10 doenças que podem matar suas vítimas em 24 horas

A ciência sempre busca o progresso, o que significa que perseguimos constantemente melhores tratamentos e curas para doenças que afligem a humanidade. No entanto, existem vírus, bactérias e condições maléficas lá fora, que até agora passaram a perna nas nossas mentes mais brilhantes.

Temos que tomar muito cuidado com essas doenças, pois elas podem derrubar qualquer um em menos de 24 horas. Como:

10. Dengue

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A dengue é uma doença que ameaça 40% da população mundial. Se você é brasileiro, já deve ter se deparado com instruções para prevenir a condição muitas vezes, uma vez que o mosquito transmissor do vírus é comum em climas tropicais.

O maior perigo é a versão hemorrágica da doença. Como o próprio nome sugere, com um dia da picada, a pessoa pode sofrer com febre alta, dores musculares e hemorragia interna. Sem tratamento imediato, a dengue hemorrágica pode destruir rapidamente as plaquetas da vítima, causando insuficiência circulatória em menos de 24 horas.

O pior: não há cura para a doença, e os cientistas ainda estão trabalhando em uma vacina que seja eficaz.

9. Ebola

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Mais de 28.000 pessoas no oeste da África contraíram ebola desde 2014. O vírus não possui cura atualmente, e estima-se que 70% dos infectados acabam morrendo.

Horas após a contaminação, a doença causa a ruptura de células brancas do sangue, impedindo a coagulação. Isso faz com que as pessoas sangrem internamente, bem como através dos olhos, nariz, reto, boca e orelhas. Eventualmente, seus órgãos param de funcionar.

8. Peste bubônica

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No século 14, a peste bubônica matou 50 milhões de pessoas. Mas isso não significa que a doença seja coisa do passado. Na última década, 20.000 casos da condição foram reportados em diferentes lugares do mundo, incluindo o continente americano.

A doença é transmitida através da mordida de uma pulga. A bactéria entra na corrente sanguínea e se multiplica nos linfonodos, causando bubões – bolhas inflamadas que produzem dor agonizante. Pacientes infectados vomitam sangue e têm convulsões, mas um dos piores sintomas é a necrose – os membros da pessoa começam a apodrecer enquanto ela ainda está viva.

Sem tratamento, 60% das pessoas com a doença vão morrer, frequentemente no mesmo dia em que são infectadas.

7. Enterovírus D68

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O D68 é um vírus respiratório mortal, uma espécie de versão agressiva da poliomielite. É transmitido via saliva, ou por superfícies como toalhas e maçanetas que tiveram contato com fluidos corporais.

A doença pode matar da noite para o dia, atacando a função motora e respiratória do infectado. Não há tratamento específico para a condição, considerada rara. Ainda assim, um surto recente nos EUA, em 2014, registrou 691 casos e 5 mortes.

6. Cólera

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A cólera causa desidratação severa, vômito e diarreia. A bactéria ataca o intestino, atrapalhando a excreção fecal. As vítimas podem perder um litro de fluidos por hora, o que causa desiquilibro de sais e convulsões. Ao longo do tempo, o sangue dos infectados engrossa, e seus órgãos começam a falhar.

Em todo o mundo, estima-se que 5 milhões de pessoas sofram com a doença, por conta de água e comida contaminadas. Dessas, 120 mil morrem, apesar de existirem antibióticos e vacina.

5. SARM ou MRSA

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MRSA é a sigla em inglês para “Staphylococcus aureus resistente à meticilina” (também conhecida como SARM). A doença é causada por uma bactéria que se tornou resistente a vários antibióticos – primeiro à penicilina, em 1947, e depois à meticilina.

Como consequência, nos infectados, a bactéria rapidamente destrói o pulmão e as células do sangue. A doença não possui tratamento e é predominante principalmente hospitais ocidentais. Ela se aproveita de feridas abertas, como cicatrizes de cirurgias.

Dentro de 24 horas da contaminação, uma forma gangrenosa de pneumonia pode asfixiar o paciente, causando falência de órgãos.

4. Doença cerebrovascular

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Essa doença é terrível: corta oxigênio e nutrientes vitais no corpo. Como resultado, mata 6 milhões de pessoas por ano, deixando outras 5 milhões permanentemente incapacitadas.

Se as pessoas não procurarem tratamento dentro de três a seis horas do derrame, o ataque pode ser fatal. Ele destrói 32 mil células cerebrais por minuto, causando dormência no rosto e membros imediatamente.

Sobreviventes muitas vezes ficam cegos ou mudos. Nos piores casos, ficam mentalmente intactos, mas totalmente paralisados, dos pés à cabeça.

3. Doença de Chagas

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Essa doença é causada por um parasita transmitido através de insetos como o barbeiro. É comum no continente americano.

Quando o parasita entra na corrente sanguínea de uma vítima, começa a destruir seu sistema circulatório. Muitos infectados são completamente inconscientes de que possuem a doença – 50.000 sucumbem à síndrome da morte súbita quando seus corações ficam fracos demais, e um ataque cardíaco inesperado ocorre. Se uma ressuscitação cardiorrespiratória não for ministrada imediatamente, não há esperança de sobrevivência.

2. Doença meningocócica

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No mundo todo, estima-se que 1,2 milhões de pessoas sejam infectadas com essa perigosa bactéria. Uma vez na corrente sanguínea, ela ataca a membrana do cérebro. Vítimas apresentam dores de cabeça severas, erupções roxas e sensibilidade à luz.

O cérebro incha e toxinas da bactéria destroem vasos sanguíneos em órgãos vitais. Sem tratamento imediato com antibiótico, os pulmões se enchem de fluido, e sepsia causa gangrena pelo corpo todo.

Mesmo com os melhores cuidados, até um terço dos infectados morre. Além disso, 20% dos sobreviventes ficam surdos, mentalmente deficientes ou precisam amputar membros.

1. Fasciíte necrosante

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Essa infecção é causada por uma bactéria conhecida como “devoradora de carne”, uma vez que ataca vigorosamente as camadas da pele. É mais comum em pacientes hospitalares com feridas abertas, mas pode ser transmitida até mesmo através de um corte feito com papel.

Quando entra na corrente sanguínea, as toxinas da bactéria rapidamente se espalham e apodrecem os tecidos do corpo. No mundo todo, cerca de 1.500 pessoas contraem a doença por ano. Em diversos casos, amputação de membros é a única forma de prevenir que a bactéria se espalhe por todo o indivíduo.

Mesmo com tratamento cirúrgico e antibióticos, um terço das vítimas morre.

Esse artigo foi criado baseado no vídeo abaixo, do canal do YouTube “Alltime10s”:

 
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Os 10 lugares mais estranhos do planeta

Nosso planeta está repleto de maravilhas sobrenaturais, paisagens surreais e formações das mais curiosas. Por que não ir atrás de explorá-las e aprender ainda mais sobre a natureza que nos cerca? Suas férias podem ser ainda mais interessantes e inspiradoras com a ajuda da geologia, embora nem todos os pontos sejam abertos ao público.

A receita para a formação dos lugares mais estranhos da Terra é fácil; uma mistura de minerais, microorganismos, temperaturas, e, claro, o tempo, capazes de criar cenários dos mais bizarros como uma cachoeira de água vermelha, uma mistura de cores incríveis, vulcões e gêiseres – fontes naturais que jorram água quente – impressionantes.

Conheça 10 desses lugares que parecem vir de um outro planeta nas fotos abaixo:

1. Fly Geyser, em Nevada

Vomitando água fervente em todas as direções, o gêiser foi formado em 1916, quando fazendeiros perfuraram um poço na região a cerca de 10 quilômetros do local do Burning Man, festival anual de arte de contracultura em no Black Rock Desert, Nevada. Com a perfuração, a água geotérmica atravessou, formando depósitos de carbonato de cálcio, que ainda se acumulam, tornando-se este curioso monte de 12 metros de altura. Ao fazer uma outra perfuração, em 1964, a água quente entrou em erupção em vários pontos. A origem das cores da superfície é devido as algas termófilas, que prosperam em ambientes úmidos quentes.

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2. Blood Falls, Antártica

A “cachoeira de sangue” se destaca com o branquinho da geleira de Taylor, dispersando na superfície do lago Bonney. Sua cor é devido as águas salgadas serem carregadas de ferro, unidas a cerca de 17 espécies microbianas presos embaixo da geleira e nutrientes com quase zero de oxigênio. Uma teoria afirma que os micróbios são parte de um processo metabólico nunca antes observadas na natureza.

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3. Lago Mono, Califórnia

Este lago tem pelo menos 760 mil anos de idade e não tem saída para o oceano, causando acumulação de sal, que cria condições alcalinas agressivas. Os pináculos retorcidos de calcário, chamados torres de tufo, atingem alturas de mais de 30 pés e abrigam um ecossistema florescente com base em minúsculos camarões de água salgada, que se alimentam dos mais de 2 milhões de aves migratórias que ali nidificam todos os anos.

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4. Calçada dos Gigantes, Irlanda do Norte

Composto por cerca de 40 mil colunas de basalto hexagonal, este Patrimônio Mundial, título estabelecido pela UNESCO, foi primeiro formado como um planalto de lava, quando a rocha derretida irrompeu através de fissuras na terra. Durante um período de intensa atividade vulcânica, há cerca de 50 a 60 milhões de anos, as diferenças na taxa de resfriamento causada pelas colunas de lava as colunas criaram formações circulares.

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5. Lago Hillier, Austrália

Este lago cor de rosa já deu muito o que falar. Rodeado por uma floresta densa e árvores de eucalipto, a aparência sobrenatural é baseada em algumas teorias, entre elas, um corante produzido por dois microorganismos chamados Halobacteria e Dunaliella salina. Outros suspeitam que as bactérias vermelhas halofílicas que prosperam em depósitos de sal do lago causam a coloração curiosa.

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6. Parque Nacional Zhangjiajie, China

Os pilares de arenito do parque foram causados por anos de erosão, chegando a subir mais de 650 pés. Os penhascos íngremes e barrancos abrigam mais de 100 espécies de animais, incluindo tamanduás, salamandras gigantes e macacos mulatta. O parque também figura na lista como Patrimônio Mundial pela UNESCO.

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7. Lago Manchado, Colômbia Britânica

Dividido em pequenas poças, o “Spotted Lake” possui uma das maiores concentrações de sulfato de magnésio, cálcio e sulfatos de sódio do mundo. Assim que a água evapora no verão, formam-se poças com a cor exótica.

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8. Grande Nascente Prismática, Parque Nacional Yellowstone, Wyoming

Esta piscina natural de cores do arco-íris é a maior fonte de água quente nos EUA e a terceira maior do mundo. Fica no Parque Nacional de Yellowstone, que também tem outras grandes atrações para ver como a Morning Glory Pool, Old Faithful, o Grand Canyon do Yellowstone e ainda um gêiser que despeja 4 mil litros de água por minuto para o Rio Firehole. A coloração psicodélica vem de bactérias pigmentadas nas esteiras microbianas circundantes, que varia de acordo com a temperatura, ficando entre laranja e vermelho ou verde escuro.

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9. Vulcão Kilauea, Havaí

Um dos vulcões mais ativos e perigosos do mundo, o Kilauea está em erupção há mais de três décadas e sobe 4.190 pés acima do nível da água. Irregularmente tosse lava basáltica para o Oceano Pacífico abaixo, podendo ser detectado vestígios de gás escaldante durante o dia. O ideal é visitar depois do pôr do sol, quando os fluxos de lava brilham mais intensamente. 

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10. Colinas Chocolate, Filipinas

Com até 400 metros de altura, os montes de grama bem verde é a principal atração turística da ilha Bohol e está prestes a se tornar um Patrimônio Mundial da UNESCO. A origem da formação é incerta, também cercada por várias teorias. Uma delas afirma que foram moldadas pela ação do vento, enquanto outra se baseia na lenda do gigante Arogo, alegando que os montes são lágrimas secas dele ao chorar pela morte da amada. 

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Fotos: Sierraclub, Chris Collacott

Como as mulheres se viravam para evitar gravidez na antiguidade? Veja 6 impressionantes métodos anticoncepcionais daquela época

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Desde a antiguidade evitar gravidez indesejada sempre foi um problema para os casais. Felizmente, a pilula anticoncepcional possibilitou as mulheres a se libertarem de conceitos antigos e causou uma verdadeira revolução. Mas antes da pílula ser inventada, as mulheres já tinham “controle” sobre uma possível gravidez. Alguns destes métodos não parecerem lá muito seguros e alguns soarem aterrorizantes.

Para aparecerem nessa lista os métodos anticoncepcionais tinham que ser, minimamente, plausíveis. Há registros de mulheres da antiguidade que usavam danças e amuletos para prevenir a gravidez. Segue a lista de 6 métodos naturais usados antigamente e alguns que funcionavam muito bem!

1- Algodão com pasta de acácia

Antigamente as mulheres faziam uma pasta de acácia e casca de árvores e passavam em um tufo de algodão e usá-lo como um tampão que inserido dentro do canal genital, impedia a gravidez. Tanto o algodão como a acácia têm propriedades espermicidas. A acácia fermenta e se transforma em ácido lático, enquanto o algodão servia de barreira entre o sêmen e o útero. Durante os tempos de escravidão, as escravas mastigavam raízes de algodão para prevenir a gravidez. A raiz de algodão diminui a produção de progesterona, um hormônio que é necessário para a gravidez.

2- Limão

O limão também já foi muito usado como espermicida. As mulheres da antiguidade costumavam ensopar esponjas em suco de limão e depois inseri-las no canal genital (aiii!!!). Era o método preferido em comunidades judaicas antigas. Dizem era comum os homens usarem a casca de limão como uma espécie de diafragma em suas amantes, para isso cortavam metade de um limão tiravam a poupa e formava um tampão que era inserido no canal genital. Banhar o órgão genital da mulher com suco de limão após o coito também era um método muito usado, apesar de não ser um método muito eficiente.

3- Cenoura selvagem

A cenoura-selvagem (Daucus carota), uma erva também conhecida como “Renda da Rainha” produz sementes que, há muito tempo, foram usadas como anticoncepcionais. Pelo que se sabe, as sementes bloqueiam a síntese de progesterona, funcionando como uma espécie de pílula do dia seguinte, que podem ser ingeridas até 8 horas após o contato com o esperma. Era um método muito usado pois ingerir as sementes causava apenas um pouco de prisão de ventre e quem fizesse o uso dela poderia ter filhos saudáveis depois sem nenhum problema.

4- Poejo

O poejo (Mentha pulegium), também conhecido no Brasil como hortelãzinho usada pelos antigos gregos e romanos temperavam seus alimentos e seu vinho com ela. O chá de poejo era usado para induzir o aborto e a menstruação. Mas é preciso ter cuidado: ingerir muito do chá, no entanto, pode ser tóxico, levando à falência múltipla dos órgãos e naquela época muitas mulheres adoeciam por usarem o poejo em demasia.

5- Mamão verde

Mamão bem verde era muito usado no sul da Ásia para prevenir a gravidez ou para induzir um aborto. As próprias sementes do mamão podem ser usadas como um “anticoncepcional masculino”. Segundo os estudiosos as sementes forem ingeridas todos os dias, a contagem de espermatozoides no sêmen pode chegar a zero. E quando pára de comer as sementes, a produção de espermatozoides volta ao normal.

6- Arruda

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A arruda que você usa para afastar mau-olhado no seu jardim foi descrita por Sorannus, um médico grego do século II como abortificante. Moças em diversas regiões da América Latina comiam verdadeiras saladas de Arruda para prevenir a gravidez e, quando queriam induzir um aborto, tomavam chá da planta. A arruda tem um efeito bastante efetivo para provocar a menstruação. Consequentemente, em casos de gravidez, é um risco muito grande, pois estimula a contração das fibras musculares do útero, causando forte hemorragia e até a morte!

Bolha submarina do tamanho de um elefante intriga mergulhadores

bolha gigante intriga mergulhadores

Mergulhadores muitas vezes passam por criaturas bizarras no fundo do mar, mas uma bolha gelatinosa do tamanho de um elefante deixou um grupo bastante intrigado recentemente.

A esfera transparente estava flutuando cerca de 22 metros abaixo do nível do mar ao largo da costa mediterrânea da Turquia. Ela brilhava como uma bola de sabão quando os mergulhadores apontavam suas lanternas para sua superfície, mas Lutfu Tanriover, um fotógrafo subaquático e cinegrafista da Derin Underwater Filmes, e seus colegas não tinham ideia do que era.

 

Eles tiveram uma resposta depois de fazer o upload do vídeo online.

Mistério resolvido

Essas manchas brilhantes são ovos de lula, e a bolha, na verdade, é um ninho, afirma Michael Vecchione, diretor do Laboratório de Sistemática Nacional no Instituto Smithsonian, nos EUA, e curador de cefalópodes no Museu Nacional de História Natural, em Washington, também nos Estados Unidos.

Os mergulhadores tiveram sorte de ter encontrado um ninho tão perto da costa, diz Vecchione. Lulas são pelágicas, o que significa que normalmente vivem na água aberta, longe da costa. “Nós não sabemos exatamente quantos ovos estavam lá, mas é provável que o número seja da ordem de milhares a dezenas de milhares”, estima.

Cada ovo tem de cerca de 2 milímetros de comprimento. A fêmea os incorpora em uma matriz gelatinosa que cresce conforme se mistura com a água do mar. O ninho de ovos resultante pode ser enorme – os mergulhadores estimavam que este tivesse cerca de 4 metros de diâmetro.

É raro encontrar estes ninhos de ovos gigantes em estado selvagem, mas os pesquisadores, em 2006, descobriram uma “nuvem cinzenta semi-transparente” medindo entre 3 e 4 metros de diâmetro na costa da Califórnia. A massa de ovos pertencia a uma lula Humboldt (Dosidicus gigas), e tinha entre 600 mil e 2 milhões de ovos, segundo o estudo de 2008 publicado no Journal of the Marine Biological Association do Reino Unido.

Viva rápido, morra jovem

Vecchione suspeita que as chamadas lulas voadoras vermelhas (Ommastrephes bartramii) tenham estabelecido o ninho no Mediterrâneo. Estas lulas podem chegar a cerca de 1,5 metro de comprimento, e são predadoras vorazes. Elas se alimentam de peixes e outras lulas, agarrando suas presas com os tentáculos dentados e as colocando em seus bicos poderosos. “Elas podem morder extremamente forte”, explica Vecchione.

Por outro lado, a O. bartramii também é presa dos grandes peixes, como o peixe-espada e os atuns. Isto pode explicar porque elas colocam tantos ovos.

“Se você tem um animal que faz um milhão de bebês, para a população permanecer estável, apenas dois deles [precisam] sobreviver”, diz Vecchione. “Muitas coisas gostariam de comê-los, incluindo seres humanos”.

Os cientistas nunca viram uma O. bartramii criar um ninho de ovos na natureza, e não tem certeza de como a fêmea mistura o esperma com os ovos no processo. Mas a investigação sobre outras lulas da mesma família fornece uma pista sobre quanto tempo eles duram: tipicamente, os ovos eclodem rapidamente, dentro de cerca de três dias, quando os jovens ainda estão em desenvolvimento.

Se um predador não devorá-las, as lulas vivem geralmente por um ano ou dois, e comem montes de vida marinha para sustentar o seu metabolismo rápido. “Elas são muito importantes na cadeia alimentar”, aponta Vecchione. “Elas vivem rápido e morrem jovens”. [Live Science]

6 coisas que mudaram minha vida voluntariando no Camboja

 Dessa vez, quem os leva na viagem é Leticia Mello, uma brasileira que se encantou pelo Camboja enquanto esteve por lá voluntariando. Dentre a lista de coisas que aprendeu, Leticia reuniu algumas pra gente:

Viajar sempre foi uma paixão na minha vida, mas desde cedo eu comecei a perceber que viajar para brigar pelo melhor ângulo naquele ponto turístico concorridíssimo e andar de taxi não era comigo. O que me encantava nas viagens eram as pessoas, sabores, cheiros e as aventuras inusitadas que eu me metia, as quais eu só tive acesso por eu não ter grana suficiente para aquilo que a maioria dos turistas tinham. Controverso, né?

Precisei agregar um valor maior às minhas viagens. Com isso criei o Do For Love Project e parti para uma aventura de 6 meses pelo sudeste asiático voluntariando de forma independente, sem intermédio de nenhuma agência. Dentre minhas andanças, fui parar no Camboja, onde fui com a intenção de ensinar inglês para crianças carentes, mas acabei aprendendo muito mais do que ensinando.

1. Guerra recente

O Camboja é um país devastado por uma Guerra Civil muito recente, que acabou em torno de 1979, no entanto os cambojanos apenas voltaram a viver em relativa paz após os anos 90. Eles ainda vivem o reflexo do governo de Pol Pot que governou o país sob o regime do Khmer Vermelho e foi responsável pelo Genocídio Cambojano que matou mais de 2 milhões de pessoas, o que representava na época ¼ da população – eu acredito que esse número seja muito maior do que as estatísticas nos revelam.

Conhecer um pouco da história do país foi importante para entender a realidade dos cambojanos e para criar uma reflexão bem profunda em mim. Esse é um dos maiores benefícios de viajar: vivenciamos realidades diferentes, que geram questionamentos e nos fazem crescer, certo? Poderia falar do Angkor Wat, da cerveja por 50 centavos e sobre andar de tuk tuk. Mas isso seria muito superficial, afinal de contas, não tem como não se comover com a realidade do país.

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2. Voluntariando

Da mesma maneira que eu me deparei com a pobreza, eu me deparei com a esperança e sorrisos. Voluntariar como professora de inglês em uma área rural no Camboja me trouxe a possibilidade única de entender a vida local e de ter empatia pelos meus alunos. O voluntariado vale a pena porque as pessoas têm sonhos. Eu sonhei em estar lá e as crianças sonham com um futuro melhor. Sem sonhos, nada disso existiria.

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3. Modo de vida

Nós, os voluntários, dormíamos no segundo andar da casa do diretor da escola em um quarto grande com vários colchonetes no chão, cada um coberto por uma rede contra mosquitos. O banho era de caneca. Tudo muito simples e algumas vezes, diria até que precário. Vivia com roupas largadas, com o pé sujo e cabelo preso. Aprendi a deixar minhas vaidades de lado e a valorizar outros valores. Claro que não largaria tudo pra viver assim pra sempre, mas acho que vivenciar isso me ensinou a ter equilíbrio e a me questionar sobre o que é necessário e o que é supérfluo.

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4. Construção de uma casa

Eu consegui arrecadar dinheiro com amigos e familiares no Brasil para a construção de uma casa no Camboja que na época serviu de moradia para uma família e que atualmente acomoda alunos que não têm como ir e vir para a escola. Todos nós adoramos falar de como a Ásia é barata para viajar, correto? Pois eu descobri que é barato ajudar também. Essa casa foi construída com USD 800,00. Parece até brincadeira que com tão pouco é possível construir uma casa, né? Mas foi possível e ela se chama Home of Hope (Casa da Esperança) e tem uma placa com a bandeira do Brasil e um agradecimento.

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5. Crianças

Pode perguntar a qualquer pessoa que já foi ao Camboja – as crianças de lá têm um brilho diferente e elas tocam seu coração. Elas estão em todo lugar e são os melhores vendedores que eu já vi na vida. Elas são insistentes, chegando a ser até mesmo irritantes e vão te comover de alguma maneira. As crianças cambojanas têm traços lindos e sorrisos irresistíveis. O que pode ser um grande problema, pois muitas delas foram ensinadas a dar golpes nos turistas, então devemos estar sempre atentos.

Na escola que voluntariei, o sorriso deles era minha maior motivação. Todos os dias eles estavam lá, sem nenhum bem material, mas cheios de vontade e sonhos.

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6. Livro

Esse livro é intenso e inspirador. Infelizmente eu não consegui achar ele em português, mas para quem lê em inglês fica a recomendação de um livro incrível: First They Killed my Father (“Primeiro eles mataram meu pai”). O livro conta a história real da menina Loung Ung, que antes do Kmer Vermelho vivia uma vida privilegiada no Camboja e que de repente foi forçada a se separar de sua família e ser treinada como soldado no campo. Ela conta sob a perspectiva da criança que era como foi viver os horrores desse genocídio. É uma história real de esperança e força.

Para quem gostar da história, vale a pena ler o segundo livro dela: Lucky Child (“Criança Sortuda”).

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Fazer 6 meses de voluntariado pelo Sudeste Asiático foi como um todo, uma grande mudança na minha vida. A criação do Do For Love Project é a realização de um grande sonho, onde a minha paixão por viajar foi somada ao meu desejo de ajudar. Se você está em busca daquela viagem com um algo a mais, eu recomendo muito a realização de um voluntariado. É uma viagem acima de tudo de autoconhecimento, mas onde você tem a possibilidade de compartilhar de forma genuína valores que moeda nenhuma pode comprar.

Gente simples, fazendo coisas pequenas, em lugares pouco importantes, conseguem mudanças extraordinárias” – Provérbio Africano.

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Para conhecer melhor a Leticia e sobre a trajetória do Do For Love Project é só acompanhar o site www.doforloveproject.com e a página do Facebook.

Estes pescadores conseguiram salvar 6 mil peixes do desastre em Mariana

 

Por onde a lama tóxica que vazou das barragens da Samarco, em Mariana (MG), passa, há morte. A vida de milhões de peixes entrou em contagem regressiva quando um dos maiores desastres ambientais do Brasil aconteceu. E para tentar minimizar os danos, centenas de pescadores se uniram para tentar salvar os peixes.

Em uma operação batizada de “Arca de Noé”, os pescadores se uniram a ONGs e a civis para coletar o maior número de peixes possível e realocá-los em açudes construídos do outro lado do Rio Doce, de cujo leito a lama tomou conta.

Ao todo, estima-se terem sido salvos mais de 6 mil peixes de 20 diferentes espécies, como robalos, dourados e corvinas. Para a operação, mais de 50 embarcações ficaram no rio das 7h às 19h. Os peixes coletados eram colocados em tanques e levados por caminhões para os açudes de proteção.

A lama do desastre já chegou ao mar do Espírito Santo, comprometendo toda a fauna do rio. Na região de Regência, na foz do rio, o projeto Tamar precisou deslocar da área tartarugas e seus ninhos para que não fossem afetados pela lama.

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Foto © TV Gazeta

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Foto © Prefeitura de Colatina (MG)[Via Zero Hora]

O Instagram desta jornalista brasileira vai te dar vontade de desbravar o mundo

Você certamente já conhece a jornalista Gloria Maria, mas talvez ainda não tenha acessado o Instagram da apresentadora. Se isso for verdade, a gente recomenda que você desligue a televisão e comece a seguir ela agora mesmo nas redes sociais!

Se você fizer bem as contas, logo vai entender o porquê: se ela trabalha no Globo Repórter desde 2010 e antes disso ela já cobria eventos pelo mundo inteiro desde os anos 70, dá para imaginar o quanto ela já viu desse mundão, né? É, e ela compartilha algumas das imagens que encontra nessa jornada sem fim através do Instagram, para que a gente fique morrendo de vontade de seguir os passos da jornalista por aí.

Vem ver:

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Todas as fotos © Gloria Maria