ESPECIAL RAPOSAS

Quando pensamos em raposa, é a raposa-vermelha (Vulpes vulpes) que normalmente vem à mente. Esse enigmático animal pode ser encontrado em todo o hemisfério norte e figura em muitas histórias e desenhos animados.

No entanto, não se associa a palavra “esperta” às raposas por acaso. Este gênero diversificado e moldável tem espécies que vivem por todo o mundo, especialmente adaptadas para prosperar em seus ambientes.

Confira imagens de algumas das mais incríveis espécies de raposas no seu elemento natural:

 

Fenecos ou raposas-do-deserto

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Fenecos ou raposas-do-deserto são animais nativos da África do Norte e do deserto do Saara. Eles distinguem-se por suas grandes orelhas, que servem para dissipar o calor do corpo – e que também são oportunas por oferecer uma boa audiência (raposas-do-deserto podem ouvir suas presas em movimento até mesmo sob a areia). A cor creme de sua pele ajuda a espantar o calor durante o dia e a reter calor durante a noite.

Raposa-vermelha

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A raposa-vermelha é a maior, mais larga e mais diversa espécie entre todas as raposas. Elas podem ser encontradas em todo o Hemisfério Norte e na Austrália. Esses animais são caçadores muito ágeis e já foram vistos saltando cercas de mais de 2 metros de altura.

Raposa mármore do Ártico

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Esse animal também é um membro da espécie raposa-vermelha. Sua coloração não ocorre naturalmente – foi criada por seres humanos justamente por sua pele.

Raposa-cinzenta

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A raposa-cinzenta, que vive em toda a América do Norte, passando por estados ao Norte da Venezuela e Colômbia, se distingue por sua pelagem cor “sal e pimenta” e cauda preta na ponta. Esta raposa é um dos únicos canídeos capazes de subir em árvores.

Raposa de prata ou raposa-prateada

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A raposa de prata faz parte da mesma espécie que a raposa-vermelha – simplesmente têm diferentes variações de pigmentação. Por muito tempo, foi uma das raposas mais valiosas e caçada até quase ser extinguida. Até hoje, é criada por sua pele.

Raposa-do-ártico

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A raposa-do-ártico pode ser encontrada por todo o Círculo Polar Ártico. Sua pele grossa permite que sobreviva em temperaturas tão baixas quanto menos 70 graus Celsius. Ela possui pernas e focinhos relativamente curtos, que a ajudam a reter calor.

Raposa-amarela

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A raposa-amarela é mais uma variante de cor da raposa-vermelha. É mais comum na América do Norte.

O fotógrafo russo Ivan Kislov mostrou que mesmo nas regiões mais remotas e inóspitas do mundo, como a tundra ártica, há vida – e uma vida que pode ser bela, alegre e emocionante.

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Em Chukotka, no nordeste da Rússia, em meio à uma paisagem brutal, as raposas vivem e caçam na selva.

 

Kislov, que mora na cidade portuária do nordeste de Magadan e trabalha em Chukotka como engenheiro de minas, adora fotografar esses animais nas suas folgas entre seus longos turnos.

Ele crê que clicar imagens é um “relaxamento da rotina”. Durante suas caminhadas a lugares inacessíveis, raftings ou apenas passeios simples para observar a vida selvagem, Kislov encontra muitos animais, de ursos e renas a lobos e furões, mas as raposas são frequentemente seus modelos preferidos, por serem as mais dispostas a posar para a câmera.

“As raposas são curiosas e podem chegar muito perto. Eu tiro as fotos com lentes grande angulares e de telefoto”, diz.

Confira algumas de suas belas fotografias: 

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22 fotos que vão fazer você querer uma raposa de estimação

Quem ama literatura de todos os tipos já deve ter percebido que as raposas são personagens frequentes em contos, especialmente em fábulas.

As fábulas são provavelmente um dos tipos mais antigos de narrativa. São pequenas histórias direcionadas ao público infantil em que os personagens geralmente são animais, plantas ou forças da natureza que representam tipos humanos como, por exemplo, o egoísta, o vaidoso, o avarento, e assim por diante. Elas sempre terminam com uma lição de moral – como a clássica “não faça com os outros o que não gostaria que fizessem com você” – e dão margem para ensinar bons comportamentos e atitudes às crianças, por meio de uma alegoria.

Um dos personagens que são figurinha carimbada em fábulas escritas e contadas em todo o mundo é justamente a raposa. Por sua força e aparência, que mistura algo de delicado e encantador com uma pontinha de perigo, ela costuma fazer o tipo traiçoeira, o lado ruim da história. Mas se você cresceu aprendendo que deveria ter um pé atrás quando o assunto é uma raposa, prepare-se para ter 22 motivos para não só mudar de ideia, mas querer ter uma em casa!

 

A tradicional raposa vermelha da floresta que a maioria de nós conhece não é só um rostinho bonito. Cheia de astúcia, ela consegue tranquilamente se adaptar a climas diversos em todo o mundo – por exemplo, a raposa-do-deserto ou feneco, do deserto do Saara, tem grandes orelhas que a ajudam no ambiente em que vive, enquanto a raposa do ártico tem uma espessa e branca camada de pelos, que mais se parece com um casaco especial para a neve, e pequenas orelhas que ajudam a reter o calor corporal.

A raposa é um membro da família Canidae, que inclui também os cães, lobos e outros animais semelhantes. Depois de 50 anos de experimentação de criação na União Soviética, elas provaram que podem se adaptar ao ambiente doméstico. Ao longo de várias gerações de procriação seletiva (escolhendo raposas com menos medo dos seres humanos), o cientista soviético Dmitri Belyaev foi capaz de reproduzir uma espécie de raposas que começou a exibir traços domésticos, como orelhas de abano, movimento de cauda (como um cachorro chacoalhando o rabo) e pele manchada.

Ou seja: ter uma dessas em casa realmente não é um sonho tão distante assim. 

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46 novas espécies são encontradas na densa floresta do Suriname

“Sapo Cowboy”

O “sapo cowboy” da foto no topo do artigo (Hypsiboas sp.), que ganhou esse nome por causa das franjas nas pernas e da espora na “pata”. O anfíbio foi descoberto durante uma saída noturna, em uma área pantanosa do rio Kutari

Uma pesquisa revelou 46 novas espécies no Suriname. Elas foram descobertas em um expedição dentro do país com uma das mais densas florestas tropicais do mundo.

 

“Nossa equipe é privilegiada de estudar uma das últimas áreas selvagens vastas e intocáveis no mundo”, comenta Trond Larsen. “Como cientista, é emocionante estudar essas florestas remotas onde diversas descobertas estão nos esperando, especialmente quando se acredita que devemos proteger esses territórios para manter a biodiversidade e os ecossistemas do planeta, necessários para as gerações que virão”.

A expedição, que durou três semanas, passou por três locais remotos ao longo dos rios Kutari e Sipaliwini, perto da vila de Kwamalasumutu, entre agosto e setembro de 2010. O objetivo era catalogar a vida selvagem e ajudar a desenvolver o ecoturismo sustentável entre os indígenas locais. Fizeram parte dela 53 cientistas, indígenas e estudantes.

“Água esteve na expedição inteira”, comenta Larsen. “Após subir o rio de bote por muitas horas, nós montamos um acampamento na floresta. Nossa cozinha, construída com pedaços de madeira, foi levada embora poucos dias depois, por culpa das fortes chuvas”.

“Nossa decida diária das tendas para o local de refeições virou um jogo de escorregar e cair. Em um dos dias, quando escorreguei, consegui me segurar em um galho, para descobrir depois que ele estava coberto de espinhos. Após alguns dais, nossas roupas estavam espalhadas pelo local, na esperança de um pouco de sol que pudesse secá-las. Uma noite, quando entrei em minha barraca, vi meu saco de dormir com uma formiga-cabo-verde (formiga bala) dentro, que tem esse nome pela dor absurda que sua picada causa, durante 24 horas”, conta.

Apesar desses desafios, os pesquisadores documentaram quase 1.300 espécies, entre uma diversidade incrível de plantas, peixes, répteis, anfíbios, pássaros, pequenos mamíferos, formigas, libélulas e besouros.

Entre as espécies, estão:


Um bagre “com armadura” (Pseudacanthicus sp.), com as placas ósseas externas cobertas com espinhos para se defender das piranhas gigantes que habitam as mesmas águas. Um dos guias locais da expedição estava quase comendo essa espécie até que os cientistas notaram as características únicas e o preservaram. Poucos são conhecidos no Suriname, e esse é o primeiro encontrado no rio Sipaliwini. “Nós trabalhamos muito perto do povo Trio, que depende principalmente de caça e pesca”, afirma Larsen. “Eles pescaram e comeram muitos peixes durante nossa expedição, incluindo uma grande variedade de bagres. Uma vez que você tira os espinhos, imagino que deve ter um gosto comum”;


O “sapo Pac-Man” (Ceratophrys cornuta), um predador que usa a técnica “sentar e esperar”, com uma boca enorme que o permite engolir uma presa quase do seu tamanho, incluindo pássaros, ratos e outros sapos. Um dos pesquisadores estava usando coleiras para rastrear pássaros, e acabou encontrando o animal e a coleira na barriga do sapo;


O “grande besouro de chifre” (Coprophanaeus lancifer) tem o tamanho de uma tangerina e pesa mais de seis gramas. Tem cor metálica azul e roxa. Os machos e as fêmeas têm chifres, que usam em conflitos.

Para ver fotos de outros animais descobertos clique aqui.

Os cientistas também descobriram extensas cavernas rochosas, perto da vila de Kwamalasamutu, em uma região conhecida como Werehpai, o local de vida humana mais antigo do sul do Suriname, com estimativas recentes que sugerem a habitação há 5 mil anos. A Conservação Internacional está trabalhando com as comunidades locais para preservar e promover Werehpai e o ecoturismo, já que aqui está a maior concentração de cavernas rochosas da Bacia Amazônica.

“A natureza intocada e a cultura de Kwamalasamutu a tornam um destino único para turistas mais aventureiros, que gostam de caminhadas ao longo da floresta tropical, em busca de fauna e flora”, comenta Annette Tjon Sie Fat, diretora do programa da Conservação Internacional no Suriname.

Os pesquisadores vão voltar ao Suriname em março, para continuar a exploração.

“É necessário documentar e entender sua biodiversidade, para que possamos protegê-la, mas um dos pontos mais importantes da expedição foi a chance de trabalhar com a comunidade local, a Trio”, afirma Larsen. “Nossas descobertas vão ajudar os Trio a promover o ecoturismo sustentável, oferecendo novas oportunidades econômicas ao mesmo tempo que mantém a conservação dos ecossistemas. Nossos cientistas trabalharam com vários estudantes do país, durante a expedição, oferecendo um treinamento de valor para a próxima geração de biólogos e conservacionistas”.

Recorde: pássaros voam 14.484 quilômetros até a África

Pequenos pássaros cantantes, que pesam não mais do que duas colheres de sal, aparentemente fazem uma viagem global regularmente, do Ártico até a África, cruzando tanto a Ásia quanto o Atlântico para isso.

Os cientistas já sabiam que o chasco-cinzento (Oenanthe oenanthe) possuía um dos maiores alcances de qualquer pássaro cantante do mundo, com locais de reprodução indo do Alasca até a Europa e a Ásia. Esses pássaros comedores de insetos aparentemente deixam a região Ártica no inverno, mas ainda era um mistério o lugar de destino.

 

Agora, usando marcadores, os investigadores conseguiram encontrá-los na África subsaariana. A viagem, que vai de um a três meses, chega a 14.484 quilômetros.

“Esse é o único pássaro terrestre conhecido que consegue ligar dois ecossistemas radicalmente diferentes, do Mundo Antigo para as regiões Árticas do Novo Mundo”, afirma o pesquisador Ryan Norris, da Universidade de Guelph, no Canadá.

Até pouco tempo, detalhes sobre a migração desse pássaro continuavam desconhecidos porque os geolocalizadores, que funcionam medindo os níveis de luz (e consequentemente latitude e longitude), eram muito grandes e pesados para colocar em pássaros com um peso médio de 25 gramas. Os cientistas desenvolveram novos, com 1,2 gramas, colocados nas patas dos animais.

“Provavelmente não é um grande trabalho para os pássaros carregar esse pequeno peso extra”, comenta o ornitologista Heiko Schmaljohann. Na verdade, os pássaros dobram seu peso médio durante os períodos de migração, para dispor de energia extra.

Os investigadores marcaram 46 pássaros adultos enquanto estavam no verão do Ártico – 30 no Alasca e 16 no nordeste do Canadá – e os deixaram migrar para onde quisessem.

Os pássaros aparentemente seguiram duas rotas, pelo oceano e pelo deserto, do Ártico até a África. Em uma delas, os pássaros do Canadá cruzaram 3.500 quilômetros do Atlântico Norte, chegaram à Inglaterra, viajaram o sentido sul da Europa, e migraram pelo Mediterrâneo e o Saara até o sul da África.

“O Atlântico Norte foi cruzado numa média de 850 quilômetros por noite”, afirma Schmaljohann. Permanece um mistério se essa viagem oceânica foi feita sem paradas – os pássaros podem ter parado na Islândia. Um bom vento poderia ajudar também.

Em outra rota, eles voaram do Alaska, passando pela Sibéria e a Arábia, até o sul da África. O total foi de 14.484 quilômetros. “Nós subestimamos totalmente a capacidade de voo dos pássaros, até agora”, afirma Schmaljohann.

Após a migração, os pássaros voam de volta para o lugar de partida, formando uma das jornadas migratórias mais longas de qualquer pássaro do mundo, particularmente um desse tamanho.

Os pesquisadores conseguiram pegar quatro dos localizadores de volta, quando os pássaros retornaram para o Ártico. Eles também analisaram a formação e composição química das penas, para ajudar a apontar onde eles estiveram.

O supervisor do estudo, Franz Bairlein, afirma que “esses resultados terão uma influência no entendimento da migração e com certeza vão afetar futuros modelos das migrações dos pássaros”.

Considerando as distâncias que os albatrozes migram – cerca de 80 mil quilômetros por ano – “parece que a performance de migração dos pássaros é na verdade limitada pelo tamanho da Terra”, finaliza Schmaljohann.

Novo lagarto multicolorido surpreende cientistas

Pesquisadores descobriram uma nova espécie de lagarto que chama a atenção pelas cores vivas e pelo local incomum em que vive. Os répteis foram encontrados na Cordilheira dos Andes, no sul do Peru, em altitudes variando entre 1.600 e 2.100 metros. O local é estranho para encontrar lagartos, de acordo com os cientistas, por causa das condições frias.

O réptil semi-aquático, chamado de Potamites montanicola, tem aproximadamente 6,4 centímetros de comprimento. Cientistas estão intrigados sobre como o animal consegue sobreviver em condições alpinas, já que os lagartos não tem sangue quente.

 

O Potamites montanicola, ou habitante da montanha, como também é conhecido, aparenta ter hábitos noturnos e evita a luz do sol. Durante a noite, eles enfrentam temperaturas severas e foram encontrados nadando em riachos. Ainda não é claro como os lagartos conseguem reunir energia para correr ou mergulhar nessas condições.

Animais estranhos de Madagascar: 12 exemplos e fotos

Tem gente que acha que Madagascar é uma ilha solitária ao largo da costa leste da África, mas não poderia ser mais o contrário: ela está borbulhando em vida. De acordo com a Sociedade para Conservação da Vida Selvagem, Madagascar é o habitat de mais de 90 espécies de lêmures, 283 espécies de aves, 12.000 espécies de plantas vasculares, mais de 300 espécies de anfíbios, 346 espécies de répteis e 30 espécies de morcegos. Essa lista não faz jus ao seu enorme ambiente, mas vale a pena conhecer alguns poucos de seus personagens carismáticos.

Confira 12 Animais estranhos de Madagascar:

1 – Fossa

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A fossa parece um felino, mas esse mamífero carnívoro é na verdade parente dos mangustos, e é endêmico de Madagascar. A fossa é o maior carnívoro mamífero da ilha e tem sido comparado a um puma pequeno. Os adultos têm um comprimento de 70 a 80 centímetros e pesam entre 5,5 a 8,6 quilos.

 
2 – Lagartixa esquisita

O Uroplatus fimbriatus é endêmico das florestas tropicais de Madagascar, e pode atingir um comprimento de 30 centímetros. A lagartixa usa sua cauda plana para armazenar água, e como não tem pálpebras, a criatura confia em sua língua para remover poeira do olho.

3 – Lêmure dançante

O sifaca-de-Verreaux (Propithecus verreauxi), como esse dançando na Reserva Natural de Berenty, ao sul de Madagascar, tem coloração distinta, com pele branca e uma pitada de amarelo que contrastam com sua face preta sem pelo.

4 – Rato-lemuriano

O rato-lemuriano (Microcebus murinus), que é endêmico de Madagascar, fotografado acima no Parque Nacional Ranomafana, em Madagascar, é um dos menores primatas do mundo, com um comprimento de corpo de apenas 12 a 14 centímetros e um comprimento de cauda de 13 a 14,5 centímetros. Seus dentes longos e finos servem como um pente usado para fazer carinho.

5 – Lêmure vermelho

Este lêmure avermelhado é encontrado somente nas florestas de Masoala, no nordeste da ilha. É um dos maiores primatas de Madagascar, com um comprimento de corpo de 53 centímetros, um comprimento de cauda de 60 centímetros e um peso de até 4 quilos.

6 – Gorgulho girafa

O gorgulho girafa (Giraffa Trachelophorus) é um gorgulho endêmico de Madagascar. Seu nome deriva (obviamente) de seu pescoço estendido, muito parecido com o da girafa comum. O pescoço é uma adaptação que auxilia o inseto na construção de ninhos e em disputas.

7 – Novo lêmure

Os cientistas relataram em 2010 a descoberta desse lêmure do tamanho de um esquilo em Madagascar. A nova criatura não tem um nome de espécie ainda, mas é do gênero Phaner. Esses lêmures têm linhas pretas em forma de Y que começam acima de cada olho e juntam-se no topo da cabeça. A espécie de língua longa tem um movimento de cabeça único.

8 – Camaleão especial

Esta espécie de camaleão, Calumma tsaratananensis, vive apenas no cume do maciço de Tsaratanana, uma região montanhosa de Madagascar.

9 – Lagartixa satânica

O Uroplatus phantasticus é o menor dsas 12 espécies de lagartixas com cauda de aparência bizarra de folha. A criatura noturna tem camuflagem extremamente enigmática para que possa se esconder nas florestas. Este grupo de lagartixas só é encontrado em florestas primárias, não perturbadas, e suas populações são muito sensíveis à destruição do habitat. Espécies grandes de Uroplatus têm mais dentes do que quaisquer outras espécies de vertebrados terrestres vivos.

10 – Menor camaleão do mundo

O menor camaleão do mundo, Brookesia micra, foi descoberto em uma pequena ilha ao largo de Madagascar em fevereiro de 2012. Os machos adultos da espécie crescem apenas 16 milímetros, tornando-os um dos menores vertebrados já encontrados na Terra.

11 – Tartarugas ameaçadas

Apesar da proibição, as tartarugas de Madagascar ainda são capturadas, como essa tartaruga verde que vive em uma ilha ao largo de Madagascar.

12 – Lagartixa dentuça

Esse lagarto de cauda de folha lambe os beiços! Os nativos de Madagascar têm mais dentes do que qualquer outro vertebrado terrestre.

Animais sem pele

Olhar a foto aí em cima chega a ser repulsivo, de fato. Mas não dá pra negar que também é difícil desgrudar os olhos dela. Os animais sem suas peles características são a mais nova exibição do anatomista alemão Gunther von Hagens, no Museu de História Natural de Londres.

Hagens e seus colegas cientistas retiraram cuidadosamente a pele de cada um dos 100 animais dispostos na exposição – de elefantes a gorilas, de cavalos a avestruzes, de touros a cachorros – a fim de mostrar o sistema vascular presente abaixo da epiderme.

 

O cientista alemão é a verdadeira mente por trás da exposição, que já roda o mundo há anos, e conta que, no caso do tubarão, ele injetou uma resina vermelha líquida na principal artéria do animal, depois de remover a pele. Ele fez o mesmo com um cavalo e com um cachorro.

Nos outros animais, Hagens utilizou-se do processo de plastinação, no qual a água e a gordura dos tecidos são substituídos por polímeros (plásticos). Isso acaba privando as bactérias do que elas precisariam para sobreviver.

Se você estiver na capital da rainha, sua presença é obrigatória. Não dá para perder.

Novo mineral roxo e rosa é descoberto, com composição química e estrutura cristalina únicas

Novo mineral descoberto

Um novo mineral roxo e rosa, com uma composição química e estrutura cristalina diferentes de qualquer um dos 4.000 outros minerais conhecidos, foi descoberto no oeste da Austrália.

Chamado de putnisite, o novo mineral foi visto na Península do Urso Polar, no Lago Cowan, enquanto trabalhadores de uma empresa de mineração faziam prospecção de níquel e ouro. Um deles percebeu os grãos rosados e roxeados brilhantes, e enviou uma amostra para a Organização de Pesquisa da Comunidade Científica e Industrial da Austrália.

 

Os pesquisadores não têm certeza se o novo putnisite tem usos práticos. Seu nome é uma homenagem aos mineralogistas australianos Andrew e Christine Putnis.

Análise do novo mineral

“Um mineral é diferente dos outros conhecidos atualmente se tiver ou uma composição química diferente, ou uma estrutura cristalina diferente, ou às vezes ambas”, explica Peter Elliott, do Museu Austrália do Sul, que examinou a amostra. “Putnisite, um carbonato sulfato de cromo cálcio estrôncio, tem tanto uma composição química única quanto uma estrutura de cristal única”.

Encontrado em rocha vulcânica, o novo mineral ocorre como minúsculos cristais de apenas 0,5 milímetros de diâmetro, e se parece com manchas rosa escuro em rochas verdes e brancas escuras. Tem formato cúbico sob microscópio.

“Quando as rochas na área do Lago Cowan foram depositadas milhões de anos atrás, continham pequenas concentrações de cromo cálcio estrôncio e de enxofre”, disse Elliott. “Ao longo do tempo, intempéries libertaram estes elementos e os concentraram, permitindo a cristalização de putnisite”.

Embora não seja raro encontrar um novo mineral – de 50 a 100 novos espécimes foram descobertos em cada um dos últimos anos -, eles geralmente não são descobertos por mineiros. Muitas vezes, são encontrados em coleções de museus e reanalisados por especialistas.