FOTO DO DIA

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Só um comercial japonês de maquiagem

O Japão é o lugar mais legal do mundo. Pelo menos no que se trata de criatividade e liberdade para se criar comerciais insanos que por aqui jamais seriam sequer cogitados.O non sense, a relação com videogames que flerta com o infantil, o grande esforço para realizar algo complexo que por aqui seria vetado em prol de algo mais simples e direto ao ponto.

Ninguém pode negar que as diferenças culturais entre o Brasil e o Japão existem, e é bem interessante tentar sair do nosso jeito de pensar para enxergar como a propaganda funciona lá e os motivos dela ser tão estranha pra gente.Esse comercial da Shiseido, marca de cosméticos de lá, é uma prova disso.Toda essa elaboração e reviravolta para uma assinatura super simples: “Todo mundo pode ficar bonito.”

Fotógrafa passa 3 anos em hospital psiquiátrico para mostrar o lado sensível de pessoas com doenças mentais

 Geralmente esperamos de um ensaio fotográfico em uma instituição psiquiátrica que ele seja bastante forte e intenso e as fotos registradas pela francesa Marylise Vigneau não são diferentes, exceto por um detalhe: a habilidade em explorar o lado mais sensível das pessoas que sofrem com distúrbios psiquiátricos.

A série criada por ela ganhou o nome de “Hercules told me to stay in America“, frase que ouviu da boca de um dos pacientes que fotografou na Instituição Psiquiátrica de Lahore, no Paquistão. Outros dizeres que demonstram a poesia existente entre os pacientes e que ela não perdeu a oportunidade de registrar foram frases como: “a última passa de um cigarro é melhor do que mil beijos de uma virgem” ou “eu compreendi o sentido da vida: desfrutar, desfrutar“.

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Durante três anos ela esteve no local registrando o dia-a-dia dos internos. A fotógrafa conta que inicialmente todos diziam que a experiência seria horrível, já que as pessoas lá são “doidas” ou “violentas”. Mas o que ela encontrou foi exatamente o oposto: pessoas extremamente sensíveis, em busca de amor e atenção. Ela conta que costumava brincar de bolinha de sabão e cantar junto aos internos.

Marylise viveu no Paquistão e no Cambodja, locais onde desenvolveu projetos fotográficos mais longos. Mesmo assim, ela sabe exatamente onde gostaria de estar se passasse mais tempo no país: “Preferia ficar com eles do que presa numa casa como uma ‘menina’ de uma família conservadora“, conta ela.

E as fotos abaixo tornam simples entender o porquê:

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Todas as fotos © Marylise Vigneau

A luta para preservar a vida do último rinoceronte-branco presente na natureza

O rinoceronte-branco corre sério risco de extinção. Hoje, existe apenas um macho da espécie na natureza, que pode desaparecer a qualquer momento. Chamado de Sudan, o animal vive no Ol Pejeta Conservancy, no Quênia e é resguardado de perto por um time de guardas florestais.

O problema da espécie está justamente em um de seus maiores atributos de beleza: os cornos, que valem mais de U$ 75 mil (cerca de R$ 230 mil) por quilo no mercado negro. Não é difícil de imaginar que um prêmio deste tamanho atraia muitos caçadores em busca de enriquecimento fácil. A ação humana, e principalmente a caça, é há muito tempo a grande responsável pela extinção de espécies animais.

Mas, se depender dos guardas florestais que você vê nas fotos abaixo, este animal pode dormir tranquilo. Além de Sudan, ainda há 5 fêmeas vivas do rinoceronte-branco, o que faz com que cientistas considerem realizar inseminação artificial ou mesmo cruzar as fêmeas com outras sub-espécies em uma tentativa de preservar a espécie.

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Todas as fotos © Dai Kurokawa/European Press Agency

Filhote de vaca resgatada se comporta como um cachorro e conquista a internet

Já estamos tão acostumados a ver os mais diversos tipos de animais fazendo sucesso pelas redes sociais que é difícil nos espantarmos com algo. Mas essa filhote de vaca que se comporta como um cachorro promete fazer você se apaixonar pelas suas aventuras.

Ao nascer, a vaca Goliath estava bastante doente e não tinha sequer forças para beber leite de uma garrafa. Mas sua mamãe adotiva Shaylee Hubbs – humana, diga-se de passagem – cuidou tanto do animal que ele se recuperou e hoje é saudável, dividindo o espaço com Leonidas, o dogue alemão da família.

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Um dia, Shaylee saiu por alguns minutos e, quando voltou, não encontrava Goliath em lugar nenhum. Mas, ao entrar na sala de casa, encontrou a vaca confortavelmente sentada no sofá. A situação acabou virando uma foto, postada no Twitter de Shaylee e que cativou a internet na hora.

Hoje, a vaca tem sua própria conta no Twitter e adora comer comida para cachorro sempre que pode.

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Todas as fotos © Shaylee Hubbs

Jovem brasileiro mostra diálogos com a avó com Alzheimer em websérie emocionante

 

A internet vive nos surpreendendo com o compartilhamento de histórias e vivências que, de outra forma, não seria possível conhecermos. Um exemplo disso é o estudante de Direito Benedito de Araújo, 28, que decidiu mostrar para o mundo um pouco do dia a dia de sua avó, a dona Adelina Sales, 83, que sofre de esquizofrenia e Alzheimer.

Sempre bem-humorada e com uma boa capacidade cognitiva, apesar das doenças, dona Adelina conquistou mais de 90 mil curtidas na página do Facebook que o neto fez para compartilhar suas “pérolas”. No YouTube, são mais de 36 mil inscritos que acompanham os momentos divertidos da vovó em uma espécie de websérie. “Já no início a gente recebia depoimentos de pessoas que têm alguém com Alzheimer em casa ou que têm depressão ou se acidentou e ficou paraplégico e essas pessoas passaram a acompanhar“, disse ao G1 Araújo.

Além de serem engraçados, os vídeos provam que é possível lidar de uma forma positiva com o Alzheimer, doença que atinge mais de 1,2 milhão de pessoas no Brasil. Confira alguns dos vídeos e deixe se encantar:

Vozinha cantando

Vozinha, grávida e desejando abacate com rapadura

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Todas as fotos © Benedito e Vozinha

Como egípcios construíram as pirâmides? Os físicos têm uma resposta simples

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A pergunta “como egípcios construíram as pirâmides?” parece ser uma das mais clássicas de todos os tempos. A magnitude das construções – em contraste com a aparente e suposta falta de tecnologia da época – faz com que esse de fato seja um dos grandes mistérios da humanidade.
Mas os físicos parecem ter uma resposta, e ela pode ser mais simples do que você imagina.

Como egípcios construíram as pirâmides?

A Grande Pirâmide de Gizé é a última das “sete maravilhas” do mundo. A estrutura de 4.500 anos de idade foi construída a partir de 2,4 milhões de blocos de pedra calcária, a maioria pesando cerca de 2,5 toneladas. Pausa para processar essa informação: T-O-N-E-L-A-D-A-S. E ninguém tinha nem ideia do que era um guindaste.
Então é natural que ainda hoje estejamos debatendo como os egípcios conseguiram mover esses blocos e fazer essas construções tão absurdamente monumentais. Mas a espera por uma resposta acabou. Agora, os cientistas têm uma nova hipótese: eles rolaram as pedras.Eu disse que era simples. Você deve estar se perguntando: beleza, mas exatamente como eles rolaram as pedras?

Eles fizeram uma espécie de cinta com hastes de madeira para envolver os blocos de pedras, transformando cada quadrado em um dodecágono, fazendo com que eles se deslocassem mais facilmente se deslizando sobre as hastes.
Um grupo de curiosos testou a ideia em um modelo em escala, que consiste em um bloco de concreto de 20 cm², 40 cm de comprimento e 30 kg de peso. Eles anexaram um conjunto de três hastes de madeira para cada face do bloco, transformando a sua seção transversal de quadrado em dodecágono.


Finalmente, então, eles ligaram um cabo para o topo do bloco e mediram a força necessária para definir o bloco de rolamento. As medições indicam que o bloco experimenta um coeficiente de atrito dinâmico igual a 0,3, para um movimento de rotação constante. Isto exigiria que os egípcios aplicassem uma força de apenas 0,15 vezes o peso da pedra para puxá-la com uma corda enrolada em torno do bloco.
Depois eles calcularam que uma equipe de cerca de 50 homens seria necessária para mover um bloco com uma massa de 2,5 toneladas a uma velocidade de 0,5 metros por segundo. No caso de blocos de pirâmide em escala, as hastes de madeira teriam de ser toras de aproximadamente 30 cm de diâmetro, semelhante em tamanho às toras usadas ​​como mastros de navios que navegavam pelo Nilo. Seria algo assim:
Na verdade, para ser mais precisa, esta nova ideia é uma variação de uma ideia mais antiga, que tem a teoria de que os egípcios ligavam os blocos de pedras em círculos, transformando-os em cilindros que poderiam ser facilmente rolados até chegarem ao seu destino. Mas essa ideia tem algumas falhas: os cilindros teriam exercido uma enorme pressão no solo, causando danos consideráveis ​​às estradas. Estimativas modernas da taxa na qual a pirâmide foi construída sugerem que os trabalhadores moveram cerca de 40 blocos por dia. Se assim realmente foi, as estradas teriam exigido uma manutenção considerável.[Io9]

Mistério de como os antigos egípcios construíram suas pirâmides pode ter sido resolvido

Físicos da Universidade de Amsterdã (Holanda) podem ter resolvido um mistério de longa data: o de saber como os antigos egípcios construíram suas incríveis pirâmides, com pedras enormes e pesadas, em alturas impressionantes.

Segundo os cientistas, os egípcios podem ter sido capazes de mover enormes blocos de pedra através do deserto molhando a areia na frente de um aparelho construído para puxar os objetos pesados.

Os físicos queriam saber qual era a força necessária para puxar objetos pesados em um trenó gigante sobre a areia do deserto. Umedecê-la, eles descobriram, reduz o atrito no trenó, que por sua vez fica muito mais fácil de operar.

Inspiração artística

Se você está pensando: dá onde os pesquisadores tiraram essa de que essas pedras eram movidas por um trenó?Esta teoria não surgiu do nada. Ela veio através da observação de uma pintura encontrada na parede do túmulo do governante egípcio Djehutihotep, que retrata pessoas puxando um trenó com uma enorme estátua a bordo.



A pintura, que remonta a cerca de 1900 aC, mostra 172 homens transportando a imensa estátua usando cordas, sendo que uma pessoa pode ser vista em pé na frente do trenó, despejando um líquido sobre a areia.
A partir disso, os pesquisadores decidiram testar a ideia em laboratório. Eles usaram uma pequena versão de um trenó puxado através de uma bandeja de areia. Em seguida, mediram a quantidade de força de tração necessária para mover o trenó, bem como a rigidez da areia.
Por fim, molharam-na. Com a quantidade correta de umidade, a força de tração necessária para puxar o trenó com uma enorme pedra pela areia reduziu pela metade.
“Pontes capilares surgem quando a água é adicionada à areia. Estas são pequenas gotas de água em que os grãos de areia se ligam. Na presença da quantidade adequada de água, a areia molhada é cerca de duas vezes mais rígida que areia seca. O trenó desliza mais facilmente sobre a areia firme, simplesmente porque ela não se acumula na frente do trenó como a areia seca”, explicam os físicos.

O estudo, publicado na revista Physical Review Letters, além de resolver o mistério das pirâmides, também tem aplicações modernas: as descobertas podem ajudar pesquisadores a entender o comportamento de outros materiais granulares, como asfalto, concreto ou carvão, o que poderia levar a formas mais eficientes para o transporte desses recursos. [Cnet, LiveScience]

Cientistas descobriram o segredo egípcio para mover as enormes pedras das pirâmides

A questão de como uma civilização antiga, sem a ajuda da tecnologia moderna, moveu pedras de 2,5 toneladas que compunham suas famosas pirâmides tem há tempos afligido os egiptólogos e engenheiros mecânicos. Agora, uma equipe da Universidade de Amsterdã (Holanda) acredita que encontrou a resposta – e que a solução estava bem debaixo do nosso nariz o tempo todo.
Tudo se resume ao atrito. Os antigos egípcios conseguiam transportar sua carga rochosa através das areias do deserto, da pedreira até o local do monumento, usando grandes trenós. Trenós muito básicos, inclusive. Fundamentalmente, eram apenas grandes chapas com bordas viradas para cima.
Quando você tenta puxar uma grande chapa com as bordas viradas para cima carregando uma carga de 2,5 toneladas, ela tende afundar na areia à sua frente, construindo, assim, uma barreira que deve ser desobstruída regularmente antes que possa se ​​tornar um obstáculo ainda maior. 
No entanto, isto não acontece com a areia molhada. Na areia com a quantidade certa de umidade, pontes – essencialmente microgotas de água que ligam grãos de areia uns aos outros – se formam através dos grãos, o que dobra a rigidez relativa do material. Isso impede que a areia deslize da frente do trenó, se acumulando nas laterais, e reduz pela metade a força necessária para arrastar o trenó. Repito: pela metade.

Um comunicado da instituição holandesa explica que os físicos colocaram uma versão de laboratório do trenó egípcio em uma bandeja de areia. Eles determinaram tanto a força de tração necessária quanto a rigidez da areia como uma função da quantidade de água na areia. Para determinar a rigidez, utilizaram um reômetro, que mostra quanta força é necessária para deformar um certo volume de areia.
Os experimentos revelaram que a força de tração exigida diminuía proporcionalmente à rigidez da areia. Ou seja, um trenó desliza muito mais facilmente sobre o deserto de areia firme, simplesmente porque a areia não se acumula na frente dele como faz no caso da areia seca.

Estas experiências serviram para confirmar o que os egípcios claramente já sabiam e o que nós provavelmente já devíamos ter descoberto. No túmulo de Djehutihotep, encontrado na Era Vitoriana, uma obra de arte descreve uma cena de escravos transportando uma estátua colossal do governante do Império Médio e, nele, um homem na frente do trenó é retratado derramando um líquido na areia. Você pode vê-lo na imagem acima, à direita do pé da estátua.
Agora podemos finalmente colocar esta caçada científica de lado e no concentrarmos em como as pedras de Stonehenge foram parar lá. [USA Today, Gizmodo, CBS News]