FRASE DO DIA

O mundo não é dos espertos. É das pessoas honestas e verdadeiras. A esperteza, um dia, é descoberta e vira vergonha. A honestidade se transforma em exemplo para as gerações do futuro. Uma corrompe a vida; a outra enobrece a alma.

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FRASE DO DIA

A vida é curta. Quebre as regras, perdoe rapidamente, beba lentamente, ame verdadeiramente, ria incontrolavelmente e nunca se arrependa de nada que te faça sorrir.

FRASE DO DIA

Não consulte seus medos, mas suas esperanças e sonhos. Não pense sobre suas frustrações, mas sobre seu potencial não desenvolvido. Não se preocupe com os fracassos, acredite naquilo que você ainda realizará.

Papa João XXIII

TRIBO WODAABE

O Wodaabe ou Bororo são um pequeno subgrupo da Fulani grupo étnico. Eles são tradicionalmente nômades gado-pastores e comerciantes no Sahel, com as migrações que se estende do sul do Níger, através do norte da Nigéria, nordeste do Camarões, sudoeste do Chade, ea região ocidental do Central Africano República. O número de Wodaabe foi estimado em 2001 para ser 100.000.  Eles são conhecidos por sua beleza (homens e mulheres), vestuário elaborado e cerimónias culturais ricas.

O Wodaabe falar a língua Fula e não use uma linguagem escrita.  Na língua Fula, woɗa significa “tabu”, e Woɗaaɓe significa “povo do tabu”. “Wodaabe” é um anglicização de Woɗaaɓe.  Isso às vezes é traduzido como “aqueles que respeitam tabus”, uma referência ao isolamento Wodaabe de cultura Fulbe mais ampla, e sua alegação de que eles mantêm tradições “mais velhos” do que seus vizinhos Fulbe. Em contraste, outro Fulbe, bem como outros grupos étnicos, por vezes, referem-se ao Wodaabe como “Bororo”, um nome às vezes pejorativo,  traduzida em Inglês como “gado Fulani”, e que significa “os que habitam em acampamentos de gado”.  Por volta do século 17, os fulas toda a África Ocidental estavam entre os primeiros grupos étnicos a abraçar o Islã, eram muitas vezes líderes dessas forças que se espalhou o Islã, e tem sido tradicionalmente orgulhoso da vida urbana, letrado, e piedoso com o qual este tem sido relacionado. Ambos Wodaabe e outros Fulbe ver no Wodaabe os ecos de uma maneira pastoralist anterior da vida, da qual o Wodaabe são orgulhosos e de que Fulbe urbana são, por vezes crítica.

A cultura Wodaabe é uma das 186 culturas da amostra cross-cultural padrão utilizadas pelos antropólogos para comparar traços culturais.

A vida cotidiana

 

O Wodaabe manter rebanhos de longas-cornudo Zebu gado. A estação seca vai de outubro a maio. Sua viagem anual durante a estação chuvosa segue a chuva desde o sul até o norte.  Grupos de várias dezenas de parentes, tipicamente vários irmãos com suas esposas, crianças e idosos, viagens a pé, de burro ou de camelo, e ficar em cada pastejo local para um par de dias. Uma grande cama de madeira é o bem mais importante de cada família; quando camping é cercado por algumas telas. As mulheres também carregam cabaças como um símbolo de status. Estes cabaças são passadas através das gerações, e muitas vezes provocar rivalidade entre as mulheres. O Wodaabe vivem principalmente de leite e chão milho, bem como iogurte, chá doce e, ocasionalmente, a carne de cabra ou ovelha. Esta é uma raridade para eles como eles muitas vezes não têm animais suficientes de sobra para a carne.

Religião, a moral e os costumes

 

Wodaabe religião é, em grande parte, mas vagamente islâmica. Apesar de existirem diferentes graus de ortodoxia exibiu, mais aderir a, pelo menos, alguns dos requisitos básicos da religião.  o Islã se tornou uma religião de importância entre os povos Wodaabe durante o século 16, quando o estudioso al-Maghili pregou os ensinamentos de Maomé para a elite do norte da Nigéria. Al-Maghili foi responsável por converter as classes dominantes entre os Hausa, Fulani, e tuaregues povos na região.

O código de comportamento do Wodaabe enfatiza reserva e modéstia (semteende), paciência e fortaleza (munyal), cuidado e prudência (hakkilo), e da lealdade (amana). Eles também dão grande ênfase na beleza e charme.

Os pais não estão autorizados a falar diretamente com seus dois primeiros filhos nascidos, que, muitas vezes, ser cuidada por seus avós. Durante o dia, marido e mulher não pode dar as mãos ou falar de uma maneira pessoal com o outro.

Casamento

 

Os viajantes têm indicado que alguns grupos Wodaabe em Níger são sexualmente liberal; moças solteiras podem ter relações sexuais quando e com quem quiserem.

A prática Wodaabe poligamia. Casamentos ou são arranjados pelos pais quando o casal são crianças (chamados “koogal”), ou eles podem ser por causa do amor e da atração (chamado de “teegal”). Uma noiva fica com seu marido até que ela fica grávida depois que ela retorna para casa da mãe, onde ela permanecerá para os próximos três a quatro anos. Ela vai entregar o bebê em casa de sua mãe e, em seguida, ela se torna uma boofeydo, que literalmente significa “alguém que tenha cometido um erro.” Enquanto ela é boofeydo, ela não é permitido ter qualquer contato com seu marido, e ele não tem permissão para expressar qualquer interesse em ela ou o filho. Depois de dois ou três anos, ela tem permissão para visitar seu marido, mas ele ainda é um tabu que ela deve viver com ele ou trazer a criança com ela; isso se torna apenas permitida quando sua mãe conseguiu comprar todos os itens que são necessários para a sua casa.

Beleza ideal e Gerewol festival

 

Ver artigo principal: Gerewol

No final da estação chuvosa, em setembro, clãs Wodaabe reúnem-se em vários locais tradicionais antes do início da sua estação seca transumância a migração. O mais conhecido deles é o In-Gall ‘s cura Salée mercado de sal e Tuareg festival sazonal. Aqui os jovens Wodaabe, com composição elaborada, penas e outros adornos, execute o Yaake: danças e músicas para impressionar as mulheres casadoiras. A beleza masculina ideal do Wodaabe salienta estatura, olhos e dentes brancos; os homens, muitas vezes, reviram os olhos e mostrar os dentes para enfatizar essas características. Clãs Wodaabe, em seguida, juntar-se para o restante da semana longa Gerewol:. Uma série de permutas sobre casamento e concursos onde a beleza e as habilidades dos rapazes são julgados por mulheres jovens.

TRIBO MASAI

Os masai ou massais são um grupo étnico africano de seminômades localizado no Quênia e no norte da Tanzânia.

  • População total: 883.000 (Segundo O IMETRO)
  • Regiões com população significante: Quênia 453.000 e Tanzânia (setentrional) 430.000
  • Língua: Maa
  • Religião: animismo monoteísta

Devido aos seus costumes distintos e residência próxima aos parques de caça da África oriental, eles se situam entre os grupos étnicos africanos mais bem conhecidos internacionalmente. Os masai preservam muitas de suas tradições culturais enquanto se engajam nas forças econômicas, sociais e políticas contemporâneas regionais e globais. Seu idioma é o maa. Em 1994, a população masai no Quênia estava estimada em 453.000 e em 1993, a população masai da Tanzânia estava estimada em 430.000, perfazendo uma estimativa de população masai total de 883.000. As estimativas das populações Massai em ambos os países é complicada devido sua natureza nômade e a eles serem o único grupo étnico autorizado a viajar livremente pelas fronteiras entre o Quênia e a Tanzânia.

Cultura

A cor oficial dos masai é o vermelho e se distinguem das outras tribos vestindo sempre alguma coisa vermelha, porém pequena. Sua sociedade é patriarcal por natureza, com os mais velhos decidindo sobre a maioria das questões para cada grupo masai. O “laibon”, o assim chamado líder espiritual deste povo, atua como intermediário entre os masai e seu único deus, “Enkai”, assim como também ele é a fonte do conhecimento sobre as ervas. O estilo de vida tradicional masai se concentra em seu gado, que constitui sua principal fonte de alimento. Os governos da Tanzânia e do Quênia instituíram programas para encorajar os masai a abandonarem seu estilo de vida nômade tradicional e adotar um estilo de vida agrário.

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A classe social dos masai é determinada pelo número de vacas pertencentes às famílias. Sendo nômades, os masai constroem casas temporárias com esterco de vaca e barro. As casas são construídas em um círculo, e às noites, as vacas são conduzidas ao centro, protegidas dos animais selvagens.

Os jovens Massai são iniciados na maioridade através de várias cerimônias de iniciação. A principal é a circuncisão, onde milhares de meninos, pertencentes a uma determinada faixa etária, são circuncidados na mesma época. Existe um mito propagado pela indústria do turismo de que cada jovem deve matar um leão antes de ser circuncidado. Isto não é verdade. Entretanto, matar um leão proporciona grande valor e fama na comunidade.

Os casamentos são planejados, marcados por um homem que desenha um X vermelho na barriga de uma mulher grávida solteira. Se ela recusar, será desligada de sua casa. As mulheres podem se casar uma única vez na vida, enquanto que os homens podem ter mais de uma esposa (se tiverem vacas suficientes para o dote, eles podem ter mais de uma ao mesmo tempo).

Religião

O ser supremo e criador dos masai se chama Enkai (também chamado Engai) guardião da chuva, da fertilidade, do sol e do amor, aquele que deu o gado ao povo Masai. De acordo com algumas fontes, Neiterkob “aquele que fundou a Terra” pode ter referência com Enkai. Neiterkob é uma deidade menor, conhecido como o mediador entre seu deus e o homem. Olapa é a deusa da Lua, casada com Enkai, em que habita o Ol Doinyo Lengai.

Modificações corporais

Em tempos passados, ambos os sexos tinham um ou dois dentes incisivos centrais superiores extraídos durante a infância. Isto servia para facilitar a alimentação dos bebês ou crianças pequenas caso adoecessem com tétano, cujo primeiro sintoma apresentado é o trismo (travamento das mandíbulas). A circuncisão é realizada nos meninos (que são proibidos de fazer qualquer ruído durante a cerimônia) e a clitoridectomia (remoção do clitóris) nas mulheres durante a puberdade. As mulheres mais velhas operam as garotas. O governo queniano e ONGs estão tentando acabar com a clitoridectomia. Os homens e as mulheres têm suas orelhas furadas e alargadas com o uso de discos, e assim os masai são facilmente reconhecidos caso estejam trajando roupas diferentes das suas roupas tribais, por exemplo, trabalhando em um hotel, porque suas orelhas são bastante peculiares.

Em tempos passados, ambos os sexos tinham um ou dois dentes incisivos centrais superiores extraídos durante a infância. Isto servia para facilitar a alimentação dos bebês ou crianças pequenas caso adoecessem com tétano, cujo primeiro sintoma apresentado é o trismo (travamento das mandíbulas). A circuncisão é realizada nos meninos (que são proibidos de fazer qualquer ruído durante a cerimônia) e a clitoridectomia (remoção do clitóris) nas mulheres durante a puberdade. As mulheres mais velhas operam as garotas. O governo queniano e ONGs estão tentando acabar com a clitoridectomia. Os homens e as mulheres têm suas orelhas furadas e alargadas com o uso de discos, e assim os masai são facilmente reconhecidos caso estejam trajando roupas diferentes das suas roupas tribais, por exemplo, trabalhando em um hotel, porque suas orelhas são bastante peculiares.

Boma

Os masai vivem em pequenas cabanas feitas de esterco de vaca e estacas de acácia. Um grupo de cabanas é construído dentro de uma área fechada por cercas espinhosas, formando uma aldeia que é chamada de “Enkang”. Eles permanecem nesta terra enquanto seu gado pasta; quando as pastagens secam, eles se mudam. Entretanto uma grande população dos Masai se estabeleceu nos distritos de Narok, Trans Mara e Kajiado, no Quênia. As mulheres constroem suas casas enquanto que os homens cuidam da segurança do assentamento (Boma) e do gado.

Literatura

Sobre os masai, particularmente sobre a forma como parte desta comunidade está a ser afectada pelas alterações climáticas na região, está disponível o livro ‘Horizontes em Branco’, do escritor José Maria Abecasis Soares publicado em Novembro de 2010 pela Editorial Presença.

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Ultimas fotos abaixo via viajarentreviagens

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TRIBO ZULU

Os zulus ou zulos são um povo do sul da África que vive em territórios correspondentes à África do Sul, Lesoto, Suazilândia, Zimbábue e Moçambique. Embora, hoje, tenham expansão e poder político restritos, os zulus foram, no passado, uma nação guerreira que resistiu à invasão imperialista britânica e bôere no século XIX.

A população de zulus na África do Sul foi estimada em 8 778 000 (1995), correspondendo a 22,4 por cento da população total do país, segundo a revista The Economist. Nos restantes países, o número de zulus é estimado em cerca de 400 mil.A província sul-africana do KwaZulu-Natal é considerada a sua pátria original.A língua dos zulus é denominada isiZulu, e, em sua língua, os zulus são chamados amaZulu.

Os zulus eram originalmente um grande clã onde hoje é o norte do kwaZulu-Natal. O clã foi fundado por Zulu kaNtombhela. Em 1816, os zulus formaram um poderoso estado sob liderança de Shaka.

Em 11 de dezembro de 1878, os britânicos entregaram um ultimato aos onze chefes representados por Setshwayo. Os termos incluíam a rendição de seu exército e aceitar a autoridade britânica. Cetshwayo recusou e a guerra começou em 1879. Os zulus ganharam, em 22 de janeiro, a batalha de Isandlwana. A virada dos britânicos veio com a batalha em Rorke’s Drift e sua vitória veio com a batalha de Ulundy em 4 de Julho.

Os zulus eram originalmente um grande clã onde hoje é o norte do kwaZulu-Natal. Foi fundada por Zulu kaNtombhela. Em 1816, os zulus formaram um poderoso estado sob liderança de Shaka.

Tchaka, fundador do reino Zulu

Foi em 1740 que Dingiswayo tomou conta do poder da tribo Mthethwa. Iniciou uma política de expansão, começando a submeter várias tribos vizinhas à sua autoridade. Foi então que começou a organizar o exército sob o regime de grupos por idades. A medida que ia submetendo as tribos vizinhas permitia que os chefes dessas tribos continuassem no seu posto, sendo apenas obrigados a pagar-lhe um tributo em gado. Começou assim a criar as funções dum grande reino Ngoni.
Dingiswayo começou a expandir-se para o norte, o que obrigou Zwide, o chefe dos Ndwandwe, a fugir para o norte. Ao atravessar o rio Pongola empurrou os Ngwane que tiveram que ir para a região onde hoje é a Swazilândia. Ficaram desta forma duas grandes tribos frente a frente, a dos Mthethwa e a dos Ndwandwa.


Por volta de 1790 nasceu na tribo Zulu um rapaz a quem deram o nome de Tchaka. A história do nome Tchaka está relacionada com as circunstâncias do seu nascimento e por isso a vamos contar. O pai de Tchaka era herdeiro do trono Zulu. Entre os Zulus era proibido aos homens terem relações sexuais antes de terem sido circuncidados. O pai de Tchaka, porém, engravidou Nandi, a mãe de Tchaka, antes de ter sido circuncidado. Começou-se então a dizer-se que Nandi não estava grávida, que a razão para o crescimento da barriga era devida a uma doença dos intestinos a que chamavam «i-tshaka».

Quando o rapaz nasceu passaram a chamar-lhe Tchaka. Mais tarde o pai reconheceu o filho como sendo seu e tomou Nandi como uma das suas mulheres. Tchaka cresceu no entanto afastado do seu pai, vivendo muito ligado à sua mãe e mais tarde veremos as consequências que isso lhe trouxe no futuro.
Durante a sua adolescência Tchaka foi incorporado num dos grupos por idades do exército de Dingiswayo onde logo demonstrou a sua grande bravura e a sua força atlética. Em breve se tornou um herói favorito de Dingiswayo e passou a comandar um regimento do exército.

Em 1816 o pai de Tchaka morreu e Tchaka decidiu tomar à força o trono Zulu. Embora a sua mãe nunca tivesse sido considerada uma das grandes mulheres do pai de Tchaka, e este não tivesse possibilidades de subir ao trono, a sua posição no exército de Dingiswayo e a sua qualidade de favorito fizeram com que Dingiswayo ajudasse Tchaka a tomar o trono pela força.

Em 1818 houve uma grande batalha entre Dingiswayo e Zwide na qual o chefe Mthethwa foi morto. Tchaka imediatamente tomou conta do poder e iniciou uma série de reformas militares que o tornaram quase invencível.

A organização do exército de Tchaka

Dingiswayo não tinha conseguido submeter as tribos Ndwandwe à sua autoridade. Os Ndwandwe eram comandados por Zwide. Na luta pelo espaço Tchaka precisava expandir para o norte. Para isso reformou todos os métodos de táctica e organização do seu exército. Tchaka formou um estado tribal militar.

Tchaka tinha verificado durante a sua estadia no exército de Dingiswayo que as armas empregadas já não correspondiam às novas tácticas de guerra. Dantes eram pequenos grupos que combatiam mas com a formação do exército por idade novas armas eram necessárias. Quando eram pequenos grupos de homens que lutavam usavam lanças que atiravam de longe. À medida que mais homens entravam na luta, continuando a usar lanças, a maior parte dos homens ficava desarmada. Assim, a primeira modificação que Tchaka introduziu foi a de substituir a lança que se atirava por uma lança mais curta de que o guerreiro se servia como uma espada e que nunca o abandonava. Era punido de morte o guerreiro que perdesse a sua lança-espada. Ao mesmo tempo Tchaka introduziu o uso do escudo que protegia o corpo inteiro.

Tchaka transformou a organização tribal numa organização militar unida, fazendo participar todos os membros da sociedade na guerra, dividindo com precisão as funções e introduzindo uma disciplina severa e cruel. Todos os homens de 16 a 60 anos serviam no exército. Era proibido aos jovens guerreiros casar-se e o casamento só era autorizado como pagamento de serviços militares. Os guerreiros só comiam carne. As mulheres e as crianças serviam também no exército, seguindo o exército com gado, cozinhando e carregando comida. Os homens de outras tribos que eram feitos prisioneiros tornavam-se escravos e se eram novos e fortes faziam parte do exército. As mulheres, as crianças e o gado das tribos derrotadas eram incorporadas na tribo. No período entre guerras toda a tribo vivia em grandes conjuntos militares (ekanda).

O chefe supremo era o chefe militar. Era ditador e proprietário de todas as terras da tribo e tinha o direito de vida e de morte sobre os membros da tribo. Era também o juiz supremo em casos de assassínio e traição, crimes que eram punidos com a pena da morte. Todavia, o poder ditador de Tchaka tinha os seus limites. Era controlado por conselheiros (indunas) com os quais se devia reunir para tomar decisões importantes.

Foi graças a esta organização militar perfeita que os zulus conseguiram conquistar e derrotar numerosas outras tribos.

A batalha de Gokoli

Tchaka tornara-se senhor absoluto nas terras entre o rio Pongola e o rio Tugela. Começou a desafiar o poder de Zwide, conseguindo fazer com que várias tribos Ndwandwe começassem a prestar-lhe vassalagem. Zwide não podia ficar parado perante um inimigo que se preparava para conquistar-lhe as suas terras e por isso resolveu tomar a iniciativa de atacar Tchaka.

Os dois exércitos encontraram-se perto da colina Gokoli. Nesta batalha os novos métodos de guerra instituidos por Tchaka foram postos à prova pela primeira vez. Os Ndwandwe eram numericamente superiores mas a disciplina do exército zulu conseguiu-lhe outra superioridade. Os Ndwandwe não conseguiram penetrar nas linhas cerradas dos zulus, apezar de terem atacado inúmeras vezes. Tiveram de recuar deixando no campo de batalha cinco dos filhos de Zwide, entre os quais o herdeiro.

Zwide não desistiu de atacar. Sabia que travava com Tchaka um combate decisivo. Ou ele vencia e podia continuar a reinar ou era vencido por Tchaka e o seu povo ficaria sob o domínio zulu.
Assim em 1819 enviou contra Tchaka um exército poderosíssimo. Face a um exército tão numeroso Tchaka teve que adaptar novas tácticas.

Tchaka enviou o seu povo e o seu gado para fechar a passagem ao inimigo ao mesmo tempo que ia atacando o exército Ndwandwe com pequenos destacamentos de guerreiros, numa táctica de guerrilhas. Uma noite uma grande quantidade de guerreiros zulus conseguiu penetrar no acampamento dos Ndwandwe, enquanto estes dormiam, e mataram centenas de guerreiros. Antes dos Ndwandwe poderem reagir os guerreiros zulus fugiram.

Ao mesmo tempo, Tchaka ia deixando o exército inimigo penetrar no seu território quase até ao rio Tugela, continuando a fazer pequenos ataques de guerrilhas, indo assim desmoralizando o exército inimigo. A fome começou a lavrar no exército de Zwide e todos os homens estavam muito cansados. Zwide então decidiu recuar e voltar para o seu país.

Quando iam atravessar o rio Mhlatuze o exército de Tchaka caiu sobre eles. Foram completamente derrotados. Tchaka enviou os seus exércitos que entraram no país Ndwandwe e massacraram a maior parte da população civil. O que restou do exército de Zwide dividiu-se em três grupos. Zwide conseguiu chegar com alguns dos seus até ao Alto Incomate onde se instalou. Dois outros grupos dirigidos por Soshangane e Zwangedaba foram instalar-se em Moçambique ao sul do Limpopo.


A batalha de Gokoli marca uma etapa decisiva na carreira de Tchaka e foi o ponto de partida do que se chamou o Mfecane, ou sejam as migrações para o norte de muitas tribos Ngoni.Tchaka passou desta forma a dominar em todo o território que ia desde a Delagoa Bay (Lourenço Marques) até ao rio Tugela.

O império Zulu

Depois da sua vitoriosa campanha contra os seus vizinhos do norte, Tchaka resolveu atacar o sul. Várias expedições foram enviadas para combater os Pondos. Conseguiu assim chegar até ao rio Fish.
Tendo conseguido formar um Império tão vasto Tchaka começou a reforçar a sua organização de Estado. Era difícil manter a lealdade sob um conjunto de povos diferentes. Assim, os chefes das tribos conquistadas se se declarassem fiéis a Tchaka, continuavam nos seus postos. Muitas vezes, porém, era-lhes tirado o poder e Tchaka nomeava para o seu lugar pessoas da sua confiança. A base do poder residia no exército. Tchaka criou uma série de guarnições militares à frente das quais se encontrava sempre um induna. Essas guarnições estendiam-se por todo o território e dessa maneira Tchaka estava pronto contra qualquer rebelião dos povos conquistados. Essas guarnições eram verdadeiros quartéis onde se encontravam todos os militares que viviam na sanzala e que passavam todo o tempo em exercícios militares.

Tchaka tornou-se um chefe cruel. Muitos dos seus generais (indunas) não estavam satisfeitos com a disciplina de ferro que Tchaka impunha no exército, sobretudo no que diz respeito ao casamento.
Vários indunas se revoltaram contra Tchaka. Um dos mais importantes foi Mzilikazi que com os homens que formavam a sua sanzala desertou da organização do estado de Tchaka e foi instalar-se para o noroeste onde é hoje a Rodésia, perto de Bulawayo.

Tchaka continuou a fazer campanhas militares sucessivas. Lembremo-nos de que Zwide tinha sido derrotado em Gokoli e se refugiara no Alto Incomate. Os Ndwandwe tinham conseguido reconstruir a sua tribo e esta começava a ser muito forte sob o comando de Sikuniana, filho de Zwide. Em 1826 Zwide morreu e um outro seu filho Somapunga disputa o trono a Sikuniana.

Não o tendo conseguido vai ter com os zulus e anuncia-lhes que Sikuniana faz planos de atacar Tchaka. Este imediatamente manda um grande exército que apanha os Ndwandwe quase desprevenidos. Um grande massacre tem lugar e cerca de 40.000 Ndwandwe são mortos. A tribo Ndwandwe ficou quase totalmente dizimada e deixou de existir como tribo independente. Os poucos que restaram foram acolher-se junto de Mzilikazi e Soshangane.


Tchaka continua a fazer ataques sucessivos contra os povos vizinhos. Todos são obrigados a pagar-lhe anualmente tributos sob a forma de cabeças de gado. As exigências de Tchaka são cada vez maiores e muitas tribos não conseguem às vezes reunir o número de cabeças de gado para satisfazer Tchaka.

As expedições punitivas aumentam e todo o Império zulu vive mergulhado no terror. Várias tentativas de assassinato são feitas contra Tchaka.

A morte de Tchaka

Em 1827 Tchaka decide ir atacar Soshangane que nessa altura se encontrava perto de Delagoa Bay (Lourenço Marques). Quando ia quase a chegar a Lourenço Marques chegou-lhe a notícia de que sua mãe Nandi morrera.Tchaka imediatamente mandou parar a expedição e voltou.

Tchaka sentiu muito profundamente a morte de sua mãe, com quem vivera e a quem tinha uma afeição sem medida. Em sinal de luto pela morte de Nandi Tchaka ordenou uma série de sacrifícios. Durante um ano não se faria agricultura, não se beberia leite nem comeria carne e todos se deviam abster de relações sexuais. Toda a mulher que engravidasse nesse período era morta, juntamente com o marido.


Tchaka nunca casara, porque um herdeiro fazia-lhe pensar na sua própria morte. Toda a mulher que se engravidasse dele era morta.O luto pela morte de Nandi provocou um grande descontentamento em todo o povo. Toda a gente achava aqueles sacrifícios arbitrários e desumanos.

Em 1828, aproveitando-se do descontentamento geral em todo o Império, dois irmãos de Tchaka de nome Dingane e Mhlangane ajudados por um induna Mbhope resolveram assassinar Tchaka. No momento em que Tchaka tinha enviado uma parte dos seus exércitos para atacar os Pondos numa expedição punitiva, Dingane e Mhlangane assassinaram Tchaka. Foi Dingane quem sucedeu a Tchaka.

Guerra Anglo-Zulu

A Guerra Anglo-Zulu foi um conflito que aconteceu em 1879 entre o Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda e os Zulus.

Em 11 de dezembro de 1878, os britânicos entregaram um ultimato aos onze chefes representados por Setshwayo. Os termos incluíam a rendição de seu exército e aceitar a autoridade britânica. Cetshwayo recusou e a guerra começou em 1879.

Os zulus ganharam em 22 de janeiro a batalha de Isandlwana. A virada dos britânicos veio com a batalha em Rorke’s Drift e sua vitória veio com a batalha de Ulundy em 4 de Julho.Os britânicos venceram a guerra e conquistaram o Império Zulu.

População

A população de zulus na África do Sul foi estimada em 8.778.000 1995, correspondendo a 22.4% da população total do país (“The Economist”). Nos restantes países, o número de zulus é estimado em cerca de 400 mil.A província sul-africana do KwaZulu-Natal é considerada a sua pátria original.A língua dos zulus é denominada isiZulu.

Casal de noivos da tribo Zulu, levados da África para exibição em um parque em Londres em 1896 Zoológicos Humanos

 

FRASE DO DIA

Que eu não perca a vontade de ajudar as pessoas, mesmo sabendo que muitas delas são incapazes de ver, reconhecer e retribuir esta ajuda.

Chico Xavier