O trabalho dos cães que ajudam a acalmar vítimas nos tribunais

Enfrentar horas de falação e advogados com sede por vitória nos tribunais não é das tarefas mais agradáveis. Para amenizar o estresse e trazer um pouco mais de conforto para as vítimas e testemunhas, foi criado um programa no Estados Unidos que usa os cachorros como meio terapêutico em situações de alta pressão.

A iniciativa veio de duas mulheres, Ellen O’Neill Stephens e Celeste Walsen, que notaram o quanto o sistema é hostil e brutal, causando danos às pessoas após as sessões. Com o Courthouse Dogs, as chances de amenizar a situação psicológica traumática são maiores, afinal, fica irresistível a demonstração afetiva dos labradores treinados.

Segundo Ellen, tais episódios de trauma acabam por revelar as mesmas sensações de quando aconteceu o problema, trazendo à tona memórias ruins e consequentemente um estado de nervosismo e mau estar, acompanhado do estresse de ter que enfrentar a corte. O objetivo é estender ainda o trabalho com os cães em centros de advocacia, para interagir diretamente com crianças que têm medo do processo.

Ao todo, são 87 cachorros empregados em 28 estados. Eles passam por anos de treinamento e ficam praticamente imunes à situações caóticas. A dupla de empreendedoras acredita que a ideia só tende a crescer e veio para ficar, afinal, mal não está causando.

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Todas as fotos: divulgação

HOLANDA CRIA HOTEL DE LUXO NAS ALTURAS COM BUNGEE JUMP DE 90 METROS

Nós já vimos de tudo nesse mundo, especialmente no que diz respeito a rede hoteleira, sempre inovando para surpreender os hóspedes. Em Amsterdã, o hotel de luxo Faralda tem chamado atenção por estar dentro de guindaste, oferecendo quartos a 50 metros de altura e ainda tem um bungee jump com queda de 90 metros de altura.

Situado no píer NDSM e às margens do Rio Ij, o hotel foi feito num guindaste abandonado de 250 toneladas, que é uma das estruturas mais antigas do gênero no mundo, construído em 1951. Depois de permanecer inativo por tantos anos, engenheiros e arquitetos planejaram o empreendimento, que teve um orçamento de 14 milhões de reais e demorou quatro anos para ficar pronto, abrindo as portas em 2015.

Além do visual fora do comum, entre as vantagens está o visual espetacular que se tem dos três quartos luxuosos, que ao todo custaram 930 mil euro, além de uma jacuzzi e um estúdio de TV para locação. Tudo isso torna as suítes um tanto caras, com diárias a partir de 630 euro (cerca de R$ 2,2 mil), com decoração elaborada por alguns dos melhores designers holandeses. Além disso, a plataforma de bungee jump não é só para hóspedes e custa 85 euro com direito a instruções e certificado. Vai encarar?

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Foto:  © Jitske Schol

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Todas as fotos: divulgação

FOTÓGRAFO CRIA FANTÁSTICAS FOTOS DE SUAS AVENTURAS VELEJANDO EM ALTO MAR

Já diz a canção: quem é do mar não enjoa. E o fotógrafo Kurt Arrigo é, sem nenhuma dúvida, o que nós poderíamos chamar de “do mar”. Nascido na ilha de Malta, ele viveu cercado de água desde muito pequeno e aprendeu a gostar do mar, até adotá-lo como um estilo de vida.

Foi assim que aprendeu a mergulhar quando tinha apenas 9 anos e acabou se envolvendo com diverso esportes aquáticos ao longo da vida. Desse amor nasceu também o tema central para suas fotografias, que já fazem sucesso no Instagram com a conta @kurtarrigo e seus mais de 26 mil seguidores.

Ao longo dos últimos 10 anos, Kurt viaja pelo mundo fotografando eventos náuticos, cenas subaquáticas e até mesmo embarcações de luxo. As imagens registradas por ele são um mergulho neste mundo em que só há água por todos os lados e prometem fazer você se transportar automaticamente para um pedacinho do oceano.

Confere só:

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Fotos: © Kurt Arrigo.

CASA ABANDONADA É TOMADA PELA NATUREZA E O RESULTADO PARECE UMA OBRA DE ARTE

O abandono de edifícios e cidades é, muitas vezes, encarado de forma triste e com lamentos por anos a fio. Mas a melancolia também carrega consigo uma beleza única, especialmente vista em construções que despertam a curiosidade e o olhar. Um galpão em Taiwan, vazio há 70 anos, acabou sendo tomado pela natureza de forma tão encantadora, que está até mais bonita do que degradante, atraindo atenção do mundo todo.

O enorme espaço de tijolos, na cidade de Tainan, era ocupado pela Tait & Co., una das primeiras importadoras do país. Entre 1895 e 1945, a região foi invadida por japoneses, que tomaram o local para abrigar a Associação de Sal do Japão, seguida da associação taiwanesa após a saída dos imigrantes. Ao fim da II Guerra Mundial, a companhia afundou e o armazém caiu nas graças do abandono, que perdura até hoje.

O tempo fez seu trabalho e as árvores também, dominando o galpão com seus troncos e raízes, que parecem ter sido moldadas por uma força do além. Segundo crenças locais, as raízes da figueira representam uma energia negativa, fazendo com que o local fosse considerado mal assombrado e um tanto sinistro. Mas as coisas mudaram em 2004, quando o curioso e pitoresco espaço foi reconhecido e valorizado a ponto de se tornar atração turística. Atualmente, por um cerca de US$ 1,50, é possível conhecer os arredores de Tait & Co., onde há um museu e uma fascinante casa na árvore.

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Foto © 伊森

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Foto © Neil Wade

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Foto © riNux

Conheça a escola de Paraty que acabou com provas, séries e matérias

Há alguns meses, mais de 50 adultos e crianças se reuniram para organizar e reformar parte da Escola Comunitária Cirandas, em Paraty (RJ). Enquanto alguns arrumavam os instrumentos musicais na sala dos professores, outros ajudavam a cuidar da horta. A rampa de skate foi praticamente refeita e agora há também um parquinho para as crianças brincarem. Após um almoço comunitário, os pais trocaram dicas, experiências e até ajustaram um sistema de caronas. Poderia ser um evento especial, mas nessa escola, é rotina: todo mundo coloca a mão na massa.

Fugindo do sistema tradicional de ensino, a escola propõe um projeto educativo inovador, queenfatiza a diversidade de ideias, conhecimentos e pessoas. Em vez de serem divididas em séries, as cerca de 50 crianças que lá estudam pertencem a um mesmo ciclo, que vai da 1ª à 5ª série, e são agrupadas por projetos, maturidade ou afinidade de conhecimentos. Em vez da aula a qual todos estamos acostumados, que consiste em sentar na carteira, ouvir o professor e fazer anotações para as provas, a escola propõe projetos muito mais práticos que teóricos, permitindo que as crianças vivenciem o que aprendem e testem por si mesmas.

A aula, que vai das 8h às 15h20, podendo se estender até as 17h, envolve projetos na horta,dança, prática de tai chi chuan e trabalhos artísticos. Os passeios também são frequentes e são as próprias crianças que ficam encarregadas de calcular a viabilidade das viagens: custo, tempo e roteiro, são elas que calculam. Na hora do almoço, nada de salgadinhos ou refrigerantes: a refeição é balanceada, muitos dos alimentos vêm da própria horta da escola e são os pequenos que ajudam a lavar a louça e a organizar o refeitório.

Construímos, junto com a comunidade escolar, uma escola que carrega os valores fundamentais para a formação integral do ser humano: amor pela natureza e sentimento de pertencimento à mesma; amor por si e pelo outro; flexibilidade; autonomia e criatividade“, lê-se na descrição da escola, que, embora seja paga, reserva 50% das suas vagas para bolsistas, tendo como objetivo a diversidade e a superação da desigualdade. “Temos filhos de banqueiros convivendo com filhos de trabalhadores domésticos. Alguns viraram melhores amigos e frequentam a casa um do outro“, afirmou a diretora, Mariana Benchimol, em entrevista à Folha.

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Todas as fotos via Escola Comunitária Cirandas

Isso explica porque o ensino na Finlândia é um dos melhores do mundo

Em todos os rankings mundiais de educação, a Finlândia costuma figurar entre os primeiros colocados. Mas o que o gélido país nórdico faz de diferente para conseguir dar uma formação tão boa as suas crianças e adolescentes?

Segundo esta reportagem especial do britânico The Guardian sobre educação, a grande diferença está na formação dos professores e na importância que é dada à profissão. Na capital Helsinki, uma escola de educação primária conveniada à universidade local funciona como uma espécie de laboratório, em que os professores-estudantes podem aplicar todas as teorias que aprendem em aula. E curiosamente, são essas escolas-laboratório as mais buscadas pelos pais das crianças.

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Escola-laboratório de Viikki. Foto por David Crouch/The Guardian

Para dar aula em uma série do ensino fundamental, todo professor passa por um mestrado com duração de 5 anos, sendo metade do tempo aplicado em pesquisas e teoria e a outra metade em práticas – de forma semelhante ao período de residência pelo qual passam os médicos brasileiros. No período de aula, os professores-estudantes têm total liberdade para dar as aulas e lidar com a classe e, ao fim do período, eles se encontram com um tutor, com o qual podem desconstruir situações pedagógicas. “Essa é uma das forma de mostrarmos o quanto nós respeitamos os professores. É tão importante quanto treinar médicos“, afirma Kimmo Koskinen, diretor da escola-laboratório Viikki, em Helsinki.

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Foto por Oulu Winter School

Mas não só só os professores-estudantes que têm liberdade na hora de ensinar. Desde os anos 90, a influência do governo na pauta do ensino é mínima, permitindo que cada escola desenhe o currículo que julga mais adequado, sem que haja qualquer tipo de inspeção. Mas para ter toda essa flexibilidade, a qualidade dos professores é mais do que necessária. “Os professores precisam ter essa educação de alta qualidade para que saibam usar essa liberdade que lhes é dada e aprendam a solucionar problemas com base na pesquisa. A coisa mais importante que nós os ensinamos é a tomar decisões pedagógicas e serem capaz de fazer julgamentos por si“, explica Leena Krokfors, professora de pedagogia da Universidade de Helsinki.

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Foto por RIITTA SUPPERI/KEKSI/TEAM FINLAND

Via The Guardian

E você o que acham da educação do Brasil?

Será que o Brasil tem chances de modificar a sua educação?

Deixem suas opniões!

Como esta mulher que salvou 100 cachorros que seriam sacrificados em festival na China

Em Yulin, na China, o solstício de verão é comemorado de uma forma que, até mesmo para muitos chineses, é considerada repulsiva: mais de 10 mil cães são mortos e usados como alimento. Mas este ano, 100 deles conseguiram escapar deste cruel destino graças a uma mulher, que pagou cerca de US$ 1.100 para salvá-los.

Yang Xiaoyun, 65, é uma professora aposentada que cuida de um abrigo para cães em Tianjin, a 2.400 km do local em que é realizado o festial. Horrorizada com a carnificina que aconteceu no dia 20 de junho deste ano, ela decidiu comprar esses cães e levá-los consigo, e assim chamou atenção do mundo.

Mas não foi somente ela que desaprovou a tradição, no Twitter, a hashtag #stopYulin2015 foi usada por milhares de pessoas, em protesto contra a prática. Cerca de um milhão de pessoas assinaram um abaixo-assinado no site Change.org solicitando que o festival fosse cancelado, mas o evento acabou acontecendo novamente nesse ano mesmo com todos os protestos e críticas.

O principal argumento dos ativistas que são contra o festival é que milhares de cães são criado em condições deploráveis, somente para serem sacrificados nessa data. Sem falar na quantidade de roubo de cães domésticos para o mesmo fim.

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Os que são a favor do festival, afirmam que comer carne de cachorro é tão normal quanto comer carne de qualquer outro animal, como de galinha, porco e boi e classificam como hipocrisia querer proibir o sacrifício dos cães somente por eles serem animais domésticos. E você, o que acha dessa polêmica?

Todas as fotos © Kim Kyung Hoon/Reuters