Cansada de fotos retocadas, mãe mostra a realidade por trás da amamentação

 

A mãe e fotógrafa Suzie Blake, de Melbourne, Austrália, não consegue ver a sua realidade, nem a de outras mães que amamentam, em fotos retocadas de modelos nas capas de revistas e pela internet. Como mãe, Suzie sabe muito bem que não existe esse glamour todo em amamentar. Ela resolveu, então, criar um próprio projeto fotográfico baseado no seu olhar e experiência: “vazamentos de leite e tudo mais”.

Mãe de duas crianças, ela conta que “O aleitamento materno, e apenas sendo mãe para saber sobre esse assunto, é desgastante. Não é essa terra da fantasia onde você alimenta o seu bebê em uma lagoa com uma cachoeira de fundo enquanto os pássaros gorjeiam sob o pôr do sol”. Sua série chamada “What Does Breastfeeding Look Like?” traz a crueza do dia a dia: casas bagunçadas, crianças correndo, rostos exaustos, espontaneidade, e, por que não, a beleza da naturalidade.

Suzie diz que “este projeto é sobre retratar a amamentação em toda sua bela confusão. É sobre olhos cansados e sem maquiagem. É sobre vazamentos de leite e cabelos desgrenhados”. A artista defende a amamentação em locais públicos e obteve um feedback positivo de pessoas que conheceram seu projeto. Atendendo a pedidos, no final do mês ela viajará para o Reino Unido para dar continuação às fotos, que serão possíveis através de uma campanha de crowdfunding que Suzie criou para levar o projeto à frente.

Abaixo o vídeo de apresentação do projeto e as fotos que mostram o que realmente significa amamentar:

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Auto-retrato da autora

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Kat May

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Georgia Taylor à esquerda

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Catharina Luczyk

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Sarah Anderson

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Nao Gillet

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Kristie Jarman

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Amma Owusu

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Marta Arkhipov

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Marcella Bisset

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Kira

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Angela Pardoe-Matthews

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Ellie

Todas as imagens © Suzie Blake

Imagens aéreas revelam círculos de pedra gigantes e misteriosos no Oriente Médio

Enormes círculos de pedra descobertos por via aérea no Oriente Médio foram fotografados com alta resolução para revelar sua idade e outros detalhes intrigantes.
Há décadas, arqueólogos na Jordânia tentam entender o que são esses círculos, chamados de “Big Circles” (Grandes Círculos). Onze deles, construídos com muros de pedra, foram descobertos na região em 1920 por aviões, e até hoje os cientistas não têm certeza da sua finalidade.
Desde então, pouca investigação havia sido feita sobre as estruturas. Agora, as novas imagens aéreas sugerem que os círculos foram criados pelo menos dois mil anos atrás, possivelmente datando de tempos pré-históricos.

Os círculos

Esse é o círculo apelidado de J2 visto a partir do ar. Tem cerca de 390 metros de diâmetro:
J2

J2
Abaixo, você confere a imagem do mesmo círculo visto a partir do solo. Originalmente, as paredes de pedra dos grandes círculos não tinham mais do que alguns metros de altura. Curiosamente, eles não parecem ter nenhuma abertura, de forma que os arqueólogos creem que as pessoas precisavam pular por cima dos muros baixos para entrar nos círculos.
J2

J2
Outro grande círculo, chamado de J3, se estende a cerca de 400 metros de diâmetro. Campos modernos e uma estrada moderna no Oriente Médio cortam esse círculo expansivo:
J3

J3
Um poço expondo várias camadas da parede de pedra do círculo J3 pode ser visto na imagem abaixo. Os pesquisadores acreditam que uma dúzia de pessoas, trabalhando duro, poderia construir um círculo desses em aproximadamente uma semana, embora a criação de uma forma tão precisa fosse algo bastante complicado.
J3

J3
O grande círculo chamado J1 tem cerca de 390 metros de diâmetro. Demolição moderna criou uma área aberta no interior do círculo. Embora danificado, a precisão da sua forma é ainda visível.
J1

J1
J1

J1
O grande círculo chamado J4 tem cerca de 420 metros de diâmetro. Uma antiga trilha o atravessa. Ao sul do círculo, essa estrada tem três marcos miliários romanos.
J4

J4
Durante o Império Romano, marcos eram erguidos a intervalos regulares, dando aos viajantes uma ideia de quão longe eles já tinham chegado. Marcos também levavam o nome do atual imperador romano, para que as pessoas soubessem que Roma controlava o território.
Abaixo, uma imagem aérea do círculo J6, com cerca de 400 metros de diâmetro.
J6

J6
O grande círculo chamado J10 tem uma forma irregular. Além disso, uma estrada romana o corta.
J10

J10
O círculo abaixo foi localizado perto de Homs, na Síria. Agora praticamente destruído, ele ainda pode ser visto no arquivo de imagens do Google Earth. Examinado no chão antes de ser extinguido, os pesquisadores descobriram que ele tinha vista para uma bacia rica em culturas e assentamentos.
Círculo da Síria

Círculo da Síria
No geral, esses grandes círculos são parte de uma paisagem rica em estruturas de pedra, como as chamadas Rodas (estruturas com raios irradiando para fora) e Papagaios (estruturas de pedra usadas para canalizar e matar animais).
A fim de descobrir para que esses misteriosos círculos eram usados, os arqueólogos ainda precisarão fazer muito trabalho de campo. [LiveScience]

A história da jovem que tinha medo de agulhas e ficou bilionária com um sistema inovador para tirar sangue

 

Bilhões de exames de sangue são feitos em todo o mundo. Afinal, esta é a maneira mais comum e segura de identificar doenças e ter informações acerca do estado de saúde geral de uma pessoa. Mas apesar dos pedidos médicos, muita gente se recusa a fazer esses exames. As razões variam do alto custo dos procedimentos ao mais honesto medo de agulha. Mas no que depender da norte-americana Elizabeth Holmes, 30, esse cenário está para mudar.

Aos 19 anos, ainda na faculdade de Engenharia Química, em Stanford, EUA, ela teve a ideia de criar um exame de sangue que fosse menos invasivo, mais barato e que fornecesse os resultados em apenas algumas horas. O resultado disso é a Theranos, uma empresa que tem valor de mercado superior a US$ 9 bilhões e que, aos poucos, está revolucionando a forma com que exames de sangue são feitos.

A proposta é simples e eficiente: com uma minipicada no dedo, uma gota de sangue é coletada por um minitubo que fornece o resultado do exame em quatro horas. Ao todo, mais de 200 exames são ofertados, geralmente com preços menores que os praticados por laboratórios tradicionais. Embora ainda não seja um nome conhecido do grande público, a Theranos está começando a fazer parte da rotina dos norte-americanos após instalar nas unidades da rede de farmácias Walgreens um centro para a realização dos exames, cujos resultados são enviados por email em até 24 horas.

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Embora não tenha concluído sua graduação, Elizabeth foi eleita pela Forbes a mulher mais jovem do mundo a se tornar bilionária sem a ajuda de heranças ou prêmios. Mas o dinheiro é apenas parte da ambição da moça, que trabalha duro para encontrar nos exames de sangue uma forma de identificar o câncer em um diagnóstico preventivo.

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Todas as imagens © Theranos

FOTO DO DIA (DESERTO DE ATACAMA)

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O incrível tapete amarelo formado pelas folhas caídas de uma árvore com mais de 1400 anos

As árvores de ginkgo já existiam há mais de 150 milhões de anos, tendo convivido com dinossauros e diversas mudanças climáticas sem sofrer grandes alterações em sua forma. Hoje, apenas uma espécie do gênero ainda persiste: é a ginkgo biloba, uma árvore de origem chinesa que chega a ser considerada como um verdadeiro fóssil vivo, graças às suas origens antigas.

Se não bastasse e espécie ter resistido ao tempo, um exemplar específico também está mostrando uma incrível resistência. Se trata desta árvore de 1.400 anos plantada no pátio do templo budista Gu Guanyin, nas montanhas Zhongnan, na China.

Todos os anos durante o outono as folhas da árvore caem, formando um tapete amarelo no pátio do templo. O espetáculo atrai milhares de visitantes ao local, curiosos para ver essa manifestação única da natureza em perfeita harmonia com o espaço.

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Todas as fotos via

Milhares de Velellas tomam conta de uma praia na Califórnia

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O oceano está cheio de criaturas misteriosas.  Um primo da água-viva, o V. velella que faz parte da família dos cnidários, um filo que contém cerca de 9.000 espécies de invertebrados aquáticos marinhos. No entanto, isso não significa que os velellas são como as águas-vivas. “Em termos de taxonomia,” Jim Watanabe, uma ecóloga marinha e zoóloga de invertebrados professora na Estação Marinha Hopkins da Universidade de Stanford, disse, ” elas são diferentes de água-viva , como os mamíferos são diferentes das aves no mundo dos vertebrados. “

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Em vez de viver debaixo d’água como água-viva, as velellas habitam a superfície e usam seus tentáculos para chegar na praia para pegarem a comida, que inclui ovos de peixes e outros organismos marinhos minúsculos. Os velellas também são completamente inofensivos para os seres humanos – outra diferença dos seus primos venenosos.

Velellas também tem barbatanas em seus corpos que agem como velas, levando-as sempre na direção que o vento sopra. E essa pode ter sido a causa, ventos fortes levaram-as para a costa norte da Califórnia. Os banhistas ficaram fotografando estes animais para publicarem em suas redes sociais. Pode parecer belo, mas as velellas não podem sobreviver fora da água.Bustle

Mergulhamos na obra “A Metamorfose”, de Franz Kafka, em exposição em SP

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“Quando certa manhã, Gregor Samsa acordou de sonhos intranquilos, encontrou-se em sua cama metamorfoseado num inseto monstruoso”. Abordando o estranhamento e a transformação do ser humano, que muitas vezes se sente na pele de um bicho bizarro qualquer, a obra “A Metamorfose“, de Franz Kafka, completou 100 anos recentemente. A data é celebrada com a mostra “Um Corpo Estranho” na Casa das Rosas, em São Paulo, até fevereiro de 2016.

A primeira edição do livro de sucesso veio à tona em novembro de 1915, mas foi escrita em 1912 em apenas 20 dias. De uma complexidade única, nos apresenta a relação do personagem principal com a família, a solidão e sua própria identidade, reconhecimento e aceitação (ou a falta dela).

O centenário é celebrado com uma pequena exposição da vida e obra de Kafka, autor tcheco que ficou marcado na literatura e ganhou até um termo próprio: “kafkiano” é usado para descrever situações e conceitos que remetem às suas principais obras, como “A Metamorfose” e “O Processo”, escrito logo na sequência.

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Uma sala labiríntica remete ao quarto de Gregor Samsa, um caixeiro viajante que se transforma num inseto asqueroso da noite para o dia – aliás, procure pelo inseto na mostra. Porém, também serão relembrados seus diários e outros livros importantes de sua carreira, como “Carta ao Pai”, escrito em 1919. Assim são apresentados aspectos da vida conturbada do autor e de sua relação conflituosa com o pai.

Recriações e interpretações de sua obra que foram publicadas posteriormente à sua morte também fazem parte da exposição, cheia de detalhes deste legado literário tão importante. Fazendo jus a Haroldo de Campos, que tem um centro de referência na casa, uma das paredes expõe um ensaio do poeta sobre sua relação com o personagem Odradek.

Mesclando elementos de diversas obras de Kafka, monta então o poema “O K do problema”, que eu descobri assim que visitei a mostra. Acontece que esse K está em todos nós, em todas as letras que cabem no alfabeto, no nosso lado existencial mais primitivo e ao mesmo tempo tão avançado.

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Todas as fotos © Brunella Nunes