ANIMAIS EXÓTICOS

O tubarão-cobra (Chlamydoselachus anguineus) ou tubarão-enguia é uma espécie da família Chlamydoselachidae.Esta espécie, que se julgava extinta, tem cerca de dois metros de comprimento e habita águas em profundidades que vão desde 600 a 1000 metros. Tem uma importância econômica reduzida (pesca).

Um exemplar fêmea foi filmado em 24 de janeiro de 2007 numa raríssima aparição em águas pouco profundas do litoral do Japão, próximo à cidade de Shizuoka. No entanto, o espécime se encontrava em péssimo estado físico e morreu horas após ser coletado.

Em 21 de janeiro de 2015 um exemplar foi capturado por um pescador nas águas de Victória, Austrália.O tubarão-cobra é uma das criaturas mais antigas já encontradas vivas nos dias de hoje. Já foram encontrados fósseis deste animal com cerca de 80 milhões de anos.

Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Chondrichthyes
Subclasse: Elasmobranchii
Superordem: Selachimorpha
Ordem: Hexanchiformes
Família: Chlamydoselachidae
Género: Chlamydoselachus
Espécie: C. anguineus
Nome binomial
Chlamydoselachus anguineus
(Garman, 1884)

Raia Pastenaga

Esse tipo de arraia foi descoberto recentemente no Rio Mekong, Tailândia (meados da década de 80), quando um tailandês da região teve dificuldades extremas para puxar um animal preso à sua rede de pesca, e quando o mesmo conseguiu, foi ferroado no braço por algo pontudo quando seu braço estava submerso. Quando o tailandês já não tinha mais forças para puxar a rede, pessoas por perto ajudaram, e o que viram sair da água foi surpreendente. Uma arraia gigantesca, com cerca de 200 kgs, veio à superfície depois de muito esforço. O ferimento no braço do tailandês foi tão doloroso que o mesmo precisou de uma ambulância urgentemente.

Estima-se que possa alcançar maiores dimensões, pois em 2009, um britânico, Ian Welsh, capturou uma arraia de 350 kgs, com 2 metros de comprimento por dois de largura, além do rabo, que por si só, alcançava 3 metros. A parte do rio em que habita foi apelidade de “Area 51” pelos moradores da região, por ter “aliens” em suas águas.

Essa arraia é uma prova viva de que o ser humano ainda não conhece muito do que habita embaixo das águas, pois ela só foi descoberta em meados da década de 80, e ficou despercebida por tanto tempo em um rio que já era populoso à muitos anos.

Atretochoana eiselti

Atretochoana eiselti (do grego: Atretos, imperfuração + choanae, funil; eiselti em homenagem a Josef Eiselt) é uma espécie de anfíbio gimnofiono da família Typhlonectidae. Apenas cinco espécimes são conhecidos em coleções de museus. O holótipo provém da América do Sul, mas a localização específica é desconhecida. Os demais exemplares são provenientes do Brasil e, possivelmente, pode ocorrer também na Bolívia. A espécie é o maior tetrápode sem pulmões conhecido.

Nomenclatura e taxonomia

A espécie foi descrita como Typhlonectes eiselti em 1968 por Edward Harrison Taylor com base num espécime depositado na coleção do Naturhistorisches Museum, em Viena.Até a data da descrição, o espécime era atribuído à espécie Typhlonectes compressicauda.

Em 1995, foi reclassificada num gênero próprio, o Atretochoana, sendo então recombinada para Atretochoana eiselti, com base num estudo mais detalhado doholótipo.Pesquisas posteriores demonstraram que a espécie eiselti está mais relacionada ao gênero Potomotyphlus do que ao Typhlonectes. O gêneroAtretochoana é monoespecífico.

Distribuição geográfica

A espécie era conhecida por um único exemplar (o holótipo) coletado na América do Sul, mas cuja localização específica é desconhecida, depositado no Museu de Viena. Quase certamente, o espécime foi coletado antes da década de 1920 ou, provavelmente, na segunda metade do século XIX. Em 1998, um segundo espécime foi encontrado na coleção da Universidade de Brasília, também sem registro da localização e data da coleta, entretanto, devido à coleção ser recente e quase exclusivamente de espécies brasileiras, acreditava-se que o espécime havia sido coletado no Brasil. Em 2011, foram descobertos exemplares da espécie em dois pontos na Amazônia brasileira. O primeiro na praia de Marahú na ilha Mosqueiro, no meio da Baía de Marajó, próximo a Belém do Pará, na desembocadura do rio Amazonas. E o segundo na Cachoeira Santo Antônio, no rio Madeira, próximo à fronteira Brasil-Bolívia. Os exemplares do rio Madeira foram encontrados no canteiro de obra da Usina Hidrelétrica Santo Antônio durante obras no leito original do rio. Todos os exemplares foram enviados ao Museu Paraense Emílio Goeldi, em Belém. Baseado nas novas descobertas, acredita-se que a espécie tenha distribuição ampla pela Amazônia brasileira e que possivelmente ocorra também na Bolívia.

Características

A Atretochoana eiselti é o maior tetrápode conhecido sem pulmões. O holótipo mede 72,5 centímetros e o exemplar de Brasília mede 80,5 centímetros. O segundo maior tetrápode sem pulmões é a Caecilita iwokramae que mede 11,2 centímetros. Superficialmente, a espécie é similar a Typhlonectes compressicauda, T. natans e Potomotyphlus kaupii. Entre as características que a diferencia das outras espécies próximas estão: a coana selada, a ausência depulmões e de vasos sanguíneos pulmonares, a articulação mandibular pós-cranial, os estribos alongados e com direção posterior, um músculo cranial associado aos estribos, ligando estes às bochechas, uma abertura intermediária tentacular posicionada entre o olho e a narina externa, um sulco tentacular não encoberto por osso e o corpo lateralmente comprimido com uma barbatana mediana dorsal .

Tartaruga-aligator

A tartaruga aligator (Macrochelys temminckii, por vezes chamada deMacroclemys temminckii) é uma espécie de tartaruga de água doce da famíliaChelydridae. É a única espécie do gênero Macrochelys. Esta espécie habita os rios, lagos e pântanos do sul dos Estados Unidos da América. O nome “tartaruga-aligator” ou “tartaruga-crocodilo” é devido ao seu grande tamanho (é a maior tartaruga de água doce da América do Norte) e sua potente mordida que é usada para abocanhar presas.

Esta espécie foi o tema de um episódio do programa do Animal Planet Criaturas Esquisitas.

Hábitos e alimentação

Apesar de maior do que sua prima, a tartaruga mordedora, a tartaruga aligator é menos agressiva. Sua carapaça com placas (que aumentam a semelhança com o aligator) e frequentemente coberta de algas, ajuda a tartaruga a se camuflar. Mantendo-se imóvel no fundo de um lago ou pântano, ela espera pacientemente até que uma presa aproxime-se para então abocanhá-la com as poderosas mandíbulas. Este animal possui um apêndice curioso preso à lingua que lembra uma minhoca ou outro verme. Isto serve como isca para peixes e outros animais. Imóvel com a boca aberta debaixo d’água, a tartaruga balança a pequena isca, atraindo a refeição direto para dentro da boca.

Sua dieta é onívora, consistindo-se basicamente de peixes, mas incluindo praticamente tudo que elas conseguirem pegar e engolir, tal como carcaças de animais mortos, invertebrados aquáticos, anfíbios, pequenos répteis e tartarugas menores. Costumam caçar mais ativamente à noite. Sua expectativa de vida costuma ser de 20-30 anos, mas já foram documentados indivíduos com até 70 anos ou mais.

Reprodução

Desovam de 8 a 52 ovos (com uma média de 25 ovos) com cerca de 37 a 45 mm de comprimento, 37 a 40 mm de largura e com 24 a 36 gramas de peso, que demoram cerca de 82 a 140 dias para eclodirem e em média apenas 78% dos ovos apenas eclodem (a temperatura influencia no tempo e desenvolvimento dos ovos, um aumento leve na temperatura de incubação diminuí o tempo de incubação). A incubação dos ovos pode ser feita naturalmente em beiras de lagos ao ar livre ou em sistemas artificiais de incubação (obtendo assim maior eficiência) com uma mistura de vermiculita e água 1:1 em peso para a deposição dos ovos, mantendo assim cerca de 90% de umidade onde o recipiente deverá permanecer fechado e com temperatura constante variando apenas entre 25 a 30 °C, os ovos apodrecidos e inférteis devem ser retirados assim que constatados. Temperaturas próximas de 29 e 30 °C nascem maior percentual de fêmeas e temperaturas próximas de 25 e 26°C nascem maior percentual de machos. As tartaruguinhas nascem com 39 a 42 mm de comprimento de carapaça, com 34 a 38 mm de largura de carapaça, com 57 a 61 mm de comprimento de cauda e 18 a 22 gramas de peso. Seus principais predadores quando pequenas são aves, peixes, mamíferos e crocodilos. Atingem a maturidade sexual entre 11 e 13 anos de idade. 

Peixe-serra

Os peixes-serra são os representantes da ordem Pristiformes e da família Pristidae, classificado entre os peixes batoides, em outras palavras, as raias. Apresentam como principal característica a maxila bem alongada, com dentes também alongados inseridos regularmente nos bordos exteriores.

A cabeça desses peixes é achatada dorsoventralmente, com as fendas branquiais na face ventral; o corpo é comprido e alongado, de cor cinza-azulado, formado por um esqueleto cartilaginoso, as nadadeiras são triangulares escuras atrás da cabeça e nadadeira dorsal dupla.

São animais noturnos, dormem durante o dia e vão à procura de alimento durante a noite. A sua “serra” é utilizada na caça de seus alimentos, sendo sua dieta constituída, basicamente, porcrustáceos, moluscos, peixes pequenos ou médios. Seu rosto funciona de modo semelhante a uma pá, desenterrando alimentos do fundo do mar, ou também, como uma espada, para atordoar o matar as presas.

Estes animais vivem em torno de 25 a 20 anos e atingem a idade adulta aos 10 anos, sendo que não iniciam a reprodução antes de atingirem de 3,5 a 4 metros de comprimento. Assim como os seus parentes, são peixes ovivíparos, dão à luz a mais de 20 filhotes já completamente formados, inclusive armados com uma pequena serra.

Habita a parte ocidental do oceano Índico, ao longo da costa sudeste da África do Sul, além deoceano Atlântico e Pacífico ocidental.

Sua carne, assim como a dos tubarões, é considerada saborosa. Todas as espécies de peixe-serra são consideradas criticamente em perigo, sendo que seu comércio internacional está proibido. A captura acidental em redes de pesca é comum, além de serem caçados por causa de suas barbatanas que são consumidas como uma iguaria e seu óleo de fígado para uso em medicamentos tornou-se uma espécie ameaçada de extinção.

Peixe Tigre Africano

O Peixe Tigre Africano também conhecido como Peixe Tigre Golias e também de Monstro do Rio.Pertence a família alestidae e ao gênero hydrocynus.  É chamado de peixe Golias pelo seu tamanho e força, podendo pesar mais de 50 quilos, e monstro do rio pela sua aparência esquisita e assustadora, e pelas lendas que são contadas sobre esse peixe.

Possuindo uma boca enorme com dentes bastante afiados, o peixe tigre africano é considerado um dos melhores caçadores do reino animal. Alimenta-se de outras espécies de peixes, e outros animais grandes com o mesmo tamanho dele, alimentam-se também de animais mortos.É um peixe de escamas prateadas, com a cauda vermelha, dentes afiados, velocidade alta, e também é bastante forte.
Habitam as regiões da África Central, passando pelo famoso Rio Congo. É um peixe que apesar de esquisito é apreciado pelos habitantes da região, que o usam como fonte de alimento.Um peixe magnífico, que é rodeado de lendas, mas porém uma espécie fantástica, que está cada vez mais raro e difícil de encontrar, sendo também um peixe bastante visado pela pesca esportiva.

RAIA Jamanta

A jamanta (Manta birostris), também conhecida como manta, maroma (nos Açores), morcego-do-mar, peixe-diabo ouraia-diabo, é uma espécie de peixes cartilagíneos (Chondrichthyes) pelágicos, oceânicos da família Myliobathidae e a maior espécie actual de raias. Encontra-se nas regiões tropicais e subtropicais de todos os oceanos, tipicamente perto derecifes de coral.

A jamanta tem o corpo em forma de losango e uma cauda longa sem espinho e pode atingir sete metros de envergadura e pesar até 1,350kg. Podem viver até 20 anos. Estes peixes não têm verdadeiros dentes e alimentam-se de plâncton e pequenos peixes, sendo portanto inofensivos. Ocasionalmente, podem aproximar-se de um barco ou de mergulhadores e podem executar curtos “voos” fora da água. Têm a maior taxa de volume de cérebro em relação ao do corpo de todos ostubarões e raias .

Durante as suas migrações, as jamantas efetuam mergulhos frequentes até profundidades de quase dois quilómetros (entre os maiores alguma vez medidos para um animal marinho), onde as temperaturas da água atingem os três graus centígrados.

Silurus glanis

O siluro (Silurus glanis), frequentemente confundido com o peixe-gato (cujo comprimento não ultrapassa 30 cm), é um grande peixe de água doce originário dos grandes rios da Europa Central e ocorrendo, como espécie invasora, em outros cursos de água europeus, como os rios Ebro (Espanha), o Zêzere (Portugal), e Ródano (França).

O Silurus glanis é o maior peixe de águas interiores da Europa e um das maiores espécies de peixes de água doce, podendo alcançar, em condições favoráveis, até três metros de comprimento e 150 kg de peso.1 Contudo, não há registo de um espécimen dessas dimensões nos últimos 100 anos (um exemplar desta dimensão seria maior que o lúcio (Esox lucius).

O siluro é um peixe bentónico, ictiófago, dotado de 6 barbilhos (dois longos na parte superior da mandíbula e quatro menores por baixo), que se alimenta sobretudo ao anoitecer. Vários pescadores desportivos relataram, no entanto, ter encontrado no estômago destes peixes outras presas para além de peixes, tais como pequenos mamíferos (ratos) e aves.

Tubarão-boca-grande

O tubarão-boca-grande (Megachasma pelagios) é uma espécie de tubarão extremamente rara, que habita águas profundas. Descoberta em 1976, apenas alguns foram vistos desde essa altura, com 68 espécimes capturados ou avistados (2015)1 , existindo 3 gravações em filme. Tal como o tubarão-elefante e o tubarão-baleia, alimenta-se porfiltração, nadando com a sua enorme boca aberta, filtrando a água para obter Plâncton e medusas. Distingue-se por possuir uma cabeça de grandes dimensões e lábios de aspecto elástico.

Por ser tão pouco usual, é classificado na sua própria família, Megachasmidae, apesar de se sugerir que possa pertencer à família Cetorhinidae, da qual o tubarão-elefante é o único elemento.Tem geralmente uma coloração preta ou acastanhada no dorso. Ventralmente é esbranquiçado. A cauda é assimétrica, possuindo um lobo superior longo, similar às caudas exibidas pelos tubarões do género Alopias.São tubarões de grandes dimensões, que podem atingir 5,5 metros de comprimento. Os machos atingem a maturidade quanto atingem 4 m, e as fêmeas os 5 m. Foram reportados pesos de 1,215 quilos.Possui uma grande boca, com pequenos dentes. O focinho é largo e arredondado. Possuí órgãos luminosos denominados fotóforos, a rodear a boca.

Regaleco

Regalecus glesne, conhecido popularmente como peixe-remo, regaleco, relangueiro ou rei-dos-arenques, é um peixeda família Regalecidae, classe Actinopterygii. Habita as profundezas marinhas de 20 a 1.000 m de profundidade.

Mede aproximadamente 11 m de comprimento e se alimenta de pequenos peixes. Seu principal predador é o tubarão.

O peixe-remo sempre foi um mistério para a ciência, por ser uma criatura tão estranha. Acreditava-se de que ele era uma espécie de monstro-marinho. Ele possui um tipo de “topete” vermelho em cima da cabeça.

Não se sabe ao certo quantos exemplares ainda existem. Apenas em 2001 foi filmado um espécime vivo dentro de água. Em fevereiro de 2010 pesquisadores da Universidade do Estado da Louisiana, nos Estados Unidos, conseguiam uma imagem inédita do intrigante peixe-remo navegando no fundo do oceano. O filme foi feito no Golfo do México por meio de uma máquina não tripulada, e os cientistas acreditam que essa é a primeira vez que se filma o animal em seu habitat natural  . Em maio de 2010, foi encontrado na Suécia um peixe-remo de 3,65 metros. Foi a primeira vez que se encontrou um peixe-remo no país em 130 anos. Em outubro de 2013, uma instrutora de ciência marinha levou um susto ao avistar no mar em Los Angeles, na Califórnia (EUA) um Regaleco com mais de 5,4 m de comprimento.

Com menos de uma semana, outro peixe-remo foi encontrado morto nas areais da praia de Oceanside na California, desta vez com 4,27 metros.

Uma nova aparição foi registrada no dia 10 de abril de 2014 em Cortez, no México. O espécime media aproximadamente 4,5 metros.

Peixe-leão

Espécie Peixe-leão

Espécie Peixe-leão

Peixe-leão claro

Peixe-leão claro

Peixe-leão preto

Peixe-leão preto

Peixe-leão vermelho

Peixe-leão vermelho

Peixe-leão de barbatanas abertas

Peixe-leão de barbatanas abertas

Fotos do Peixe-leão

Fotos do Peixe-leão

Pterois volitans

Pterois volitans

Espécie Pterois volitans

Espécie Pterois volitans

Fotos de Pterois volitans

Fotos de Pterois volitans

Peixe-escorpião

Peixe-escorpião

Peixe-dragão

Peixe-dragão

Cabeça do peixe-leão

Cabeça do peixe-leão

Aquário com peixes-leão

Aquário com peixes-leão

Imagens de Pterois volitans

Imagens de Pterois volitans

Peixe Pterois volitans

Peixe-leão, peixe-peru, peixe-dragão, peixe-escorpião e peixe-pedra são alguns nomes vulgares para uma pequena variedade de peixes marinhos venenosos dos gêneros Pterois, Parapterois, Brachypterois, Ebosia ou Dendrochirus, pertencentes à família Scorpaenidae. Um dos seus representantes mais conhecidos é o peixe-leão-vermelho.

Os peixes-leões são predadores vorazes. Quando estão a caçar encurralam as presas com seus espinhos e, num movimento rápido, as engolem por inteiro. Eles são conhecidos por seus enormes espinhos dorsais e pela coloração listrada, de cores vermelha, marrom, laranja, amarela, preta ou branca.

Os peixes-leões são nativos da região Indo-Pacífica, vivendo sempre próximos à recifes de coral, mas algumas espécies podem ser encontradas em outras regiões do mundo. Devido a uma recente introdução, podem ser encontrados no oeste do Oceano Atlântico e Mar do Caribe.

Os peixes-leões vivem até 15 anos e podem pesar até 200g. Durante o dia preferem se abrigar em cavernas ou fendas, sendo animais de hábitos noturnos. Alimentam-se de pequenos peixes e normalmente só os comem vivos, mas em cativeiro podem ser habituados a comer camarão congelado. São ovíparos e a desova acontece à noite.

Veneno

O peixe-leão não é venenoso da para comer através de espinhos localizados nas regiões dorsal, pélvica e anal.Geralmente possuem de 12 a 13 espinhos dorsais, 2 pélvicos e 3 anais. Cada espinho possui duas glândulas . Os peixes-leão também possuem espinhos peitorais, porém estes não possuem glândulas.

A potência do veneno varia de acordo com a espécie e tamanho do peixe-leão. Os principais efeitos são: dor intensa localizada, seguida de edema local, podendo também a vítima sentir náuseas, tontura, fraqueza muscular, respiração ofegante e dor de cabeça.

Os peixes-leões é constituído de proteínas termossensíveis, que são vulneráveis ao calor e se desnaturam facilmente. Os primeiros socorros constituem-se na imersão do local afetado em água quente (43-45 °C) por 30 a 40 minutos ou até a dor diminuir.

Cachorra larga

Características: Dentre os sete tipos de cachorra com ocorrência constatada no território nacional, a cachorra larga ocupa um lugar de destaque. Por seu impressionante porte que pode atingir mais de um 1 metro de comprimento e ultrapassar a massa de 10 kg, colocam-na entre as espécies alvo para os pescadores que se dirigem à Bacia Amazônica. Seu corpo é alongado e bastante comprimido. A cabeça é relativamente pequena, mas tem dois olhos bem grandes, e possui uma poderosa e imensa boca que está ornada com grandes dentes caninos – dois deles, situados na mandíbula após o “queixo”, ficam alojados em depressões presentes na maxila superior. A cor geral é prata, prata azulado, podendo ter o dorso mais escuro com tons de marrom ou preto. A nadadeira caudal é truncada e raramente está inteira, já que as piranhas e outros peixes parecem apreciar bastante este petisco.

Hábitos: Forma cardumes não muito numerosos, o que torna a pesca muitas vezes bem produtiva. Alimenta-se de outros peixes que apanha com rápidas e violentas arrancadas. É um peixe fantástico e que exige uma certa perícia dos pescadores para lograr sua captura.

Curiosidades: Sua carne não tem valor nem mesmo para um assado na beira do rio por possuir muitas espinhas e ter sabor levemente adocicado. Mesmo assim, alguns goumets são capazes de realizar maravilhas com este peixe no prato, mas só os experts. Para aproveitar o ensejo, fica aqui um apelo especial para a cachorra: apesar de todos sua bravura e rapidez, é um peixe que se cansa com muita facilidade e não tolera um manuseio excessivo fora da água. Neste momento, se deixada sem se recuperar, torna-se presa fácil para outros peixes, especialmente as piranhas. O manuseio deve ser o mais rápido possível, principalmente com os grandes exemplares. Mantenha-a na água o maior tempo que puder para tirar a isca e ajeitar a câmera fotográfica. Cuidado com seus dentes longos e afiados porque não incomum causa sérios ferimentos. Por último, manuseie o animal com as mãos molhadas, este peixe produz uma abundante quantidade de muco. Espere o indivíduo recuperar-se bem antes de soltá-lo e boa pescaria!

Onde encontrar: É encontrado na calha dos principais afluentes do Amazonas – freqüentando também o próprio rio – levando-se em consideração somente a área do país. Pelágico, está constantemente exercitando-se em águas mais rápidas escondendo-se atrás de obstáculos como pedras, troncos e galhadas. Raramente entra na região de águas paradas podendo ser achado também nas bocas de lagoas. Algumas vezes pode ser encontrado dentro do rio, na junção de massas de águas com diferentes velocidades, ou em poços.

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