22 instrumentos médicos antigos de dar medo

Na história da medicina, as máquinas se tornaram peças cruciais do processo de diagnóstico e tratamento. No entanto, até chegarmos onde estamos, cientistas e profissionais experimentaram alguns dispositivos realmente estranhos, até horríveis, se vistos através dos olhos de hoje.

Confira 22 instrumentos meio assustadores, meio fantásticos do passado:

Chapéu Pré-PET

Pre-PET Headgear (Positron Emission Tomography= PET)
O chapéu Pre-PET (“Positron Emission Tomography”, ou, em português, algo como “tomografia de emissão de pósitron”) foi construído pela Divisão de Instrumentação do Laboratório Nacional de Brookhaven (EUA) para estudar o funcionamento do cérebro.

 

Olhos esbugalhados

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Esses modelos de grande porte do olho humano, movidos por dois pequenos motores, foram desenvolvidos por pesquisadores de medicina aeronáutica.

Câmara de pressão

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Câmara de pressão pessoal de Winston Churchill, criada para capacitá-lo a fazer voos de alta altitude com segurança.

Humanoides plásticos

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Três humanoides plásticos, preenchidos com solução de cloreto de sódio, usados para medir a radioatividade.

Tratamento elétrico geral

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Cadeira usada em tratamento elétrico geral para efeito psicológico em casos psiconeuróticos, durante a época da Guerra Mundial.

Máquina de rim artificial

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Máquina de rim artificial, de cerca de 1950.

Raio-X divertido

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Brinquedo projetado para manter as crianças sentadas durante raios-X de tórax, em 1957.

Máquina para circulação

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Esta máquina era usada para estimular a circulação sanguínea nas pernas.

Humanoide plástico

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Essa foto mostra o químico Wright H. Langham com o “Plastic Man” (“homem de plástico”, em português), usado para simular a exposição de radiação em humanos, em 1959.

Eletrorretinograma

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Eletrorretinograma foi um aparelho concebido para medir o potencial elétrico da retina.

Banheira elétrica

Electric Bath
Essa mulher está dentro de uma “câmara de bronzeamento” antiga, chamada de “banheira elétrica” (do inglês “Eletric Bath”), do Light Care Institute, nos EUA, por volta de 1900.

Eletrocardiógrafo

Electrocardiograph
O primeiro eletrocardiógrafo, introduzido pela Cambridge Scientific Instruments.

Máscara contra gripe

Flu Mask
Em 1919, essa mulher usava uma máscara contra a gripe durante a epidemia da doença, após a Primeira Guerra Mundial.

Luz ultravioleta

Ray Therapy
Crianças em volta de um brilho de luz ultravioleta no Institute of Ray Therapy, no Reino Unido.

Máquina de medição do cérebro

Brain Scanner
A foto mostra uma pessoa medindo ondas cerebrais, em 1940.

Pulmão de aço

Portable Respirator
Esse é um respirador portátil de 1955, ou pulmão de aço, projetado para permitir que pacientes se recuperassem em casa.

Tambor optocinético

Aviation Eye Test
A imagem de 1960 mostra o Dr. G. H. Byford sob um tambor optocinético, usando uma lente de contato com uma lâmpada em miniatura cimentada à ela, durante um experimento para investigar os movimentos reflexos dos olhos e sua associação com ilusões visuais.

Roupa espacial veloz

Wire Suit
Essa roupa de 1960 foi projetado para medir a temperatura do corpo enquanto pesquisava os efeitos fisiológicos da alta velocidade e das viagens espaciais.

Máquina de cobalto

Cobalt Machine

 

A máquina de cobalto rotativa era posta em torno do corpo de um paciente para atacar tumores cancerígenos, em 1955.

Máquina de terapia com raios-X

X-Ray Machine
Um médico ajusta o caminho do feixe de 2.000.000 volts da máquina de terapia com raios-X, usada para tratar cânceres no Hospital Delafield Francis, em Nova York (EUA).

Bomba de cobalto

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Tratamento com “bomba” de cobalto em um paciente numa clínica de Paris (França).

Unidade de tratamento radioativa

NUCLEAR MEDICINE
Uma unidade de tratamento instalada no hospital Oak Ridge (EUA) em 1955 utilizou uma fonte radioativa de césio-137 para matar o tecido canceroso, permitindo uma dose máxima de radiação contra a doença e minimizando os efeitos ao tecido saudável. [Gizmodo]

Fotos antigas são bizarramente transformadas em GIFs

Fotos antigas em preto e branco são sempre interessantes porque registram momentos importantes da nossa história, mas não podemos negar que são monótonas. Quer dizer, nem todas. Algumas ganharam vida graças ao artista Kevin J. Weir.

Weir transforma imagens fixas de 100 anos atrás em animações surreais.O diretor de arte de Nova York criou Gifs usando fotos antigas encontradas na Biblioteca do Congresso dos EUA e outros grandes arquivos online. Alguns ficaram divertidos, enquanto outros ficaram totalmente assustadores.

 

Confira: 

Thomas Edison em seu laboratório

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Ypres, cidade da Bélgica

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Grão-Duque Alexandre Mikhailovich da Rússia, na década de 1910

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O compositor e maestro dos EUA John Philip Sousa na frente de uma banda, em maio de 1914

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Igreja da cidade de Nidzica, Polônia, danificada por forças russas durante a Primeira Guerra Mundial em 1914

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Third Avenue e 42th Street, ruas de Nova York, na década de 1910

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Friedrich Ernst II Fürst zu Solms-Baruth (1853-1920), o mais alto funcionário da corte no serviço do imperador Guilherme II da Alemanha, que reinou de 1910 a 1915

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Ativista Mary Harris Jones (conhecida como Mother Jones) comparecendo às audiências da Comissão Federal de Relações Industriais em Nova York, em 1915

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Ruínas de obras do engenheiro civil alemão John Augustus Roebling em Trenton, Nova Jersey, EUA, em janeiro de 1915

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Guarda Nacional treinando em Nova York, EUA, em fevereiro de 1915

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Pescadores afro-americanos na água, cerca de 1910 a 1915

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Pessoas limpando escombros após um incêndio em Bangor, País de Gales, no Reino Unido, cerca de 1910 a 1915

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Industrialista Gustav Krupp von Bohlen und Heibach (1870-1950), fundador da empresa Friedrich Krupp AG. Foto de cerca de 1910 a 1915

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Forte em Przemsyl, Império Austro-Húngaro (atualmente Polônia), durante a Primeira Guerra Mundial. Foto de 1914 a 1915

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Um barril montado em um carrinho durante a Primeira Guerra Mundial, cerca de 1914 a 1915

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Verdun, cidade da França, durante a Primeira Guerra Mundial

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Boxeadores, data desconhecida

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Padre Gerontius no Mosteiro de Valamo, em Karelia, na Rússia, em 1930

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“Hardiman I”, a primeira tentativa de construir um exoesqueleto motorizado pela General Electric em 1965

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“Cybernetic Walking Machine” ou “Walking Truck”, máquina desenvolvida por engenheiros da General Eletric em 1968, projetada por Ralph Mosher

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              Todas as imagens :[io9]

7 curiosos desenhos anatômicos antigos

Peste negra, baixa expectativa de vida e muita sujeira são alguns elementos da Idade Média que nos lembram que a saúde das pessoas nessa época não era lá essas coisas. Mas, mesmo que a população contasse com bem menos tecnologia do que a existente hoje, muita gente fazia esforços heroicos para desenvolver e partilhar conhecimentos da área médica.

Nessa lista, você confere alguns desenhos anatômicos curiosos feitos na época medieval até o início da era moderna, entre os séculos XVI e XVIII. Muitas ilustrações foram feitas a partir da dissecação de animais e cadáveres humanos. Os desenhos mostram imprecisões engraçadas e detalhes impressionantes – para não falar das expressões faciais estranhas, mas isso existe até nos desenhos anatômicos atuais.

Hans von Gersdorff

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Este desenho, feito em 1528, é de Hans von Gersdorff, um dos cirurgiões alemães mais renomados de seu tempo, de acordo com a Biblioteca Nacional de Medicina dos Estados Unidos. Ele ficou conhecido por suas amputações de membros e publicou um livro sobre como tratar ferimentos.

Bartholomeo Eustachi

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Bartholomeo Eustachi publicou esse desenho em 1564. Ele viveu na Itália, onde atuou como médico de um duque e, posteriormente, de um cardeal em Roma. Eustachi apoiou as teorias anatômicas de um antigo médico grego chamado Galeno, baseadas em dissecação de animais, e não humanos.

Adriaan van de Spiegel e Giulio Cesare Casseri

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Essa bela imagem mostra uma mulher aparentemente satisfeita em mostrar seu feto em gestação. Os autores são Adriaan van de Spiegel e Giulio Cesare Casseri, 1626. Casseri nasceu em uma família pobre da Itália, e trabalhou como empregado de um estudante de medicina e de um cirurgião, antes de se tornar um professor de cirurgia e anatomia.

Amé Bourdon

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O médico artista é Amé Bourdon, um francês que se dedicou à medicina a partir de 1670. Pouco se sabe sobre ele. A imagem foi publicada pela primeira vez em 1678.

Autor desconhecido

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Este homem parece surpreso. Agora, não dá para dizer se é pelo seu peito aberto, pelo sistema urinário na sua mão ou seu órgão sexual a mostra. A figura não é assinada, por isso o autor é desconhecido pelos historiadores. Acredita-se que o desenho seja originário do atual Irã ou Paquistão, e que foi publicado entre 1680 e 1750.

Hua Shou

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Esse desenho chinês se difere dos outros porque não mostra órgãos internos. Em vez disso, ele ilustra os pontos de acupuntura e os movimentos de yin e yang através do corpo. A imagem, de Hua Shou, foi publicada em 1716.

William Cheselden

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As ilustrações de ossos feitas por William Cheselden são no mínimo diferentes (afinal, desenhos anatômicos de pessoas em pé são clichês). A imagem foi publicada em 1733. [PopSci]

Os 10 documentos mais antigos

Escrever coisas é uma das inovações mais importantes da história humana. Além de ser capaz de espalhar ideias com precisão através do tempo, a escrita também proveu os registros necessários para a lei funcionar.

Documentos literalmente mudaram o mundo, e alguns deles têm sobrevivido por centenas ou mesmo milhares de anos, fornecendo um olhar único sobre o patrimônio comum dos seres humanos. Confira:

10. O mais velho tratado internacional

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Os hititas e os egípcios estão entre as primeiras grandes civilizações, e tinham uma relação difícil no passado, ambos com grande poder militar para a época. Um de seus principais pontos de atrito era a cidade de Kadesh, localizada no que hoje é a Síria.
No século 13 aC, os hititas marcharam sobre a cidade, que estava sob controle egípcio, e a tomaram, conquistando boa posição sobre importantes rotas comerciais. O faraó Ramsés II então marchou com 20.000 de seus próprios homens para tomá-la de volta. A batalha que se seguiu foi dura – os dois lados perceberam que nenhum iria ter vitória decisiva, então procuraram outra solução.
O resultado foi um acordo de paz, assinado em torno de 1269 aC, o mais antigo tratado do tipo conhecido. Uma cópia está em exibição na Organização das Nações Unidas. Existe tradução para ambas as versões, hitita e egípcia. O tratado promete paz eterna, a fim de não permitir hostilidades entre as civilizações, para sempre. Há cláusulas concordando que se um egípcio fugir para as terras dos hititas (ou vice-versa), será devolvido à sua terra natal, tornando-se o mais antigo tratado de extradição também. Os países ainda concordam em enviar tropas para ajudar o outro se houver um ataque de uma terceira civilização.

 

9. O mais velho documento médico

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O primeiro registro que temos de orientação médica específica é na forma de um papiro egípcio. Este documento de 4.000 anos é conhecido como “Papiro ginecológico de Kahun”. Foi descoberto em 1889 e contém informação sobre o diagnóstico e tratamento de uma série de doenças. Enquanto o significado de algumas informações pode ter sido perdido ao longo dos milênios, as mulheres egípcias parecem ter sofrido com algumas condições incomuns. Os egípcios gostavam de culpar o útero por um monte de coisas que ele provavelmente não tinha nada a ver. Por exemplo, “uma mulher cujos olhos estão doendo até que ela não possa ver, além de dores no pescoço” é diagnosticada como tendo “descargas de ventre em seus olhos”. O tratamento recomendado é a fumigação do útero (ouch!). Dor de dente? “É dor de dente do ventre” e mais fumigação é necessária. Se seus ouvidos doem tanto que você não pode ouvir as palavras, é também culpa do útero.

8. O mais velho documento religioso

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As pirâmides do Egito são estruturas surpreendentes construídas pelos maiores artesãos de sua época (não escravos e definitivamente não aliens). Elas foram feitas para ser um lugar de descanso para os governantes do Egito, e suas paredes são forradas com histórias e feitiços destinados a ajudar a alma em sua jornada para a vida após a morte. A mais antiga dessas inscrições vem das pirâmides de Unas, e forma o mais antigo texto religioso sobrevivente no mundo. Ela traz a descrição mais antiga da divindade Osíris, rei dos mortos do Egito. A inscrição é feita de tal maneira que sugere que as palavras foram projetadas para serem cantadas. A descrição da subida para a vida após a morte é bastante poética, comparando espíritos a garças e gafanhotos pulando no ar.

7. O mais velho poema

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A literatura precoce muitas vezes veio em forma de poesia. Antes de escrever, a tradição oral passava histórias através das gerações, e a poesia era uma maneira fácil de aprender e recitar contos. A Epopeia de Gilgamesh é um bom candidato a primeiro poema épico. As primeiras versões escritas sobreviventes são datadas de cerca de 2000 aC. Há, na verdade, um poema mais curto sobrevivente mais velho, da Suméria, que conta a história de um marinheiro que naufragou. O mais antigo poema de amor no mundo é apenas um pouco mais jovem, e foi escrito em um tablete do tamanho de um telefone celular, 4.000 anos atrás.

 

6. A mais velha descrição sexual

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Há uma célebre expressão que diz “cada geração pensa que inventou o sexo”. Se você acha que a sociedade é depravada hoje, claramente não está a par de documentos antigos de todas as épocas que mostram como somos entusiastas do sexo há tempos. Os antigos egípcios deixaram evidências de uma espécie de Kama Sutra na forma do “Papiro Erótico de Turin”. O documento, com mais de 3.000 anos de idade, apresenta diagramas de doze posições sexuais diferentes. Alguns dos objetos vistos com os casais amorosos nas imagens são bastante normais, como cerveja e vinho. Outras coisas, como o chocalho do amor ou um enorme falo apoiado por uma equipe de servas, parecem ter caído em desuso atualmente. As posições retratadas são impressionantemente acrobáticas e irritantemente ambiciosas, com pessoas praticamente de ponta cabeça e charretes no meio de tudo isso (veja alguns detalhes abaixo).
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5. A mais velha mensagem na garrafa

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A mensagem na garrafa tem um lugar firme em nossa consciência cultural. Uma história que rodou a internet fala sobre uma mensagem escrita por Chunosuke Matsuyama em 1784, pedindo socorro depois que se tornou um náufrago. Ela chegou a uma praia em 1935, um pouco tarde demais. No entanto, não há imagens ou indicação quanto ao local onde a garrafa se encontra agora. É provável que esta história não seja autêntica. O Livro dos Recordes Guinness, pelo menos, pensa assim, já que dá o título de garrafa mais velha do mundo a outra. A mais antiga mensagem confirmada em uma garrafa é de 1914. Ela passou 35.736 dias no mar, quando foi encontrada pelo pescador escocês Andrew Leaper em 12 de abril de 2012. A mensagem tinha sido lançada pelo Conselho da Escócia como parte de uma experiência científica para mapear as correntes marítimas.

4. A mais velha correspondência

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A correspondência mais antiga já enviada de que temos registro são cartas diplomáticas entre os faraós do Egito e estadistas vizinhos. Estas tábuas de argila, conhecidas como “Cartas de Amarna”, foram enviadas no século 14 aC. De Jerusalém, o rei cananeu Abdi-Heba usou uma carta para pedir ao faraó Aquenáton assistência militar contra outras cidades-estado da região. As cartas foram desenterradas em 1887 e agora estão alojadas em vários museus da Europa. Um exemplo que fica no Museu Britânico é do rei de Mitanni, uma cidade-estado na atual Síria, que dirige-se ao faraó Amen-hotep III e deseja-lhe e à sua família bem, antes de dizer que uma estátua da deusa Ishtar está a caminho. A própria deusa aparentemente tinha aprovado o presente.

3. O mais antigo livro impresso com data

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Os textos em algumas religiões orientais, como o budismo e o hinduísmo, são conhecidos como sutras. O mais conhecido deles no Ocidente é o Kama Sutra, mas está longe de ser o único. O mais antigo livro impresso datado e completo é um texto budista conhecido como “Sutra do Diamante”, um nome aparentemente sugerido pelo próprio Buda, já que o texto é projetado para “cortar como uma lâmina de diamante através da ilusão mundana para iluminar o que é real e eterno”. Ele foi encontrado em uma caverna em 1907 por um explorador britânico, um dos 40 mil documentos que tinham ficado presos ali por cerca de 900 anos. A caverna no deserto, com o seu ar seco, ajudou a preservar os itens. O texto trata da identidade e critica a ideia de que as pessoas têm um núcleo imutável. O livro em si se considera muito importante, citando o Buda dizendo: “se um bom filho ou uma boa filha dedica tantas vidas quanto as areias do rio Ganges para atos de caridade, e outra pessoa memoriza tanto quanto um verso de quatro linhas desta escritura e o ensina a outros, o mérito deste último seria, de longe, bem maior”.

2. A mais antiga certidão de casamento

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Papiros de Elefantina ou Papiros Elefantinos são uma coleção de documentos datados do século 5 aC encontrados na ilha de Elefantina no Rio Nilo. Na época, um assentamento judaico chamado Yeb ficava lá. Entre as várias cartas e contratos estão três certidões de casamento, as mais antigas conhecidas. Os contratos parecem ter sido elaborados em situações inusitadas. As noivas eram uma escrava, uma ex-escrava, e uma divorciada. O propósito dos documentos era registrar a economia do casamento, incluindo o dote. Se o casamento fosse dissolvido depois, a mulher poderia levar junto os bens que trouxe com ela. Um noivo nomeado Ananias ben Azarias tinha uma noiva serva chamada Tamut. Seu certificado contém seções que foram apagadas ou adicionadas, sugerindo negociações de última hora.

1. O mais antigo conjunto de leis

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Os códigos de Ur-Nammu são as leis mais antigas que conhecemos, uma criação do rei sumério de mesmo nome. Os códigos foram escritos em torno de 2050 aC e cobriam uma vasta gama de crimes. As punições previstas incluem uma multa de 15 siclos (ou shekel, moeda hebraica) por perjúrio, em comparação a uma multa de 5 siclos por estuprar um escravo. Cortar o pé de um homem cai exatamente entre estes dois crimes: custa 10 siclos. O Código de Ur-Nammu também incluía regras sobre impostos, procedimentos de tribunal e leis cerimoniais. O período em que as leis foram escritas foi chamado de “Ano Que Ur-Nammu Fez Justiça na Terra”. A implementação de leis parece ter funcionado muito bem, já que o império prosperou sob as regras de Ur-Nammu. Elas eram imperfeitas, claro: falar com insolência era digno de punição (ter a boca lavada com sal), uma lei que se aplicava apenas a mulheres escravas. No entanto, a ideia de um conjunto codificado de leis foi um passo importante no progresso da humanidade.

Bônus: jornal mais antigo

O primeiro jornal do mundo foi lançado na Alemanha no início de 1600 e foi chamado de Relation aller Fürnemmen und gedenckwürdigen Historien (em tradução literal, “Coleção de notícias todas distintas e comemoráveis”). Não há cópias sobreviventes dos primeiros quatro anos em que foi publicado; a cópia mais antiga que existe é a partir de 1609. Os jornais eram feitos em Estrasburgo, uma cidade católica, de modo que o jornal protestante era publicado anonimamente para evitar revelar seu local de impressão. [Listverse]

10 civilizações antigas esquecidas

O típico livro de história se ocupa basicamente dos acontecimentos dos últimos séculos e deixa apenas poucas páginas reservadas para fatos e povos que ocuparam o nosso planeta antes da vinda de Jesus.

Ainda quando incluem a história antiga, os livros raramente se aprofundam em algum assunto que fuja da trifeta Egito, Roma e Grécia. Por isso, é fácil ter a impressão de que, com exceção desses três, o mapa do mundo antigo fosse apenas um grande espaço em branco. Na realidade, nada poderia estar mais longe da verdade. Muitas culturas vibrantes e fascinantes de fato existiram fora dessas regiões mais conhecidas por nós hoje em dia. É hora de preencher as lacunas.

10. Império de Aksum, na atual Etiópia

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O reino de Aksum (ou Axum) é o lar de inúmeras lendas. Seja como o lar do enigmático Preste João (lendário cristão do Oriente), o reino perdido da Rainha de Sabá (figura emblemática presente nos textos sagrados da Bíblia, do Alcorão e da Torá) ou o lugar do descanso final da Arca da Aliança (baú bíblico onde as tábuas dos Dez Mandamentos e outros objetos sagrados teriam sido guardados), Aksum esteve durante muito tempo na vanguarda do imaginário coletivo do Ocidente. Afinal, o reino etíope havia de fato existido e, por não ser um mito ou algo inventado, era uma potência comercial internacional.

 

Graças ao acesso tanto pelo Rio Nilo quanto de rotas de comércio do Mar Vermelho, Aksum prosperou, e no início da Era Comum (iniciada pelo ano 1 dC), a maioria dos povos etíopes estavam sob o domínio aksumite. O poder e a prosperidade de Aksum lhe permitiram expandir até a Arábia. No século III dC, um filósofo persa escreveu que Aksum era um dos quatro maiores reinos do mundo, ao lado de Roma, China e da Pérsia.

Aksum adotou o cristianismo não muito tempo depois do Império Romano e continuou a prosperar durante o começo da Idade Média. Se não fosse pela ascensão e expansão do Islã, Aksum poderia ter continuado a dominar a África Oriental. Depois da conquista árabe da costa do Mar Vermelho, Aksum perdeu sua vantagem comercial sobre seus vizinhos.

Mas a culpa disso é inteiramente do próprio reino de Aksum. Apenas algumas décadas antes, um rei aksumite tinha dado asilo aos primeiros seguidores de Maomé, garantindo, assim, a expansão da religião que viria a dominar a região e, consequentemente, levar ao declínio o império aksumite.

9. Cuche, no nordeste africano

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Conhecido no Egito Antigo por sua abundância de ouro e de outros recursos naturais valiosos, a civilização Cuche (ou Kush) foi conquistada e explorada por seu vizinho do norte por quase meio milênio (de cerca de 1.500 a 1.000 aC).

Mas as origens de Cuche se estendem muito mais profundamente no passado: artefatos de cerâmica descobertos na região de sua capital, Kerma, datam de cerca de 8.000 aC. Sabe-se ainda que por volta de 2.400 aC, Cuche já ostentava uma sociedade urbana altamente estratificada e complexa baseada em sua desenvolvida agricultura em larga escala.

No século IX aC, a instabilidade no Egito permitiu que os cuchitas recuperassem sua independência. Mais do que isso, em um dos maiores reveses da história antiga, o feitiço virou contra o feiticeiro e Cuche, na realidade, conquistou o Egito em 750 aC.

No século seguinte, uma série de faraós cuchitas comandou um território que em muito superou os seus antecessores egípcios. Foram governantes de Cuche que reativaram a construção de pirâmides e garantiram que esses monumentos se disseminassem por toda a região. Historiadores mais recentes chegam a mencionar que houve um movimento de “Renascimento” ao se referirem a esse período de Cuche.

Eles acabaram sendo expulsos do Egito por uma invasão assíria, que encerrou séculos de intercâmbio cultural entre egípcios e cuchitas. Estes fugiram para o sul e se restabeleceram na região de Meroe, na margem sudeste do Rio Nilo. Em Meroe, os cuchitas romperam de vez com a influência egípcia e desenvolveram sua própria forma de escrever, agora chamada meroítica. O que aconteceu a parir daí continua sendo um mistério. O pouco que sabemos após a ruptura dos cuchitas com o Egito é que o último rei de Cuche morreu em 300 dC, embora o declínio da civilização e as razões exatas para o seu fim permanecem uma incógnita para os historiadores.

8. Reino de Yam, no atual Chade

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O reino de Yam certamente existiu como um parceiro comercial e possível rival do Império do Antigo Egito, mas a sua localização exata até hoje é motivo de grande discussão e as pistas de onde a civilização possa ter se desenvolvido são quase tão evasivas quanto as da mítica Atlântida. Com base nas inscrições funerárias do explorador egípcio Harkhuf, parece que Yam era uma terra de “incenso, ébano, peles de leopardo, presas de elefante e bumerangues”. Nada de muito concreto.

Apesar dos relatos de Harkhuf de viagens por terra com duração superior a sete meses, os egiptólogos têm considerado que a terra dos bumerangues não se localizava fora de um raio de apenas algumas centenas de quilômetros do Rio Nilo. Imaginava-se que não havia nenhuma maneira de que os antigos egípcios pudessem ter atravessado a imensidão inóspita do deserto de Saara, e por isso uma distância relativamente pequena era encarada como uma jornada quase sobre-humana.

Existem também alguns questionamentos entre os especialistas da área sobre o que os egípcios da época teriam encontrado se eles efetivamente conseguiram atravessar o Saara e chegaram até o que hoje conhecemos como África Subsaariana.

Porém, parece que nós subestimamos as capacidades dos antigos comerciantes egípcios: hieróglifos descobertos recentemente a mais de 700 quilômetros a sudoeste do Nilo confirmam a existência de comércio entre Yam e Egito e apontam a localização do Yam para as terras altas do norte do atual Chade.

Exatamente como os egípcios cruzaram centenas de quilômetros de deserto antes da criação da roda e com apenas burros como animais de carga continua a ser desconcertante. Mas, pelo menos, o seu destino não está mais envolto em dúvida: eles foram encontrar comerciantes de Yam.

7. Império Xiongnu

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O Império Xiongnu foi uma confederação de povos nômades que dominaram o norte da China desde o século III aC até que o primeiro século aC. Imagine o exército mongol de Genghis Khan, mas um milênio antes, e com bigas (lembra-se daqueles carros de guerras que ficaram famosos com os romanos? Os asiáticos já os usavam muito antes de Ben Hur). Uma série de teorias já foi criada para explicar as origens de Xiongnu, enquanto alguns estudiosos argumentam que o povo pode ter sido os ancestrais dos hunos.

Infelizmente, o império Xiongnu deixou poucos registros de sua própria história. O que de fato sabemos é que os ataques dos Xiongnu na China foram tão devastadores que o imperador Qin ordenou que começassem as primeiras obras da construção da Grande Muralha. Quase meio século depois, as constantes invasões dos persistentes guerreiros Xiongnu exigiram que a China, agora sob o domínio da dinastia Han, reforçasse e expandisse ainda mais a Grande Muralha. Em 166 aC, mais de 100 mil cavaleiros Xiongnu conseguiram avançar até cerca de 160 quilômetros para o interior da capital chinesa antes de finalmente seres expulsos.

Foi necessária uma combinação de discórdia interna, disputas de sucessão e conflitos com outros grupos nômades para enfraquecer o império Xiongnu o suficiente para que os chineses finalmente fossem capazes de exercer algum tipo de controle sobre seus vizinhos do norte. Ainda assim, Xiongnu foi o primeiro e o mais duradouro império nômade das estepes da Ásia.

Para quem rapidamente fez a conexão entre povos asiáticos antigos e o clássico da Disney, Mulan, bingo! Os invasores bárbaros contra os quais a mocinha do filme, que finge ser mocinho, luta são exatamente os Xiongnu. O resto do desenho, porém, não tem muito compromisso com a realidade.

6. Reino Greco-Batriano, na Ásia Central

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Muitas vezes, ao narrar a vida e as conquistas de Alexandre, o Grande, nos esquecemos dos homens que o seguiam para a batalha. A história de Alexandre é bem documentada, mas o mesmo não se pode dizer dos homens que sacrificaram suas vidas pelas conquistas do jovem general.

Quando Alexandre morreu inesperadamente, os macedônios não decidiram simplesmente voltar para casa. Em vez disso, seus generais lutaram entre si pela supremacia antes do desmembramento do império. Seleuco I Nicator se deu bem na empreitada e tomou para si praticamente tudo, desde o Mar Mediterrrâeo, a oeste, até as terras onde hoje é o Paquistão, a leste. No entanto, até mesmo este seu império Selêucida é bastante conhecido em comparação com o Greco-Batriano. (Para efeitos de comparação, pesquise ambos os nomes no Google. O império Selêucida possui uma página na Wikipédia em português; o Greco-Batriano, não).

No século III aC, a província de Bátria (região onde hoje se encontram o Afeganistão e o Tadjiquistão) se tornou tão poderosa que declarou a independência. Algumas fontes da época descreveram o lugar como uma terra rica “de mil cidades”, e a grande quantidade de moedas sobreviventes atesta uma sucessão ininterrupta de reis gregos ao longo dos séculos.

A localização fez com que o reino Greco-Batriano se tornasse um centro de fusão de diversas culturas diferentes: persas, indianos, citas e uma série de grupos nômades contribuíram para o desenvolvimento de um reino totalmente único. Nem tudo foi um mar de rosas, no entanto. A posição e a riqueza do reino também atraíram muita atenção indesejada e, no início do século II aC, a pressão de povos nômades da região (sempre eles) forçou os gregos a debandarem para o sul, em direção à Índia.

Na cidade de Alexandria dos Oxus – ou Ai Khanoum, como é conhecida hoje – foram descobertas fascinantes evidências desta combinação radical entre a cultura grega e a oriental. Infelizmente, os combates da guerra entre União Soviética e Afeganistão acabaram por destruir o local histórico, em 1978. Durante o período de escavações posterior, foi achada uma quantidade surpreendente de elementos de culturas distintas. Moedas indianas, altares iranianos e estátuas budistas estavam entre as ruínas desta cidade decididamente grega, que ainda possuía colunas coríntias, um ginásio, um anfiteatro e um templo que combina elementos gregos e zoroastrianos.

5. Yuezhi, por vários lugares da Ásia

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O povo Yuezhi é conhecido por ter aparentemente lutado contra todo mundo. Basta imaginá-los como um Forrest Gump da história antiga, uma vez que, durante vários séculos, eles estiveram presentes, de uma maneira ou de outra, em uma improvável série de eventos significativos em toda a Eurásia.

Os yuezhi se originaram a partir de uma confederação de várias tribos nômades das estepes ao norte da China. Os comerciantes yuezhi se engajavam em longas jornadas para negociar a pedra ornamental jade, além de seda e cavalos. O comércio florescente da região os colocou em conflito direto com o povo Xiongnu (do item 7), que acabaram por expulsar os yuezhi do comércio chinês.

Depois da sentida derrota, o povo Yuezhi rumou para o oeste, onde encontraram e derrotaram os greco-batrianos (do item acima), forçando-os a se reorganizarem tendo a Índia como novo lar. A migração dos yuezhi para a Bátria também acabou ocasionando o deslocamento de um outro povo, chamado de Saka, que respondeu tomando para si partes do território do império Parta. Algumas tribos citas e sakas eventualmente se estabeleceram por todo o Afeganistão.

Durante o primeiro e o segundo séculos dC, o povo Yuezhi estava em guerra contra esses mesmos citas, além de conflitos ocasionais no Paquistão e China de Han. Neste período, as tribos yuezhi se consolidaram e estabeleceram uma economia agrícola, deixando de lado a característica de serem nômades. Este novo império sobreviveu por três séculos, até que as forças da Pérsia, do Paquistão e da Índia partissem para o ataque e resolvessem reconquistar seus antigos territórios. Aí os yeuzhi pararam de lutar – porque perderam.

4. O reino Mitanni, no Oriente Médio

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O Estado de Mitanni existiu desde cerca de 1.500 aC até ao ano de 1.200 aC e consistiu no que é hoje a Síria e o norte do Iraque. Você provavelmente já ouviu falar de pelo menos um mitaniano famoso: existem evidências que sugerem que a famosa rainha Nefertiti, do Egito, na realidade nasceu princesa no estado mesopotâmico. Nefertiti provavelmente se casou com o faraó egípcio na época como parte de um esforço para melhorar as relações entre os dois reinos.

Acredita-se que os mitanianos fossem indo-arianos em sua origem e sua cultura demonstra até que ponto a influência dos indianos antigos penetrou na civilização primitiva do Oriente Médio. Os mitanianos incorporaram crenças hindus como o karma e a reencarnação, além de reproduzirem alguns de seus costumes, como o de cremar os mortos. Esses elementos culturais deixam a ligação entre o reino Mittani e o Egito muito mais intrigante.

Nefertiti e seu marido, Amenhotep IV, estiveram no centro de uma revolução religiosa de curta duração no Egito, embora os historiadores só possam adivinhar o quanto disso está relacionado à sua origem estrangeira. De qualquer forma, Nefertiti é famosa por ter sido muito influente durante o reinado de seu marido – para se ter uma ideia, ela foi muitas vezes representada, em desenhos da época, em situações que eram normalmente reservadas ao faraó, como vencendo uma batalha contra inimigos.

Embora muito do que se saiba hoje sobre os mitanianos permaneçam informações especulativas, os estudiosos estão esperançosos de que as próximas escavações descubram a capital de Mitannian, Washukanni, e nos revele mais sobre o reino.

3. Tuwana, na atual Turquia

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Você pode tentar, mais dificilmente encontrará um reino antigo mais perdido ou esquecido do que Tuwana. Quando o império Hitita (o mais poderoso da Idade do Bronze na Região de Anatólia, atual Turquia) caiu, Tuwana consistia em um punhado de cidades-estado que ajudaram a preencher o vácuo de poder nos territórios que hoje são turcos.

Durante os séculos VIII e IX aC, Tuwana ganhou destaque com uma sucessão de reis, entre os quais apenas alguns são conhecidos devido a inscrições históricas. Tuwana se destacou ao se aproveitar da sua posição entre os impérios Frígio e Assírio, para facilitar o comércio em toda a Anatólia. Como resultado, o povo tuiano acumulou significativa riqueza.

Além de sua forte economia baseada no comércio, Tuwana parece ter possuído grandes riquezas culturais. O reino utilizava uma linguagem hieroglífica chamada luwian, mas depois adotou a escrita fenícia alfabética. Este fato em especial pode ter sido muito importante para a história da região, uma vez que a posição de Tuwana como um elo entre o Ocidente e o Oriente ajudou o reino esquecido a entrar em contato com elementos da cultura grega antiga. Como resultado disso, é possível que toda a interação linguística de Tuwana tenha dado origem do alfabeto grego. Nada mal para um reino de que você nunca havia ouvido falar – esta civilização nem artigo da Wikipédia em inglês possui.

Entretanto, o que parecia ser uma bênção para o reino acabou contribuindo para sua ruína. A localização central de Tuwana, além de outros elementos históricos, como a desunião entre as cidades-estado da Anatólia, deixaram o reino pronto para ser tomado por invasores por volta do ano 700 aC. À medida que o império Assírio se expandia para o oeste, ia conquistando cada uma das cidades-estado pós-hitita ao longo de seu caminho, até controlar grande parte do Oriente Médio.

Se tudo isso soa um tanto especulativo, é porque, até 2012, toda a informação que os historiadores possuíam sobre os tuianos era baseada em poucas inscrições e algumas menções a esse povo feitas em documentos assírios. A recente descoberta de uma grande cidade, que teria sido a base do poder de Tuwana, está mudando tudo isso.

Após a descoberta da cidade, cheia de evidências tão plurais e bem preservadas sobre o povo desconhecido, os arqueólogos começaram a juntar a história deste rico e poderoso reino, que controlou o comércio por meio das Portas da Cilícia durante vários séculos. Considerando que este local tinha uma importância comercial semelhante à da Rota da Seda (embora tivesse um tamanho muito mais reduzido), o potencial arqueológico de Tuwana é gigantesco.

2. Império Máuria, na atual Índia

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Chandragupta Maurya era praticamente um Alexandre, o Grande, indiano. Por isso, não é de se espantar que, tendo sido contemporâneos, os dois homens tenham, de fato, supostamente se encontrado cara a cara. Chandragupta procurou a ajuda do macedônio em sua tentativa de tomar o controle do subcontinente, mas as tropas de Alexandre estava muito ocupadas cuidando de um motim.

Destemido, Chandragupta uniu a maior parte da Índia sob seu domínio e venceu todos as batalhas que travou nos quatro cantos do subcontinente. Ele fez tudo isso com 20 anos. Após a morte de Alexandre, foi o Império Máuria que impediu que os sucessores do conquistador se expandissem mais e chegassem até a Índia. O próprio Chandragupta derrotou pessoalmente diversos generais macedônios em batalha. Depois desses episódios, os macedônios preferiram fazer um acordo com os indianos em vez de se arriscarem em outra guerra declarada.

Ao contrário de Alexandre, Chandragupta deixou para trás uma burocracia cuidadosamente planejada e um sólido governo para garantir a duração do seu legado. E ele mesmo poderia ter sobrevivido mais tempo se não fosse por um golpe de Estado, em 185 aC, que deixou a Índia dividida, fraca e muito propensa à invasão dos gregos, que na época dominavam os territórios imediatamente ao norte da Índia.

1. Indo-Gregos, na Ásia

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Existe uma razão pela qual você não pode falar sobre o mundo antigo sem mencionar os gregos – eles estavam por toda parte! Como mencionado anteriormente, as pressões externas condenaram os greco-batrianos, mas o reino indo-grego foi capaz de manter e disseminar a cultura helenística durante mais dois séculos lá longe, no noroeste da Índia.

O mais famoso dos reis indo-gregos, Menandro, supostamente se converteu ao budismo após um longo debate com o filósofo Nagasena, que registrou a conversa em sua obra “As Perguntas do Rei Menandro”. A influência grega, por sua vez, pode ser vista claramente na fusão de estilos artísticos. Embora seja raro encontrar um exemplo de estátua da época que tenha sobrevivido até hoje, alguns achados mostram monges budistas e devotos esculpidos no que definitivamente pode ser considerado estilo grego – principalmente porque as figuras vestiam túnicas gregas.

Com base em algumas moedas indo-gregas feitas por meio de um processo metalúrgico exclusivo da região da China, acredita-se que tenha existido um comércio intenso entre estes dois Estados. Os relatos do explorador chinês Zhang Qian atestam este comércio já no final do segundo século aC. A queda do reino indo-grego parece ter se dado devido à combinação entre a invasão Yuezhi no norte e a expansão indiana no sul. [Listverse]

Mistério da arqueologia

Mistério da arqueologia

espirais de ouro dinamarca Arqueologia

Encontrar ouro em Boeslunde, Dinamarca, não é uma surpresa. A região é conhecida como uma área onde o valioso metal datado da Idade do Bronze é muitas vezes descoberto. Mas um pequeno enigma dourado encontrado recentemente tem surpreendido e deixado perplexos os arqueólogos: 2.000 pequenas espirais de ouro.

Boeslunde fica na Zelândia, a grande ilha que fica entre a Dinamarca continental e a Suécia. A região é um grande sítio arqueológico dinamarquês, uma vez que tem servido como um ponto de conexão entre milhares de anos – juntando descobertas recentes tão diversas como joias e fortalezas vikings de 1.000 anos de idade. “Foi um lugar sagrado e especial na Idade do Bronze, onde as pessoas pré-históricas realizavam os seus rituais e ofereciam ouro aos poderes mais altos”, afirma o curador do Museu Nacional Dinamarquês, Flemming Kaul. A descoberta constante de ouro ao redor da área tem estimulado escavações – incluindo algumas mais completas, como essa, do Museu Nacional e do Museu Vestsjælland.

 

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Mas o que exatamente eles encontraram? Milhares de fios de ouro em espiral, cada um com cerca de uma polegada de comprimento, que juntos somam mais de 200 gramas de ouro sólido, enterrados em uma caixa de madeira forrada de pele que há muito tempo já se desintegrou. Ninguém está muito certo de como esses minúsculos fios foram realmente utilizados. O museu chama de “pequeno mistério” em seu comunicado de imprensa a descoberta, que data de cerca de 900 aC.

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Mas os pesquisadores têm algumas suposições. Por exemplo, eles podiam ser decorações para invocar o poder do sol sobre a roupa de um sacerdote ou rei. “O sol foi um dos símbolos mais sagrados da Idade do Bronze e o ouro tinha uma magia especial”, explica. “Talvez o rei-sacerdote usasse um anel de ouro em seu pulso, e as espirais em seu manto e seu chapéu, que, durante as cerimônias e rituais, brilhavam como o sol”. Enterrados tão cuidadosamente como foram, as peças poderiam representar também um sacrifício.

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A descoberta estimulou uma enorme quantidade de interesse público, afinal, quem não ama um bom mistério envolvendo enormes quantidades de ouro enterradas há milhares de anos para fins desconhecidos? Tanto que, nesta quarta-feira, o museu local em Skaelskor está promovendo um evento de visualização durante duas horas, juntamente com uma palestra de um curador que vai discutir a descoberta. Nesse meio tempo, a busca por mais espirais – e talvez suas finalidades – continuam. [Gizmodo]