Promachoteuthis sulcus

Maratus volans-Aranha pavão

Maratus volans, mais conhecido como Aranha pavão, é o dandiest, a coisinha mais fofa você verá hoje. O macho desta espécie tem dois arredondado, mais brilhantemente coloridos retalhos de pele, como em ambos os lados de seu abdômen que são dobradas para baixo perto contra os lados do corpo, como um xale. A coloração brilhante não é apenas para decoração, ele a usa quando ele tribunais seu companheiro. Para chamar a atenção da aranha feminina masculinos ondas primeiras as pernas, vibrar seu abdômen e se move de um lado para o outro. Ele também levanta as pernas de terceiros que tem uma escova de cerdas pretas e as extremidades com pontas brancas. E, em seguida, como um pavão, ele levanta as duas aletas magnificamente coloridas e danças para a fêmea. É este acto final que ganhou a aranha e, na verdade, todo gênero Maratus, o nome de aranha pavão.
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A aranha pavão é extremamente pequena – apenas quatro milímetros de comprimento. Escondendo no mato, é o tipo de coisa uma média australiana bushwalker iria passar junto, mas não Dr Jurgen Otto que capturaram essas fotos na sua câmera.
“Eu tenho um olho muito afiado para pequenas coisas”, disse Dr Jurgen Otto. “Quando eu ando em torno do arbusto que eu geralmente não olho para as árvores, geralmente estou no chão. Havia uma aranha que apenas parecia diferente de outras aranhas, que eu tinha visto antes, então eu estava muito curioso… e eu levei um par de fotos”.
Maratus sceletus
As fotografias que revelaram uma aranha saltadora olha mais extraordinária. “Desde então eu estive envolvido e queria tirar mais fotos assim sempre voltando para 3 anos, mas infelizmente eu mantive procurando no lugar errado.”Três anos mais tarde, perseverança na Jurgen pagada e ele capturaram que ele acredita que é a única imagens de aranhas pavão australiano.
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Outras espécies de aranha pavão são igualmente impressionantes.
Maratus speciosus
O nome comum desta espécie é aranha pavão costeiras. Até recentemente era chamado Saitis ilusórias, mas é muito semelhante a outras espécies de Maratus e, portanto, agora é incluído neste género. Os pêlos de cores laranja, só são visíveis durante a exibição. Uma das espécies mais marcantes do gênero Maratus, ele pode ser encontrado em Perth metropolitana.
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Maratus harrisi
Esta espécie foi fotografada primeiramente por Stuart Harris em dezembro de 2008, mas demorou mais 3 anos para outro espécime ser encontrado que então poderia ser cientificamente descrita. Esse modelo é agora apresentado no Museu australiano como o holótipo e a espécie foi nomeada em homenagem a Stuart. A amostra que você vê aqui é um terceiro já fotografado. Ele também veio de Booroomba Rocks em Canberra e foi coletado por Stuart.
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Maratus linnaei
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Maratus mungaich
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Espécie de Maratus da Tasmânia
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Espécie de Maratus de Sydney
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Maratus amabilis
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Aranha de Darlington pavão
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Maratus splendens
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Sparklemuffin

Maratus sceletus

Todas as imagens do Dr Jurgen Otto.

15 lagartas tóxicas que você não deve tocar

Na natureza, uma das coisas que os animais aprendem rapidinho é que se alguma coisa “aparece” muito – é muito colorida e chamativa -, provavelmente é tóxica ou de sabor desagradável, ou os dois.

Estas lagartas são todas coloridas, e por uma boa razão: é o aviso que elas gentilmente lhe dão de que são tóxicas.

1 – Taturana gatinho ou taturana cachorrinho

Esta é a mais cabeluda das lagartas, pertence ao gênero Podalia e parece perfeita para bicho de estimação. Mas tocar nela vai lhe garantir uma surpresa tremenda.

Espinhos venenosos ocultos no meio dos pelos se rompem, alojando-se na sua pele e liberando veneno no seu sistema. O que se segue não é agradável: muita dor latejante imediatamente ou nos próximos cinco minutos.

Se os espinhos tocarem seu braço, a dor aparece na região da axila. Pontos eritematosos (com cor de sangue) surgem no local em que o espinho penetrou.

E ainda tem os outros sintomas: dor de cabeça, náusea, vômitos, intenso desconforto abdominal, linfadenopatia, linfadenite, e em alguns casos choque ou estresse respiratório. A dor desaparece em uma hora e os pontos somem em um dia, mas se a dose de veneno for maior, os sintomas podem durar 5 dias.

Em outras palavras, não vale a pena chegar perto desta que é uma das lagartas mais tóxicas da América do Norte.

2 – Lagarta costas-de-sela

Com seu colorido, é fácil de ver e de evitar essa lagarta da famíliaLimacodidae; mas, se você tiver o azar de tocar nela, seus espinhos carnosos secretarão veneno. A dor que você vai sentir é parecida com a de uma picada de abelha, mas ainda terá inchaço, náusea e erupções que vão durar dias.

Provavelmente, é a segunda lagarta mais venenosa nas América do Norte e Central. As lagartas dessa família são popularmente conhecidas como “lagartas-lesma”.

3 – Lagarta rosa ferroante

Um nome fantástico para uma lagarta de aspecto fantástica, a rosa ferroante é encontrada em florestas do leste dos EUA, não tem mais que 2,5 cm de comprimento e é bem colorida. Também pertence à famíliaLimacodidae.

Mas o que mais chama a atenção são as protuberâncias espinhosas amarelas e vermelhas nas suas laterais. Se você tocar nesses espinhos, a ponta quebra e você vai ter irritação na pele no mesmo nível da lagarta costas-de-sela.

Ela é tóxica, mas considerada importante ao seu ecossistema. A lagarta que se transforma em uma mariposa verde e marrom é considerada uma espécie cuja conservação causa preocupação.

4 – Lagarta Euclea delphinii

Outra da família Limacodidae. Esta lagarta não causa tanta preocupação de segurança, pelo menos não para os seres humanos, apesar de causar erupções se você tocá-la. O inchaço é causado pelas protuberâncias espinhosas, com espinhos chamados de ‘caltrop’ (“estrepe” ou “miguelito”).

Estas lagartas de cerca de 2 cm são encontrados em carvalhos e salgueiros, bem como em cerejeiras, faias e bordos, e outras árvores decíduas.

5 – Lagarta da mariposa Cinnabar

Algumas lagartas adquirem toxicidade através das plantas que ingerem. Este é o caso da lagarta Cinnabar, que se alimenta de plantas tóxicas, geralmente a tasna ou tasneira.

Só que a lagarta em si não também é inocente: seus pelos causam erupções e, se você for sensível, dermatite urticária, asma atópica, coagulopatia de consumo, falência renal, e hemorragia cerebral.

Em resumo, é bom manter distância da tasneira e da lagarta que come ela.

6 – Lagarta Processionária do pinheiro

Esta lagarta leva o nome de “processionária do pinheiro” por que se alimenta de pinheiros e, quando saem de sua tenda de seda para se alimentar, formam “procissões”, uma colada na outra.

Elas são cobertas de pelos que, se forem tocados, causam séria irritação da pele.

7 – Lagarta Ochrogaster lunifer

Da mesma forma que a processionária do pinheiro, essas lagartas vivem em um saco de seda, saindo à noite para se alimentar em procissão. Entretanto, são um pouco mais perigosas à saúde que as primeiras.

O veneno que sai destas agulhas é um anti-coagulante potente, o que significa que tudo que tocar esta lagarta corre o risco de sangrar profusamente (em alguns casos até a morte) de qualquer cortezinho (até mesmo sangramento interno).

8 – Lagarta da Mariposa Io

Encontrada do Canadá à Flórida, a lagarta da mariposa io pode ser encontrada em todo o Estados Unidos, o que é uma coisa boa se você quiser conferir de perto esses animais verdes com espinhos em forma de pom-pom. Mas lembre-se, não os toque. Os pequenos espinhos, por menor que sejam, tem um veneno que pode causar uma coceira dolorida, ou até mesmo dermatite.

Essa lagarta da família Saturniidae, subfamília Hemileucinae, gêneroAutomeris também pode ser encontrada no Brasil.

9 – Lagarta-aranha

Se você achou que a lagarta cachorrinho era esquisita, dá uma olhada nesseanimal peludo. Parece um bicho de pelúcia que deu errado, mas é a lagarta-aranha. Também chamada de lesma macaco, é fácil de encontrar em pomares.

E onde está o perigo? A lagarta tem, nos dizeres de L. L. Hyche, da Universidade Auburn, “nove pares de processos laterais carnosos que tem setas urticantes escondidas”. Em outras palavras, toque ela e você vai ficar com coceira e erupções.

10 – Lagarta Lophocampa caryae

Essa lagarta da família Arctiidae parece estar vestida com um casaco peludo para o inverno. A maior parte dos pelos que cobre esta espécie é relativamente inofensiva, mas os quatro longos pelos pretos, dois na frente e dois atrás, devem ser mantidos à distância.

Tocar estes pelos pode causar erupções ou problemas médicos mais sérios se você conseguir fazer com que eles toquem seus olhos. E como se os pelos tóxicos não fossem ruins o suficiente, aparentemente elas também mordem.

Como curiosidade, esta é mais uma espécie que adquire a toxicidade a partir de seu alimento preferido: alguns tipos de nozes. Elas também se alimentam de outras árvores, como o carvalho e a faia, o olmo e freixo.

11 – Taturana assassina

Todos aqueles espinhos não são de brincadeira, são um aviso. Conhecidas simplesmente como taturana ou manduruvá, basta encostar nela que seu veneno anti-coagulante causa dores de cabeça, febre e vômito. Se a pessoa não for tratada, pode sofrer de hemorragia interna massiva, falência renal e hemólise.

O veneno é tão potente que tem sido estudado extensivamente por pesquisadores médicos para criar um produto farmacêutico equivalente que evite os coágulos (causadores de tromboses) e outros problemas de saúde.

12 – Lagarta da mariposa do cedro branco

Esta é uma lagarta a ser evitada. Parecendo um pequeno cactus que se move, ela é um problema regular na Austrália.

Os pelos da lagarta podem causar reações alérgicas de coceiras em algumas pessoas, mas não é só isto; a lagarta costuma viver em grandes comunidades que atacam em bando uma única árvore de cada vez, comendo até a última folha antes de passar para outra árvore.

Se a árvore estiver no quintal da casa de alguém, quando chega a hora de trocar de árvore, a lagarta, que também faz procissão, pode entrar nas casas, aumentando as chances de acidentes.

13 – Lagarta da mariposa Buck

Pela quantidade de espinhos que ela tem, não dá vontade de encostar nessa lagarta. E é bom mesmo não fazer isso mesmo, pois cada espinho está ligado a uma glândula de veneno, e tocar a lagarta não só vai fazer você sentir coceira ou sensação de queimação, como pode também causar náuseas.

Fique atento a estas lagartas nos troncos de carvalhos e salgueiros, da primavera até o meio do verão, nos Estados Unidos.

14 – Lanomia

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A lagarta lanomia, comum no sul do Brasil, é uma das mais perigosas do mundo. Ela causa diversas mortes a cada ano. O contato leva a severas dores pelo corpo.

15 – Taturana gatinho ou taturana cachorrinho

Estas lagartas não vão te matar, mas devoram insetos, um menu totalmente diferente para um tipo de larva que geralmente é vegetariana.

Ela não faz parte das lagartas perigosas para nós, mas não podíamos deixar de compartilhá-la, afinal de contas, é uma lagarta carnívora! Ela pertence à família Geometridae, e são bastante comuns no Brasil, conhecidas pelo nome popular de Mede-palmos, devido ao seu modo de locomoção.

Por fim, lembre-se: se você ver uma lagarta que tem espinhos ou pelo, é melhor evitar de encostar no bichinho até identificá-lo. Se vocêacidentalmente encostar em uma lagarta, tente coletá-la sem encostar nela uma segunda vez, e procure um posto de saúde.

Encontrada baleia que acreditava-se extinta


Segundo um estudo recente, a baleia-franca-pigmeia (Caperea marginata), que foi descrita e classificada em 1846 por John Edward Gray, pertence a um grupo de baleias que se acreditava extinto.A descoberta, publicada em 18 de dezembro de 2012 no Proceedings of the Royal Society B, explica por que esta baleia enigmática é tão diferente de todas as outras baleias.

Segundo Felix Marx, um paleontólogo da Universidade de Otago, Nova Zelândia, aponta que “a baleia-franca-pigmeia é, se você prefere assim, um último sobrevivente, quase como um fóssil vivo. É o último espécime de uma linhagem bem antiga que até agora se imaginava não ter mais nenhum representante vivo”.A baleia-franca-pigmeia é relativamente pequena, com apenas 6,5 metros, e vive no oceano aberto, no hemisfério sul, tendo sido avistada poucas vezes. Tanta timidez resultou no fato de que os cientistas praticamente não sabem nada sobre o habitat ou estrutura social deste mamífero.

A análise de DNA desta baleia apontou que ela divergiu das baleias modernas, como a baleia azul e a jubarte, entre 17 e 25 milhões de anos atrás. Entretanto, seu focinho, que é muito diferente dos das outras baleias, indica que ela tem um parentesco com um grupo que inclui a baleia-da-groenlândia. Entretanto, não existem estudos de fósseis mostrando como foi a evolução da baleia-franca-pigmeia.

Fóssil vivo

“Fóssil vivo” é o nome informal dado a um ser vivo moderno que tem características que o tornam morfologicamente semelhante a algum fóssil conhecido. Não se trata de um ser que “não evoluiu“, mas de um representante moderno de uma espécie que antes era conhecida apenas no registro fóssil.

Alguns autores sugerem que se abandone esta expressão, por ser incorreta, mas ela já está bem firme no imaginário popular.

A análise dos ossos do crânio e sua comparação com fósseis de diversos cetáceos revelou que a baleia é parente de uma família antiga chamada cetotheres, que se acreditava extinta há 2 milhões de anos.

Equidna

Segundo Lucy Cooke, escritora e cineasta com conhecimento em zoologia, a Tasmânia é como uma máquina do tempo. Suas florestas primitivas têm fósseis vivos que seguiram um ramo evolutivo diferente da maioria dos mamíferos.

Em resumo: para os amantes de esquisitices e aberrações, é o paraíso.Tome como exemplo a equidna: um animal que parece um ouriço, come cupim e tem o pênis mais estranho do mundo, com quatro cabeças (para quê tanto?).

Equidnas, junto com o ornitorrinco, são os últimos monotremados sobreviventes na Terra, um ramo dos mamíferos que ainda põem ovos como os répteis.Apesar de tal comportamento ancestral bizarro, esses animais são notavelmente bem sucedidos e vagam pelo planeta desde o tempo dos dinossauros.

Lucy quis ver essas bolas do sexo por si mesma. Para encontrar uma equidna, ela correu ao socorro do Dr. Stewart Nicol, que tem dedicado os últimos 25 anos de sua carreira a estudar a vida sexual desta criatura peculiar.

Em uma fazenda ao norte da Tasmânia, Lucy, o Dr. Nicol e uma equipe de estagiárias saíram à procura dos equidnas, que são marcados para torná-los mais fáceis de estudar. Eles vivem cerca de 45 anos, e o Dr. Nicol tem seguido alguns indivíduos há mais de uma década.

Julho, o mês da visita de Lucy, é época de reprodução desses animais, por isso, as fêmeas raramente são vistas sozinhas. A concorrência para o sexo é feroz, e não é incomum testemunhar a visão um tanto cômica de uma fêmea solitária sendo perseguida por um grupo de até 10 pretendentes.

Uma das fêmeas da fazenda já tinha acasalado com três machos nos últimos dias. Versus quatro cabeças… Bom, na nossa sociedade há uma palavra para descrevê-la. Na cultura equidna, no entanto, esse comportamento é plenamente aceitável.

Mais que aceitável – pode ser vantajoso. O Dr. Nicol está estudando se as fêmeas têm a capacidade de escolher qual esperma fertiliza, eventualmente, os seus ovos. A variedade de parceiros pode garantir que o animal escolha os melhores genes para propagar sua espécie.

Depois de algumas horas de procura – e esforço físico, Lucy conseguiu capturar uma equidna macho. Suas luvas de couro foram rapidamente perfuradas por seus espinhos de 15 centímetros. Ao que parece, mãos inchadas, furadas e sangrando são um risco ocupacional de pesquisar equidnas.

As “joias” de um macho equidna ficam “escondidas” dentro de seu corpo, longe dos olhares curiosos das damas. Mas quando o Dr. Nicol gentilmente pressiona sua virilha, o pênis do macho aparece como uma luva de borracha inflada.

Chegou o momento que Lucy tanto esperava: a espiada no que deve ser um dos pênis mais esquisitos do reino animal. Com quatro cabeças diferentes, Lucy descreve o membro como o que parece “uma mão sem polegar acenando para ela, ou algum tipo de anêmona estranha”.

“Não decepciona no quesito singularidade. Mas é um pouco perturbador. Além disso, de repente, de pé na chuva olhando um animal indefeso com seu pênis pendurado para fora, pareceu errado. Eu meio que queria cobri-lo e dizer que sinto muito”, brinca Lucy.

Bom, volto à pergunta: e para quê tanto? A razão pela qual o pênis da equidna tem quatro cabeças ainda não é clara.

As fêmeas têm dois “canais do amor”, então o Dr. Nicol sugere que o pênis funciona como uma “escopeta dupla de cano duplo”, disparando com duas cabeças para cada lado. Como o macho não sabe qual canal, ou de qual lado da fêmea ela liberará ovos, isso pode aumentar suas chances de fertilização. Como já diria o ditado, cada um se vira com o que tem, não é mesmo?

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Pulga do mar, a horripilante devoradora de língua

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Essa é a pulga do mar em ação. E só de olhar para foto, sinto meu estômago revirar e minha pele se contorcer.O nome desse monstrinho é Cymothoa exigua, também conhecido como “pulga do mar”. O parasita, um crustáceo isópode, se acomoda na base da língua do peixe Luciano (Lutjanus guttatus), devorando-a inteira e literalmente tomando seu lugar. (Agora você imagina ter um troço nojento desses, com cabeça, garras e tudo como língua e esse é o roteiro do mais assustador filme de terror da história).

O que a pulga do mar faz

Não sei por que a natureza foi tão cruel com Luciano. A pulga entra na boca do peixe através de suas brânquias. Então, começa a extrair seu sangue cortando a língua do animal através de seus três pares de pernas com garras fronteiras.

Conforme o parasita cresce, menos sangue chega até a língua do peixe até que, eventualmente, o órgão atrofia. Em seguida, a pulga substitui a língua do peixe, anexando o seu próprio corpo aos músculos do topo da língua (em muitos casos, 90% da língua do peixe deixam de existir, com o crustáceo em seu lugar).

O peixe é capaz de utilizar o parasita como uma língua normal (exceto pelo fato de que é tudo, menos normal). Estudos mostram que não há indicação de redução do poder de alimentação ou de respiração no animal. Esse é o primeiro caso conhecido (em animais) de substituição funcional de uma estrutura do hospedeiro por um parasita.

Exceto virar sua língua, aparentemente a pulga-do-mar não causa qualquer outro dano ao peixe hospedeiro. 

O parasita faz parte da família Cymothoidae. Várias espécies desta família também são isópodes parasitas, que provavelmente não causam altas taxas de mortalidade nas centenas de peixes marinhos e de água doce que parasitam.

Golfinhos-lisos-do-sul: os golfinhos extraordinariamente parecidos com orcas

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A foto acima mostra um golfinho-liso-do-sul (Lissodelphis peronii). Não é preciso analisá-lo por muito tempo para perceber que ele é muito parecido com as orcas.

Tecnicamente, a comparação não é surpreendente, já que a orca (Orcinus orca) é um membro (e o de maior porte) da família dos golfinhos (Delphinidae) – ela não é uma baleia, como muitos pensam. O que é surpreendente é que ela é considerada um superpredador versátil, enquanto os golfinhos são vistos como criaturas “fofinhas” (mais uma suposição errônea que algumas pessoas fazem).O golfinho-liso-do-sul e seu parente mais próximo, o golfinho-liso-do-norte(Lissodelphis borealis) são cetáceos, assim como a orca.

Golfinho-liso-do-norte

Eles são os únicos membros da subordem Odontoceti (designados popularmente por “baleias com dentes”) que não apresentam barbatana dorsal, crista ou corcunda.

Tal como este nome sugere, os membros desta subordem são caracterizados por terem dentes (ao contrário das baleias propriamente ditas, pertencentes à outra subordem dos cetáceos, Mysticeti), são caçadores ativos e alimentam-se de peixes, lulas e outros cefalópodes – e, em alguns casos, de mamíferos.

Ser um animal “liso”, sem barbatana, é uma característica incomum compartilhada apenas com as baleias-francas, do gênero Eubalaena, da qual o nome comum em inglês do golfinho deriva (“right whale dolphin” vem de “right whale”, que significa baleia-franca). Seu nome científico,Lissodelphis, deriva das palavras lissos (que significa “liso”) e delphis (que significa “golfinho”).

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Golfinho-liso-do-sul

Segundo a União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN, na sigla em inglês), o estado de conservação da espécie Lissodelphis peronii é listado como “dados insuficientes”. Não se sabe virtualmente nada sobre sua reprodução, e muito pouco sobre seu estilo de vida.

Apesar de serem extremamente longos e finos, os golfinhos-lisos-do-sul têm consistentemente maiores circunferências que os do norte. Suas nadadeiras são curvas e pontudas, possuem uma borda escura e o lado de baixo branco. Os animais têm entre 37 e 54 pares de dentes em ambas as mandíbulas superior e inferior.

Habitantes do hemisfério sul, esses golfinhos gostam de viver em bandos com bastantes indivíduos, sacudindo e às vezes abordando navios. Eles possuem entre 1,8 a 2,9 metros, podendo chegar a 3,1 metros, e pesam entre 60 a 100 até 116 kg.

Muitas vezes, os golfinhos-lisos-do-sul dividem parte de seu território com os golfinhos-do-crepúsculo (Lagenorhynchus obscurus), ou golfinhos-cinzentos, encontrados nas águas temperadas frias continentais da América do Sul, África do Sul, Austrália, Nova Zelândia e ilhas Kerguelen. Apesar de serem de gêneros completamente diferentes, as duas espécies são vistas frequentemente em grupos intimamente associados.

Entre 1998 e 2000, um golfinho anômalo foi visto dentro de um desses grupos mistos. Ele parecia ter características de ambas as espécies, e é pensado como um híbrido delas. Avistamentos do tipo são raros, e múltiplos indivíduos com tais traços marcantes poderiam sugerir que esta hibridização ocorre mais frequentemente.

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