A garota de 9 anos e o milagre de medicina

Foram seis meses de trabalho para inflar os balões que continham mais de 500ml de solução salina para expandir a pele da garota Jessica Brett, de apenas 9 anos. Jessica é uma jovem bem corajosa, que deu sua permissão para que os médicos injetassem esses balões embaixo de seu couro cabeludo – e tudo isso para esticar a pele da menina, e usar os resultados extras para tampar o buraco deixado por uma marca de nascença.

Jessica nasceu com um sinal imenso cobrindo sua cabeça, que poderia se transformar em um câncer se não fosse tratado. Se os médicos tivessem usado a pele de outra parte do corpo para isso, um pedaço imenso de sua cabeça ficaria completamente careca. E isso é algo que pode ser destrutivo para a auto estima de qualquer um – ainda mais uma doce garota de 9 anos de idade.

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Mas ao invés disso, ela se tornou a primeira garota do Reino Unido a cultivar pele na própria cabeça. Os balões foram inseridos embaixo de seu couro cabeludo, e foram inchados em um processo que durou 6 meses, durante o qual os médicos injetaram mais de meio litro de solução salina com o intuito de esticar a pele por lá.

Quando a quantidade suficiente de pele foi obtida, os balões e o sinal foram removidos. A nova pele então foi esticada no buraco que ficou da remoção do sinal, criando assim um couro cabeludo perfeitamente normal. Jessica, que foi extremamente corajosa durante todo o processo, se inspirou em sua heroína Jessie J, que também usa cabelos curtos, e não reclamou em momento algum do processo.

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“Ela foi tão corajosa – nada disso a incomodou,” conta Becky, de 34 anos, mãe de Jessica. “Os balões fizeram quase que um moicano, e as pessoas na rua costumavam pará-la para dizer que adoraram o estilo. Foi um processo bem longo, mas Jessica mostrou a todos nós a força que tem. Estamos todos muito orgulhosos dela.”

Jessica nasceu com esse sinal – um nego melanocítico pigmentado – que era parcialmente visível por baixo do seu cabelo, no lado esquerdo de sua cabeça. Essa condição afeta apenas 1% da população, e aparece na cabeça ou pescoço em apenas 15% desses casos. O sinal ainda não estava afetando a jovem, mas os médicos recomendaram a remoção porque caso ele se tornasse cancerígeno, seria tarde demais, tendo em vista a área coberta.

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Hoje, o cabelo de Jessica já voltou a crescer. Realmente uma pequena guerreira, que encarou uma situação difícil dessas com a bravura de uma heroína. Palmas pra ela!

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