Urna funerária milenar é achada em fazenda no Nordeste baiano

Urna em que índio foi enterrado há mais de mil anos foi encontrada em povoado de Esplanada

Quando começou a arar um pedaço de terra no povoado de Canabrava, em Esplanada, no Nordeste da Bahia, o lavrador Viriliano de Jesus, 60 anos, nem de longe imaginava que sua propriedade fosse virar local de romaria de vizinhos e conhecidos do restante do povoado e arredores.

Até um professor de História levou a turma inteira para visitar um tal buraco, de onde seu Viriliano tirou um pote de barro em maio deste ano. “É uma roça que ele comprou há uns dez anos e, aos poucos, está beneficiando. O trator estava retirando a terra e, após esses processos, meu pai percebeu que tinha alguma coisa diferente. A princípio, era um buraco e depois ele percebeu que tinha um pote dentro”, conta a assistente social Edileusa Santos de Jesus, 26, filha de seu Viriliano.

Jeanne Dias, com urna em que índio foi enterrado há mais de mil anos
(Foto: Evandro Veiga)

O trator parou e os poucos homens que trabalhavam no arado foram cavando a terra até sair de lá um vasilhame de cerâmica de cerca de 1,20 metro de altura e com formato de pera. Para completar o achado, dentro do vasilhame a família de seu Viriliano encontrou dentes humanos.

Sem que ninguém soubesse do que se tratava, a relíquia tinha tudo para ser descartada, como arqueólogos afirmam acontecer em muitos casos. Mas a curiosidade falou mais alto.Edileusa enviou um e-mail para o secretário municipal de Cultura e Turismo de Esplanada, Kid Will Vaca, que entrou em contato com a Superintendência do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional na Bahia (Iphan).

Cerca de dez dias depois, três representantes do Núcleo de Arqueologia do Iphan estavam lá para recolher e catalogar o que identificaram como sendo uma urna funerária indígena, da tradição Aratu. 

Avaliação

De acordo com a arqueóloga Jeanne Dias, que faz parte do núcleo, não é possível ainda cravar a idade da urna, mas a cerâmica usada nela, sem decoração, se assemelha ao tipo de urna de cerâmica encontrada nos anos 1970 pelo arqueólogo Valentin Calderón nas imediações da Baía de Aratu – por isso o nome “tradição Aratu”.

Aquelas datavam de 1.000 e 1.500 anos AP (antes do presente, datação que toma como referência o ano de 1950), assim como urnas localizadas em 2011 pelo também arqueólogo Carlos Etchevarne na aldeia de Água Vermelha, em Pau Brasil, no Sul do estado, e no povoado de Piragiba, em Muquém de São Francisco, no Vale do São Francisco.

Técnicos do Iphan com o produtor rural Viriliano de Jesus (chapéu de palha), que fez a descoberta histórica
(Foto: Iphan / Divulgação)

“Provavelmente, essa urna também estará nesta escala, mas ainda não podemos dar uma datação exata”, explica Jeanne. O que os arqueólogos sabem é que a urna abrigava o corpo de um adulto e que ela, provavelmente, era usada como utilitário para armazenar água e alimentos na aldeia.

Quando alguém morria, o corpo era posto na urna e enterrado. “Eles eram colocados em posição fetal e logo após a morte, antes de atingirem o estágio de rigidez cadavérica, para caber”, conta o também arqueólogo Luiz Viva.

Fortuito

Outras urnas funerárias indígenas já foram encontradas na Bahia, mas uma descoberta casual recebe atenção redobrada do Iphan. “Achados fortuitos não podem ficar nas mãos de populares. Então, em 10 dias, a gente estava lá. Recolhemos o material e fizemos o registro do local como sítio arqueológico”, explicou o técnico em Arqueologia do Iphan, Alexandre Colpas.

Com o registro de sítio arqueológico, o povoado de Canabrava fica protegido de qualquer tipo de destruição ou mutilação. Também não pode haver aproveitamento econômico dos monumentos arqueológicos – eles não podem ser vendidos, por exemplo. Na prática, o proprietário não perde o título da terra, mas se uma estrada passasse por lá, por exemplo, agora seria preciso fazer um desvio.

Ou seja, a orientação a seu Viriliano agora é comunicar ao Iphan o possível aparecimento de outras urnas. “Onde a gente encontra uma urna funerária, a gente identifica como área de enterramento. E, com certeza, onde tem uma, tem outra”, assegura Jeanne.

Romaria  

A curiosidade em torno do pote misterioso promoveu verdadeiras romarias à propriedade rural. “Muita gente foi lá visitar movida pela curiosidade, porque não foi só o pote. Dentro, tinham alguns dentes humanos”, contou Edileusa, que ficou surpresa com tantas visitas.

“Todos os dias era aquela romaria de gente querendo ver o pote. Foi assim por vários dias. Depois teve um professor de História que levou os alunos para conhecer. Mesmo depois de ter levado o pote, ele levou os alunos para ver o buraco”, relatou ela.

Quem participou das visitas teve oportunidade de estar perto de uma descoberta pouco comum. “Apesar de achados fortuitos serem recorrentes, essa é a última urna íntegra recolhida pelo Iphan nos últimos dez anos”, destaca Luiz Viva. 

Além do pote, também foi encontrado o opérculo (tampa) em pedaços. A peça é mais uma que pode ajudar a revelar como viviam aqueles povos antigos. Segundo a equipe, a urna pertencia a índios ancestrais dos tupis. 

Na região, fala-se que potes como esse já foram achados e destruídos, porque as pessoas não sabiam o valor histórico. “Mas esse, que encontraram há pouco tempo, eles tiveram a curiosidade de procurar a gente. Foi um trabalho de resgate muito bom”, avaliou o secretário Kid Will Vaca.

Resgate

De acordo com o arqueólogo Luiz Viva, o próximo passo é higienizar e catalogar a urna. Ela vai passar a constar no Centro Nacional de Arqueologia (CNA) e poderá ser estudada por outros grupos. A urna viajou 165 quilômetros de Esplanada até Salvador e foram necessários cinco homens para levantá-la.

Antes disso, na propriedade de seu Viriliano, a urna foi transportada num carrinho de mão e os próprios moradores fizeram uma espécie de contenção, com cordas e elásticos, para evitar que a peça fosse danificada. Agora, ela está sob os cuidados do Núcleo de Arqueologia do Iphan, que funciona no museu da Casa dos Sete Candeeiros, no Centro Histórico de Salvador.

De lá, a urna poderá ir para um museu ou universidade. Já existem peças como essa no Museu da Arqueologia e Etnologia  (MAE), na Faculdade de Medicina da Universidade Federal da Bahia (Ufba), no Terreiro de Jesus, achadas em Muquém de São Francisco. Na época, entre 1996 e 1998, foram localizadas cerca de 120 urnas após uma enchente.

Descoberta arqueológica não põe posse de propriedade em risco

De acordo com o arqueólogo Luiz Viva, integrante do Núcleo de Arqueologia da Superintendência do Iphan, achados arqueológicos como o de Esplanada não asseguram mais o direito sobre a terra para descendentes, como já aconteceu no passado.

Ou seja, o fato de ter sido encontrada uma urna funerária na propriedade de seu Viriliano de Jesus, na zona rural de Esplanada, não significa que ela será desapropriada e entregue a povos indígenas.

“Esses vestígios de ocupação não têm relação com as ocupações de hoje. São descendentes de outras ocupações humanas, de um grupo diferente e anterior aos tupis que os portugueses encontraram hoje”, diz Viva. Segundo ele, há outros mecanismos que podem atestar a ancestralidade indígena em uma região.

De qualquer forma, não há, no distrito de Canabrava, disputa entre fazendeiros e povos indígenas por posse de terra. Outra “lenda” comumente espalhada é que potes de barros enterrados guardam ouro. Os arqueólogos fazem questão de pôr fim a essa falsa esperança.

“Essa é uma expectativa bastante difundida, mas a gente tenta difundir o contrário. Você não vai achar ouro. No máximo, vai achar ossos. É por isso que a gente encontra muitas dessas urnas escavadas e quebradas”, lamenta Viva.

Concurso elege as melhores fotos de cachorros de 2014

O concurso anual realizado pela “The Kennel Club“ premia as melhores fotos de cães pelo mundo. A competição é aberta a profissionais e amadores, bastando fazer a inscrição e enviar as suas imagens. As premiações são divididas em categorias: cachorros brincando, cães no trabalho, melhor amigo do homem, retratos, filhotes, cães de serviço e “amo cachorros porque…”.

Algumas das fotos selecionadas são incríveis (cheias de cores ou em versão preto e branco) e capturam os cachorros em diversas situações. Difícil não se sensibilizar com os olhares dos caninos, suas lindas carinhas e com o cenário das fotografias. O brasileiro Carlos Aliperti ganhou o 1º lugar na categoria “Melhor Amigo do Homem” e o vencedor geral foi o australiano Steph Gibson, que fotografou um border collie pastoreando ovelhas, na categoria “Cães no Trabalho”.

As fotos vencedoras de cada categoria irão ganhar grande divulgação. Todas irão aparecer em um telão no Crufts 2015, que é uma importante competição inglesa de raças de cães que acontece anualmente, e ficarão expostas na galeria da organizadora do concurso “The Kennel Club“, até o dia 26 de março.

 Confira abaixo as fotos vencedoras e apaixone-se pelos lindos cachorros retratados:

Winner. Man's best friend category

1º lugar na categoria “Melhor Amigo do Homem” –  Carlos Aliperti  (Brasil) 

Second place in the Man's best friend Category

2º lugar na categoria “Melhor Amigo do Homem” –  Emma Williams (Reino Unido) 

Third in Man's best friend category

3º lugar na categoria “Melhor Amigo do Homem” – Denis Buchel (Bulgária)

Winner. First Place in the Dogs at play category

1º lugar na categoria “Cachorros Brincando” – Art Burasz (Reino Unido)

Second place in the Dogs at Play Category

2º lugar na categoria “Cachorros Brincando” – Simon White ( Reino Unido) 

Third place in the dogs at play Category

 3º lugar na categoria “Cachorros Brincando” – Kerry Jordan (Reino Unido) 

Winner. First Place in the portrait catagory

1º lugar na categoria “Retrato” – Grzegorz Gebik (Polônia) 

Second place in the Portrait catagory

2º lugar na categoria “Retrato” – Alice Loder ( Reino Unido)

Third place in the portrait catagory

3º lugar na categoria “Retrato” – Dean Oseman (Reino Unido) 

Stock Dog Western Australia

Vencedor geral e 1º lugar na categoria “Cachorros no Trabalho” – Steph Gibson (Austrália)

Second place in the dogs at work category

2º lugar na categoria “Cachorros no Trabalho” – Aleksandra Kaczor (Polônia)

Thirs place in the Dogs at Work Category

3º lugar na categoria “Cachorros no Trabalho” – Karsten Bidstrup (Dinamarca)

Winner. First place in the I love my Dog because.. Catagory (Under 18)

1º lugar na categoria “Eu amo cachorros porque…” – Abbie Lee  (Reino Unido)

Second place in the I love my Dog because.. catagory (Under 18)

2º lugar na categoria “Eu amo cachorros porque…” – Rebecca Lane (Reino Unido) 

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3º lugar na categoria “Eu amo cachorros porque…” – Chris Faulkner (Reino Unido)

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 1º lugar na categoria “Filhotes” – Cat Race (Reino Unido)

Second Place in the Puppy category

2º lugar na categoria “Filhotes” – Richard Ware  (Reino Unido)

Third place in the Puppy Category

3º lugar na categoria “Filhotes” – Diana Anderson (Austrália)

Winner. First place Assistance Dogs / Dog Charitys Category

1º lugar na categoria “Cães de serviço” – Ruud Lauritsen (Holanda)

Second Place winner in the Assitance Dogs / Dog charity Category

2º lugar na categoria “Cães de serviço” – Caroline Bridges (Reino Unido)

Thrid Place in the Asstance Dogs / Dog charity Category

3º lugar na categoria “Cães de serviço” – Ffiona Erskine (Austrália)

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Menção honrosa – Rodrigo Alvarado (Austrália)

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Menção honrosa – Emily Canham (Reino Unido) 

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Menção honrosa – Kelly Miller (Austrália) 

Todas as fotos © The Kennel Club

CONCURSO ELEGE AS MELHORES FOTOS CLICADAS COM UM IPHONE AO REDOR DO MUNDO

As câmeras fotográficas dos smartphones não têm deixado a desejar em termos de qualidade, fazendo com que pessoas comuns registrem cliques magníficos com o pequeno gadget. É o caso do iPhone, que elabora até um concurso, o iPhone Photography Awards (IPPAWARDS), para premiar as melhores fotos tiradas com o aparelho.

Em sua 9ª edição, a competição promovida pela Apple acontece em 120 países do mundo todo. Neste ano, os 57 prêmios atribuídos foram para participantes de várias origens, como Austrália, Canadá, China, Croácia, Equador, Egito, Alemanha, Hong-Kong, Índia, Irlanda, Israel, Portugal, Malásia, Nova Zelândia, África do Sul, Suíça, Tailândia e muitos outros.

Foram diversas categorias premiadas, cada qual com sua especialidade, entre flores, comida e viagem. Entre os 22 participantes em destaque, cada um pertence a um tema, sendo os três primeiros considerados como Fotógrafos do Ano. Entre os requerimentos do concurso, que premia os três primeiros vencedores com uma barra de ouro cada, as fotos devem ser tiradas com iPhone, iPad ou iPod, editadas com apps de sistema iOS. A próxima edição está prevista para o dia 31 de março de 2016.

 
 

Confira abaixo quem conquistou o primeiro lugar em cada uma das categorias citadas:

1. Michal Koralewski – Fotógrafo do Ano

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2. David Craik – Fotógrafo do Ano

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3. Yvonne Lu – Fotógrafa do Ano

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Daniele Colombera – Retrato

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Song Han – Pessoas

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Andre Malerba – Panorâmica

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Heather Goss – Estações do Ano

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Robert Radesic – Pôr-do-Sol

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Yvonne Naughton – Natureza

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Ahmed Solimani – Viagem

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Fabio Alvarez – Lifestyle

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Chris Belcina – Paisagem

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Xu Lin – Comida

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Amy Paterson – Flores

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Jeremy Kern – Crianças

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Christian Frank – Arquitetura

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Sephi Bergerson – Animais

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Ben Schuyler – Abstrato

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Ruairidh McGlynn – Árvores

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Cindy Buske  – Natureza Morta

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Jesse Alkire – Eventos

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Jose Luis Saez Martinez – Outros

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Todas as fotos: Reprodução

Filhote de cachorro que parece um urso faz sucesso na internet

Não é novidade que os animais de estimação são uma das principais atrações da internet. De tempos em tempos, cães, gatos, coelhos ou até corujas impressionam os internautas com habilidades ou amizades impováveis, criando um autêntico clube de admiradores ao redor do mundo. Tonkey, uma filhote da raça Shar Pei, é o mais recente caso.

As parecenças da pequena Tonkey com um urso são tão evidentes que ela rapidamente conquista os corações de convidados dos donos, que vivem em Alberta, no Canadá, ou dos mais de 85 mil seguidores no Instagram. Christine Park, que tem criado a filhote de 8 meses, diz que a ideia de compartilhar fotografias e pequenos vídeos do animal era uma forma de ela própria fazer novos amigos por aí. Mas, como dá pra entender pelas fotos abaixo, o protagonismo de Tonkey supera (e muito!) o dos donos.

Vem ver essas adoráveis imagens:

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Todas as fotos © Bearcoat_Tonkey