Detentas brasileiras fazem perucas e próteses para mulheres com câncer

No Brasil, os presídios são superlotados e não ajudam a ressocializar os presos. Não há nada melhor que o trabalho para fazer com que presos se aproximem da sociedade e recuperem a auto-estima perdida. O projeto Mãos Solidárias, da ONG Amigas Para o Bem Viver, no Espírito Santo, oferece para as detentas do Centro Prisional Feminino de Colatina (CPFCOL) equipamentos para que produzam acessórios para mulheres com câncer e assim se mantenham ocupadas com uma boa ação.

Até hoje foram confeccionados 120 lenços, 14 perucas e 80 próteses mamárias artesanais para doação. Além disso, as internas já começaram um novo trabalho para produzir turbantes. Algumas mulheres que cumprem pena doaram os próprios cabelos para a campanha, outra parte veio de parcerias com salões de beleza, escolas e empresas do município.

As detentas trabalham voluntariamente, mas, para cada três dias de trabalho, conseguem reduzir um dia de penaRealizar este tipo de trabalho voluntário possibilita momentos de reflexão e de empatia com o público que receberá o material produzido por elas. Além disso, a iniciativa permite a capacitação profissional das internas e as prepara para retornarem à sociedade”, diz a gerente Educação e Trabalho da Sejus, Regiane Kieper do Nascimento. 

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Imagem via Sejus/ES.
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