Por que as imagens de plut√£o s√£o de arregalar os olhos

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Recentemente, a sonda espacial ‚ÄúNew Horizons‚ÄĚ nos enviou algumas imagens incr√≠veis de Plut√£o. Pela primeira vez na hist√≥ria, tivemos uma vista privilegiada do √ļltimo planeta (ou ex-planeta) do nosso sistema solar.

Mas há muito mais nesta história do que as novas paisagens de Plutão.Em primeiro lugar, há uma enorme quantidade de surpresas científicas nessas imagens. Alan Stern, o principal pesquisador e força motriz da New Horizons, declarou, antes de termos as imagens, que todos deveríamos estar preparados para sustos quando tivéssemos um primeiro olhar de Plutão. Ele ressaltou que, inclusive, deveríamos estar preparados até para o pior tipo de susto.

Plut√£o poderia se parecer com a lua de Netuno, Triton. Ou, pior, poderia ser uma bola inerte de gelo.

Claro, acabou n√£o sendo esse o caso. E os olhos arregalados de Stern (que ganharam quase tanto destaque quanto as fotos de Plut√£o) ao ver a primeira imagem j√° dizem muita coisa.

Revela√ß√Ķes

A raz√£o para toda essa excita√ß√£o √© que Plut√£o e sua lua, Charon, n√£o s√£o mais enfaticamente mundos inertes. A sonda New Horizons revelou que Plut√£o tem muito poucas crateras, o que significa que alguns fen√īmenos as apagaram. Sua superf√≠cie √© din√Ęmica e est√° em constante renova√ß√£o.

Cientistas planet√°rios t√™m estimado que a superf√≠cie tem menos de 100 milh√Ķes de anos em alguns lugares, mas isso √© apenas uma maneira cautelosa de dizer que algumas partes do planeta s√£o relativamente ‚Äújovens‚ÄĚ.

Ningu√©m sabe quantas crateras se formaram neste reino distante do sistema solar, ent√£o 100 milh√Ķes anos √© uma estimativa at√© generosa demais. Partes da superf√≠cie de Plut√£o poderiam ter um milh√£o de anos, ou 100 anos. E inclusive partes de Plut√£o poderiam muito bem estar ativas agora.

Outros sinais

H√° uma abund√Ęncia de outros sinais de atividade.

Na parte inferior do gigante ‚Äúcora√ß√£o‚ÄĚ de Plut√£o, h√° cerca de 3.350 metros de altas montanhas. Elas provavelmente devem ser compostas de gelo de √°gua.

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Outras áreas congeladas também formam superfícies abundantes, incluindo nitrogênio, metano e monóxido de carbono, mas não são fortes o suficiente para suportar esses picos tão altos.

Criar essas montanhas de gelo gigante requer for√ßas tect√īnicas poderosas de algum tipo.

De onde é que essas forças vêm?

√Č o que os cientistas querem saber. Agora, todas as energias est√£o, principalmente, focadas em descrever e catalogar as informa√ß√Ķes enviadas pela New Horizons. Isso significa que vai levar algum tempo para interpret√°-las.

Outra imagem de Plutão em alta resolução mostra uma região ao norte das montanhas de gelo, uma paisagem totalmente diferente: uma extensão de planícies lisas, em grande parte interrompidas por vales e calhas.

Esta √© uma √°rea dif√≠cil de ser explicada. Ela tem uma concentra√ß√£o incomum de mon√≥xido de carbono no gelo, mas n√£o est√° claro se isso tem uma rela√ß√£o com a geologia peculiar da regi√£o. A √ļnica coisa que os cientistas podem dizer no momento √© que esta √© uma regi√£o de mudan√ßa ativa, uma vez que n√£o h√° qualquer vest√≠gio de crateras.

Caronte

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A lua de Plut√£o, Caronte, tamb√©m fez algumas revela√ß√Ķes de arregalar os olhos.

A geologia ativa em Plut√£o j√° foi uma surpresa. Em Caronte, foi quase um susto.

Como em Plut√£o, grandes √°reas da lua n√£o possuem crateras. A superf√≠cie deve ter sido limpa por algum tipo de processo din√Ęmico. E, como em Plut√£o, n√£o est√° claro que processo foi esse ou quando aconteceu, exceto que √© recente em termos astron√īmicos.

S√£o tantas emo√ß√Ķes

A emo√ß√£o de ver essas fotos in√©ditas √© t√£o grande porque elas revelam conhecimentos que v√£o muito al√©m de Plut√£o. Os cientistas planet√°rios est√£o apenas come√ßando a conhecer os mundos gelados do sistema solar. A maioria fica no Cintur√£o de Kuiper, a zona al√©m de Netuno que pode conter 100 mil objetos com mais de 100 quil√īmetros de di√Ęmetro. Plut√£o √© o maior e mais brilhante membro desse grupo e, at√© agora, o √ļnico que tem sido estudado.[discovermagazine]

Austr√°lia al√©m da natureza: 10 animais que voc√™ n√£o imagina encontrar por l√°

Quando pensamos em animais da Austrália, geralmente não vamos além dos cangurus, coalas e aranhas gigantescas, mas essas espécies emblemáticas representam apenas uma fração da vida selvagem do país. Na verdade, a Austrália é dos 17 países que são classificados como megadiversos, com mais animais vertebrados não peixes (incluindo mamíferos, aves, répteis e anfíbios) do que 95% dos outros locais do mundo.

10. Camelo selvagem

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Os camelos n√£o s√£o, definitivamente, nativos da Austr√°lia. Ainda assim, a Austr√°lia tem mais camelos selvagens do que qualquer outro pa√≠s do mundo, incluindo aqueles onde os camelos s√£o nativos ‚Äď estima-se que hajam 1,2 milh√Ķes deles por l√°.
Importados do Afeganist√£o, Ar√°bia e √ćndia em 1800, camelos selvagens foram liberados aos milhares quando foram substitu√≠dos pelo transporte motorizado no in√≠cio do s√©culo XX. Al√©m de danificar cercas de fazendas e outras infraestruturas agr√≠colas, camelos s√£o uma amea√ßa para muitas das esp√©cies vegetais e animais nativas da Austr√°lia. Seu consumo de pasto e de √°gua pode degradar severamente habitats naturais que s√£o vitais para a sobreviv√™ncia de outras esp√©cies, especialmente durante per√≠odos de seca.
 
Esfor√ßos recentes para controlar a popula√ß√£o de camelos selvagens da Austr√°lia t√™m sido centrados no abate de suas popula√ß√Ķes em todo o outback ‚Äď interior des√©rtico australiano que cobre boa parte do pa√≠s. Entre 2009 e 2013, a coopera√ß√£o entre pastores, representantes de governo e propriet√°rios de terras abor√≠genes reduziu a popula√ß√£o por um n√ļmero estimado de 160 mil camelos.

9. Pinguim-azul

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Enquanto pinguins s√£o frequentemente associados com climas mais frios daqueles que normalmente imaginamos quando pensamos na Austr√°lia, as costas do sul do pa√≠s entre Perth e Sydney s√£o a casa da menor esp√©cie de pinguins do mundo. Encontrados apenas no sul da Austr√°lia e Nova Zel√Ęndia, o pinguim-azul tem apenas 33 cent√≠metros de altura e pesa 1 kg. Tamb√©m conhecidos como pinguins-fada, esses carinhas comem o seu peso corporal em peixes, lulas e krill todos os dias para compensar a energia que gastam nadando.
Apesar de bastante comuns nas √°guas e ilhas do sul, as popula√ß√Ķes de pinguins-azuis no continente passaram por decl√≠nios severos durante as √ļltimas d√©cadas. Em terra, os gatos e c√£es que vagueiam pelas praias recreativas muitas vezes os ca√ßam, enquanto no mar, as principais amea√ßas v√™m da sobrepesca, redes e derrames de petr√≥leo. Ainda assim, v√°rias grandes col√īnias permanecem ativas no continente, sendo que √© poss√≠vel observ√°-las nas proximidades de Sidney e Melbourne.

8. Drag√£o-marinho-comum

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Embora n√£o sejam nem de longe t√£o ferozes como seu nome sugere, esses drag√Ķes do mar ainda s√£o impressionantes. Seu nome vem do formato de seu corpo, camuflagem que permite que o drag√£o-marinho-comum se misture perfeitamente com o ambiente. Este efeito √© ampliado quando eles nadam e ficam parecidos com as algas que os rodeiam.
Embora sejam parentes dos cavalos-marinhos, os drag√Ķes-marinhos t√™m v√°rias diferen√ßas de seus primos. Enquanto os machos das duas esp√©cies assumem a responsabilidade de cuidar dos filhotes, drag√Ķes-marinhos carregam seus ovos em um compartimento esponjoso sob suas caudas ao inv√©s das bolsas dos cavalos-marinhos. Outra diferen√ßa √© que os drag√Ķes-marinhos s√£o incapazes de usar suas caudas para agarrar objetos. Encontrados principalmente nas √°guas do sul da Austr√°lia, os drag√Ķes-marinhos vivem em profundidades rasas, entre 3 metros e 50 metros, tornando-os especialmente populares entre mergulhadores.

7. Quokka

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Voc√™ j√° deve ter visto estes marsupiais extremamente simp√°ticos em algum viral recente da internet. Uma das menores esp√©cies de wallaby, quokkas s√£o uma esp√©cie vulner√°vel cujas popula√ß√Ķes t√™m sido dizimadas por predadores como c√£es selvagens e raposas, bem como pela perda de seu habitat para os humanos.
Hoje, quokkas s√£o encontrados principalmente em √°reas protegidas no meio do mar como as ilhas Rottnest e Bald. Embora muitas vezes os quokkas se aproximem dos seres humanos com curiosidade e pare√ßam amig√°veis com seus sorrisos ador√°veis, esses animais n√£o devem ser tocados ou alimentados. Na verdade, eles s√£o considerados particularmente suscet√≠veis a doen√ßas por comer alimentos ‚Äúhumanos‚ÄĚ.
Ao contrário de muitos marsupiais, quokkas são capazes de subir em árvores. Além disso, as reservas de gordura armazenada em suas caudas permitem que esses animais sobrevivam por longos períodos sem água. Como herbívoros, eles também distinguem-se de outras espécies procurando alimento, ao invés de simplesmente pastar.

6. Numbat

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Parecido com um cruzamento entre um esquilo e um tamandu√°, os numbats s√£o t√£o bonitinhos quantos os quokkas ‚Äď mesmo que n√£o sejam t√£o populares nas redes sociais. Tamb√©m conhecido como ‚Äútamandu√°s listrados‚ÄĚ, numbats s√£o encontrados somente na Austr√°lia. Ao contr√°rio dos nossos tamandu√°s, no entanto, eles s√£o marsupiais. Esses animais s√£o especialmente incomuns, porque est√£o entre os dois √ļnicos marsupiais australianos que s√£o exclusivamente ativos durante o dia. Diferentemente da maioria dos marsupiais, no entanto, as numbats f√™meas n√£o t√™m uma bolsa real.
O numbat é uma espécie em extinção. Sua população foi substancialmente reduzida pela predação de gatos e raposas, bem como a perda de habitat em função da atividade agrícola e de incêndios florestais. Hoje, apenas cerca de 1.000 numbats permanecem em estado selvagem. Como parte do esforço para proteger a espécie e aumentar a consciência a respeito de sua situação, o governo lhe deu o título de mamífero oficial da Austrália Ocidental.

5. Brachionichthys hirsutus

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Além de sua aparência incomum, o spotted handfish (Brachionichthys hirsutus) da Austrália é conhecido por usar suas barbatanas para andar em vez de nadar. Ele prefere viver em ambientes rochosos ou arenosos do fundo do mar, onde usa suas barbatanas como mãos para caminhar em busca de pequenos crustáceos e vermes para comer.
Sua apar√™ncia incomum tamb√©m fica por conta de sua colora√ß√£o tipicamente vibrante, geralmente vermelho-fogo com azul e marca√ß√Ķes brancas na barbatana ou rosa-creme com vermelho, laranja e manchas marrons.
Infelizmente, esta √© outra esp√©cie amea√ßada. As raz√Ķes para o decl√≠nio de suas popula√ß√Ķes n√£o s√£o bem conhecidas, mas algumas teorias incluem a preda√ß√£o de seus ovos, contamina√ß√£o por metais pesados e perda de habitat pelo desmatamento que polui a √°gua com lodo.
No m√°ximo, sua popula√ß√£o em estado selvagem √© atualmente de 1.000 exemplares, embora muitas pessoas acreditem que os n√ļmeros n√£o passem da casa das centenas. Sua maior chance de sobreviv√™ncia depende da melhoria da qualidade da √°gua do estu√°rio do rio Derwent, onde sua popula√ß√£o √© concentrada e o n√ļmero de esp√©cies invasoras que comem seus ovos, como estrelas do mar e caranguejos, √© reduzido.

4. Raposa voadora

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A raposa voadora é o maior morcego conhecido pelo homem, com uma envergadura que pode ter mais de um metro. A Austrália é o lar de quatro principais espécies de raposa voadoras, incluindo a vermelha-pequena, a preta, a cabeça-grisalha e raposa-voadora-de-óculos.
Das quatro, as variedades de cabeça-grisalha e de óculos são consideradas espécies vulneráveis. Como muitas ameaçadas, o maior perigo para a sua sobrevivência vem dos seres humanos destruindo o seu habitat. Elas também são ameaçadas pela sua dependência de pólen e néctar de eucaliptos, que florescem irregularmente de ano a ano.
Raposas-voadoras s√£o uma ‚Äúesp√©cie-chave‚ÄĚ, o que significa que os pap√©is que desempenham s√£o vitais para a sa√ļde dos ecossistemas que habitam. Elas ajudam a polinizar as flores e dispersar sementes e sua sobreviv√™ncia √© especialmente importante para a manuten√ß√£o de ambientes amea√ßados, incluindo os Wet Tropics e as Gondwana Rainforests da Austr√°lia.

3. Tubar√£o-elefante

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Batizado por causa do formato distintivo de seus focinhos, tubar√Ķes-elefantes s√£o, na verdade, peixes de apar√™ncia estranha. Habitantes das √°guas do sul entre a Austr√°lia e Nova Zel√Ęndia, os tubar√Ķes-elefante podem atingir at√© 1,5 metros de comprimento. Vivendo em profundidades de pelo menos 200 metros, usam seus narizes como detectores de metais para encontrar crust√°ceos no fundo macio e lamacento do oceano.
Tamb√©m chamado de ‚Äúpeixe-elefante‚ÄĚ, eles est√£o mais intimamente relacionados com a fam√≠lia das arraias do que com os tubar√Ķes. Suas barbatanas dorsais dianteiras t√™m espinhos serrilhados longos, que acredita-se serem venenosos, um meio de proteg√™-los de tubar√Ķes e outros peixes maiores.
Os cientistas acreditam que os tubar√Ķes-elefante podem ser os animais com a evolu√ß√£o mais lenta entre todos os vertebrados conhecidos, tendo sofrido poucas altera√ß√Ķes desde centenas de milh√Ķes de anos atr√°s. Como todos os outros tubar√Ķes e raias, eles t√™m esqueletos feitos de cartilagem ao inv√©s de osso, uma caracter√≠stica incomum em vertebrados que evolu√≠ram mais recentemente. Seu sistema imunit√°rio √© simples, com apenas um tipo de c√©lula auxiliar imunol√≥gica. Como f√≥sseis vivos, tubar√Ķes-elefante representam um link para um passado distante da Terra e os animais que j√° habitaram os oceanos antigos.

2. Varano-gigante

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Varanos-gigantes (ou perentes) s√£o os maiores lagartos da Austr√°lia, alcan√ßando comprimentos de mais de 2,5 metros. Estes lagartos tamb√©m s√£o extremamente r√°pidos, atingindo velocidades de at√© 40 quil√īmetros por hora. Embora se desloquem normalmente com todas as quatro pernas, √†s vezes usam apenas suas duas patas traseiras.
Enquanto seu tamanho e velocidade tornem os perentes predadores formidáveis de coelhos, pássaros, pequenos marsupiais e até mesmo grandes cobras venenosas, eles não estão no topo da cadeia alimentar. Além de serem predados por grandes águias, eles são também uma fonte tradicional de carne para os aborígenes.

1. Bilby-grande

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Os maiores membros de uma fam√≠lia de marsupiais que vivem debaixo da terra chamados de ‚Äúbandicoots‚ÄĚ, os bilbies-grandes s√£o os √ļnicos sobreviventes das seis esp√©cies de marsupiais que viviam nas regi√Ķes √°ridas e semi√°ridas da Austr√°lia. Com seus antigos habitats reduzidos em 80%, s√£o classificados como ‚Äúvulner√°veis‚ÄĚ a n√≠vel nacional e como ‚Äúem perigo‚ÄĚ em Queensland.
Um s√©culo atr√°s, os bilbies sofreram um decl√≠nio em sua popula√ß√£o quando as interven√ß√Ķes humanas na agricultura substancialmente alteraram e reduziram seus habitats. A amea√ßa mais significativa para estes animais vem do gado dom√©stico, ovelhas e coelhos, que dependem da mesma comida que bilbies ‚Äď coelhos tamb√©m competem com bilbies pelo terreno para fazerem suas tocas. Estes marsupiais s√£o conhecidos por sua impressionante habilidade de cavar, usando seus antebra√ßos fortes e garras para criar t√ļneis em espiral de at√© 3 metros de comprimento e 2 metros de profundidade.
Os bilbies tamb√©m s√£o importantes para a cultura abor√≠gene. Eles aparecem significativamente em hist√≥rias da cria√ß√£o do ‚ÄúSonho‚ÄĚ, contos que ligam o passado e o presente, assim como o povo abor√≠gine e a terra. Para algumas tribos, bilbies representam um totem, um s√≠mbolo da natureza que faz parte da identidade da comunidade. S√£o as a√ß√Ķes dos imigrantes europeus, em vez do povo abor√≠gine, que s√£o respons√°veis ‚Äč‚Äčpela diminui√ß√£o da popula√ß√£o destes animais. [via]

Fot√≥grafo registra express√Ķes e li√ß√Ķes ensinadas por doentes terminais

A vida, com seus aspectos bons e ruins, de repente se dissolve e acaba. Desde os primórdios da humanidade, a morte tenta ser compreendida e evitada pelo homem: sem sucesso. O fotógrafo Andrew George não busca porquês, mas mostra como é possível esperar pelo que é inevitável de forma serena e corajosa.

Na s√©rie de fotos intitulada Right Before I Die (‚ÄúPouco antes de eu morrer‚ÄĚ, em portugu√™s), o fot√≥grafo registra, em imagens tocantes, doentes terminais que em breve ter√£o seu encontro com a morte ‚Äď e n√£o a temem.

As pessoas fotografadas por Andrew George n√£o s√£o famosas, n√£o aparecem em jornais e talvez nem fossem lembradas na hora do adeus, se n√£o fosse o projeto. Mas a coragem que demonstram nesse momento, aguardando n√£o a cura, mas o inevit√°vel com sorriso no rosto, mesmo que conformado, fazem delas pessoas especiais.

Vem conhecê-las:

Donald ‚Äď ‚ÄúO grandioso amor, ele dura e dura ‚Äď √© assim que se ama. Meu amor √© t√£o supremo que apesar de minha ex-mulher estar casada e amando outro homem, eu ainda a amo. Voc√™ tem que perceber que nem sempre pode continuar com as coisas, √© preciso deix√°-las ir.‚ÄĚ

Pacientes terminais encaram a morte com serenidade

Josefina ‚Äď ‚ÄúA vida √© a sala de espera para a morte. N√≥s s√≥ estamos de passagem porque desde que voc√™ nasceu, voc√™ sabe que vai morrer e n√≥s temos um dia espec√≠fico, s√≥ n√£o sabemos quando, nem onde, nem como. Eu me sinto calma, tranquila, porque eu j√° sei que eu estou indo, ent√£o todas as noites eu falo para Deus ‚ÄėVoc√™ sabe o que est√° fazendo‚Äô.¬†Eu n√£o estou com medo de morrer, eu j√° vivi feliz por muitos anos.‚ÄĚ

Pacientes terminais encaram a morte com serenidade

Chuck ‚Äď ‚ÄúUm dos momentos mais felizes da minha vida? No topo da lista est√° o momento em que conheci Sally, que seria minha esposa por 35 anos.‚ÄĚ

Pacientes terminais encaram a morte com serenidade

Ediccia ‚Äst‚ÄúEu amo abrir meus olhos pela manh√£ e escutar todos aqueles passarinhos na minha janela, s√£o tantos que ficam cantando. Este √© o significado da vida para mim ‚Äď e a sensa√ß√£o do sol na pele.‚ÄĚ

Pacientes terminais encaram a morte com serenidade

John ‚Äď ‚ÄúQuando eu penso na morte √© como se fosse o come√ßo de uma nova forma de vida indolor.‚ÄĚ

Pacientes terminais encaram a morte com serenidade

Kim ‚Äď ‚ÄúEu n√£o tenho medo de morrer ‚Äď eu tenho medo do que eu tive que fazer para chegar l√°‚ÄĚ.

Pacientes terminais encaram a morte com serenidade

Abel ‚Äď ‚ÄúEu sinto que a porta est√° se abrindo. N√≥s voltamos quando n√≥s terminamos o trabalho que nos foi designado. √Č t√£o simples, porque seria uma grande trote se n√£o fosse verdade.‚ÄĚ

Pacientes terminais encaram a morte com serenidade

Wanda ‚Äď ‚ÄúEu nunca sei, minuto a minuto, o que ser√° da minha vida, mas eu n√£o tenho medo disso. Eu estou em paz porque eu fiz tudo o que eu queria e tentei ser a melhor pessoa que consigo ser.‚ÄĚ

Pacientes terminais encaram a morte com serenidade

Odis ‚Äď ‚ÄúA √ļltima vez que voc√™ fecha a tampa de um caix√£o, essa √© a coisa que mais parte o cora√ß√£o. Voc√™ parte, voc√™ apenas parte. Eu tenho tr√™s filhos enterrados em Phoenix e quatro maridos est√£o mortos.‚ÄĚ

Pacientes terminais encaram a morte com serenidade

Nelly ‚Äď ‚ÄúEu n√£o sei o quanto eu ainda tenho para viver ‚Äď talvez hoje? Talvez amanh√£ seja o √ļltimo dia? Eu n√£o sei. Mas eu estou bem feliz, na verdade, e eu n√£o tenho arrependimentos, apesar de ter passado por um inferno. At√© onde eu sei, eu conquistei o que tinha que conquistar na vida.‚ÄĚ

Pacientes terminais encaram a morte com serenidade

Sarah ‚Äď ‚ÄúO tempo √© precioso. Deus √© precioso‚Ķ‚ÄĚ

Pacientes terminais encaram a morte com serenidade

Ren√© ‚Äď ‚ÄúN√£o existe essa coisa de felicidade na vida. O que n√≥s chamamos de felicidade s√£o contribui√ß√Ķes; tudo o que n√≥s temos √© o que n√≥s somos e o que nos √© dado naquele momento.‚ÄĚ

Pacientes terminais encaram a morte com serenidade

Sara ‚Äď ‚ÄúEu penso que crescer com amor faz com que as pessoas d√™em mais amor. E voc√™ tem que amar para ser amado, voc√™ tem que ser bom sem esperar nada em retorno. Voc√™ faz isso porque faz parte de voc√™ fazer isso.‚ÄĚ

Pacientes terminais encaram a morte com serenidade

Ralph ‚Äď ‚ÄúEste tem sido um excelente, excelente passeio‚ÄĚ.

Pacientes terminais encaram a morte com serenidade

Todas as fotos © Andrew George

Festival premia as barbas e bigodes mais incr√≠veis de 2015

Mais do que um simples charme, barba¬†√© estilo e paix√£o. N√£o √© a toa que centenas de barbados e bigodudos se reuniram, neste¬†in√≠cio de outubro, na pequena cidade de Leogang, na √Āustria. L√° aconteceu o World Beard and Moustache Championship, uma inusitada competi√ß√£o que premia as barbas e bigodes mais criativos e impressionantes de cada ano.

A primeira edição do campeonato aconteceu na Alemanha em 1990 e, desde então, já passou por lugares como o Alasca e a Noruega. Pelo meio, a barba ganhou fama entre os homens, juntamente com o bigode.

Este ano, mais de 300 participantes de 20 países se colocaram à frente das juradas para tentar conquistar a vitória em uma das 18 categorias da premiação, que vai de bigode e cavanhaque a estilização criativa. Dá uma olhada no que rolou por lá:

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Fotos © Jan Hetfleisch

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Fotos © Stefanie Reindl

As fotos por tr√°s das famosas ilustra√ß√Ķes de Pin-ups

Pin-up √© uma modelo voluptuosa, cujas imagens sensuais produzidas em grande escala exercem um forte atrativo na cultura pop. Tamb√©m se designa Pin-up o material gr√°fico sensual, destinado √† exibi√ß√£o informal, que constituem-se num tipo leve de erotismo, geralmente era uma ilustra√ß√£o a aquarela baseada em uma fotografia. As mulheres consideradas pin-ups s√£o geralmente modelos e atrizes, mas tamb√©m se pode encontrar outros tipos de Pin Up’s que s√£o as mais “comportadas”, por√©m utilizam um pouco do erotismo da pin-up. O termo pin-up vem da hist√≥ria de que as imagens apareciam muito em calend√°rios ‚Äď ¬†do tipo de pendurar na parede ou porta (em ingl√™s,¬†pin-up).Veja algumas dessas abaixo:

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As famosas Pin-ups, mulheres de curvas voluptuosas das ilustra√ß√Ķes em aquarela, eram inspiradas por modelos reais, fotografadas em poses e roupas semelhantes √†s que iam aparecer no desenho. O burlesco, apresenta√ß√£o teatral que envolvia par√≥dia e, √†s vezes, strip tease, foi muito popular no in√≠cio do s√©culo 19. As dan√ßarinas come√ßaram a fazer cart√Ķes a partir de suas fotografias para atrair a aten√ß√£o do p√ļblico.

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O que na √©poca poderia parecer uma produ√ß√£o at√© vulgar, hoje pode ser considerado um material gr√°fico sensual de alt√≠ssima qualidade, comparado √†s produ√ß√Ķes extremamente escrachadas que vemos hoje em dia. Talvez esse seja um dos motivos que as Pin-ups ainda hoje criam tanta venera√ß√£o e nostalgia, por trazer ao sensual um toque √ļnico de pop art e Glamour.

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S√©rie de fotos perturbadora retrata a vida de crian√ßas selvagens

Você já deve ter ouvido alguma história sobre crianças criadas por animais. Muitas vezes, são bebês que se perderam ou foram abandonados pelas famílias desde muito cedo e adotados por animais selvagens. A fotógrafa Julia Fullerton-Batten, de origem inglesa e alemã, sempre teve uma curiosidade extra a respeito desses jovens que foram criados longe da sociedade.
Sua s√©rie recente de fotografias intitulada Feral Children¬†(‚ÄúCrian√ßas Selvagens‚ÄĚ, em tradu√ß√£o livre) recria alguns¬†retratos perturbadores de crian√ßas que se criaram em meio √† selva.¬†‚ÄúAlgumas das hist√≥rias sobre animais selvagens que d√£o assist√™ncia, de uma forma ou de outra, para crian√ßas parecem incr√≠veis para mim‚Äú, disse ela ao site¬†Feature Shoot.
Vem conhecer algumas dessas histórias:
selvagem1
Menina-Lobo, M√©xico ‚ÄstEm 1845, uma menina foi vista correndo de quatro com uma matilha de lobos. Um ano mais tarde, ela foi vista com os lobos comendo uma cabra. Ela chegou a ser¬†capturada, mas escapou. Em 1852, foi vista novamente amamentando dois filhotes de lobo, mas correu para a floresta¬†e¬†nunca mais a viram.
selvagem2
Oxana Malaya, Ucr√Ęnia¬†‚ÄstViveu¬†com c√£es durante seis anos e foi encontrada em 1991. Seus pais eram alco√≥latras e a haviam esquecido do lado de fora de casa uma noite, quando, com apenas tr√™s anos, ela buscou o calor dos c√£es que viviam no canil da fazenda. Aos oito anos, se comportava de maneira semelhante √† de um cachorro e foi levada para terapia intensiva. Hoje, aos 30 anos, ela possui as habilidades de uma crian√ßa de cinco e cuida dos animais de uma cl√≠nica de terapia, em Odessa, com a ajuda de seus cuidadores.
selvagem3
Shamdeo, √ćndia¬†‚Äď Descoberto aos quatro anos em uma floresta brincando com lobos, Shamdeo tinha dentes afiados e unhas compridas em formato de gancho. Gostava de ca√ßar galinhas, comer terra e de sangue. Ap√≥s voltar √† sociedade, nunca aprendeu a falar, mas foi capaz de desenvolver uma linguagem de sinais.
selvagem4
Prava (O Menino P√°ssaro), R√ļssia, 2008 ‚Äď Encontrado aos 7 anos vivendo com sua m√£e, por√©m trancado em um quarto pequeno com dezenas de aves. Embora nunca tenha aprendido a falar, era capaz de gorjear e, quando n√£o √©¬†compreendido, balan√ßa os bra√ßos e as m√£os como um p√°ssaro.
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Marina Chapman, Columbia¬†‚Äď Sequestrada aos cinco anos, foi deixada pelos sequestradores na selva e viveu com uma fam√≠lia de macacos-prego por mais cinco anos at√© ser encontrada por ca√ßadores que a venderam para um bordel. Eram os macacos que a alimentavam e a ensinaram a subir em √°rvores. Ao ser encontrada, ela havia perdido a linguagem completamente. Depois de escapar do bordel, foi viver nas ruas,¬†chegou a ser escravizada e finalmente acabou sendo adotada por uma fam√≠lia. Hoje vive uma vida normal, est√° casada e tem filhos, al√©m de ter lan√ßado um livro sobre a experi√™ncia.
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Madina, R√ļssia ‚Äď Viveu com c√£es at√© completar tr√™s anos. Quando foi encontrada por um assistente social, em 2013, estava nua, andava de quatro e rosnava. Sua m√£e era alco√≥latra e deixava a filha brincando e comendo o mesmo alimentos que os c√£es. Hoje, Madina se recupera e pode vir a levar uma vida normal uma vez que tenha aprendido a se comunicar como uma crian√ßa de sua idade.
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Genie, Estados Unidos ‚Äď Seu pai achava que ela era retardada e a deixou confinada durante mais de 10 anos, sentada em um banco em um quarto fechado da casa. Aos 13 anos, foi levada a assistentes sociais, que perceberam que ela n√£o emitia nenhum som e se arranhava frequentemente. Ap√≥s tratamento, foi capaz de desenvolver uma linguagem e comportamentos sociais limitados.
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The Leopard Boy, √ćndia ‚Äď Aos dois anos, foi levado por um leopardo, com quem viveu at√© os cinco. Quando um ca√ßador matou o animal e encontrou-o, levou o garoto de volta √† fam√≠lia. Seu comportamento era semelhante ao de um animal: andava de quatro e soltava grunhidos e rosnados. Depois de algum tempo, aprendeu a falar e a caminhar ereto.
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Sujit Kumar Menino Galinha, Fiji ‚Äď Seus pais o mantinham trancado em um galinheiro. Aos oito anos, foi encontrado cacarejando e ciscando numa estrada. Ap√≥s ser levado a um lar de idosos, passou mais de 20 anos amarrado em uma cama devido √† sua agressividade. Hoje, com mais de 30 anos, foi resgatado e recebe cuidados de¬†uma senhora.
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Kamala e¬†Amala, √ćndia ‚Äď Kamala, com 8, e Amala, com 12 anos, foram encontradas por um padre vivendo na cova de um lobo. Ap√≥s serem resgatadas, elas dormiam juntas, uivavam e n√£o comiam nada a n√£o ser carne crua. Apesar de n√£o terem interesse em interagir com outros humanos, possu√≠am uma vis√£o, audi√ß√£o e olfato fora do comum. Amala morreu um ano ap√≥s ser capturada e Kamala viveu at√© os 17 anos, quando faleceu de insufici√™ncia renal.
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Ivan Mishukov, R√ļssia ‚Äď Ap√≥s ser abusado por sua fam√≠lia, fugiu de casa aos 4 anos, quando desenvolveu uma rela√ß√£o com uma matilha de c√£es. Algum tempo depois, chegava a ser considerado como uma esp√©cie de l√≠der da matilha. Como passou apenas dois anos nessa condi√ß√£o, at√© ser encaminhado a um abrigo para crian√ßas, Ivan hoje vive uma vida normal.
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Marie Angelique Memmie Le Blanc (A Menina Selvagem de Champagne), Fran√ßa ‚Äď Por 10 anos, ela caminhou milhares de quil√īmetros sozinha pela selva francesa, onde comeu¬†p√°ssaros, sapos e peixes, folhas, ramos e ra√≠zes. Foi capturada aos 19 anos, quando era capaz apenas de emitir gritos e guinchos. Mas, ap√≥s o per√≠odo, teve diversos patronos ricos, com quem aprendeu a ler, escrever e falar, tendo vivido uma vida normal at√© os 63 anos.
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John Ssebunya (O Menino Macaco), Uganda ‚Äď Ap√≥s ver o pai assassinar a m√£e, aos tr√™s anos, John fugiu de casa e foi parar na selva, onde viveu com os macacos durante tr√™s anos.¬†Sua dieta consistia principalmente de ra√≠zes, nozes, batata doce e mandioca e ele tinha desenvolvido um caso grave de vermes intestinais,¬†com¬†mais de meio metro de comprimento. Depois desse per√≠odo, sua voz fina permitiu que ele se tornasse cantor no Reino Unido.
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Victor (O Menino Selvagem de Aveyron), Fran√ßa ‚Äď Encontrado na mata ao sul da Fran√ßa em 1800, ele foi preso, com cerca de 12 anos de idade. Seu corpo era coberto de cicatrizes e ele n√£o sabia falar. Acredita-se que ele tenha passado 7 anos como uma crian√ßa selvagem e, mesmo que pudesse saber falar antes disso, nunca retomou a linguagem.
Fotos © Julia Fullerton-Batten