Mãe se inspira em princesas da Disney para levar alegria a crianças com câncer

 

Quando soube que a filha de uma amiga estava com câncer, a ex-enfermeira de oncologia Holly Christensen queria fazer algo para ajudar. Afinal, a menina, diagnosticada com linfoma, tinha apenas dois anos e certamente iria passar por alguns dos momentos mais difíceis de sua vida. A ajuda veio em formato de peruca, lembrando a cabeleira da personagem Rapunzel e permitindo que a menina convivesse melhor com a perda do cabelo ocasionada pelo tratamento.

Após a primeira peruca, muitas mães de todas as partes do país começaram a solicitar novas criações para Holly, que vive no Alaska, Estados Unidos. Ela, que também é mãe de três filhos, começou uma campanha para ajudar o maior número de crianças possível através da plataforma de financiamento coletivo GoFundMe.

Holly lembra que a quimioterapia deixa o couro cabeludo bastante sensível e, portanto, as perucas são todas feitas com fio têxtil próprio para a pele de bebês. Para isso, primeiro são criadas toucas de crochê e, só então, os fios são adicionados para conferir a aparência de uma peruca, sempre lembrando alguma das princesas da Disney. Entre as que já serviram de inspiração estão Elsa, Anna, Jasmine, Ariel e Rapunzel e, para que o projeto possa alcançar ainda mais crianças ao redor do mundo, ela também compartilha instruções para criar a sua própria peruca.

O resultado encanta qualquer um:

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Designer alerta pra extinção de espécies criando cenários reais com animais de brinquedo

 

Pode ser que no cotidiano a gente não se dê conta disso, mas um dia tudo acaba. Temendo a extinção de animais selvagens, a designer Remya Warrier resolveu agir e criou uma série de fotos com bichos de brinquedo em cenários reais, para que a lembrança seja eternizada e próxima da realidade.

Remya diz que sempre amou os animais, mas que recentemente começou a ter medo de seu desaparecimento. “Meu filho, que adora a vida selvagem, talvez nem venha a conhecer algumas espécies. Assim como ele brinca com dinossauros de brinquedo, pode ser que tenha que brincar com rinocerontes ou ursos polares de brinquedo“, escreveu para mostrar sua indignação.

Se sentindo sem esperanças e ao mesmo tempo responsável, quis agir imediatamente. Como viajar e ir atrás destas espécies não era a tarefa mais prática no momento, resolveu fazer imagens com bichos de mentirinha, mas usando cenários de verdade de Bintan, na Indonésia, para compor as fotografias e de certa forma nos alertar para o que está por vir.

Afinal, ninguém gostaria de viver num mundo onde a gente só visse os animais de brinquedo… olha só o resultado:

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Todas as fotos © Remya Warrier

A vila chinesa abandonada que hoje é dominada pela natureza

Os lugares abandonados conquistam, ao longo do tempo, uma beleza única que só o tempo é capaz de dar. No arquipélago de Shengsi, formado por quase 400 ilhas na foz do rio Yantze, na China, uma pequena vila de pescadores onde não vive mais ninguém há anos foi tomada pela natureza, que transformou as casas em espaços verdes impressionantes.

O local, na ilha Goqui, foi clicado pelo fotógrafo Tang Yuhong, que vive em Nanning. Pouco se sabe sobre este pedaço do arquipélago, a cerca de duas horas de Xangai. As ilhas, que estão fora do roteiro turístico, costumam atrair famílias chinesas por conta de seus restaurantes especializados em frutos do mar, além das praias com águas limpas e quentes.

Das 394 ilhas, apenas 18 são habitáveis e grande parte delas estão tomadas pela natureza, embora ainda haja outras vilas de pescadores e alguns pontos de interesse dos turistas. Dá uma olhada nas fotos que mostram como a natureza é capaz de transformar os lugares:

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Fotos © Tang Yuhong

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5 surpresas para descobrir nos arredores de Kyoto

A charmosa Kyoto é conhecida pelo apreço à tradição e por ter sido a mais duradoura capital imperial japonesa – foram cerca de mil anos antes de passar o bastão para Tóquio, em 1868. Essas características, que fazem dela um tesouro imperdível, acabaram beneficiando também seus arredores.

Cheias de jardins, templos, castelos e florestas menos visitados, várias cidades próximas valem a day trip. Para facilitar a vida dos turistas, trens partem diariamente da estação principal rumo às atrações listadas abaixo. Na maioria das vezes, as placas em inglês que não te deixam na mão. No resto do tempo, não se preocupe: tem sempre uma boa alma japonesa que já percebeu que você está perdido e está disposta a ajudar.

Vem conhecer 5 segredos nos arredores de Kyoto:

1. A “Narina do Buda” do templo Todai-ji

Em Nara fica o templo budista Todai-ji, construído em 752 e o maior do país, com estátuas do tamanho de prédios, grupos queimando incensos e um curioso pilar de madeira esburacado no grande salão. Não se sabe ao certo quando o buraco surgiu e nem por que ganhou a alcunha de “Narina do Buda”, mas a crença é que quem conseguir passar por ele atingirá o Nirvana. O espaço é dominado pelas crianças, mas adultos também podem tentar a sorte.

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2. Os cervos de Nara

A cidade é tomada por eles, que são apreciados pelos nativos como mensageiros de deuses desde os tempos em que Nara era a primeira capital reconhecida do Japão. Tranquilos e dóceis, os cervos se espalham por canteiros de rua, parques e pontos turísticos, onde podem descolar bolachas especiais. Alguns mais esfomeados saem mordendo cinturas e bolsos para apressar o processo, então a dica é procurar grupos menores, se você está em busca de amizades.

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3. O parque de macacos selvagens

O Monkey Park Iwatayama, em Arashiyama, é habitado por uma centena de macacos-japoneses – aqueles com a carinha vermelha. Acostumados com turistas mas de fato selvagens, detestam contato visual e só te dão atenção quando você está dentro de uma casinha gradeada no topo da montanha, de onde é possível alimentá-los. A trilha até lá pode ser feita em meia hora, e sozinha já vale o ingresso.

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4. O bambuzal de Sagano

Poucas coisas são mais legais que olhar para cima e não ver o fim de árvores enormes. No caso dos bambus, não dá para ficar melhor que na floresta à saída do famoso templo zen Tenryuji, também em Arashiyama. É uma trilha tranquila e sombreada, especialmente se você passar por ali em dias úteis ou à noitinha. Aí é só fechar os olhos e aproveitar o som das folhas ao vento – tão gostoso que foi parar numa lista do governo das 100 melhores sonoridades japonesas.

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5. Os meandros de Fushimi Inari

Um dos santuários xintoístas mais famosos do Japão, Fushimi Inari tem todos os ingredientes necessários para ser um hit: portões vermelhos que ficam lindos em fotos, mensageiros em forma de raposas, japoneses em quimonos suntuosos e vários tipos de caminhos. Quem quiser subir até o topo da montanha ganha com a vista. Seguir pelo complexo sem rumo também pode te levar a vilarejos, cemitérios antigos, riachos e, quem sabe, até um chá de boas-vindas.

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Todas as fotos © Ana Pinho

A incrível piscina natural feita de rocha vulcânica que fica dentro do mar

 
Formada naturalmente por rochas vulcânicas, a piscina Poça do Gomes está entre os mais exclusivos destinos de férias e fica no arquipélago da Madeira, em Portugal. As “poças” são resultado de erupções que aconteceram há milhões de anos.

Localizadas em Ponta Cruz, na capital madeirense Funchal, a piscina também oferece acesso direto ao mar através de um deque pitoresco com degraus construídos para isso, permitindo que os turistas possam mergulhar nas famosas águas cristalinas, enquanto aproveitam a vista panorâmica da ilha e do Oceano Atlântico.

A piscina ficou famosa por servir de cartão postal do restaurante especializado em frutos do mar Doca do Cavacas. Ele fica do alto de um penhasco e tem vista para a Poça do Gomes, que virou seu melhor atrativo.

Vai pra lista dos destinos para conhecer antes de morrer. Dê uma olhada nas fotos:

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Artista usa papel e muito talento para retratar o passado difícil do Camboja

Hoje convertido em destino turístico, o passado do Camboja mostra que a vida no local nem sempre foi tão simples. Alguns resquícios desse passado são possíveis de reconhecer no texto da Leticia Mello, que passou alguns meses trabalhando como voluntária no país e conta aqui. Mas uma série do artista cambojano Remissa Mak sobre a guerra que assolou o país entre os anos de 1975 e 1979 promete fazer você entender melhor a história da região.

Tudo começou quando o exército do Khmer Rouge tomou as ruas da capital Phnom Penh. Na época, o artista era apenas uma criança, mas acompanhou de perto os horrores do tumultuoso período político no país que levou à morte de seu pai. Essas lembranças são retratadas com recortes de papel e muita fumaça em sua série Left 3 Days (“Faltam 3 dias”, em tradução livre).

Sobre a série, ele conta: “Como outros cambojanos, alguns dos membros da minha família morreram por causa do assassinato, fome, trabalho forçado e tortura durante o regime do Khmer Rouge” e acrescenta que não deixar que o episódio caia no esquecimento é uma maneira de evitar que situações como essa voltem a ocorrer no país.

Mas, apesar do passado difícil, o Camboja hoje é um país muito seguro para os visitantes, que podem encontrar pequenos paraísos escondidos, como a ilha de Koh Rong.

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Todas as fotos © Remissa Mak

Julgue agora: fotógrafo cria série de retratos coloridos para combater racismo no Brasil

O fotógrafo capixaba Marcelo Santos Braga iniciou seu contato com o mundo da arte desde muito jovem, a começar da curiosidade pelas câmeras analógicas de seu avô e, mais tarde, a grafitar os muros das ruas.  Hoje, o que mais lhe instiga é produzir sua linguagem através das lentes fotográficas.

Em seu site oficial, Marcelo conta: “o que me fascina na fotografia é a força do momento registrado. Como toda a arte, se torna uma linguagem universal. Rompe as barreiras da língua. Achar o belo e o sublime em situações inesperadas é um ótimo exercício de humanidade. Sem a fotografia, acho que não seria capaz de me expressar tão bem quanto a minha personalidade”.

Especializado em produzir imagens em preto e branco, o fotógrafo se auto desafiou ao lançar o ensaio intitulado +Cores.

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Este trabalho surgiu após um amigo seu ter sido vítima de racismo. Em resposta ao acontecido, Marcelo convidou o amigo negro, um casal de lésbicas, entre outras pessoas, a cobrirem seus corpos com tinta e serem fotografados, questionando através deste ensaio colorido, o motivo pelo qual as pessoas julgam as outras pela aparência.

Em entrevista, Marcelo falou sobre o projeto: “Queria questionar com esse projeto qual é o padrão certo de um ser humano. Na minha concepção, não há, e diariamente todos nós passamos por preconceitos e desaprovações, seja da maneira de nos vestirmos, do tom de pele, entre outras tão absurdas – que somente quem viveu algo relacionado a isso, sabe a dor que se sente internamente”.

Abaixo a série, para ver e refletir:

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Você pode ver de perto alguns trabalhos do artista numa exposição realizada pela Galeria ArtShot, no Shopping Morumbi, em São Paulo. Saiba mais aqui.

Todas as imagens © Marcelo Santos Braga