Veja a estranha minhoca marinha descoberta no Caribe

Uma expedição de exploração do fundo do mar encontrou, pela primeira vez, minhocas marinhas tubiformes que vivem perto de fontes hidrotermais no Oceano Atlântico.

A expedição usou um veículo submarino operado remotamente no mês passado para espionar a vida de perto na Mid-Cayman Rise (MCR), uma região no fundo do mar ao sul do Grande Cayman, no Caribe, onde as forças tectônicas estão separando parte do chão oceânico.

 

As bizarras criaturas, para a animação dos cientistas, foram vistas ao lado de uma espécie de camarão de águas profundas. Até agora, as duas espécies nunca tinha sido observadas vivendo juntas em um respiradouro hidrotermal – uma abertura no fundo do mar que jorra água quente e sais minerais do interior da Terra.

“O símbolo dos respiradouros do Pacífico são as minhocas tubiformes, enquanto o ícone dos respiradouros do Atlântico são os camarões. Por isso a importância dessas observações”, afirmou o biólogo marinho Paul Tyler. “Encontrar as duas espécies juntas tem implicações importantes sobre a evolução das comunidades dos respiradouros no Caribe, enquanto o Atlântico se separava do Pacífico há 5 milhões de anos”, completou.

As minhocas marinhas tubiformes e a espécie de camarão que vivem nessas aberturas do oceano passam suas vidas na escuridão total. Ao contrário da maioria das espécies do planeta, essas criaturas extremas vivem independentemente da energia da luz solar e retiram seu sustento de produtos químicos que se soltam das fendas, que servem como suas casas.

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O oceano está à beira de uma extinção em massa

oceanos extincao

Nos preocupamos muito com a extinção de animais terrestres, mas e o mar?

De acordo com uma análise inovadora de dados de centenas de fontes, os seres humanos estão na iminência de causar danos sem precedentes para os oceanos e os animais que vivem neles.

 

“Podemos estar sentados em um precipício de um grande evento de extinção”, disse Douglas J. McCauley, ecologista da Universidade da Califórnia em Santa Barbara (EUA), um dos autores da nova pesquisa.

A boa notícia é que ainda há tempo para evitar uma catástrofe. Em comparação com os continentes, os oceanos estão em sua maior parte intactos e selvagens o suficiente para recuperar sua saúde ecológica.

O quadro perigoso

Estudos científicos sobre a saúde dos oceanos são muito sujeitos a incertezas. É mais difícil para os pesquisadores julgar o bem-estar de uma espécie que vive debaixo d’água, milhares de quilômetros de distância, do que acompanhar a saúde de uma espécie em terra.

Além disso, as poucas mudanças que os cientistas observam, em especial nos ecossistemas oceânicos, podem não refletir as tendências em todo o planeta.

Dessa forma, para criar uma imagem mais clara da saúde dos oceanos, a nova pesquisa reuniu dados a partir de uma enorme variedade de fontes, de descobertas fósseis a estatísticas de transporte de contêineres modernos, capturas de peixe e mineração dos fundos marinhos.

Enquanto muitas das informações já existiam, nunca tinham sido justapostas desse modo.

Como resultado, os cientistas concluíram que há sinais claros de que os seres humanos estão prejudicando os oceanos em um grau notável. Algumas espécies estão sendo mais exploradas que outras, mas os maiores danos ainda vêm de perda de habitat em larga escala.

Os recifes de corais, por exemplo, diminuíram em 40% em todo o mundo, em parte como resultado do aquecimento do clima causado pelo homem.

Alguns peixes estão migrando para águas mais frias, mas espécies menos afortunadas podem não ser capazes de encontrar novos lares. Ao mesmo tempo, as emissões de carbono estão alterando a química da água do mar, tornando-a mais ácida, o que também pode prejudicar os animais marinhos.

As operações de mineração é mais um fator que está transformando o oceano. Os contratos de mineração dos fundos marinhos cobrem milhares de quilômetros quadrados debaixo d’água, destruindo ecossistemas únicos e introduzindo poluição no mar profundo.

Apenas por enquanto

Até agora, os mares tinham sido, em grande parte, poupados da carnificina vista em espécies terrestres.

O registro fóssil indica que um grande número de espécies animais extinguiram-se quando os seres humanos chegaram em continentes e ilhas. Por exemplo, o moa, um pássaro gigante que viveu na Nova Zelândia, foi dizimado na chegada dos polinésios a região em 1300, provavelmente dentro de um século.

Depois de 1800, com a Revolução Industrial, as extinções em terra só aceleraram. Passamos a alterar o habitat dos animais selvagens, detonando florestas, arando pradarias e estabelecendo estradas e ferrovias em todos os continentes.

Ao longo dos últimos cinco séculos, os pesquisadores registraram 514 extinções de animais terrestres. No entanto, extinções documentadas no oceano são muito mais raras.

Antes de 1500, algumas espécies de aves marinhas são conhecidas por terem desaparecido. Desde então, os cientistas documentaram apenas 15 extinções, incluindo a foca-monge do Caribe e a vaca-marinha-de-steller.

Provavelmente estes números são subestimados.

Fundamentalmente, somos predadores terrestres, segundo o Dr. McCauley. Mas isso não significa que o mar esteja a salvo. Muitas espécies marinhas que se tornaram extintas ou ameaçadas dependem da terra – como aves marinhas que nidificam nas falésias, tartarugas que põem ovos nas praias etc.

Ainda assim, há tempo para os seres humanos pararem esse dano. O Dr. McCauley e seus colegas argumentam que limitar a industrialização dos oceanos em algumas regiões poderia permitir que espécies ameaçadas se recuperassem em outras.

Os cientistas também acham que reservas têm de ser concebidas com a mudança climática em mente, de modo que as espécies escapem de altas temperaturas e acidez.

Por fim, a desaceleração das extinções nos oceanos precisa de grandes cortes nas emissões de carbono, também. Coisa que o homem não tem conseguindo fazer e nem parece estar se esforçando para tentar.

Nós sobreviveremos a esta extinção em massa?

vamos sobreviver a sexta extincao em massa

No último meio bilhão de anos, a vida na Terra foi quase dizimada cinco vezes por coisas como mudança climática, uma intensa idade do gelo, vulcões e aquela enorme pedra espacial que atingiu o Golfo do México há 65 milhões de anos, sumindo com os dinossauros e um monte de outras espécies. Estes eventos são conhecidos como as cinco grandes extinções em massa e todos os sinais indicam que estamos à beira de uma sexta.

Só que, desta vez, não temos ninguém além de nós mesmos para culpar. De acordo com um estudo publicado no último dia 19 na revista “Science Advances”, a taxa de extinção atual seria mais de 100 vezes maior do que a normal – e isso levando em conta apenas os tipos de animais que mais conhecemos, os vertebrados. Os oceanos e florestas da Terra hospedam um número incontável de espécies, muitas das quais provavelmente irão desaparecer antes mesmo de nós as conhecermos.

 

Mas quem são os mais vulneráveis a este processo? Será que nós corremos o risco de desaparecer também? A jornalista Elizabeth Kolbert, autora do livro “The Sixth Extinction”, vencedor do Prêmio Pulitzer deste ano para não ficção em geral, abordou essas e outras questões em entrevista ao portal da revista “National Geographic”.

O papel do ser humano

Ela explica que populações de ilhas, espécies endêmicas de determinadas regiões e que vivem isoladas são especialmente vulneráveis ​​à extinção. Um dos problemas que criamos foi remover barreiras que costumavam manter espécies destes locais isoladas. “A Nova Zelândia não tinha mamíferos terrestres. Espécies que evoluíram na ausência de tais predadores eram incrivelmente vulneráveis”, exemplifica. “Um número impressionante de espécies de aves já foram perdidas na Nova Zelândia e várias daquelas que permanecem estão com sérios problemas”.

Para a escritora, não há dúvidas de que nós somos os responsáveis por estarmos vendo taxas de extinção tão elevadas. “Há muito poucas, se houver, extinções que conhecemos nos últimos 100 anos que teriam ocorrido sem atividade humana”, afirma, acrescentando que nunca ouviu alguém defender que este fenômeno é algo natural que teria acontecido “com ou sem seres humanos”.

Nós contribuímos para isso de várias maneiras, desde a caça indevida passando pela introdução de espécies invasoras e chegando até as mudanças muito aceleradas do clima. “Estamos mudando a química de todos os oceanos. Estamos mudando a superfície do planeta. Nós derrubamos florestas, plantamos agricultura de monocultura, que não é boa para um monte de espécies. Estamos praticando a sobrepesca. A lista continua e continua”, enumera.

Também vamos entrar nessa roda?

Elizabeth conta ainda que, depois que a Terra passa pelo tipo de extinção em massa que estamos enfrentando, chegar ao nível anterior de biodiversidade parece levar vários milhões de anos. Por isso, é possível que, a partir de agora, a raça humana não viva mais nenhum momento em que não esteja ou em meio a uma grande extinção, ou se recuperando dela.

“Se dermos às espécies de vertebrados (e nós somos uma espécie de vertebrados) uma vida média de um milhão de anos, e dizermos que os seres humanos já estão nos 200 mil anos de seu milhão, e houver uma extinção em massa – mesmo deixando de lado a questão de se os humanos serão vítimas de sua própria extinção em massa -, não se pode esperar que aquela mesma espécie esteja por aí quando o planeta se recuperar”.

Quanto à questão de se nós, enquanto espécie, resistiremos à sexta extinção em massa do planeta, a jornalista tenta não ser categórica e aponta uma outra linha de reflexão. “Não quero afirmar que nós não podemos sobreviver à perda de muitas, muitas espécies. Nós já provamos que podemos. Somos muito adaptáveis. Mas eu acho que o ponto é que você não gostaria de descobrir isso”.

Segundo ela, temos que pensar em duas outras questões, extremamente sérias. “Uma é: ‘Ok, só porque nós sobrevivemos a perda de um número X de espécies, podemos manter essa mesma trajetória, ou nós vamos, eventualmente, pôr em perigo os sistemas que mantêm as pessoas vivas?’”, diz. “E depois há uma outra questão: ‘Mesmo se conseguirmos sobreviver, é este o mundo no qual você quer viver? É neste mundo que você quer que todas as futuras gerações de seres humanos vivam?’ Essa é uma pergunta diferente”.

DER SUA OPINIÃO ,É SEMPRE BEM VINDA

A picada mais dolorida do mundo faz humanos se dobrarem em posição fetal berrando de dor

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A vespa caçadora (Pepsis formosa pationii) é o inseto que tem uma das picadas mais dolorosas conhecidas da humanidade. O tormento dura apenas três minutos, mas parece uma eternidade.

A dor, avaliada como nível quatro no Índice de Dor de Ferroadas de Schmidt (o mais alto), é melhor descrita como “ferozmente elétrica”. Especialistas e pessoas que passaram por esse inferno reivindicam que é como ser eletrocutado.

 

Felizmente, o veneno dessas vespas (conhecidas em inglês como “falcões tarântulas”), apesar de produzir dor intensa a curto prazo, carece de toxicidade significativa. Em outras palavras, a picada da vespa não é mortal, mas é tão dolorosa que te faz querer morrer.

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Dor indescritível

“Há algumas descrições vívidas de pessoas machucadas por essas vespas”, diz Ben Hutchins, biólogo invertebrado do Texas Parks and Wildlife, nos EUA. “A recomendação – dada realmente em uma revista científica revisada por pares – é apenas deitar e começar a gritar, porque poucos ou ninguém consegue manter a coordenação verbal e física após ser picado por uma dessas coisas”.

O artigo que Hutchins menciona, publicado no Journal of the Kansas Entomological Society, conta como um cientista acabou picado por uma vespa enquanto manipulava 10 desses insetos. Sem se deixar abater depois da primeira picada, ele continuou, recebendo várias picadas mais, até que a dor foi tão grande que ele “pirou”, se enrolou e começou a chorar.

Outros que já foram alvos da vespa caçadora relatam terem se posto em posição fetal e passado a gritar e gemer. O consenso é de que é difícil descrever a dor – uma pessoa afirmou que é como se o seu sangue tivesse se transformado em ácido enquanto você é eletrocutado.

Caçadoras de tarântulas

Parece que deveríamos colocar essas vespas na posição um da lista de inimigos dos seres humanos, mas o animal é na verdade muito dócil com pessoas. A vespa é de fato uma “caçadora”, mas de tarântulas.

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Na verdade, é um parasita que ataca aranhas muito maiores do que ela, paralisando-as com uma única picada. Em seguida, as tarântulas são arrastadas para sua toca para servir de alimento as larvas que acabaram de eclodir dos ovos. Os filhotes de vespas comem a aranha paralisada, ainda viva, ao longo de várias semanas.

“As vespas caçadoras são realmente ousadas”, explicou Hutchins. “Os pesquisadores pensam que é porque elas têm muito poucos predadores naturais. Elas têm um tal mecanismo de dissuasão eficaz, que é sua picada muito dolorosa. Nenhuma criatura viva é realmente estúpida o suficiente para provocá-la ou atacá-la”.

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Depois que crescem e ficam fortes graças a papinha de tarântula, as vespas passam a consumir néctar, ou seja, não são carnívoras. As do sexo masculino nem sequer possuem a picada doída. No geral, esses insetos não representam uma ameaça para nós e não é preciso ter medo de ser picado, a menos que você faça algo incrivelmente idiota como tentar pegá-los.

Camarão transparente tem 12 retinas em cada olho

camarao 12 retinas

Você sabia que a luz solar só é visível até uma profundidade de mil metros sobre o mar? Com isso, alguns animais que vivem na escuridão profunda são vítimas de algumas adaptações bizarras para conseguirem enxergar alguma coisa.

É o caso, por exemplo, desse camarão esquisitão.

 

Chamado de Paraphronima gracilis, ele vive em uma parte intermediária do oceano, chamada zona mesopelágica, um habitat profundo o suficiente para ser totalmente escuro para nossos olhos. Para se virar no meio dessas águas negras, cada um dos olhos gigantes desse camarão contém nada menos que 12 retinas diferentes. Essa quantidade de retinas se torna uma grande vantagem evolutiva, justamente por essa região do globo ocular ser a mais sensível à luz.

A importância de ter olhos sendo um habitante da zona mesopelágica

Criaturas que vivem em ambientes da zona mesopelágica enfrentam uma luta constante quando o assunto é sensibilidade à luz. Mas, ao mesmo tempo em que precisam ser capazes de perceber a luz e fontes bioluminescentes difusas, também é interessante que permaneçam imperceptíveis aos predadores.

Estas necessidades acabam fazendo a seleção natural agir nos olhos destes animais. Por exemplo, Hyperiidea, uma família de pequenos crustáceos, conta com pelo menos 10 configurações diferentes de olho, variando desde espécies sem olhos que vivem em grandes profundidades até espécies mesopelágicas que contam com quatro olhos dilatados.

Uma equipe liderada por Jamie Baldwin Fergus, do Instituto Smithsonian, recolheu um dos membros dessa família, o P. gracilis, em redes de pesca na Baía Monterey, entre 200 e 500 metros de profundidade. Estes crustáceos transparentes têm um par de grandes olhos compostos, que correspondem a cerca de 45% de todo o seu corpo. Eles nadam com esses olhões para cima até capturarem as suas presas que estão nadando sob suas cabeças.

Cada olho composto têm uma grande porção que “olha para cima”, e uma pequena que “olha para baixo”. E a parte de cima possui uma fileira de omatídeos (unidades formadoras dos olhos compostos) que termina em 12 retinas descontínuas. Na imagem acima, aquela coloração laranja-avermelhada é de pigmentos localizados dentro e em torno das “células de retina” que contribuem para cada um dos omatídeos.

De acordo com Baldwin Fergus, os pesquisadores nunca tinham visto a retina dividida desta maneira. Na maioria dos casos de olhos compostos, a retina costuma ser uma coisa só, contínua.

Um olho desse jeito não havia sido descrito em nenhum trabalho e, consequentemente, sua função permanece desconhecida. O que os pesquisadores acreditam é que cada retina capta uma imagem que, em seguida, é transferida para o cérebro do animal, que integra as 12 imagens para aumentar o brilho e sensibilidade ao contraste. Isso provavelmente confere uma vantagem ao animal quando se trata de mudanças nas condições de luz das profundidades.

Cientistas descobrem polvo e lula que conseguem ficar “invisíveis”

Um novo estudo descobriu que duas espécies oceânicas de cefalópodes – um polvo e uma lula – podem ir do transparente ao opaco em um piscar de olhos.

A impressionante camuflagem é uma adaptação que mantém os animais a salvo de dois diferentes predadores. Os primeiros são criaturas de águas profundas, que caçam procurando silhuetas na fraca luz das profundezas. Os segundos são peixes que usam luzes biológicas para caçar – a bioluminescência, que ilumina o próprio corpo.

 

Para evitar ser encontrado pela silhueta, ele fica transparente, afirma a pesquisadora Sarah Zylinski. Mas quando uma luz bioluminescente atravessa uma superfície transparente, o efeito é parecido com uma lanterna em uma vidraça: muito refletido, muito óbvio.

“Estar pigmentado é a melhor estratégia nesse momento”, comenta Zylinki. As espécies do polvo e lula essencialmente têm o melhor de ambas as estratégias. “Estar apto para mudar rapidamente permite uma boa camuflagem”.

Muitos polvos, lulas e outros cefalópodes têm a habilidade de mudar de cor. Alguns polvos até imitam o formato de vários peixes e seres do mar.

Mas todos são criaturas de águas rasas. Zylinski e seus colegas tentaram procurar essas espécies no fundo, com animais que vivem entre 600 e 1000 metros abaixo da superfície, onde há pouca luz.

Em barcos de pesquisa no Mar de Cortez e no fosso entre o Peru e o Chile, Zylinski esperou arrastões com redes profundas trazerem os animais. Elas foram levantadas em velocidades muito lentas, para que as alterações na pressão e na luz não fossem muito abruptas.

“É um pouco como o natal, porque você nunca sabe o que vai ganhar”, ela comentou. “Algumas vezes o presente é bom, outras não”.

Quando Zylinski conseguiu “pescar” um cefalópode, ela rapidamente moveu os animais da rede para um ambiente escuro e fresco, para que não fossem expostos à luz. Ela então tentou vários métodos para estimular mudanças de cores.

Ela sabia que a bioluminescência é uma importante ferramenta de caça nas profundezas, então imaginou que alguns animais talvez possuíssem maneiras de evitar a luz. Ela apontou luzes de LED similares à bioluminescência em duas espécies, o polvo Japetella heathi, de 7,6 centímetros, e a lula Onychoteuthis banksii, de 12,7 centímetros, que mudaram instantaneamente de transparentes para vermelho opaco.

“A velocidade do processo é incrível”, comenta Zylinski.

Os animais conseguem a façanha porque suas células epidérmicas estão sobre controle neural. Ele vê um raio de luz e o estímulo visual libera pigmentos. Quando a luz cessa, o pigmento some, deixando o cefalópode transparente, exceto pelos olhos e tripas.

Nem todos os cefalópodes de grandes profundidades possuem a habilidade de modificar sua aparência. Alguns desenvolvem outros métodos, como ser altamente refletores, para que a luz do ambiente esconda sua presença. Outros criam sua própria bioluminescência de acordo com a luminosidade que chega ao fundo, imitando a luz solar.

Zylinski agora planeja estudar como os pigmentos do polvo mudam com o tempo. Ela comenta que espécies jovens e menores vivem mais perto da superfície, contando mais com a transparência. Já para os mais maduros, em águas profundas, onde a bioluminescência é comum, é importante a presença do pigmento, para que possam ser mais opacos.

Repórter da Folha de São Paulo é demitido e deixa um “Chupa Folha” em seu último texto