6 pessoas que foram executadas por crimes que nunca cometeram

 

A lei e a justiça são umas das coisas mais complexas já criadas pelo ser humano, para impor e manter a ordem e a harmonia. Mas quando guiadas pela emoção e o ódio, a “justiça” acaba sendo praticada de maneira totalmente cega e arbitrária, ainda mais com os mais fracos e vulneráveis.

Não é incomum de acontecer, em países que aderem à pena de morte, casos de inocentes serem julgados, condenados e executados pelas autoridades por crimes que não fizeram. Só se descobre a inocência do indivíduo anos e anos depois de sua execução, quando já tarde demais.

Veja nesta matéria 6 pessoas que foram executadas por crimes que nunca cometeram e pagaram um alto preço pela injustiça atribuída a eles: a vida.

1. Derek Bentley

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Derek era um inglês com problemas mentais. Ele foi preso em novembro de 1952, juntamente com seu amigo Christopher Craig, acusados de assaltar um confeitaria a mão armada. Christopher atirou em um policial, matando-o (isso depois de seu amigo Derek já ter se rendido). Quando julgados, Derek foi executado no lugar de Christopher (por este ser menor de idade na época).

2. Colin Campbell Ross

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Em dezembro de 1921, uma jovem de 20 anos chamada Alma foi ao açougue comprar carne para o jantar mas nunca voltou pra casa. A jovem fora assassinada e seu corpo fora encontrado sem roupa, perto de Gun Valley.

O caso rapidamente virou sensação na mídia, e a imprensa começou a fazer pressão na polícia local para que o responsável fosse identificado e preso. Foi quando o dono de um bar próximo ao local onde acharam o corpo de Alma, Colin Campbell Ross, tornou-se o principal suspeito, apesar de não haver prova nenhuma.

Colin foi preso e executado em janeiro de 1922. Anos e anos depois, seu caso foi reexaminado, e sua total inocência foi constatada.

3. Timothy Cole

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Timothy Cole foi um jovem norte-americano de 25 anos foi condenado no estado do Texas por estuprar a jovem Michele Mallin. Ela reconheceu o jovem erroneamente como o agressor sexual pelas características físicas, porém, um fato contado por ela foi ignorado pela polícia: que seu agressor estava fumando antes de estuprá-la.

O fato é, Timothy não fumava e nem poderia, devido ao seu problema crônico de asma. Sua inocência foi constatada em 2009, só quando Jerry Wayne – o verdadeiro culpado – confessou o crime. Entretanto, Timothy já havia morrido na prisão em 1999, vítima de um ataque mortal de asma.

4. Mahmood Hussein Mattan

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Em março de 1952, Lily Volpert (uma comerciante de 42 anos) foi assassinada em frente a sua loja, tendo sua garganta cortada com uma navalha. O principal suspeito foi o marinheiro mercante Mahmood Hussein Mattan, onde foi acusado pela testemunha Harold Cover. Porém, Harold era a única pessoa que acusava Mahmood, as outras eram consenso de que não era ele o culpado.

Mahmood foi executado no mesmo ano (1952), sendo enforcado.

5. Joe Arridy

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Joe Arridy foi preso, condenado e executado pelo estupro de uma estudante na cidade de Pueblo, Colorado (EUA). O agente de polícia encarregado do caso, George Carroll, alegou que Joe havia confessado o crime.. Joe tinha deficiência intelectual com uma pontuação de QI na década de 1940. A polícia não tinha provas concretas contra ele, no entanto, ele tinha sido executado principalmente devido a sua própria confissão.

Três psiquiatras do estado concordaram que Joe foi “incapaz de distinguir entre o certo e o errado e, portanto, não seria capaz de executar qualquer ação com a intenção criminosa”. Segundo um preso de Warden, Roy Best, Joe Arridy era a pessoa mais feliz no corredor da morte, uma vez que ele não tinha ciência do significado de execução.

6. David Spence

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Em 1982, David Spence foi acusado pelo assassinato de três adolescentes. Segundo a versão da época, David havia sido contratado pelo comerciante Muneer Deeb, que estuprou as duas meninas, de 17 anos, e o menino, de 18, antes de David matá-los.

Ele foi executado por injeção letal em 14 de abril de 1997. O tenente da polícia, Marvin Horton, e detetive de homicídios, Ramon Salinas, aceitaram anos mais tarde que os testemunhos eram falsos. Não havia nenhuma evidência contra David Spence, Munner era o verdadeiro e único culpado.

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