TEXTO DO DIA: ENSINAMENTO

Um mestre do Oriente viu quando uma cobra estava morrendo queimada e decidiu tirá-la do fogo, mas quando o fez, a cobra o picou. Pela reação de dor, o mestre o soltou e o animal caiu de novo no fogo e estava se queimando de novo. O mestre tentou tirá-la novamente e novamente a cobra o picou. Alguém que estava observando se aproximou do mestre e lhe disse:
— Desculpe-me, mas você é teimoso! Não entende que todas as vezes que tentar tirá-la do fogo ela irá picá-lo?
O mestre respondeu:
— A natureza da cobra é picar, e isto não vai mudar a minha, que é ajudar.

Então, com a ajuda de um pedaço de ferro o mestre tirou a cobra do fogo e salvou sua vida.

Não mude sua natureza se alguém te faz algum mal, não perca sua essência; apenas tome precauções.
Alguns perseguem a felicidade, outros a criam.
Preocupe-se mais com sua consciência do que com a sua reputação. Porque sua consciência é o que você é, e sua reputação é o que os outros pensam de você. E o que os outros pensam, não é problema nosso é problema deles.

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26 Fotos ( ANTES E DEPOIS) retratando que o tempo passa, mas a fofura canina prevalece

A companhia de um pet é tão bom que nem dá para notar o tempo passar, não é mesmo? E mesmo no decorrer dos anos, eles continuaram sendo fofos, com a mesma carinha e costumes de quando eram filhotes.


As fotos do antes e depois destes cães mostram que eles cresceram muito rápido, mas ainda têm a mesma alegria de sempre.

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A Cidade do Cabo longe dos clichês

No final do ano passado, depois de uma semana de trabalho na Suécia, acabei dando uma passada rápida na minha segunda casa – a linda Paris – onde morei por dois anos. Passando para rever alguns de meus lugares preferidos, eu acabava encontrando multidões de brasileiros nos três grandes clichês da Cidade Luz: a Torre Eiffel, o Louvre e a Champs Élyseés. Em outros lugares, como o incrível Canal de Saint Martin, o Instituto Árabe e o pequeno museu L’Orangerie, a realidade já era exatamente o oposto. Nenhum brasileiro se arriscava por ali.

Eu entendo, respeito e também visitei os clichês, mas nem por isso, acho que vale a pena investir todo o seu tempo recheando sua viagem só com isso.

Agora, morando na cidade mais bonita do mundo na Cidade do Cabo por mais de dois anos, percebo que o mesmo fenômeno acontece também por aqui. O brasileiro que descobre Cape Town acaba ficando restrito a apenas alguns dos pontos da cidade: o V&A Water Front, a Table Mountain, Boulders Beach e seus pinguins e o Cabo da Boa Esperança (achando que está na ponta mais ao sul da África – só que não !) e depois corre para um safari no Kruger Park.

O que eu proponho aqui é ampliar este horizonte fugindo dos clichês de algumas agências e guias turísticos que fazem questão de entregar só o basicão da cidade. Daria para listar uns 100 roteiros, mas vamos começar com estes 10:

1. Suba a montanha Lion’s Head

Olhando a Table Mountain de frente, você percebe que basicamente três montanhas compõem a principal moldura da cidade. A mais alta de todas à esquerda é Devil’s Peak, a Table Mountain no meio e Lion’s Head à direita. O nome se deve ao fato da montanha lembrar a cabeça de um Leão olhando para o mar, o corpo do Leão seria a colina – Signal Hill, onde dois canhões disparam todos os dias exatamente ao meio-dia. Se estiver por perto, fica fácil saber quem é da cidade ou não. Quando o estrondo dos canhões ecoa na cidade, os Capetonianos olharão para o relógio para saber se marcam a hora exata. Já os turistas, em sua grande maioria olham uns para os outros perguntando “Que barulho foi esse?”.

Mas vamos voltar a Lion’s Head. A subida pode ser feita por pessoas de todas as idades. Trata-se basicamente de uma subida em espiral em torno da montanha, com alguns pequenos trechos verticais – onde você usa as mãos e os pés para subir. No geral, se chega ao topo em menos de 2 horas (recentemente levei minha filha de 6 anos e fizemos o trecho em 1h40min). A grande diferença entre encarar a enorme fila do bondinho da Table Mountain e subir a pé a Lion’s Head está no visual. Do topo dá para se ter uma ideia perfeita de como a cidade está organizada, além de ver ao mesmo tempo a Table Mountain e as lindas praias de Camps Bay e Clifton atrás dela. Se quiser fazer algo ainda mais fora do clichê, suba na noite de Lua Cheia e faça um piquenique lá em cima no pôr do sol. Não existe nenhuma taxa para subir, mas é bom chegar bem cedo durante o verão (algo em torno de 7h30 da manhã) já que alguns Capetonianos sobem a montanha para ver o sol nascer.

CapeTown1De cima da Lion’s Head você vê a parte da frente da Table Mountain

2. O por do sol em Camps Bay

Eu não sei qual o por do sol mais bonito que você já viu, mas certamente, o de Camps Bay vai ficar na sua memória. Quando o sol se põe no oceano, as montanhas (12 Apóstolos) nas suas costas vão passar por tons de amarelo, laranja e vermelho, ao mesmo tempo em que o astro rei mergulha no mar. Estenda uma esteira na areia, leve uma boa companhia (ou vá sozinh@ mesmo), uma garrafa d’água ou suco ou chá gelado (o álcool é restrito em algumas áreas públicas, fique atento à sinalização ou pode ter complicações com autoridades locais) e aproveite a viagem.

CapeTown2Por do sol em Camps Bay

3. Um show em Kirstenbosch

Durante os meses de verão, o lindíssimo Jardim Botânico de Kirstenbosch realiza shows ao ar livre. Prepare uma cesta de piquenique (com bastante vinho e/ou cerveja), estenda uma toalha ou kikoy (um tecido de algodão puro do Kenya, com lindos padrões africanos usado como canga, toalha, echarpe ou mesmo para se agasalhar e companheiro fiel dos Capetonianos) e participe de uma das atividades preferidas dos locais. Os shows em Kirstenbosch trazem bandas do mundo todo, começam pontualmente as 17h30 (é melhor chegar por volta das 16h00, quando os portões abrem, para pegar seu lugar na sombra) e são um verdadeiro acontecimento. Gente bonita, boa música, boa companhia, bons vinhos (os que você levar), tudo num lugar só. Se puder, procure pelos shows de Johny Clegg, sul africano apelidado de “White Zulu”, por cantar em uma das línguas nativas, e que é autor da música Asimbonanga, que fez em homenagem a Nelson Mandela. Clegg lembra um pouco o estilo de Sting e leva multidões para Kirstenbosch sempre que faz um show por lá.

CapeTown3Os imperdíveis shows ao ar livre em Kirstenbosch

4. Assista a um jogo de Rugby no lendário estádio de Newlands

O Rugby é um dos esportes nacionais na África do Sul e tem uma legião de fiéis. A seleção sul africana, conhecida como “Springboks” (ou ainda “bokke”) é a arquirrival da seleção neozelandesa (os mundialmente temidos All Blacks), ambas sempre disputando a liderança do ranking mundial do esporte. O duelo das duas é tão clássico que o filme “Invictus”, de Clint Eastwood, conta a história (real) de como Nelson Mandela usou o Rugby para tentar unir a Nação dividida com o fim do infame regime do Apartheid. Se conseguir ter a chance de ver um jogo desta magnitude “Springboks X All Blacks”, poderá ouvir a multidão cantando uma das canções proibidas antes da democracia – a lendária Shosholoza – e ainda de quebra, assistir a dança guerreira dos Maori que a seleção neozelandesa realiza antes de todos os jogos. O temido Haka. Aqui você consegue sentir um pouco da vibe antes de um clássico destes, com o lindo hino da África do Sul (que tem 4 das 11 línguas oficiais do país) sendo cantado pela multidão seguido pelo temido Haka dos All Blacks.

Se você não conseguir ver um clássico destes, mesmo assim, assistir um jogo dos Stormers (time local de Cape Town que tem a camisa listrada de azul e branco) já vale muito a pena. Saindo do jogo, dois dos Pubs mais tradicionais da cidade são o “Forries” ou ainda o “The Toad and Josephine” que fica literalmente do lado do estádio.

CapeTown4Um clássico jogo de Rugby no Newlands Stadium

5. A roda de Djembe de Mestre Manam

Quase todos os visitantes brasileiros que recebi aqui na Mother City, fiz questão de levar pessoalmente na roda de Djembe de Mestre Manam. Essa roda acontece todo sábado das 15h00 até as 17h00 bem pertinho do cruzamento da famosa Long Street com a Long Market Street, em frente à sua loja “Touareg”. Mestre Manem vem de Gana, país com grande tradição neste instrumento africano presente em muitos dos países do continente – o Djembe. Ali, na frente de sua pequena loja, ele reúne dezenas de veteranos e aprendizes para tocar.

Mesmo que você tenha certeza de que não é capaz, nos primeiros 15 minutos vai estar acompanhando os ritmos mais simples e sentindo a vibração e poder deste instrumento que tem basicamente três tons: baixo, médio e agudo. O instrumento já embalou filmes como o incrível “O Visitante” e, sem dúvida, faz parte da alma musical da África.

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Para participar da roda, é bem simples – chegue no horário (se chegar antes, melhor ainda, você puxa papo com Mestre Manam ou Mestre Aziz que podem te dar dicas pra começar), pegue uma das cadeiras e escolha um tambor (alguns trazem seu próprio Djembe, mas Mestre Manem sempre empresta um) – as dicas aqui são: ficar próximo ao Mestre (se chegar com a roda já rolando, o mestre é aquele com um chocalho de metal no topo do djembe), tirar qualquer anel (que pode rasgar a pele do instrumento) ou objeto de metal das mãos e pulsos, relaxar e ir ouvindo e tocando os ritmos.

Mestre Manam sabe se você é um iniciante ou não só de te ver chegar! E ele vai acertar o ritmo da roda de acordo com o número de veteranos e iniciantes daquele momento. Quanto custa? Nada! É grátis, mas no final, se você quiser e puder, deixe uma doação para ele na cestinha. Eu acho que isso é o básico que você pode fazer por ter tido um workshop de duas horas com um grande Mestre Africano. Eu sempre deixo cerca de ZAR 50,00 (cinquenta Rands ou cerca de US$ 5,00 – cinco dólares) em cada sessão. Quer sentir a vibe ? Olha só:

6. Uma pedalada épica

Pedalar em Cape Town é quase sinônimo de respirar. Junto com as caminhadas em trilhas na montanha, o piquenique, o surf e o vinho, a bike faz parte do dia a dia do Capetoniano. A rota preferida de quem faz road bike é, sem dúvida, o trecho entre Chapman’s Peak passando por Hout Bay e indo até Camps Bay (cerca de 20km). Legiões de ciclistas são vistos nas primeiras horas da manhã (entre 05h00 e 08h00) fazendo este roteiro e, em geral, o motorista sul africano respeita muito o ciclista – especialmente nesta rota. Este trecho da estrada é tido como um dos mais belos da África do Sul, com paisagens de tirar o fôlego. Vale alugar uma bike para fazê-lo pelo menos uma vez. Se você adora bike de estrada provavelmente já sabe que o país tem uma das provas de ciclismo mais tradicionais do mundo, que era conhecida como Cape Argus e recentemente teve seu nome mudado para Cape Town Cycle Tour. Esta pedalada épica de cerca de 110km passa por um roteiro lindíssimo e atrai cerca de 35.000 (trinta e cinco mil) ciclistas do mundo todo anualmente.

Se seu negócio é bike mas… nem tanto, pelo menos participe de uma edição da pedalada da Lua Cheia, a #MoonLightMass. Toda noite em que a Lua está no seu auge, milhares de Capetonianos (e centenas de turistas – embora eu nunca tenha encontrado brasileir@s nessa) se reúnem perto do estádio de Green Point para iniciar uma pedalada noturna pela cidade. O roteiro é bem relaxado e a ideia é se divertir. Tem gente que vai fantasiada, gente com luzinhas de Natal penduradas no corpo e ainda bikes com todo o tipo de iluminação que puder imaginar. Saindo de Green Point, o roteiro passa pela orla, para depois subir uma das ruas mais badaladas da cidade – a Long Street – cheia de bares, restaurantes e lojinhas e, finalmente, terminar na Green Market Square. Depois da pedalada (que dura cerca de 1h30 num ritmo bem leve) você pode emendar num dos bares da Long!

CapeTown6Ciclistas se preparam para a #Moonlightmass

7. First Thursdays

Toda primeira quinta-feira de cada mês, lojas e galerias de arte do centro ficam abertas até mais tarde. Em Cape Town, tudo fecha bem cedo (com exceção de alguns lugares), mas nas primeiras quintas, isso é diferente. O movimento First-Thursdays te convida a conhecer a cidade quando a noite cai. Galerias de arte, lojas, intervenções urbanas, food trucks, restaurantes, tudo fica funcionando até mais tarde dentro deste roteiro específico. Destaque pessoal para a galeria Young Blood que reúne obras de jovens talentos emergentes no país e a loja S.A.M. (South African Market) que reúne roupas e objetos de designers emergentes da África do Sul. E não sei se você sabia, mas Cape Town foi eleita a Capital Mundial do Design em 2014 !

8. Truth Coffee

Cape Town é uma cidade cheia de incríveis cafés para começar bem o dia. Um deles, que é um dos meus preferidos, é o Truth Coffee que fica na Buitenkant Street. Além de ser frequentado por parte da “fauna criativa” de Cape Town, a decoração é absolutamente única e me lembra filmes como Mad Max, Waterworld ou coisas do gênero. O local já foi eleito como um dos melhores cafés do mundo e o site Bored Panda teve um artigo dando destaque para a sua decoração.

Construído em torno de uma enorme torradeira de café, o local está ao lado de um dos museus mais importantes da cidade, o District 6 Museum que conta a história do Apartheid através da perspectiva de um dos bairros de onde a população foi expulsa.

Além do District 6, o Truth Coffee fica pertinho também do Castle of Good Hope, uma fortaleza Holandesa que foi mantida e acabou virando também um museu.

CapeTown7O interior do Truth Coffee em Cape Town

9. Jazz

Obviamente, música não poderia faltar neste roteiro, certo? Eu curto muito jazz e por isso trago aqui duas coisas bem bacanas para se fazer na cidade. A primeira delas é ir numa noite de Jazz no “The Crypt”. O nome é este mesmo e isso se deve ao fato deste restaurante de Jazz ficar literalmente no subsolo de uma Igreja famosa em Cape Town ! O “The Crypt” é um lugar muito bacana para comer, beber e ouvir um incrível jazz, mas como é pequeno e a acústica boa demais para os músicos, pode não ser um ótimo lugar para grandes conversas.

Se sua ideia vai alem do Jazz num restaurante, eu recomendo o tour com o pessoal de uma agência sensacional que te leva para conhecer os incríveis músicos de Jazz que muitas vezes moram nas townships (favelas) de Cape Town. O “Jazz Safari” te leva para encontrá-los pessoalmente e ter uma experiência musical absolutamente incrível. Escreva para o Iain Harris (dono da agência) e peça um desconto. Já fizemos tanta coisa juntos que ele se tornou um grande amigo e é muito gente boa!

10. Woodstock

Um bairro um pouco mais retirado do centro reúne muita coisa bacana. Woodstock (nome sugestivo, não?) gira em torno de um antigo moinho onde eram fabricados biscoitos. No bairro se encontra o restaurante número 1 da Africa do Sul, o “The Test Kitchen” onde você pode ter uma ideia do que os ingredientes locais são capazes de produzir. Além do Test Kitchen, outros incríveis restaurantes, lojas e galerias, acabaram adotando o bairro. Passe um tempo caminhando pelo local e entrando nas lojas. Algumas lojas tem segredos bem guardados, como é o caso do pequeno restaurante e café “Raw and Roxy” que só serve alimentos crus que podem te surpreender e que fica nos fundos de uma das lojas do bairro.

CapeTown8O Old Biscuit Mill que é o centro vibrante do bairro de Woodstock

Pra terminar, acho que vale a pena dizer que sem dúvida África sem safari pode ser algo como Paris sem Torre Eiffel, certo? Então neste caso, fica uma última dica que pode te interessar. O clássico Kruger Park, sem dúvida, é incrível com suas grandes manadas e extensas savanas. O “problema” está no “extensas”.

Por ser uma área enorme e você ter prometido pro seu filho ou namorada que el@ ia ver uma girafa, talvez voltem frustrados. A natureza é imprevisível e o Kruger não é um zoológico (ainda bem que não). Você pode passar um dia inteiro a bordo de um Land Rover no safari e não ver animal nenhum e, no dia seguinte, ter a incrível sorte de ver os Big 5 (leão, elefante, rinoceronte, búfalo e leopardo) em menos de uma hora.

Porém, caso tenha pouco tempo (algo como dois ou três dias), talvez valha estudar a possibilidade de visitar uma das reservas próximas ao Kruger. São reservas privadas, imensas, onde os animais vivem livres e com pouquíssima interferência, mas onde a chance de ver, pelo menos, uma girafa pode ser bem maior.

CapeTown9Chisomo Safari perto do Kruger Park

CapeTown10Cape Sugar Bird na subida da Lion’s Head

CapeTown11Blyde River Canyon  – uma das paisagens mais belas da África do Sul – próximo ao Kruger Park

CapeTown12O perfil de Cape Town com Devil’s Peak a esquerda – Table Mountain ao centro e Lion’s Head a esquerda

CapeTown13A pedalada entre Chapman’s Peak e Camps Bay dá direito a visuais como este

CapeTown14Afternoon Kommetjie

Todas as fotos © Eduardo Shimahara

Hiper-realismo: 11 artistas que vão deixar você de queixo caído

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Hiper-realismo é uma técnica de pintura que ou alguém conta para você que aquilo é uma pintura, ou você vai achar que viu uma bela foto.

Então, vou te fazer um favor e deixar bem avisado: neste artigo, só temos obras hiper-realistas feitas pelas mãos de artistas altamente talentosos.

 

1. Joongwon Charles Jeong

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As pinturas de Joongwon Charles Jeong são tão absurdamente realistas que muitas pessoas as confundem com fotos.

Ele pinta com movimentos delicados de pincéis e detalha todos os poros de quem se propõe a retratar. O artista, que vem da Coreia do Sul e estudou Design de Comunicação Visual na Universidade Hongik de Belas Artes e Design, em Seul, também ensina jovens artistas interessados alguns dos truques da técnica.

2. Tjalf Sparnaay

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A comida nesta imagem te deu água na boca? Parece boa o suficiente para estampar um cardápio? Sim ou com certeza?

A pintura a óleo acima é o trabalho do artista holandês Tjalf Sparnaay, que cria deliciosas representações de comida todos os dias. Com 61 anos de idade, o artista é considerado um dos pintores mais importantes do movimento internacional de arte hiper-realista e vem trabalhando em sua série desde 1987. Os preços para obras originais variam de R$ 77.500 para mais de R$ 500 mil, dependendo do tamanho.

3. Gottfried Helnwein

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Gottfried Helnwein é um artista visual austríaco-irlandês que trabalhou como pintor, desenhista, fotógrafo, muralista, escultor e artista de instalação e performance, utilizando uma ampla variedade de técnicas e meios de comunicação.

Gottfried Helnwein procura retratar em sua obras principalmente problemas como a ansiedade psicológica e sociológica, bem como questões históricas e temas políticos. Como resultado disso, seu trabalho é muitas vezes considerado provocativo e controverso.
Suas pinturas estão no limiar entre perturbador e belo, mas são sempre provocantes.

Enquanto o assunto de suas exposições geralmente não é do agrado de todos (porque gira em torno de violência e crianças), suas habilidades com pincéis e um punhado de tinta são inegáveis. Além disso, ele pinta com óculos de sol.

Quão bom ele é (e sabe disso)?

4. Roberto Bernardi

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Roberto Bernardi, de 40 anos, gasta até um mês criando meticulosamente cada uma das suas incríveis obras visuais. O artista de Todi, Itália, começou a pintar em uma idade muito jovem, e seus primeiros trabalhos de óleo sobre tela remontam ao início dos anos 1980.

Ele dedicou seus estudos à aprendizagem de técnicas pictóricas que teriam uma influência significativa na sua formação artística. Depois de uma primeira incursão em paisagens e retratos, Bernardi voltou-se, para nossa sorte, para o hiper-realismo.

Hoje, suas obras, que são vendidas por algo entre R$ 80 mil e R$ 500 mil, estão disponíveis na Bernarducci Meisel Gallery, em Nova York, Estados Unidos.

5. Emanuele Dascanio

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Lápis de grafite e carvão nas suas mãos podem apenas fazer muito sujeira. Mas nas mãos de Emanuele Dascanio podem fazer coisas incríveis. Quase que inacreditáveis. Os retratos realistas deste artista vibram com espiritualidade, emoção e energia.

Com uma aplicação magistral de técnica e olhar artístico, ele cria imagens que enganam até mesmo os olhos mais espertos.

Dascanio nasceu em Garbagnate Milanese, Itália, em 1983. Depois de se formar na escola de arte, trabalhou sozinho por cinco anos. Em seguida, foi assistente do famoso pintor italiano Gianluca Corona. Corona ensinou ao jovem artista as técnicas dos grandes mestres antigos da Renascença. Dascanio, desde então, ganhou prêmios por suas pinturas no norte da Itália, incluindo o prestigiado prêmio nacional de pintura, o Le Segrete Di Bocca.

O tema do retrato acima é na verdade o pai de Dascanio.

6. Robin Eley

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Quando você descobrir que as obras de Robin Eley são pinturas a óleo e não fotos, você imediatamente vai voltar e olhar de novo. Por mais difícil que seja pintar as pessoas de uma forma tão realista, Robin ainda “embala” seus modelos em plástico, o que torna a sua arte ainda mais impressionante.

Ele gasta cerca de cinco semanas em uma pintura, trabalhando cerca de 90 horas por semana. Ele tenta explorar a percepção de isolamento do mundo moderno, e o invólucro de plástico em seus quadros funciona como um meio para isso, já que é algo que você pode ver através, mas não sentir completamente.

7. Eloy Morales

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A pintura acima parece com o rescaldo de uma explosão em uma fábrica de tintas, mas é o trabalho impressionante do renomado pintor hiper-realista espanhol Eloy Morales.

Ele leva cerca de um mês para concluir cada pintura, sendo que o artista fica algo em torno de oito horas por dia trabalhando em seu estúdio. Não consigo deixar de ficar impressionada com este prazo. Tanto pelo tamanho da obra, quanto pela quantidade de detalhes e, claro, pela qualidade do hiper-realismo da versão final.

Morales, de 40 anos, exibiu sua arte ao redor do mundo começando na Espanha, depois na Itália, França, Inglaterra, México e Nova York.

8. Diego Fazio

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O artista Diego Fazio (também conhecido na internet como DiegoKoi) pode fazer coisas incríveis com apenas um lápis. Seus retratos hiper-realistas são frequentemente confundidos com fotografias em preto e branco.

Nascido em 1989, em Lamezia, na Itália, esse talento emergente é, ainda por cima, autodidata. Ele só começou a desenhar em 2007, e já ganhou inúmeros (e merecidíssimos) prêmios.

9. Kyle Lambert

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Esta imagem hiper-realista foi criada com um iPad. Isso mesmo! O artista Kyle Lambert disse que levou um mês para criar este retrato impressionante do ator Morgan Freeman, usando o app Procreate.

O britânico passou mais de 200 horas no aplicativo e fez mais de 285 mil pinceladas, um processo que foi documentado em um vídeo – afinal, não é o tipo de coisa que acontece todos os dias, não é mesmo?

10. Ran Ortner: hiper-realismo até debaixo d’água

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O trabalho de Ran Ortner consiste em pinturas do oceano em telas com algo em torno de 2 metros e meio de altura e meio metro de largura. Elas não mostram nenhuma terra, céu, barcos, figuras ou outros pontos de referência. Apenas ondas, e de forma hiper-realista.

Para obter tais ondas realistas, Ortner insiste em usar branco predominante à moda antiga, por causa de sua translucidez superior. Ele mistura a cor usando chumbo oxidado e óleo de noz que ele mesmo cozinha em fogo baixo por três dias. Suas outras cores – cinzas, azuis e verdes, alguns tons avermelhados e violetas – são derivadas também de uma técnica tradicional, a partir de minerais combinados com óleos de linhaça, semente de papoula ou nogueira.

Em outubro de 2009, Ortner ganhou o primeiro ArtPrize, uma competição anual agora fundada pelo empresário Rick DeVos, neto do cofundador da Amway. A bonificação de meio milhão de dólares é o maior prêmio em dinheiro para a arte no mundo e é concedido por voto popular.

Depois de mais de 334.000 votos, a tela “Open Water No. 24”, de Ortner, conquistou o primeiro prêmio. Antes de ganhar, Ortner vinha lutando para sobreviver, às vezes pedindo dinheiro para pagar suas contas.

11. Dru Blair e o hiper-realismo em cada poro

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Foto? Não neste artigo. Esta imagem é de uma modelo chamada Tica e não é uma fotografia, mas sim uma pintura.

A semelhança incrível foi criada pelo artista Dru Blair, que utiliza uma técnica chamada “airbrush”. Com mini-pistolas de ar para fazer jatos de tinta, ele levou mais de 70 horas de trabalho minucioso para chegar a este resultado. Se você reparar bem, é possível até ver os poros da pele dela. [oddee]

Vídeo emocionante conta histórias reais de pessoas que foram salvas pelos animais que adotaram

Quem tem um animal de estimação em casa acaba comprovando a teoria: eles são mesmo os nossos melhores amigos. Presentes na alegria e na tristeza dos nossos dias, os bicinhos são uma parte fundamental da rotina. A instituição Battersea Dogs and Cats Home encontrou uma forma emocionante de o mostrar – um vídeo que aborda essa relação e lança a pergunta “Who Needs Who?” (“Quem Precisa de Quem”)?
As imagens gravadas mostram pessoas de todas as idades em momentos de afeto e companheirismo com seus gatos e cachorros. As gravações indicam o quanto os donos precisam de seus animais e vice-versa.
No caso dos cães, o amor de fã é ainda maior, porque eles pouco se importam pro tanto que levam bronca, estão sempre firmes e fortes no pé dos donos. O vídeo, dirigido por Frankie Caradonna, foi filmado durante um final de semana visitando famílias que adotaram seus pets. O título traz à tona o ponto crucial desta relação: adotamos pensando que eles precisam da gente, mas no final das contas somos nós que precisamos deles.
Assista abaixo e derreta seu coração.

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Todas as imagens: Reprodução YouTube

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Brasileiro cria sistema natural que transforma esgoto em água residual limpa

 

O engenheiro ambiental Jonas Rodrigo dos Santos desenvolveu um sistema natural para tratamento de esgotos em áreas rurais capaz de devolver aos mananciais água residual limpa.

Através deste tratamento, os riachos, córregos e alagados deixam de ser contaminados. O processo eficaz é bem simples, feito por uma filtragem e raízes de plantas como taiobas e bananeiras.

A técnica foi aplicada em Capanema, no Paraná. Lá, todos os dejetos animais de uma criação de 12 porcos, e esgotos domésticos, que eram antes despejados numa fossa, foram destinados a uma central de tratamento, onde os resíduos passam por cinco etapas de limpeza: fossa séptica, tanque de zona de raízes, filtro de pedras grossas, filtro de pedra britada, filtro de pedrisco e carvão ativado.

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A água residual resultante deste tratamento possui alta qualidade, com apenas 170 miligramas por litro de material sólido. Os resultados positivos também se referem às quantidades de fósforo, amônia e coliformes termotolerantes.

O sucesso deste projeto fez com que o projeto de Jonas ganhasse um prêmio concedido pela Agência Nacional de Águas (ANA). Para saber mais sobre esse tipo de tratamento, leia a monografia de Jonas, apresentada na conclusão do seu curso de Engenharia Ambiental: “Tratamento de esgoto doméstico associado a dejetos suínos por meio de zona de raízes”.

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Todas as imagens via Eco D