia para a filosofia da ci√™ncia.137 138139

Pseudotensor de momento de energia

A relatividade geral inclui um espa√ßo-tempo din√Ęmico, por isso √© dif√≠cil identificar a energia e momento conservados.140 O teorema de Noether permite que essas quantidades sejam determinadas a partir da fun√ß√£o de Lagrange com invari√Ęncia de transla√ß√£o, mas a covari√Ęncia geral transforma a invari√Ęncia de transla√ß√£o em uma esp√©cie de simetria de calibre.141 A energia e o momento derivados pela relatividade geral pelas prescri√ß√Ķes de Noether n√£o fazem um tensor real por este motivo.

Einstein argumentou que isso é verdade por motivos fundamentais, pois o campo gravitacional poderia ser levado ao desaparecimento por uma escolha de coordenadas. Ele sustentou que o pseudotensor não-covariante de momento de energia era de fato a melhor descrição da distribuição de momento de energia em um campo gravitacional. Esta abordagem tem sido ecoada por Lev Landau e Evgeny Lifshitz,141 dentre outros, e tornou-se padrão. O uso de objetos não-covariantes como pseudotensores foi duramente criticado em 1917 por Erwin Schrödinger e outros.

Buraco de minhoca

Einstein colaborou com outros para produzir um modelo de um buraco de minhoca.142 Sua motiva√ß√£o foi modelar part√≠culas elementares com carga como uma solu√ß√£o de equa√ß√Ķes do campo gravitacional, em linha com o programa descrito no documento “Campos gravitacionais desempenham um papel importante na constitui√ß√£o das part√≠culas elementares?”. Estas solu√ß√Ķes recortadas e coladas em buracos negros de Schwarzschild para fazer uma ponte entre dois caminhos. Se uma extremidade de um buraco de minhoca fosse carregado positivamente, o outro extremo seria carregado negativamente. Estas propriedades conduziram Einstein a acreditar que os pares de part√≠culas e antipart√≠culas poderiam ser descritos desta maneira.

Teoria de Einstein-Cartan

A fim de incorporar part√≠culas pontuais em rota√ß√£o na relatividade geral, √© necess√°rio generalizar a conex√£o afim para incluir uma parte antissim√©trica, chamada tor√ß√£o. Esta modifica√ß√£o foi feita por Einstein e √Člie Cartan na d√©cada de 1920.143

Equa√ß√Ķes de movimento

A teoria da relatividade geral tem uma lei fundamental ‚ÄĒ as equa√ß√Ķes de Einstein que descrevem como o espa√ßo se curva; a equa√ß√£o geod√©sica que descreve como as part√≠culas se movem podem ser derivadas a partir das equa√ß√Ķes de Einstein. Uma vez que as equa√ß√Ķes da relatividade geral s√£o n√£o-lineares, um peda√ßo de energia feita de campos gravitacionais puros, como um buraco negro, se moveria em uma trajet√≥ria que √© determinada pelas equa√ß√Ķes de Einstein, e n√£o por uma nova lei. Assim, Einstein prop√īs que o caminho de uma solu√ß√£o singular, como um buraco negro, seria determinado como uma geod√©sica da pr√≥pria relatividade geral. Isto foi estabelecido por Einstein, Infeld e Hoffmann para objetos pontuais sem movimento angular, e por Roy Kerr para objetos em rota√ß√£o.

Colaboração com outros cientistas

 

A Conferência Solvay de 1927, em Bruxelas, uma reunião dos principais físicos do mundo. Einstein no centro.

Al√©m de colaboradores de longa data como Leopold Infeld, Nathan Rosen, Peter Bergmann e outros, Einstein tamb√©m teve algumas colabora√ß√Ķes pontuais com v√°rios cientistas.

Experiência Einstein-de Haas

Einstein e Wander de Haas demonstraram que a magnetização é devida ao movimento de elétrons, o que hoje em dia conhecido como o spin. Para mostrar isto, inverteram a magnetização em uma barra de ferro suspensa em um pêndulo de torção. Eles confirmaram que isso leva a barra a rodar, devido a mudanças no momento angular do elétron com as mudanças de magnetização. Esta experiência precisava ser sensível, porque o momento angular associado com os elétrons é pequeno, mas estabeleceu definitivamente que o movimento de elétrons é responsável pela magnetização.

Modelo de gás de Schrödinger

Einstein sugeriu a Erwin Schr√∂dinger que ele seria capaz de reproduzir as estat√≠sticas de um g√°s de Bose-Einstein ao considerar uma caixa. Ent√£o, para cada poss√≠vel movimento qu√Ęntico de uma part√≠cula em uma caixa, associar um oscilador harm√īnico independente. Quantizando estes osciladores, cada n√≠vel ter√° um n√ļmero inteiro de ocupa√ß√£o, que ser√° o n√ļmero de part√≠culas na mesma. Essa formula√ß√£o √© uma forma de segunda quantiza√ß√£o, mas √© anterior √† moderna mec√Ęnica qu√Ęntica. Erwin Schr√∂dinger a aplicou para derivar as propriedades termodin√Ęmicas de um g√°s ideal semicl√°ssico. Schr√∂dinger pediu que Einstein adicionasse seu nome como co-autor, mas Einstein recusou o convite.144

Refrigerador de Einstein

Em 1926, Einstein e seu ex-aluno Leó Szilard co-inventaram (e em 1930, patentearam) a geladeira Einstein. Esterefrigerador de absorção foi, então, revolucionário por não ter partes móveis e utilizar apenas o calor como uma entrada.145 Em 11 de novembro de 1930, a Patente 1.781.541 dos Estados Unidos foi atribuída a Einstein e Leó Szilard pelo frigorífico. Sua invenção não foi imediatamente colocada em produção comercial, uma vez que a mais promissora de suas patentes foi rapidamente comprada pela empresa sueca Electrolux para proteger sua tecnologia de refrigeração da competição.nota 5

Paradoxo de Einstein-Podolsky-Rosen

Em 1935, Einstein, Boris Podolsky e Nathan Rosen produziram um famoso argumento para mostrar que a interpreta√ß√£o da mec√Ęnica qu√Ęntica defendida por Bohr e sua escola em Copenhague era incompleta se certas suposi√ß√Ķes razo√°veis fossem feitas a respeito de “realidade” e “localidade” contra o qual n√£o havia um pouco de evid√™ncia emp√≠rica naqueles dias. Bohr escreveu um desmentido e foi declarado o vencedor. O debate persistiu em um n√≠vel filos√≥fico at√© 1964, quandoJohn Stewart Bell produziu sua famosa desigualdade baseada no realismo local (ou seja, a localidade mais realidade, tal como definido por Einstein, Podolsky e Rosen) na qual a mec√Ęnica qu√Ęntica viola. Por fim, a quest√£o foi trazida a baixo de sua altura filos√≥fica ao n√≠vel emp√≠rico. Mas teve que esperar at√© 1982 para um verdadeiro veredito experimental. Os experimentos engenhosos realizados pela Aspect e seus colegas com f√≥tons correlacionados mais uma vez pareciam vindicar a mec√Ęnica qu√Ęntica. Ap√≥s o aparecimento do argumento EPR e a resposta de Bohr, a escola de Copenhague teve que mudar sua postura. Tiveram que abandonar a ideia de que toda medida causava uma “perturba√ß√£o” inevit√°vel do sistema de medida. De fato, Bohr admitiu que, em uma causa como a correlatada no paradoxo EPR, “n√£o havia d√ļvida de uma perturba√ß√£o mec√Ęnica do sistema sob investiga√ß√£o”.147

Vida pessoal

Política e religião

Grupo ocasional composto de quatro homens e duas mulheres em pé sobre um pavimento de tijolos.

 

Albert Einstein, visto aqui com sua esposa Elsa Einstein e líderes sionistas, incluindo o futuro presidente de Israel Chaim Weizmann, sua esposa Dra. Vera Weizmann, Menahem Ussishkin, e Ben-Zion Mossinson na chegada em Nova Iorque, em 1921.

A vis√£o pol√≠tica do Einstein era a favor do socialismo e contra o capitalismo, que ele detalhou em seu ensaio Por que o socialismo?.148 149 Suas opini√Ķes pol√≠ticas surgiram publicamente em meados do s√©culo XX, devido √† sua fama e reputa√ß√£o de g√™nio. Einstein ofereceu-se e foi chamado para dar senten√ßas e opini√Ķes sobre quest√Ķes muitas vezes n√£o relacionadas √† f√≠sica te√≥rica e matem√°tica.150 Seus pontos de vista sobre a cren√ßa religiosa foram coletados a partir de entrevistas e escritos originais. Dizia que acreditava no Deus “pante√≠sta” de Baruch Espinoza, mas n√£o em um Deus pessoal, cren√ßa que ele criticava. Nesta vis√£o, deus e a natureza s√£o uma mesma entidade. Chamava-se de agn√≥stico, ao mesmo tempo que se dissociava do r√≥tulo de ateu quando vinculado ao ate√≠smo forte (ate√≠smo n√£o c√©tico).151 Com seis anos de idade, no final de 1885, Einstein entrou na escola prim√°ria cat√≥lica em seu bairro, provavelmente a partir do segundo grau. Era a √ļnica crian√ßa judia na classe. Instru√ß√£o religiosa fazia parte do curr√≠culo escolar, assim ele se familiarizou com as hist√≥rias da B√≠blia e dos santos.4 Uma carta por ele manuscrita no per√≠odo final de sua vida o coloca na posi√ß√£o de ate√≠sta ao morrer.152 153

Amor pela m√ļsica

“O que tenho a dizer sobre a obra de Bach? Ouvir, tocar, amar, adorar¬†… ficar calado!”

‚ÄĒ Albert Einstein em resposta a um inqu√©rito da revista alem√£ Illustrierten Wochenschrift, 1928.154

Einstein desenvolveu um gosto pela m√ļsica em uma idade precoce. Sua m√£e tocava piano razoavelmente bem e queria que seu filho aprendesse a tocar violino, n√£o s√≥ para incutir nele o amor pela m√ļsica, mas tamb√©m para ajud√°-lo a assimilar a cultura alem√£. De acordo com o maestro Leon Botstein, Einstein disse ter come√ßado a tocar quando tinha cinco anos, mas n√£o o apreciava nessa idade.155Quando completou treze anos, no entanto, ele descobriu as sonatas para violino de Mozart. “Einstein se apaixonou” com a m√ļsica de Mozart, nota Botstein, e aprendeu a tocar a m√ļsica com mais vontade. De acordo com Einstein, ele aprendeu sozinho a tocar sem “nunca praticar sistematicamente”, acrescentando que “o amor √© um professor melhor do que um sentido de dever”.155 Aos dezessete anos, ele foi ouvido por um examinador de sua escola em Aarau quando ele tocava sonatas de Beethoven no violino, tendo o examinador afirmado depois que seu toque era “not√°vel e revelador de uma grande vis√£o.‚ÄĚ O que impressionou o examinador, escreve Botstein, era que Einstein “exibiu um amor profundo pela m√ļsica, uma qualidade que foi e continua a ser escassa. A m√ļsica possu√≠a um significado incomum para esse estudante.”155

“Se eu n√£o fosse um f√≠sico, provavelmente seria m√ļsico. Eu penso sobre m√ļsica frequentemente. Eu sonho acordado com m√ļsica. Eu vejo minha vida em termos de m√ļsica¬†… obtenho mais alegria na vida atrav√©s da m√ļsica.”

‚ÄĒ Einstein156

Botstein observa que a m√ļsica assume um papel fundamental e permanente na vida de Einstein a partir desse per√≠odo. Embora a ideia de se tornar um profissional n√£o estivesse em sua mente em nenhum momento, entre aqueles com os quais Einstein tocou a m√ļsica de c√Ęmara estavam alguns profissionais, e ele se apresentou para os amigos e o p√ļblico privado. A m√ļsica de c√Ęmara tamb√©m se tornou uma parte regular de sua vida social, enquanto vivia em Berna, Zurique e Berlim, onde tocou com Max Planck e seu filho, entre outros. Em 1931, quando estava envolvido em pesquisa no Instituto de Tecnologia da Calif√≥rnia, ele visitou o Conservat√≥rio da fam√≠lia Zoellner em Los Angeles e tocou algumas das obras de Beethoven e Mozart com os membros do Quarteto Zoellner, que tinha se retirado recentemente ap√≥s duas d√©cadas de turn√™s aclamado em todos os Estados Unidos; Einstein mais tarde presenteou o patriarca da fam√≠lia com uma fotografia autografada como uma lembran√ßa.157 158 Perto do fim de sua vida, em 1952, quando o Quarteto de Cordas Juilliard (da Juilliard School, de Nova Iorque) visitou-o em Princeton,159 ele tocou seu violino com eles; ainda que diminu√≠sse o ritmo para acomodar suas habilidades t√©cnicas menores, Botstein observa que o quarteto ficou “impressionado com o n√≠vel de coordena√ß√£o e entona√ß√£o de Einstein.”155

Legado

Quando em viagem, Einstein escrevia diariamente para sua esposa Elsa e as enteadas Margot e Ilse. As cartas foram inclu√≠das nos documentos legados √† Universidade Hebraica de Jerusal√©m. Margot Einstein permitiu que as cartas pessoais fossem disponibilizadas ao p√ļblico, solicitando que fossem esperados vinte anos ap√≥s sua morte para a publica√ß√£o, o que ocorreu em 1986. Barbara Wolff, dos Albert Einstein Archives da Universidade Hebraica de Jerusal√©m, disse √† BBC que h√° cerca de 3,500 p√°ginas de correspond√™ncia privada, escritas entre 1912 e 1955.

Einstein doou os royalties do uso de sua imagem para a Universidade Hebraica de Jerusal√©m. Corbis, sucessor da The Roger Richman Agency, licencia o uso de seu nome e imagens associadas, como agente para a universidade. Suas grandes conquistas intelectuais e originalidade fizeram da palavra “Einstein” sin√īnimo de g√™nio. Sua f√≥rmula deequival√™ncia massa-energia (descrita como E = mc2) foi chamada por David Bodanis de “a equa√ß√£o mais famosa do mundo”.160 161 Em 1999, 100 f√≠sicos renomados elegeram-no o mais memor√°vel f√≠sico de todos os tempos.162

No per√≠odo anterior √† Segunda Guerra Mundial, Einstein era t√£o conhecido nos Estados Unidos a ponto de ser indagado na rua por pessoas que solicitavam que ele explicasse “aquela teoria”. Einstein finalmente descobriu uma maneira de lidar com as perguntas incessantes. Ele passou a responder a elas com o bord√£o “Perd√£o, sinto muito! Sou sempre confundido com o Professor Einstein.” Foi o assunto ou inspira√ß√£o para muitas novelas, filmes, pe√ßas de teatro e obras de m√ļsica.163√Č o modelo favorito para representa√ß√Ķes de cientistas loucos e professores distra√≠dos, seu rosto expressivo e penteado caracter√≠stico t√™m sido amplamente copiado e exagerado. Frederic Golden da revista Time escreveu que Einstein era “o sonho realizado de um cartunista”.164 Ao lado da mec√Ęnica qu√Ęntica, sua teoria da relatividade geral foi considerada um dos pilares da f√≠sica moderna.165 166

Prêmios e honrarias

Einstein recebeu in√ļmeros pr√™mios e honrarias, incluindo o Pr√™mio Nobel de F√≠sica.

Notas

  1. ‚ÜĎ O crescimento intelectual de Albert foi fortemente estimulado em casa. Sua m√£e, uma pianista talentosa, garantiu a educa√ß√£o musical das crian√ßas. Seu pai lia regularmente Schiller e Heine em voz alta para a fam√≠lia. O tio Albert Jakob o desafiava com problemas matem√°ticos, que resolvia com “um profundo sentimento de felicidade”. Mais significativas foram as visitas semanais de Max Talmud desde 1889 at√© 1894, durante as quais apresentou o menino para textos cient√≠ficos populares que levaram ao fim a fase religiosa de curta dura√ß√£o, convencendo-o de que “muito nas hist√≥rias da B√≠blia n√£o podia ser verdade”. Um livro de geometria plana que ele trabalhou rapidamente levando-o a um auto-estudo √°vido de matem√°tica, de v√°rios anos √† frente do curr√≠culo da escola.11
  2. ‚ÜĎ Conforme relatado pelo Dr. Kruszelnicki, em Os Grandes Mitos da Ci√™ncia, no √ļltimo ano de Einstein na escola em Aargau, o sistema de notas, que pontuava entre 1 e 6, foi invertido: se em anos anteriores a 1896 a nota 1 era a melhor e a nota 6 era a pior, a partir desse ano a nota 6 passou a ser a melhor. Como a nota de Einstein outrora estivera pr√≥ximo de 1 em um sistema que ia de 1 at√© 6, surgiu o boato de que esse fora mal aluno na escola. Em verdade, a nota de Einstein pr√≥xima a 1 corresponderia, no novo padr√£o, a uma nota global 4,91 em 6; uma nota, ao fim, em nada ruim. Einstein nunca fora mau aluno na escola, ao contr√°rio do que rezam os boatos.
  3. ‚ÜĎ Paul Arthur Schilpp, editor. (1951). “Albert Einstein: Philosopher-Scientist, Volume II” (em ingl√™s): 730‚Äď746. Nova Iorque: Harper and Brothers Publishers (edi√ß√£o da Harper Torchbook). Seus trabalhos n√£o cient√≠ficos incluem: About Zionism: Speeches and Lectures by Professor Albert Einstein (1930), “Why War?” (1933, co-autoria de Sigmund Freud),The World As I See It (1934), Out of My Later Years (1950), e um livro sobre ci√™ncia para leitura geral, The Evolution of Physics (1938, co-autoria de Leopold Infeld).
  4. ‚ÜĎ Para uma discuss√£o sobre a recep√ß√£o da teoria da relatividade em todo o mundo, e as diferentes controv√©rsias que encontramos, veja os artigos de Thomas F. Glick, ed., The Comparative Reception of Relativity (Kluwer Academic Publishers, 1987), ISBN 90-277-2498-9.
  5. ‚ÜĎ Em setembro de 2008, foi relatado que Malcolm McCulloch, da Universidade de Oxford, estava dirigindo um projeto de tr√™s anos para desenvolver aparelhos mais robustos que poderiam ser usados em locais com falta de eletricidade, e que sua equipe tinha completado um prot√≥tipo da geladeira de Einstein. Ele teria dito que a melhoria do projeto e altera√ß√£o dos tipos de gases utilizados pode permitir que a efici√™ncia do projeto seja quadruplicada.146

Monumento no local onde Einstein nasceu, em Ulm.

Mileva Maric.jpg

Mileva Marińá e Elsa Einstein

Bundesarchiv Bild 102-00486A, Elsa Einstein.jpg

Mileva Marińá e Elsa Einstein

Da esquerda para a direita: Conrad Habicht, Maurice Solovine e Einstein, fundadores da Academia Olímpia.

Einstein em 1904, aos 25 anos de idade.

Retrato oficial de Einstein em 1921 depois de receber o Prêmio Nobel de Física.

Einstein em Nova Iorque, sua primeira visita aos Estados Unidos, em 1921.

Carlos Chagas e a equipe do Instituto Oswaldo Cruz, em recepção a Einstein.

Charlie Chaplin e Einstein em Hollywood na estreia de Luzes da Cidade, em janeiro de 1931.

Caricatura representando Einstein junto a um sinal intitulado “Paz Mundial” e despojado das suas asas de “pacifismo”. Ele arrega√ßa as suas mangas e segura uma espada intitulada “Preven√ß√£o” (cerca de 1933).

Retrato tirado em 1935 em Princeton.

Einstein aceitando a cidadania americana, em 1940.

Einstein em 1947

Einstein durante sua visita aos Estados Unidos.

Einstein, sitting at a table, looks up from the papers he is reading and into the camera.

Einstein em seu escritório na Universidade de Berlim.

Einstein e Niels Bohr, em 1925

A Conferência Solvay de 1927, em Bruxelas, uma reunião dos principais físicos do mundo. Einstein no centro.

Grupo ocasional composto de quatro homens e duas mulheres em pé sobre um pavimento de tijolos.

Albert Einstein, visto aqui com sua esposa Elsa Einstein e líderes sionistas, incluindo o futuro presidente de Israel Chaim Weizmann, sua esposa Dra. Vera Weizmann, Menahem Ussishkin, e Ben-Zion Mossinson na chegada em Nova Iorque, em 1921.

 

William Furia

Durante a Segunda Guerra Mundial, o sargento americano William Furia cobriu seu capacete com um pedaço de cortina rendada para se divertir. O que começou como brincadeira, acabou se tornando uma eficiente forma de camuflagem na neve de Luxemburgo.

Durante a Segunda Guerra Mundial, o sargento americano William Furia cobriu seu capacete com um pedaço de cortina rendada para se divertir. O que começou como brincadeira, acabou se tornando uma eficiente forma de camuflagem na neve de Luxemburgo.

DIAMANTE

Esse diamante de 232 quilates foi encontrado na √Āfrica do Sul. A pedra vale R$ 36,5 milh√Ķes!

This diamond of 232 carats was found in South Africa. The stone is worth $ 36.5 million!

"Esse diamante de 232 quilates foi encontrado na √Āfrica do Sul. A pedra vale R$ 36,5 milh√Ķes!"

China

This is a photo of shocking training for bodyguards in China, but can be done by men and women.