Astrônomos descobrem as estrelas mais velhas conhecidas do universo

estrelas antigas hipernovas 

Uma equipe internacional de astrônomos, incluindo pesquisadores da Universidade de Cambridge (Reino Unido) e da Universidade Nacional da Austrália, identificou as estrelas mais antigas conhecidas da nossa galáxia, que poderiam conter pistas vitais sobre o início do universo.

No centro

Durante décadas, os astrônomos tentam determinar como o universo era logo após o Big Bang. A compreensão de como as primeiras estrelas e galáxias se formaram é crucial para este objetivo.

As estrelas no centro da Via Láctea podem ser algumas das mais antigas do mundo. Elas contêm quantidades extremamente baixas de metais, e impressões digitais químicas que indicam que podem ter morrido de formas espetaculares: como hipernovas, dez vezes mais energéticas do que uma supernova regular.

Pouco metal

Logo após o Big Bang, o universo era inteiramente composto de apenas hidrogênio, hélio e pequenas quantidades de lítio. Todos os outros elementos, como o oxigênio que respiramos, foram fabricados dentro de estrelas ou quando elas morreram como supernovas.

Para encontrar as estrelas mais velhas do universo, portanto, os astrônomos decidiram procurar as extremamente pobres em metais: estrelas com muito hidrogênio, mas muito pouco de qualquer outro elemento.

Pensava-se que as primeiras estrelas se formaram no centro da galáxia, onde os efeitos da gravidade são mais fortes. Mas depois de décadas de pesquisas, os cientistas descobriram que a maioria das estrelas no centro da nossa galáxia tem um conteúdo de metal semelhante às muito mais próximas de nós.

Eles precisavam, então, de uma forma melhor de vasculhar esse centro e encontrar as que se diferenciavam por sua idade.

Azuis e idosas

Os astrônomos do novo estudo criaram uma excelente estratégia para encontrar as estrelas mais antigas na galáxia. Estrelas com um baixo teor de metal parecem mais azuis do que as outras, o que é uma diferença-chave.

Usando imagens obtidas com o telescópio ANU SkyMapper na Austrália, a equipe selecionou 14.000 estrelas promissoras para olhar com mais detalhes, com um espectrógrafo de um telescópio maior.

As melhores 23 candidatas eram todas pobres em metal, levando os pesquisadores a utilizar um telescópio ainda maior, no deserto de Atacama, no Chile. A partir desses dados, a equipe identificou nove estrelas com um teor de metais menos de um milésimo do montante visto no nosso sol, incluindo uma estrela com um décimo de milésimo da quantidade – agora a recordista de mais pobre em metais no centro da galáxia.

Evidências adicionais

Saber que essas estrelas têm baixas quantidades de metais não foi suficiente para ter certeza de que se formaram muito cedo na história do universo. Elas poderiam ser estrelas que se formaram muito depois em outras partes da galáxia que não eram tão densas, e agora estão de passagem pelo centro da Via Láctea.

Para eliminar essa possibilidade, os pesquisadores mediram distâncias e movimentos das estrelas no céu para prever como elas se moviam, e onde tinham estado no passado.

Eles descobriram que, enquanto algumas estrelas estavam apenas de passagem, sete haviam passado toda a sua vida no centro da nossa galáxia. Simulações de computador sugerem que elas devem ter se formado no universo primordial.

Hipernovas

Quando as primeiras estrelas da galáxia morreram, elas deixaram uma assinatura química, que indicam que tiveram mortes espetaculares conhecidas como hipernovas, uma explosão dez vezes mais energética do que uma supernova regular.

Isso as tornaria uma das coisas mais energéticas do universo, muito diferentes dos tipos de explosões estelares que vemos hoje.

“Este trabalho confirma que existem estrelas antigas no centro de nossa galáxia. A assinatura química impressa sobre essas estrelas nos fala sobre uma época do universo que é de outra forma completamente inacessível”, disse o Dr. Andrew Casey, do Instituto de Astronomia de Cambrigde. “O universo foi, provavelmente, muito diferente no início, mas para sabermos o quanto, temos que encontrar mais dessas estrelas”.

Os resultados do estudo foram publicados na revista Nature. [Phys]

Arquitetos criam luminárias públicas em formato de flores que se abrem quando pedestres passam por elas

Quanto mais divertida e interativa uma cidade, mais felizes são as pessoas que nela vivem. Para aprimorar o ambiente urbano e dar cara nova a periferia de Jerusalém, Israel, a equipe da HQ Arquitetos instalou uma luminária pública em formato de flores gigantes que se abrem assim que os pedestres passam abaixo delas. 

Intituladas “Warde“, as obras em Vallero Square foram colocadas nas ruas em 2014 para trazer uma resignificação do espaço. Com dimensões de 9×9 metros, a instalação também se acende ao se abrir, dinâmica que acontece assim que uma pessoa ou o bonde se aproxima, trazendo um tanto de alegria para uma área depreciada da cidade.

A praça onde as quatro luminárias foram estrategicamente colocadas está em más condições, mas agora mais iluminada e, com uma pitada de fantasia e imaginário artístico, é possível superar a realidade. A dança das flores também serve como abrigo para aqueles que buscam por um pouco de sombra.

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Todas as fotos © Dor Kedmi

Fotógrafo registra tribos e comunidades remotas prestes a se extinguir

O fotógrafo britânico Jimmy Nelson fez um projeto em que, desde 2009, visitou 44 países em todo o mundo, desde as florestas tropicais de Papua Nova Guiné até ao norte da Mongólia para o deserto da Namíbia, documentando culturas tribais que podem desaparecer antes que saibamos que sequer existem.

O resultado foi o projeto Before They Pass Way (precisamente, Antes Que Eles Desapareçam) e é uma tentativa de testemunhar as tradições destas culturas consagradas pelo tempo, conhecer seus rituais e descobrir como o resto do mundo está ameaçando mudar seus modos de vida para sempre. Mais importante ainda, Nelson quis criar um documento fotográfico esteticamente ambicioso que resista ao teste do tempo.

Não só resultou em exemplares incríveis de fotografia, que armazenam e saciam nossos olhos com a beleza natural, como criou um ponto de contato real que nos permite explorar, mesmo que superficialmente, cada tribo. Veja algumas das deslumbrantes fotos:

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Todas as fotos: Jimmy Nelson

Empresa cria mini casas móveis para quem quer fugir do caos da cidade

O movimento minimalista está cada vez mais em alta e costuma atrair pessoas que querem fugir da cultura de consumo atual, vivendo com menos e, geralmente, em lares menores e adaptáveis. Uma nova linha de casas da empresa japonesa MUJI traz uma proposta inovadora nesse quesito: são pequenas casas móveis perfeitas para quem busca mais tranquilidade fora do caos da cidade.

A linha ganhou o nome de MUJI Hut e foi apresentada na conferência anula Design Touch, em Tóquio. Ao todo, três casas foram criadas por diferentes designers. Os projetos são assinados por Naoto Fukasawa, Jasper MorrisonKonstatin Grcic e têm como proposta a mobilidade, podendo ser instalados em uma variedade de localizações. Além disso, todas as casas misturam elementos da arquitetura tradicional japonesa a um estilo mais contemporâneo.

A linha deverá começar a ser comercializada a partir do ano que vem, no Japão, mas os valores finais do produto ainda não foram informados. Confere só algumas imagens das casas e comece a sonhar:

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Fotos: Divulgação.

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Fotos © designboom


Brasileiro clica imagens aéreas de São Paulo que vão te fazer olhar pra cidade de um jeito diferente

O Instagram faz o maior sucesso e acaba revelando talentos do mundo todo. O fotógrafo amador e engenheiro Renan Pissolatti tem ganhado seguidores devido sua criatividade na hora de fazer cliques, usando um drone para mostrar São Paulo de um jeito diferente.

Assumindo o perfil do.alto, Pissolatti mostra pontos interessantes da cidade pela perspectiva de quem a observa por cima, coisa que pouquíssimos paulistanos já tiveram a chance de fazer, como voar de helicóptero, por exemplo. Sob as lentes do drone, a Ponte Estaiada ficou bem diferente e até mais bonita.

O mesmo acontece com o Hotel Unique, obra arquitetônica marcante, assinada por Ruy Ohtake. A Av. Paulista e o Parque do Ibirapuera não poderiam faltar no Instagram do fotógrafo, que também clicou o belo Museu do Ipiranga, o monumento da Independência e o estádio do Pacaembu.

Quer ver as coisas sob um novo olhar? Se liga:

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Todas as fotos © Renan Pissolatti

Série intensa mostra o exato momento em que bebês chegam ao mundo

 

O momento em que uma mãe dá à luz é mágico e único. Por isso, a fotógrafa holandesa Marry Fermont está sempre pronta, com sua câmera e toda a sua sensibilidade, para registrar isso em imagens.

Marry é a primeira fotógrafa de partos da Holanda e, depois de registrar centenas de nascimentos, compartilhou uma série de belas imagens que mostram a coroação durante o parto – quando o bebê começa a sair da barriga da mãe. Sempre preocupada em registrar a emoção dos pais, a fotógrafa percebeu a intensidade deste momento em especial quando, durante um dos partos que acompanhou, o cordão umbilical ficou preso ao pescoço do bebê, tornando a coroação um pouco mais demorada.

Quando você presencia uma nascimento e vê gradativamente um bebê chegando ao mundo, o momento é inacreditável. E quando o bebê nasce de fato, é ainda mais inacreditável“, afirmou em seu site.

Confira as fotos:

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Todas as fotos © Marry Fermont

Livro infantil brasileiro quebra tabu ao contar história de amor entre duas mulheres

O belo príncipe de olhos azuis salva a princesa de madeixas douradas de um monstro terrível, eles se apaixonam e decidem viver felizes para sempre. Há séculos, contos de fada trazem histórias parecidas, mas a tradição não precisa estancar no tempo: é possível adaptar o clássico à realidade.

Quem prova isso é a psicóloga brasileira Janaína Leslão, que adicionou ao enredo de um conto de fadas todos os elementos de diversidade que, mais do que nunca, têm se mostrado presente no mundo atual, dando origem a um livro que quer mudar a forma como crianças aprendem a ver o mundo.

Na história, a princesa Cíntia, de pele negra e longos cabelos escuros, é prometida ao príncipe Febo, do reino vizinho. Mas ao mandar fazer seu vestido de noiva, é pela costureira que a princesa cai de amores. O relacionamento entre as duas moças é apoiado pelo príncipe, que usa dreads bastante estilosos, e por sua irmã, que é deficiente física.

Adicionado à história várias pitadas de diversidade, Janaína quer quebrar tabus e ajudar famílias e escolas a mostrarem para as crianças que o amor e as pessoas vão muito além dos padrões criados e repetidos culturalmente. Não é preciso dizer que o livro, intitulado “A Princesa e a Costureira” tem gerado uma certa polêmica, mas vale lembrar que isso é um sinal positivo. Mudar é preciso, mas mudar nunca é fácil. O livro já está disponível em pré-venda.

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Todas as imagens © A Princesa e a Costureira