ESPECIAL:Hospital Colônia de Barbacena

O Hospital Colônia de Barbacena foi um hospital psiquiátrico fundado em 12 de outubro de 1903 na cidade de Barbacena, Minas Gerais. Fazia parte de um grupo de sete instituições psiquiátricas edificadas na cidade que, segundo alguns, recebeu o epíteto de “Cidade dos Loucos”, por esse motivo. Atualmente, desses sete hospitais, só três estão em funcionamento.

Foi edificado em terras da Fazenda da Caveira, propriedade de Joaquim Silvério dos Reis,inicialmente como um hospital para tuberculosos e depois como hospital psiquiátrico.Está situado numa região com clima de montanha o que na época era considerada ideal para a cura da tuberculose e por alguns médicos, como o local ideal para o tratamento de doenças psiquiátricas. O primeiro diretor da instituição, foi o Dr. Joaquim Antônio Dutra. Mais tarde a designação de Hospital Colônia de Barbacena foi alterada para Centro Hospitalar Psiquiátrico de Barbacena.Actualmente é a Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (FHEMIG) que gere o hospital.O hospital foi construído na sequência da criação da Assistência aos Alienados no estado em 1900. Junto ao hospital, com uma área aproximada de 8 mil metros quadrados , foi construído na mesma época um cemitério, designado de “Cemitério da Paz”. Seguiu-se à construção do Hospital Psiquiátrico do Juqueri (1895) e da Colônia Juliano Moreira.

O manicômio era formado por dezesseis pavilhões independentes, tendo cada um deles a sua função específica: Pavilhão “Zoroastro Passos” para mulheres indigentes; Pavilhão “Antônio Carlos” para homens indigentes; Pavilhão “Afonso Pena”; Pavilhão “Milton Campos”; Pavilhão “Rodrigues Caldas” e Pavilhão “Júlio Moura”.

Tornou-se conhecido pelo público na década de 1980, pelo tratamento desumano que oferecia aos pacientes. O psiquiatra italiano Franco Basaglia taxou a instituição como um campo de concentração nazista. Em grandes vagões de carga, conhecidos como “trem do doido”, chegavam os pacientes do Hospital Colônia, em uma época que várias linhas ferroviárias chegavam à cidade. A instituição tinha sido fundada em 1903 com capacidade para 200 leitos, mas contava com cerca de cinco mil pacientes em 1961. Para o Colônia, eram enviados “pessoas não agradáveis”, como opositores políticos, prostitutas, homossexuais,mendigos, pessoas sem documentos, entre outros grupos marginalizados na sociedade. Estima-se que cerca de 70% dos pacientes não tinham diagnóstico de qualquer tipo de doença mental. No período em que houve o maior número de mortes, entre as décadas de 1960 e 1970, o que acontecia no hospital chegou a ser chamado de “Holocausto Brasileiro”. Estima-se que pelo menos 60 mil pessoas tenham morrido no Hospital Colônia de Barbacena.

Holocausto brasileiro

O Hospital Colônia

O Hospital Colônia de Barbacena foi fundado em 1903 e, após pouco tempo de sua inauguração, tornou-se referência nacional em Psiquiatria,sendo procurado por diversas famílias que buscavam tratamento para seus “desajustados”.

Tendo inicialmente cerca de 200 leitos. O Colônia estava operando muito acima de sua capacidade normal, contanto com em média 5 mil pacientes por internação na década de 50 – Entre eles, ao menos dezesseis morriam diariamente por conta dos maus tratos. Ainda que não haja uma correlação, o maior índice de mortes ocorreu durante o Regime Militar.

Os pacientes, oriundos de diversos estados do Brasil, chegavam em Barbacena por trem, em vagões abarrotados, cuja condição desumana fez surgir a expressão “trem de doido” para significar viagem ao inferno.

Enquanto o plano do Hospital Colônia era primariamente atender à portadores de transtornos mentais, o local acabou por tornar-se um campo de extermínio para aqueles que não se adequavam aos padrões normativos da época ou não atendiam aos interesses políticos de classes dominantes.

Vida na Instituição

As condições de vida dentro da instituição eram sub-humanas. O psiquiatra italiano Franco Basaglia, que teve a chance de visitá-lo em 1979 chegou a comparar o local a um campo de concentração nazista e exigiu seu fechamento imediato . O fechamento do Colônia só ocorreria anos mais tarde, durante a década de 80. Em 1996, anos após seu fechamento, o Colônia foi reaberto, desta vez transformado no “Museu da Loucura”.

É importante realçar que dentro dos 60 mil mortos, cerca de 70% dos pacientes do Colônia não possuíam diagnóstico de transtorno psicológico algum. Muitos dos pacientes eram apenas alcoólatras, andarilhos, amantes de políticos, crianças indesejadas, epiléticos, inimigos políticos da Elite local, prostitutas, homossexuais, vítimas de estupro e pessoas que simplesmente não se adequavam ao padrão normativo da época, como homens tímidos e mulheres com senso de liderança ou que não desejavam casar-se. Boa parte da população do Hospital Colônia também era da etnia negra.

Além de serem forçados a trabalhar manualmente e dormir sobre folhas, os internos ainda precisavam lidar com estupros, torturas físicas e psicológicas que eram frequentes dentro do Hospital. Pacientes eram submetidos à terapia de choque e duchas escocesas sem nenhuma razão aparente, tal tortura era aplicada com o propósito de servir apenas como castigo ou devido à perseguição oriunda de falta de afinidade entre pacientes e funcionários. Muitos não resistiam e acabavam falecendo.

Devido a superpopulação, os internos andavam parcialmente ou completamente nus e eram expostos às baixas temperaturas de Barbacena durante a noite. Em uma tentativa de sobreviver, buscavam aquecer-se dormindo em círculos, mas ainda assim muitos padeceram por conta de hipotermia.

Não existia um sistema de água encanada ou suprimento de alimentos que abastecessem o alto número de pacientes. Muitos banhavam-se ou bebiam de um esgoto a céu aberto dentro do local; Para proteger seus bebês que eram separados das mães após algum determinado tempo, grávidas cobriam a si mesmas com fezes, evitando que funcionários e outros pacientes se aproximassem. Doentes eram abandonados em seus leitos para morrer.

Crianças que cresceram dentro do Colônia jamais aprenderam a falar, ler ou escrever e contavam com a ajuda de bons-samaritanos no local para realizar atividades mais básicas.

Em 1961, o fotógrafo Luiz Alfredo do Jornal O Cruzeiro retratou a realidade dentro do Hospital por um determinado período de tempo, trazendo a público o que ocorria no interior dos muros do Colônia

Em 1979, o jornalista Hiram Firmino, publicou diversas reportagens intituladas “Nos porões da loucura”, que revelavam a verdadeira loucura do que se passava no Hospital Colônia e Helvécio Ratton realiza o filme sobre o mesmo tema intitulado Em Nome da Razão.

Tráfico de Corpos

Com o alto índice de mortalidade no Colônia, o cemitério próximo já não possuía mais espaço para comportar tantos mortos. Visando uma alternativa, funcionários corruptos encontraram no tráfico de corpos uma maneira de amenizar a situação e lucrar com isso – Diversas Universidades ao redor do país encomendavam os restos mortais das vítimas do Colônia para seus Laboratórios Anatômicos, como por exemplo a Faculdade de Medicina da Universidade de Minas Gerais. Quando a procura era baixa, os corpos eram meramente dissolvidos em ácido.

Os Sobreviventes

Até o início de 1980,cerca 60 000 pacientes morreram. Entre estes mortos, 1.853 tiveram seus corpos vendidos para faculdades de medicina . Atualmente, 190 pacientes em situação de baixa sobrevida, são tratados no Centro Hospitalar Psiquiátrico de Barbacena. Após o fechamento, seus pouquíssimos sobreviventes foram transferidos para abrigos de melhores condições e por direito, passaram a receber indenização do Estado. Seus relatos podem ser encontrados no livro da jornalista Daniela Arbex, O Holocausto Brasileiro.

Capa do livro Holocausto Brasileiro
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15 fotografias íntimas de leões

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Você deve ter ouvido ou lido algo sobre Cecil, o leão morto ilegalmente no Zimbábue. O animal era especialmente famoso porque passou praticamente toda sua vida monitorado por cientistas da Universidade de Oxford.

Ele acabou morto em 6 de julho, aos 13 anos de idade, como resultado de caça esportiva no Parque Nacional de Hwange. Walter Palmer, o dentista americano acusado de ter caçado ilegalmente, assumiu que o tinha matado, mas disse que possuía as licenças necessárias.

 

O caso gerou repercussão mundial, mas Cecil não é um episódio isolado. Ele é apenas um de muitos felinos caçados ilegalmente. O que sobrou de positivo de sua morte foi que ela inspirou um aumento das doações para a conservação da vida selvagem.

Hoje é o Dia Mundial dos Leões. Para comemorar, confira abaixo 15 belíssimas imagens desses grandes felinos. Se quiser ajudar os cientistas a garantirem a sobrevivência da espécie, pode doar à Unidade de Conservação e Pesquisa de Vida Selvagem (WildCRU) da universidade britânica, que monitorava Cecil.

Leão na noite em Botswana

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Um leão anda pelo Chobe National Park, uma área de conservação da vida selvagem perto de Kasane, em Botswana.

Fotografia: Frans Lanting

Proteção materna

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Uma leoa com seu filhote na Área de Conservação Ngorongoro, na Tanzânia.

Fotografia: Mark C. Ross

Mandíbulas da morte

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Uma leoa captura sua presa, um filhote de búfalo. A foto apareceu em uma edição de 2006 da National Geographic, em uma matéria sobre o Delta do Okavango, em Botsuana.

Fotografia: Beverly Joubert

Filhotes fofos de leões

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Filhotes de leão descansam perto de uma poça de água no Parque Nacional de Serengeti, na Tanzânia.

Fotografia: Michael Nichols

Contra o vento

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Um leão passeia pelo leito seco do rio Nossob, no Parque Transfronteiriço Kgalagadi, perto da fronteira de duas áreas protegidas: Parque Nacional Kalahari Gemsbok, na África do Sul, e Parque Nacional Gemsbok, em Botswana.

Fotografia: Chris Johns

Poça de água

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Um leão bebe água na Ilha do Chefe, no Moremi Game Reserve, no Delta do Okavango.

Fotografia: Sergio Pitamitz

De perto

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Um close-up de um leão em Duba Plains Camp, no Delta do Okavango, revela cicatrizes de velhas feridas.

Fotografia: Beverly Joubert

Morte e vida

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Leoas e filhotes se alimentam no Vale Luangwa, na Zâmbia.

Fotografia: Frans Lanting

Cansado

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Um leão dorme nas planícies do Parque Nacional de Serengeti. A foto foi tirada por um robô com câmara.

Fotografia: Michael Nichols

Hora da brincadeira

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Leões brincam no Delta do Okavango.

Fotografia: Beverly Joubert

Ponto de vantagem

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Uma leoa desce uma árvore na Reserva Nacional Masai Mara, no Quênia. A reserva é contígua ao Parque Nacional de Serengeti, na Tanzânia.

Fotografia: Beverly Joubert

Repouso

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Um leão descansa na grama das planícies do Serengeti.

Fotografia: Michael Nichols

PEIXE CABEÇA DE COBRA

O cabeça-de-cobra (Channa argus) é um peixe do gênero Channa. O formato do corpo deste peixe permite-lhe deslocar-se por entre vegetação aquática e espessa. Cabeça grande, semelhante à de uma cobra, com os olhos na metade anterior. Consegue sobreviver longos períodos fora de água porque tem a capacidade de absorver oxigênio do ar por meio da sua câmara branquial, dotada de um forro elaboradamente pregueado, a fim de aumentar a sua superfície.

É um tipo de peixe nativo da China, Rússia, Coreia do Norte e Coreia do Sul. Nos Estados Unidos, o peixe é considerado como uma espécie altamente invasiva. Em um incidente conhecido, vários foram encontrados em uma lagoa em Crofton,Maryland, em junho de 2002, o que levou a cobertura da grande mídia e dois filmes. Houve avistamentos no Central Park, em Burnaby, BC.

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Macropinna microstoma

Macropinna microstoma é a única espécie de peixe inserida no gênero Macropinna, pertencente à famíliaOpisthoproctidae.

É reconhecida por uma rara e transparente cúpula na cabeça, preenchida de fluído, através da qual se podem visualizar as lentes dos olhos. Os olhos têm uma forma de barril e podem ser rodados para apontar para frente ou para cima, olhando através dessa mesma cúpula.

O M. microstoma tem uma pequena boca e a maior parte do seu corpo é coberta de grandes escamas. Normalmente paira quase imóvel na água, a uma profundidade de cerca de 600 metros até 800 metros, usando as suas grandes barbatanas para a estabilidade e com os seus olhos apontados para cima. Em condições de pouca luz assume-se que o peixe detecta as presas pelas suas silhuetas. Os investigadores do MBARI Bruce Robison and Kim Reisenbichlerobservaram que quando uma presa de pequenas dimensões (como um pequeno peixe ou uma alforreca) é detectada, os olhos rodam-se como uns binóculos, apontando para a frente enquanto ele roda o seu corpo de uma posição horizontal para vertical, para se alimentar. Robison especula que M. microstoma rouba comida dos siphonophora.
M. microstoma foi descoberto em 1939, por Chapman, mas nunca foi fotografado vivo até 2004. Desenhos antigos não mostram a cúpula transparente, já que a mesma é normalmente destruída quando o peixe é trazido das profundezas.

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Chionodraco rastrospinosus

O icefish ocellated (Chionodraco rastrospinosus) é um peixe da família Channichthyidae . Ele vive nas águas frias fora Antarctica e é conhecida por ter transparente hemoglobina livre de sangue. 

C. rastrospinosus viver no Oceano Antártico até uma profundidade de 1 km. Eles crescem até 52 centímetros (20 polegadas) e média de 30 centímetros (12 polegadas). Os adultos se alimentam de krill e outros peixes.  As larvas são 17 mm de comprimento quando chocam, e crescer por cerca de 2 milímetros por semana. A fase larval dura por até 18 meses durante o qual eles se alimentam principalmente de krill. Eles atingem a maturidade sexual aos quatro anos, e vivem normalmente até cerca de oito anos, mas, por vezes, enquanto doze. No outono da Antártida, adulto C. rastrospinosusmigram para águas rasas para desovar a uma profundidade de 200-300 m. Os ovos são dispersos e chocar seis meses depois, por volta de abril. 

Cor de sangue 

Hemoglobina dá o sangue oxigenado a sua cor vermelha. Ao contrário de outros vertebrados , os peixes da família icefish Antártico ( Channichthyidae ) não use hemoglobina para transportar oxigênio em torno de seus corpos; em vez disso, a pequena quantidade de oxigênio que simplesmente se dissolve no plasma sanguíneo é utilizado.  Em 2011 Tokyo Sea Life Park alegou que C. rastrospinosus tem sangue totalmente transparente “como a água clara”, depois de dissecar um espécime.  Em 1954, Ruud observou que Chaenocephalus aceratus , outro membro desta família, tinha sangue quase transparente, em contraste com o sangue de outra amarelada membros. C. aceratus e C. rastrospinosus ambos não conseguem expressar a maior adulto α-globina , α1, devido ao mesmo 5 ‘truncagem do gene, e perderam a -globina β gene inteiramente. Zhao et al. Propõem que um peixe channichthyid ancestral perdido expressão de ambos os genes através de uma única mutação.  icefish Antártida também têm muito poucos eritrócitos . Acredita-se que beneficiem de perda de confiança em eritrócitos contendo hemoglobina para o transporte de oxigênio por ter sangue menos viscoso, mais facilmente bombeado. Eles compensar esta perda por ter taxas metabólicas mais baixos, brânquias maiores, pele sem escamas que podem contribuir mais a troca gasosa, os capilares mais largos e aumentou significativamente o volume de sangue e do débito cardíaco. 

Espécimes em cativeiro 

Tokyo Sea Life Park detém o único peixe em cativeiro. Um par masculino e feminino foram doados junto com outras espécies por pescadores do krill traineiraFukuei-maru como parte de um programa para recolher as capturas acessórias para o parque.  Em janeiro de 2013, a fêmea gerou,  e pelo 07 de maio a primeiro ovo chocado com cerca de 20 mais larva nas duas semanas seguintes.  Anteriormente, os espécimes vivos foram detidos para investigação científica em outros lugares.

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Indianos engolem peixe vivo para tratar problemas respiratórios

Indianos foram fotografados engolindo peixe vivo com erva medicinal como cura para asma e outros distúrbios respiratórios em Hyderabad, na Índia, no último domingo (9). Centenas de pessoas se tratam com a “medicina do peixe” há  pelo menos 162 anos. O peixe é mergulhado em uma erva medicinal, cuja fórmula nunca foi revelada.

Indianos engolem peixe vivo para tratar problemas respiratórios (Foto: Noah Seelam/AFP)
Indianos engolem peixe vivo para tratar problemas respiratórios (Foto: Noah Seelam/AFP)
Peixe é mergulhado em uma erva medicinal, cuja fórmula nunca foi revelada (Foto: Noah Seelam/AFP)
Peixe é mergulhado em uma erva medicinal, cuja fórmula nunca foi revelada (Foto: Noah Seelam/AFP)
Centenas de pessoas se tratam com a 'medicina do peixe' há  pelo menos 162 anos (Foto: Noah Seelam/AFP)
Centenas de pessoas se tratam com a ‘medicina do peixe’ há pelo menos 162 anos (Foto: Noah Seelam/AFP)

Chaunax endeavouri

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O Coffinfish, (Chaunax endeavouri), é uma espécie de sapo mar da família Chaunacidae . Pode ser encontrada em águas temperadas salgados do sudoeste do Pacífico, ao largo da costa leste da Austrália .  Ele também pode ser encontrado em profundidades de 164-984,3 pés (50 – 300). Eles têm um corpo flácido e espinhosa que cresce para um comprimento máximo de 22,0 cm (8,66 in) (SL macho / indeterminado)  e um revestimento negro e uma boca illicium no focinho que pode ser baixado para dentro de uma ranhura.Distribuição :Águas temperadas do sudoeste do Pacífico , ao largo da costa leste da Austrália

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