Cobra coral azul da malásia

É uma das cobras mais perigosas da Ásia. Foi apelidada de “100 passos”, já que nenhum humano pode andar mais de 100 passos depois de ser mordido. É uma cobra venenosa da família Elapidae. Foi descrita pela primeira vez por Friedrich Boie em 1827. 
A espécie habita áreas úmidas e pode ser encontrada na Indonésia, Camboja, Singapura, Tailândia e Malásia. É uma cobra de tamanho médio e corpo esbelto. Adultos geralmente medem 1,4 m de comprimento. O corpo possui coloração azul profundo com leves listras azuis ou brancas. A cabeça, ventre e cauda geralmente são vermelho brilhante.
A Cobra coral azul da Malásia tem hábitos noturnos, alimenta-se quase que exclusivamente de outras cobras, incluindo a própria espécie, ocasionalmente pode consumir lagartos, rãs e pássaros. São serpentes ovíparas sendo desconhecido o tamanho da sua ninhada. Como em outros elapídeos, o veneno da cobra coral azul da malásia é neurotóxico e muito potente, os principais compostos ativos são fosfolipases e citocinas.
A espécie é relativamente dócil e não agressiva. Quando ameaçada, enfia a cabeça sob as folhas ou sob a bobina de seu corpo e levanta a cauda para revelar a superfície ventral vermelho brilhante. É pensado que a cor vermelho brilhante da cauda torna difícil os predadores distinguir a cabeça da cauda.
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Perdido por 87 anos: sapo-arco-íris-de-bornéu é redescoberto

Após meses vasculhando florestas montanhosas remotas, uma equipe de cientistas finalmente encontrou três dos desaparecidos sapos-arco-íris-de-bornéu.Antes dessas imagens feitas recentemente, só havia ilustrações desse animal, desenhadas através de espécimes coletadas por exploradores europeus na década de 1920.

 

O grupo Conservation International (Conservação Internacional), que lançou sua Pesquisa Global para Anfíbios Perdidos em 2010, tinha anotado esse sapo como um dos “10 mais procurados do mundo”.

Indraneil Das liderou a equipe que pesquisou a região na fronteira entre um dos estados da Malásia situados na ilha de Bornéu, Sarawak, e a província da Indonésia, Kalimantan Barat.Após vários meses de expedições em noites longas, um dos alunos de Indraneil Das finalmente avistou um sapo pequeno nos ramos altos de uma árvore.

Segundo Das, descobertas emocionantes como este sapo, e a importância crítica dos anfíbios para os ecossistemas saudáveis, são o combustível que mantém as pessoas em busca de espécies perdidas.

Robin Moore, do Conservação Internacional, ficou encantado com a descoberta. “Ver as primeiras imagens de uma espécie perdida por quase 90 anos desafia nossa crença”, disse. “É bom saber que a natureza pode surpreender-nos quando estamos perto de desistir, especialmente em meio à crise de extinção do nosso planeta”.

Moore explica que os anfíbios estão na vanguarda desta tragédia de extinção e, por isso, espera que essas espécies únicas sirvam como exemplos emblemáticos de orgulho de conservação, inspirando as pessoas em toda parte do mundo.

Quênia queima marfim na luta contra redes criminosas

Quase cinco toneladas de marfim – o que equivalente a 25 milhões de reais – foram incendiadas no Quênia para travar a batalha contra a caça de marfim no país. A queima foi a terceira do tipo na África. O continente está mostrando determinação na luta contra as redes criminosas.

O marfim foi apreendido em Cingapura e enviado ao Quênia. Lá, testes de DNA indicaram que ele veio de Malawi ou da Tanzânia. A apreensão tinha acontecido há 10 anos, mas só agora uma atitude prática foi tomada.

 

Em uma cerimônia realizada na região leste do Quênia, Mwai Kibaki, presidente do país, usou uma vara longa com uma bola de pano encharcado de combustível na ponta para iniciar a queima das presas de elefante.

Cerca de 335 presas viraram fumaça. “Não podemos nos dar ao luxo de sentar e permitir que as redes criminosas destruam nosso futuro”, disse Kibaki. Ele afirmou que através da queima do marfim contrabandeado eles estão enviando uma mensagem clara para os caçadores e comerciantes ilegais de animais selvagens. O país está realmente determinado a combater o crime na região.

A África tem cerca de 500.000 elefantes, mas a organização ambiental WWF diz que eles estão cada vez mais ameaçados. Isso porque a caça ilegal de elefantes cresce à medida que a prática é indevidamente regulamentada nos países.

Biólogo registra peixe usando uma rocha como ferramenta

O biólogo marinho Scott Gardner estava mergulhando na Grande Barreira de Coral quando ouviu um som estranho. Alcançou sua câmera bem a tempo de tirar algumas fotos de uma truta-do-alto (Notolabrus inscriptus) batendo um pequeno molusco em uma pedra para chegar à sua carne.

Embora os cientistas saibam há cerca de 50 anos que uma dúzia de espécies de peixes usam rochas como ferramentas, esta foi a primeira vez que alguém testemunhou de perto e gravou o ato com uma câmera.O peixe quebra o berbigão (um tipo de molusco) contra a rocha, usando-a como uma bigorna, e não como um martelo, o que ainda se encaixa claramente na definição de uso de ferramenta.

Dito isso, Culum Brown, um biólogo especializado em peixe, admitiu que é complicado definir “ferramenta” para os peixes.A definição para a identificação de animais que usam ferramentas foi escrita por primatólogos que observaram o comportamento de macacos e símios na selva. As pistas visuais – picar coisas com uma vara, atingir algo com uma pedra, etc – não necessariamente se traduzem em ambientes subaquáticos.

Os peixes não têm mãos e não operam em um ambiente terrestre. Por exemplo, se você tentar balançar algo debaixo d’água, terá muita resistência. E mesmo se você pegar uma rocha embaixo d’água, verá que ela pesa apenas uma fração do que pesa sobre a terra.

“Então, os tipos de coisas que você vê chimpanzés fazendo não iriam funcionar debaixo d’água”, explica Brown. O especialista afirma, entretanto, que o peixe estava usando a pedra o mais apropriadamente possível para o ambiente, o que demonstra inteligência.

“Obviamente, o peixe está manipulando a ferramenta de alguma forma – ele está segurando o berbigão de uma forma particular, e o choca contra um lugar muito particular sobre a bigorna, a parte mais pontuda. O peixe não está ‘vagando sem rumo’, simplesmente lançando o molusco contra qualquer rocha; está visando a ferramenta para obter o efeito máximo dela”, argumenta.

A lista de animais que demonstram um comportamento de uso de ferramentas tem crescido recentemente até incluir polvos, corvos, papagaios e insetos, juntamente com primatas e golfinhos.

Brown espera que o peixe possa em breve ser considerado parte desse grupo. “Estamos trabalhando na criação de uma nova definição da cognição dos peixes, e estamos descobrindo que há pouca diferença entre estes animais; eles são apenas inteligentes em coisas diferentes”, afirma.

A foto é real (a borboleta também)

Por incrível que pareça, essa foto não é um truque de Photoshop: é uma imagem real, assim como a borboleta. A “Greta oto”, mais conhecida como a “borboleta transparente”, é um membro da subfamília Danainae. Elas vivem na América Central, onde também são chamadas de “espelhinhos”, e se alimentam de néctar (provavelmente também de amor e boas intenções, né?).

Peixe de quatro olhos enxerga dentro e fora da água ao mesmo tempo

O Anablepidae é conhecido como o peixe de quatro olhos, que nada ao longo da superfície com os olhos aparecendo tanto dentro como fora da água. Uma nova pesquisa desvendou como esse peixe enxerga os dois ambientes distintos ao mesmo tempo.

As descobertas ajudaram a explicar como os sistemas visuais dos animais, incluindo os humanos, evoluem em resposta a ambientes de luzes diferentes.

 

No caso do Anablepidae, o que parecem quatro olhos são, na verdade, dois olhos grandes. O nome de “quatro olhos” deriva do fato deles ficarem divididos na superfície da água, metade acima e metade dentro dela.

O estudo que analisou os olhos do peixe se concentrou nas proteínas sensíveis à luz chamadas opsinas – os pigmentos visuais. Cada uma delas é mais sensível a um determinado comprimento de onda de luz. Seres humanos, por exemplo, tem opsinas sensíveis à luz azul, verde e vermelha. As opsinas absorvem a luz em comprimentos de onda ligeiramente diferentes, permitindo-nos ver essas três cores e as demais.

Os cientistas descobriram que a parte superior dos olhos do Anablepidae – que fica fora da água – possui opsinas sensíveis ao verde. Já a metade inferior é sensível ao amarelo. Todo o olho tem genes sensíveis ao ultravioleta, violeta e à luz azul.

O peixe de quatro olhos teria diferentes tipos de opsina para funcionar a partir do tipo de luz disponível em cada ambiente. A água em que ele vive é normalmente barrenta (florestas de mangues no norte da América do Sul) e nesse ambiente a luz amarela é a melhor transmitida.

Esse sistema visual único permite que o peixe evite um fenômeno problemático chamado de “Janela de Snell”, que acontece quando você está submerso na água e olha para fora da superfície. Devido à refração da luz na superfície da água, o campo de visão é limitada em cerca de 96 graus. Depois desse ângulo não é possível ver mais nada além da superfície.

Para compensar o problema, algumas espécies marinhas calculam a refração para encontrar a verdadeira posição de alguns objetos que encontram. Mas os “quatro olhos” conseguem ver com um ângulo mais amplo.

Entretanto, esse sistema de visão tem um preço. Como se pode imaginar, não é difícil para os predadores localizarem os peixes de olhos esbugalhados ao longo da superfície. Mas o peixe de quatro olhos está sempre à espreita, com grandes áreas de seu cérebro dedicadas à visão.

Ao que parece, os olhos do peixe exótico evoluíram para conviver com as duas diferentes tarefas visuais. Mas ele não é o único. Vários outros peixes, anfíbios, aves e certos primatas – incluindo os humanos – possuem o que é conhecido como variabilidade intraretinal. Isso significa que variações na sensibilidade espectral existem em toda a retina, que é um delicado revestimento de membrana sensível à luz, dentro do globo ocular.

Maias, astecas, incas e olmecas: quais são as diferenças?

 Escultura olmeca Maias, astecas, incas e olmecas diferenças

As civilizações olmeca, maia, inca e asteca são algumas das maiores civilizações antigas da história, e mesmo assim sabemos muito pouco sobre eles, em comparação com outras partes do mundo. Os olmecas, em especial, são frequentemente esquecidos por completo, enquanto o resto costuma ser aleatoriamente agrupado como se fizessem parte de um povo só – embora eles tenham sido grupos completamente distintos entre si.

Maias, astecas, incas e olmecas: conheça as diferenças

Em suma, os maias surgiram primeiro e se estabeleceram na região que hoje corresponde ao México moderno. Em seguida, vieram os olmecas, que também habitaram o México. Eles não construíram nenhuma grande cidade (talvez por isso tenham caído em relativo esquecimento), mas dominaram a região e formaram um povo próspero. Eles foram seguidos pelos incas, no Peru moderno e, finalmente, surgiram os astecas, que também se estabeleceram no atual México.

 

Os maias foram a primeira civilização mesoamericana a aparecer, cujos primeiros relatos começam por volta de 2600 aC. Eles foram o povo mais duradouro de todas as civilizações da América Pré-Colombiana – além de serem muitas vezes vistos como o maior desses povos mesoamericanos. Os maias construíram a maioria de suas grandes cidades entre 250 dC e 900 dC. Apesar de terem sido os primeiros a surgirem, os maias só se tornaram realmente grandes em seus últimos anos, após a adoção de grande parte da cultura da civilização olmeca.

Palenque, sítio arqueológico maia

Os maias deixaram um longo e próspero legado, abrangendo partes do México, da Guatemala, de El Salvador, de Belize e de Honduras. Eles eram governados por reis e sacerdotes e, diferentemente de outras culturas, os maias não foram exterminados por um conquistador externo, e sim foram desaparecendo aos poucos. Sua relação exata com os olmecas, porém, permanece obscura.

Voltando aos olmecas, eles foram a primeira grande cultura mesoamericana, apesar de terem sido mais jovens que os maias. O nome “olmeca” certamente não era a maneira como eles chamavam a si mesmos, uma vez que o termo é derivado de escritos astecas. Os olmecas se estabeleceram por volta de 1400 aC e se mantiveram por cerca de mil anos, ocupando uma quantidade razoavelmente grande de terra. O povo olmeca era constituído por bons agricultores, além de talentosos artistas, matemáticos e astrônomos.

Teotihuacán

Eles utilizavam os hieróglifos como sistema de escrita, assim como a maioria das culturas que os seguiu. Os olmecas nunca edificaram nenhuma grande cidade – ao menos, da forma como nós conhecemos. Porém, há relatos de que o povo construiu uma enorme pirâmide antes de seus indivíduos desaparecerem gradativamente. Seu mais famoso legado é o mistério das cabeças olmecas: foram encontradas cabeças de 3 metros de altura, lembrando guerreiros africanos e feitas de pedra, com mais de 130 quilômetros de distância entre elas.

A civilização inca pode ser rastreada até cerca de 1200 dC. Eles viviam nas montanhas do Peru, longe dos olmecas, maias e astecas. No auge de seu poder, a civilização se estendia por cerca de 4.000 quilômetros e compreendia mais de 16 milhões de pessoas. Tratava-se de um povo extremamente avançado: eles possuíam exército, leis, estradas, pontes, túneis e um complexo sistema de irrigação muito à frente de seu tempo.

Machu Picchu, cidade inca

No entanto, eles nunca chegaram a inventar um sistema de escrita. Em vez disso, usavam cordas com nós para a o registro de informações. Uma guerra civil acerca do legítimo herdeiro do trono foi o que precisou para ajudar a derrotar toda a civilização: quando os espanhóis invadiram as terras dos incas, eles foram facilmente derrotados. O império caiu em 1533.

Os astecas, por sua vez, fundaram sua maior cidade, Tenochtitlán, no ano de 1325 – ou seja, eles eram muito mais jovens do que qualquer um dos outros três povos. Tenochtitlan foi construída em uma ilha próxima a um lago mexicano chamado Texcoco. Os astecas gradualmente conquistaram o restante da área do lago, até que a civilização caiu nas mãos dos invasores espanhóis em 1521. Embora eles não fossem tão avançados quanto os incas, os astecas possuíam um calendário de 365 dias, assim como nós, além de usarem hieróglifos.

Apesar do fato de essas culturas apresentarem similaridades em diversos aspectos – tais como a construção de pirâmides, os sacrifícios humanos e o uso de hieróglifos (com exceção dos incas) -, os astecas, maias, incas e olmecas foram quatro culturas distintas que surgiram e desapareceram em diferentes momentos e por diferentes razões – embora praticamente no mesmo lugar.

Em resumo: os maias foram os primeiros das civilizações pré-colombianas mais conhecidas, mas aprenderam muito com os olmecas, que apareceram 1.200 anos mais tarde. Os astecas foram os próximos, cerca de 400 anos após a civilização maia começar a encolher. Os incas eram de uma área completamente diferente e duraram menos de 300 anos antes de serem eliminados, enquanto ainda tentavam se tornar mais avançados.