Fotógrafo documenta a morte do pai em série de fotos emocionante

Em outubro de 2014, o pai do fotojornalista canadense Ian Willms passeava de moto na África do Sul quando sofreu um grave acidente. Por semanas ele ficou hospitalizado, até que pode ser transferido para um hospital na Alemanha. Em choque, o fotógrafo usou a câmera para buscar, por meio de registros, superar a situação, que se estendeu por meses.

Contudo, em maio de 2015, seu pai morreu subitamente, fazendo com que os registros se tornassem ainda mais pesados e entristecidos.

Durante todo esse tempo, Willms usa sua conta no Instagram para tentar entender o que aconteceu e aceitar a morte do pai. Até hoje, ele retrata em imagens sensíveis o sentimento da ausência e da dor. “Meu feed é dedicado ao meu pai“, afirma ele em sua conta na rede.

Veja os sensíveis registros do fotógrafo:

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Todas as fotos © Ian Willms

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15 IMAGENS QUE VÃO TE DAR VONTADE DE VIAJAR PARA ZANZIBAR AGORA MESMO

Existem lugares no mundo que parecem que nem são de verdade, que de tão lindos fica ainda mais difícil querer voltar pra casa. É o caso do arquipélago de Zanzibar, composto por várias pequenas ilhas e duas maiores. A principal, chamada Unguja e conhecida apenas como Zanzibar, é um verdadeiro paraíso no meio do oceano Índico e parte da Tanzânia que, por curiosidade e muita sorte, é a cidade natal do lendário Freddie Mercury.

Com praias de areia branquinha e um mar extremamente cristalino e azul turquesa, as paisagens exóticas evocam o lado místico desde as pequenas ruelas que se formam pela capital Stone Town (“Cidade da Pedra”, em português) até as noites árabes repletas de lendas na Antiguidade. A população 90% muçulmana vive do turismo e da agricultura.

As especiarias são um ponto forte entre as duas ilhas que formam Zanzibar, fazendo com que a mesma seja conhecida como “Spice Island”. A produção gira em torno de grande quantidade de temperos e frutas, como baunilha, noz-moscada, pimenta, açafrão, canela, cardamomo, gengibre, cravo, banana e laranja. Isso só serve para instigar ainda mais os turistas, atraídos por perfumes maravilhosos entre os prédios coloniais e casas com portas de madeira talhada ao estilo indiano, na região central.

Parte da gastronomia também está presente no curioso The Rock Restaurant, restaurante famoso por sua localização no meio do mar. O local serve peixes e outros frutos do mar, em meio a uma vista incrível. É um dos grandes atrativos do arquipélago. A pesca é um dos meios de sobrevivência, fazendo com que os pescadores se levantem as 4 horas da manhã para ir ao mar com seus barcos. Os peixes maiores são levados para serem exibidos e vendidos na areia com preços atraentes, formando um famoso mercado na madrugada. O sol chega e as ofertas acabam, abrindo espaço para mulheres continuarem o trabalho de venda de dos pequenos peixes, mini-polvos, mariscos, arraias e baiacus.

Outro local muito visitado são as ruínas do mercado escravo, que marcam o triste período de exploração de negros africanos, o continente mais próximo. Em alguns dias, cerca de 600 vidas chegavam a ser vendidas, até que a escravidão foi abolida completamente por um dos sultões, depois do ato imposto pelo Império Britânico, ao qual pertencia Zanzibar, no século XIX.

E se ficou curioso quanto a Freddie Mercury, ou melhor, Farrokh Bulsara, vocalista da banda Queen, saiba que ele nasceu e viveu na ilha até seus 18 anos, quando se mudou para Londres. Pelo meio, ainda viveu na Índia, onde ganhou o apelido de Freddie, dado por amigos quando ele tinha apenas oito anos de idade e estudava numa escola inglesa próxima a Bombaim.

Depois destas fotos, não precisamos nem dar mais motivos para querer ir pra lá:

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Foto © Nasrin Suleiman

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Foto © Nasrin Suleiman

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Foto © Nasrin Suleiman

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Foto: Reprodução Matador Network

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Foto © Inês Ferrão

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Foto © Sami Al Tokhais

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Foto © Kristy Carlson

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Foto © Nasrin Suleiman

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Foto © Sherry Lachelle

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Foto © Rod Waddington

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Foto: Reprodução Matador Network

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Foto © Nasrin Suleiman

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Foto © Mouser Williams

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Foto © Nasrin Suleiman

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Foto © Nasrin Suleiman

Cão faz sucesso no Instagram por sua amizade inusitada com passarinhos e um hamster

Quem busca um cachorro amável e que lide bem com crianças ou outros animais muitas vezes acaba dando preferência para cães da raça Golden Retriever. Não é segredo para ninguém que estes animais são bastante sociáveis e adoram brincar. Mas talvez este cãozinho tenha se sobressaído um pouco com seus amigos nada convencionais: diversos passarinhos e um hamster.

O cachorro é a alegria dos amigos e responde pelo simpático nome de Bob. Moradores de São Paulo, o grupo já arrecada mais de 51 mil seguidores no Instagram, que adoram acompanhar as fotos dessa bonita (e inusitada) amizade. Apesar da diferença de espécies e de tamanho, Bob se dá muito bem com seus companheiros e parece adorar a convivência.

A amizade deles não tem limites: além de brincar juntos, o grupo aproveita até mesmo para tirar algumas sonecas juntinhos, como você vê nas fotos abaixo:

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Todas as fotos: © @bob_goldenretriever.

Fotógrafo consegue captar a pureza da infância em série adorável

Ser criança é viver em um universo à parte, em que bolhas de sabão podem ser naves espaciais, dinossauros existem e tudo, absolutamente tudo, é possível. A pureza e a alegria dos pequenos é contagiante e revigorante – praticamente terapêutico! Há alguns meses, quando o fotógrafo Adrian McDonald estava fotografando plantas e animais em seu quintal e observou um grupo de crianças brincando na casa ao lado, não resistiu e, desde então, tem trabalhado em uma série incrível, em que retrata de forma sensível e encantadora a pureza da infância.

O fotógrafo mora em Westmoreland, na Jamaica, e teve duas grandes vantagens ao fotografar os pequenos. A primeira delas é que, por estarem acostumados a vê-lo fotografando no jardim e nos arredores, as crianças nem se importaram com a presença da câmera e por vezes nem se deram conta serem elas o objeto da foto. A segunda vantagem é o uso de equipamento profissional. Especializado em fotografar casamentos, McDonald tinha tudo o que era preciso para tirar retratos incríveis sem precisar estar muito perto das crianças, conseguindo captar imagens naturais e belíssimas.

Eu espero que elas [as imagens] aqueçam o coração daqueles que as veem e saibam que a beleza ainda existe na vida e que às vezes nós apenas escolhemos não a ver. As crianças vivem uma vida que vale a pena e é isso que nós todos devemos fazer: viver, amar, rir“, disse o fotógrafo em entrevista ao Huffington Post. Confira algumas das imagens:

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Todas as fotos © Adam McDonald

Série de fotos impactante mostra a luta diária de uma viciada em heroína

Por cerca de 3 anos, o fotógrafo canadense Tony Fouhse trabalhou fotografando dependentes químicos que se reuniam em um determinado quarteirão de Ottawa. Durante todo esse tempo, tudo o que interessou a ele foi o resultado das fotografias. Contudo, quando encontrou Stephanie MacDonald, uma garota na casa dos 20 anos, viciada em heroína, algo mudou na forma com que ele encarava esses dependentes químicos.

O fotógrafo perguntou a Stephanie como ele poderia ajudá-la e a resposta foi direta: “quero ir para a reabilitação”, teria respondido ela. Fouhse aceitou o desafio e ajudou a garota durante os nove meses de tratamento e a cada momento de desespero e horror que foram necessários para se livrar do vício.

Ela me pediu para ajudá-la a ir para a reabilitação. Eu perguntei a ela se poderia fotografar o processo enquanto ela ia de onde ela estava até onde ela queria estar. Ela concordou e nós começamos. A nossa jornada durou nove meses, começou com desespero e partiu do horror à esperança. Foram situações que Stephanie nem eu poderíamos imaginar quando começamos“, contou o fotógrafo à Feature Shoot.

Confira algumas das fotos que hoje compõem o livro “Live Through This“:

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Todas as fotos © Tony Fouhse

Fotógrafo documenta a morte do pai em série de fotos emocionante

Em outubro de 2014, o pai do fotojornalista canadense Ian Willms passeava de moto na África do Sul quando sofreu um grave acidente. Por semanas ele ficou hospitalizado, até que pode ser transferido para um hospital na Alemanha. Em choque, o fotógrafo usou a câmera para buscar, por meio de registros, superar a situação, que se estendeu por meses.Contudo, em maio de 2015, seu pai morreu subitamente, fazendo com que os registros se tornassem ainda mais pesados e entristecidos.

Durante todo esse tempo, Willms usa sua conta no Instagram para tentar entender o que aconteceu e aceitar a morte do pai. Até hoje, ele retrata em imagens sensíveis o sentimento da ausência e da dor. “Meu feed é dedicado ao meu pai“, afirma ele em sua conta na rede.

Veja os sensíveis registros do fotógrafo:

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Todas as fotos © Ian Willms

A história bizarra da origem do ISIS, um dos grupos mais radicais existentes hoje

ISIS é a sigla em inglês para “Estado Islâmico no Iraque e na Síria”, também conhecido como “Estado Islâmico do Iraque e do Levante”, ou, hoje em dia, apenas como “Estado Islâmico” (EI).

Embora muitos se refiram ao EI como um grupo terrorista, essa é uma categorização simplista para explicar o que ele representa. Chuck Hagel, que foi secretário de Defesa dos Estados Unidos até pouco tempo atrás, disse que o EI era um projeto de Estado com armas sofisticadas, uma ideologia totalitária e recursos abundantes obtidos por meio de financiamento externo.

O grupo começou como mais um dos vários que se opunham ao regime de Bashar al-Assad na Síria, mas hoje afirma ser a autoridade religiosa sobre todos os muçulmanos do mundo e tenta impor uma versão ultraconservadora do Islã a diversos países.

 

E como uma organização como essa, conhecida por ser uma dissidência da Al-Qaeda, a qual acusou de não ser suficientemente radical, surgiu e se tornou tão forte tão de repente? Afinal, poucos de nós haviam ouvido a sigla “ISIS” antes de um ou dois anos atrás.

O site americano Cracked conversou com várias pessoas que estiveram no Iraque e chegou à conclusão de que, se os EUA não for o pai do ISIS, é pelo menos algum tipo de tio. Isso por que…

5. Os EUA colocaram todos os seus líderes no mesmo campo

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Durante a Guerra do Iraque, entre 2003 e 2011, soldados americanos e da coalizão passaram muito tempo lutando e capturando dezenas de milhares de combatentes insurgentes no país, colocando-os sempre no mesmo lugar: Campo Bucca, no Iraque.

O local tornou-se um importante centro de detenção de… Qualquer pessoa. Provavelmente, isso fez com que o Bucca virasse uma espécie de “escola de extremismo”.

Nove principais líderes do Estado Islâmico passaram um tempo em Campo Bucca. Uma das fontes do Cracked, que pediu para permanecer anônima, esteve lá durante o mesmo tempo que um homem chamado Abu Bakr Al-Baghdadi. Se esse nome soa familiar para você, é porque ele é o chefe da ISIS e autoproclamado califa do Estado Islâmico:

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“Não podíamos chamar o Campo Bucca de prisão, porque ninguém que estava lá havia sido acusado ou condenado de qualquer coisa”, explica a fonte. Ou seja, qualquer um pego fazendo qualquer coisa que os EUA não gostassem era jogado lá, uma maneira fácil de acabar tornando jovens irritados em extremistas violentos. Nunca saberemos quantos homens inocentes acabaram radicalizados como resultado de seu encarceramento no Campo Bucca (é possível que até 90% dos reclusos tenham sido originalmente presos por engano), mas não é à toa que um dos antigos comandantes do local o tenha descrito como uma “panela de pressão para o extremismo” – no Twitter!

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4. Os radicais aprenderam a trabalhar juntos

Scores of outposts in Iraq have closed as American forces regroup on larger bases as a prelude to withdrawing from virtually all cities by June. The United States plans to close its prison at Camp Bucca in southern Iraq and turn the inmates over to the Iraqi authorities, and commanders are considering using the base as a way station for troops heading home.
Muitos dos detidos de Bucca, longe de casa pela primeira vez em um campo de prisioneiros, estavam compreensivelmente solitários e assustados. Logo, os presos mais radicais ofereceram apoio emocional, o que facilitou a radicalização de seus companheiros mais tarde.

Além disso, uma vez que estavam dentro dos muros de Bucca, todos tinham que viver sob uma versão estrita da lei islâmica – muito em linha com a forma como o ISIS opera hoje.

A fuga de Bucca era difícil, mas, dentro das cercas, os presos tinham a liberdade para fazer cumprir muitas de suas próprias regras e até mesmo realizar punições letais em outros detidos que quebrassem essas regras. A fonte do Cracked diz que, depois de punir alguém arbitrariamente, os outros detidos simplesmente o levavam para perto das cercas do campo e diziam que o haviam encontrado assim.

Estima-se que muitos dos futuros líderes e soldados do ISIS tiveram sua primeira experiência de trabalho e planejamento de ataque juntos dentro do Campo Bucca, onde mostraram a mesma criatividade e astúcia que lhes permitiu tomar conta de pelo menos metade do Iraque nos últimos anos.

Funcionários da “prisão” tentaram segregar os mais radicalizados dos mais pacíficos, mas isso não impediu que ambos se misturassem e até mesmo esquematizassem juntos. “Eles passavam notas entre si. Um grupo fazia um motim de um lado, enquanto outro fazia uma fuga do outro”, explica a fonte.

De qualquer forma, o Campo Bucca deixou vários insurgentes violentos em contato uns com os outros, obrigando-os a trabalhar em equipe.

3. Os EUA recrutaram ex-terroristas para lutar contra terroristas

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Lembra dos “Filhos do Iraque”? Em suma, eram um bando de muçulmanos sunitas da província de Anbar que organizaram um exército financiado pelos militares dos EUA para estabilizar a região. O único problema é que muitos deles começaram suas carreiras “militantes” lutando exatamente contra soldados americanos e civis iraquianos.

Uma segunda fonte consultada pelo Cracked, um soldado americano estacionado em Anbar naquele momento, recordou sua primeira reunião com alguns dos homens que se tornariam os Filhos do Iraque. Os EUA não tinham aliados locais competentes. O novo exército iraquiano, treinado e equipado pelos americanos, não era bom. A solução foram esses caras.

Os Filhos do Iraque não eram grandes fãs dos Estados Unidos, mas eram competentes (alguns deles tinham lutado contra os EUA durante anos) e queriam dinheiro.

E como as pessoas começaram a aceitar pagar aqueles que tinham sido seus inimigos apenas algumas semanas antes? Em alguns casos, mentiu-se que os Filhos do Iraque eram apenas cidadãos locais, agricultores, preocupados com a sua comunidade. Ou dizia-se que eles lutavam contra os EUA porque Al-Mahdi lhes pagava, e os americanos começaram simplesmente a pagar melhor.

De qualquer maneira, não demorou muito para que os militares percebessem que estes extremistas perigosos armados não tinham que obedecer às mesmas regras de guerra que os soldados americanos. Ou seja…

2. Os EUA transformaram o ISIS em um organizado esquadrão da morte

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O termo “esquadrão da morte” é preciso para descrever os Filhos do Iraque. Qualquer pessoa que a ONU não deixava os EUA matar, o país alegremente passava para o “esquadrão”, o que significa que elas acabavam mortas de qualquer jeito.

Nos últimos cinco meses que a segunda fonte do Cracked passou lá, de abril a agosto de 2007, os soldados americanos não sofreram ataques. Do lado dos mais mortais, eles estavam também mais seguros.

Só que os Filhos do Iraque não tinham quaisquer regras específicas para seguir. Durante patrulhas americanas, se os americanos invadiam uma casa, as mulheres choravam. Se os Filhos do Iraque estavam junto, eram os homens que choravam, pois sabiam que iam morrer – sem dúvida alguma.

O esquadrão tinha praticamente carta branca para jogar qualquer um em qualquer vala. Se isso parece horrível, é porque era. Uma queda de 90% da violência na região foi atribuída diretamente devido aos Filhos do Iraque – pelo medo que todos tinham deles. E o que tudo isso tem a ver com o ISIS?

1. Os EUA delegaram a responsabilidade por ambos os grupos ao governo iraquiano, e logo surgiu o ISIS

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Em 2008, o presidente Bush deu ao governo iraquiano o controle sobre todos os prisioneiros feitos na guerra, incluindo aqueles no Campo Bucca. Assim, os iraquianos libertaram Abu Bakr Al-Baghdadi em 2010, sob a suposição de que ele tinha tirado todo o terrorismo de seu sistema. Ele se tornou o líder do ISIS no mesmo ano.

Usar os Filhos do Iraque como um esquadrão da morte funcionou muito bem só para os EUA, visto que causou uma queda acentuada na violência contra seus soldados. Terminado esse propósito, em 2008, o governo americano quis se livrar deles, passando-os ao controle dos iraquianos.

Em 2011, o país caiu nas mãos do primeiro-ministro Nouri Maliki, um muçulmano xiita. Ele imediatamente mandou prender seu vice em comando, que era sunita. Em seguida, parou de pagar os Filhos do Iraque de maioria sunita.

Sem emprego, muitos deles se juntaram ISIS por, novamente, dinheiro. A maioria dos Filhos do Iraque foi na verdade assassinada pelo grupo ao invés de se tornar um aliado dele, mas o que realmente importa era que o maior obstáculo do Estado Islâmico tinha ido embora. O exército iraquiano continuou tão ineficaz quanto sempre foi, de forma que o ISIS agora controla mais de metade do país.

Conclusão: os EUA cutucaram ali, cutucaram ali, e só fizeram o cocô feder mais. Espera-se que eles aprendam a lição um dia, mas isso não deve acontecer tão cedo. Como uma última curiosidade divertida, o financiamento dos Filhos do Iraque custou aos Estados Unidos cerca de US$ 200 milhões por ano. O Pentágono estima que vai custar US$ 22 bilhões por ano para continuar lutando contra o ISIS