ESPECIAL SAPOS

O fotógrafo premiado Robin Moore, membro da Liga Internacional de Fotógrafos de Conservação e contribuinte da National Geographic Creative, lançou-se em uma jornada épica para fotografar os anfíbios mais raros do mundo – sapos e salamandras que não eram vistos desde a virada do século.

A série de imagens resultante se chama “In Search of Lost Frogs” (em português, algo como “Em Busca dos Sapos Perdidos”).
Alguns desses animais, como o Rheobatrachus silus, venceram todas as probabilidades: anos ou décadas depois que a comunidade científica os declarou extintos, eles foram reencontrados.

Moore crê que seu estudo desses anfíbios pode dar pistas vitais para ajudar os pesquisadores a diminuir o número de extinções animais em nosso planeta.

 

Passeando da Colômbia a Costa Rica, do Guatemala ao Haiti, conheça algumas das criaturas incríveis que Moore encontrou no meio do seu caminho: 

Incilius aurarius
Cuchumatan Golden Toad
Smilisca phaeota
sapos anfibios raros 2
Dendropsophus ebraccatus
Courtship

sapos anfibios raros 3-

 

Hyalinobatrachium valerioi
cricket glass frog, Hyalinobatrachium colymbiphyllum

A glass frog, Hyalinobatrachium ruedai, peers through a leaf
Eleutherodactylus thorectes
Tiny

Agalychnis callidryas
sapos anfibios raros 6

sapos anfibios raros 6-
Megophrys ligayae
sapos anfibios raros 7

 

Agalychnis spurrelli
sapos anfibios raros 8
Phyllobates vittatus
sapos anfibios raros 9
Ceratobatrachus guentheri
sapos anfibios raros 10
Rheobatrachus silus
sapos anfibios raros 11

Mata Atlântica: pesquisadores descobrem sete novas espécies de sapos MINÚSCULOS

novos sapos minusculos brasil (1)

Se você não acha anfíbios animais particularmente fofos, vai mudar de ideia quando der uma espiada nesses sapinhos minúsculos descobertos aqui no Brasil.

Sete novas espécies do gênero Brachycephalus foram encontradas na Mata Atlântica brasileira depois de cinco anos de busca árdua. Com certos adultos não passando de um centímetro de comprimento, certamente foi complicado detectar os bichinhos, mesmo com as cores berrantes de alguns.

 

O tamanho miniatura desses sapos levou a várias modificações na estrutura dos seus corpos, tais como a perda de dedos.

Embora algumas espécies tenham cores bastante monótonas e se misturem com o marrom dos arredores, os animais com os padrões de coloração mais gritantes possuem uma neurotoxina muito potente na pele.

novos sapos minusculos brasil (2)

Gênero mal estudado

O gênero Brachycephalus foi descrito pela primeira vez em 1824. Até agora, 21 espécies foram adicionadas ao grupo, porém, mais de metade só foi descoberta ao longo dos últimos 15 anos.

Isto sugere que a diversidade deste grupo poderia ser subestimada, razão pela qual os pesquisadores, liderados por Marcio Pie, se voltaram à floresta tropical no Brasil para tentar encontrar mais sapos relacionados, o que provou ser um esforço frutífero.

novos sapos minusculos brasil (2)

Os animais foram registrados em áreas montanhosas da porção sul da Mata Atlântica nos estados do Paraná e Santa Catarina. No início, os cientistas utilizaram diferenças na morfologia dos sapos, em particular sua coloração e o nível de rugosidade em diferentes partes do corpo, para separá-los em espécies diferentes. Mais tarde, o sequenciamento de DNA confirmou a sua distinção.

As espécies variavam de cor do marrom ao amarelo e laranja, mas uma em especial se destacou. A B. mariaeterezae é única porque tem uma faixa azul ao longo das costas, que não tinha sido observada em nenhum outro membro deste gênero.

Perigo de extinção

A maioria das espécies Brachycephalus conhecidas vivem dentro de espaços pequenos. Esta natureza altamente endêmica é o resultado da adaptação ao habitat da floresta, o que limita a sua propagação a outros ambientes e aumenta a taxa de formação de novas espécies.

novos sapos minusculos brasil (1)

Esse endemismo vem com um custo, uma vez que aumenta a probabilidade de extinção das espécies por conta de alterações ambientais ou mudanças climáticas.

novos sapos minusculos brasil (3)

Os pesquisadores salientam a urgência em documentar a existência de tais espécies e de pensar em planos de gestão para garantir a sua sobrevivência a longo prazo. Embora não haja dados suficientes para atribuir aos animais um estado de conservação, Pie e sua equipe já estão em contato com agências de proteção ambiental estaduais e federal para negociar a criação de reservas na região.

 

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