Esse agricultor transformou 3 milhões de hectares de deserto em terras férteis

Enquanto alguns encontram desculpas, outros encontram soluções. Através de uma técnica de cultivo tradicional, o agricultor Yacouba Sawadogo conseguiu transformar grandes áreas desérticas em terras férteis. Sua missão começou em 1974, quando Sahel (zona da África Subsaariana, localizada entre o deserto do Saara a savana sudanesa) foi atingida pela seca.

Por conta da esterilidade do solo, grande parte dos moradores da região de Burkina Faso, onde Sawadogo nasceu, tiveram que se deslocar. O agricultor permaneceu ali e começou sua missão através da aplicação da “ZAi”, um antigo método que consiste em cavar o solo e preencher parcialmente os buracos com adubo, sementes e água, durante os períodos de chuva. O resultado do processo faz com que o solo se mantenha úmido e nutrido mesmo durante a seca. Ninguém acreditou que daria certo. Três anos depois, vieram as primeiras chuvas e a confirmação de que ele estava certo.

Sawadogo percorreu o país de moto com o objetivo de ensinar sua técnica a todos os agricultores possíveis. 40 anos depois, mais de três milhões de hectares de solo desértico foram convertidos, gratificando oito países do Sahel com terras férteis.

Assista abaixo ao documentário What Yacouba did next… e saiba mais sobre a jornada desse herói, que acredita que o resultado de seu trabalho se ampliará ainda mais através da disseminação da técnica ZAi:

 

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Todas as imagens via YouTube

Holanda transforma antigos templos e igrejas em livrarias e o resultado é incrível

 
A Holanda resolveu aproveitar suas igrejas e templos e explorar tudo o que eles têm de melhor: sua arquitetura. Com 44% da população sendo formada por ateus, muitos desses espaços estavam em desuso e, para que eles continuassem sendo frequentados pela população, precisaram de algumas modificações.

Assim, desde 2011, muitos templos e igrejas acabaram se transformando em livrarias, cafés, pubs e casas de shows, passando a atrair um novo público. Com a diminuição dos frequentadores, muitas instituições religiosas não possuíam mais recursos para manter as construções, que acabaram sendo melhor aproveitadas com os novos usos.

Além de grande parte da população ser formada por ateus, há ainda 28% de católicos, 19% de protestantes, 5% de muçulmanos e 4% de adeptos de outras religiões. Alguns dos exemplos mais impressionantes dessa mudança foram a livraria Selexuz, construída onde era a igreja de Maastricht, e a casa de shows Paradiso, construída em uma igreja do século 19.

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Fotógrafo capta as ondas do lago que fica na fronteira entre os EUA e o Canadá

É comum vermos circulando pela internet imagens de ondas nos oceanos em diversas partes do mundo e grande parte dessa “popularidade” das ondas do mar é por conta do surf. Mas você já viu ondas em lagos? Esse tipo de formação não só é possível como impressiona qualquer espectador e, ao contrário do que você possa imaginar, essas massas de água inesperadas são gigantes e imponentes como as ondas exploradas pelos surfistas mais radicais.

O fotógrafo Dave Sanford, apaixonado por mares agitados desde a infância, decidiu registrar esse fenômenos natural que pouca gente conhece e passou um mês fazendo imagens de ondas quebrando no Lago Eire, situado entre os EUA e o Canadá. O local é muito tranquilo no verão, mas no inverno – especificamente durante o mês de novembro – mais parece um oceano, de tão agitado. Para se ter uma ideia, foi nesse mesmo local que o cargueiro Edmund Fitzgerald afundou há cerca de 40 anos.

Equipado com roupas de mergulho, coletes salva-vidas e uma caixa de madeira para proteger sua câmera, Sanford passava 6 horas por dia dentro da água, tirando fotos de ondas com quase 8 metros de altura e esperando o momento exato de capturar as imagens das agitações do lago. Mas, claro, ele olhava sempre as previsões do tempo para ter noção se teria o mínimo de segurança por lá.

Veja o resultado desta aventura:

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Todas as imagens: Dave Sanford

Três mulheres rodam a América Latina ensinando surf, arte e educação ambiental

 
Colocar o pé na estrada é uma tarefa que exige coragem e muito desprendimento. Inspiradas em seguir o mesmo roteiro que o pai de uma delas fez nos anos de 1970, as brasileiras Antonia, Christie, Cissa e sua bebê de um de idade, a Gabriela, partiram para a Argentina rumo ao Oceano Pacífico com o projeto Rekombinando, a bordo de uma kombi cheia de estilo.

Em 1978, o pai da Antonia usou o mesmo veículo para sair por ai com três amigos (e suas pranchas), numa viagem inesquecível, recheada de histórias divertidas que foram repassadas aos filhos e filhas dos integrantes do grupo. Antonia e suas parceiras de estrada, com o mesmo roteiro em mãos, quiseram ir além, montando um ateliê itinerante que vai promover oficinas de artes, educação ambiental e aulas de surfe em projetos sociais e escolas que encontrarem ao longo do caminho, deixando um legado por onde passarem.

Além disso, como ninguém é de ferro, vão atrás de boas ondas, de conhecer e divulgar a cultura local de diferentes regiões e praticar esportes de ação. A aventura será filmada para se transformar em um documentário, que seguirá o formato de série, abordando tanto as questões socioculturais e ambientais vividas na América Latina, quanto a importância das relações de amizade e aprendizado que se criam quando o surfe é passado de geração em geração.

A kombi partiu de Porto Alegre rumo a Argentina, Chile e Peru, e vai subir até a Califórnia. Assim elas seguem “rekombinando” a aventura que já foi vivida uma vez, levando e trazendo conhecimento na bagagem.

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Todas as fotos © Rekombinando

Homem viaja pelo mundo procurando a terra da felicidade até encontrá-la no mais inesperado lugar

Estamos cansados de saber que a felicidade está nos pequenos detalhes da vida. Na história em quadrinhos “Wake Me Up At Happyland” essa ideologia não é diferente.

Em uma jornada de desenhos,  um homem viaja pelo mundo em busca da Terra Feliz. Durante a viagem, ele usufrui de todos os tipos de transporte (trem, táxi, ônibus, camelos) sempre com um cartaz pedindo para que o acordassem quando o seu destino chegasse, o que absolutamente ninguém fez. O problema é que ele mal sabia que dormir a viagem inteira o faria perder toda a felicidade ao seu redor.

O autor Josef Lee conta que escreveu a história para servir de lembrete que devemos prestar  atenção no caminho da nossa jornada e que a felicidade está dentro de nós.

Vale a pena ver:

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Me acorde na Terra Feliz.

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Em cada pequena coisa existe uma Terra Feliz te esperando.

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Todas as imagens © Josef Lee

A história do jovem que é alérgico a todas as comidas

Já pensou se você fosse alérgico a simplesmente toda e qualquer comida que existe na terra? A situação pode parecer impossível, mas um jovem americano sofre com esse raro problema há anos. Se trata de Alex Visker, um adolescente de 19 anos que precisa se alimentar através de um tubo conectado ao seu estômago.

Desde pequeno Alex tinha diversas reações que incluíam náuseas, dores de estômago, cabeça, musculares e ósseas, quedas bruscas de pressão, dor no peito, urticária, fadiga e até mesmo convulsões estomacais. Mas, por mais médicos que a família consultasse, os diagnósticos sempre eram associados a doenças como constipação ou ansiedade, mas nada parecia se aproximar do problema real.

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Como a maioria dos testes para doenças conhecidas tinham resultados negativos, os médicos acreditavam se tratar de um problema psicológico. Mas os testes também revelavam que Alex sofria com diversas alergias alimentares, sendo alérgico também a látex, químicos e perfumes. Foi aí que as coisas começaram a mudar.

Em novembro de 2013, o quadro de saúde do adolescente estava tão ruim que ele decidiu parar de comer. Depois de quatro meses sendo alimentado artificialmente, o jovem havia apresentado uma melhora significativa. Até hoje, a doença que o acomete ainda não foi diagnosticada, mas já se sabe que Alex é alérgico a todas as comidas.

Uma campanha criada pela família busca angariar U$ 30 mil em fundos através do siteGoFundMe para os medicamentos necessários à manutenção da saúde do jovem, bem como aos seus estudos. Até o momento, mais de U$ 12 mil já foram arrecadados através da campanha – e você também pode doar clicando aqui.

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Todas as fotos: Divulgação

 


“Todos podem ser Frida”: projeto se inspira na artista pra mostrar a beleza de ser diferente

Uma mulher forte, com uma trajetória artística e pessoal bastante intensa, Frida Kahlo deixou sua marca em todo o mundo com a sua arte e sua personalidade.Uma mente a frente do seu tempo, a vida da artista foi sofrida: do traumático acidente quando ainda jovem, ao casamento conturbado com Diego Rivera e o aborto. Frida costumava pintar a si mesma em seus quadros e, principalmente, as suas dores e mais terríveis temores
Poderosa artista e incrível mulher, Frida é a personagem principal do projeto da fotógrafa Camila Fontenele. Todos podem ser Frida começou a ser criado em 2012, quando Fontenele produziu ensaios com amigos homens vestidos com as roupas e as cores da artista.

O Amor de Frida

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A inversão de papéis e gênero foi propositadamente escolhida para mostrar que a imagem da Frida está presente nas várias nuances do ser humano”, explica a fotógrafa, que propõe com o projeto uma discussão sobre gênero e sexualidade, principalmente a bissexualidade (outra característica da adorada Frida – ela gostava de meninos e meninas).

O projeto começou com cinco séries fotográficas, cada uma representando uma característica de Frida: Frida por Inteiro, O Amor de Frida [foto acima], A Dor de Frida, O Aborto de Frida e As Cores de Frida. “A transgressão da figura masculina nos ensaios fotográficos é disseminada de maneira poética e feminina”, conta Fontele.

Vem ver as imagens:


Frida por Inteiro

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As Cores de Frida
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A Dor de Frida
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O Aborto de Frida
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“A Frida de Vermelho significa o desespero que a artista sentiu ao ver seu filho morto, de sentir que além de uma vez e que por mais que tentasse poderia acontecer de novo.”

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“A Frida de Branco significa a paz, porque onde há dor também existe um momento em que a artista tem serenidade, uma vez que ela tenta ter um filho e ele morre e ela tenta por uma segunda vez existe uma áurea espiritual muito forte, principalmente diante de uma perca que já é prevista, no entanto ignorada pela vontade de ser mãe.”

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“A Frida de Preto significa a morte do filho ainda em estágio de desenvolvimento. No livro o Segredo de Frida o autor cita que Frida Kahlo morreu várias vezes, uma quando sofreu o acidente e outra quando conheceu Diego Rivera, uma vez que gostaria de dar um filho ao seu marido, mesmo sabendo de todos os problemas de saúde que tinha. A morte na vida de Frida tem outra face: a Coragem.

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“A Frida Colorida significa a imagem inteira da artista. Mulher, forte, determinada, colorida e que nunca conseguiu ser mãe. Frida Kahlo, carregou esse fardo até o dia de sua morte.”

Mas o projeto não parou por aí. Com as intervenções fotográficas feitas em eventos e museus, a fotógrafa busca desdobrar as personalidades e identidades do seu público fotografado. Confira alguns destes cliques, que podem ser vistos, assim como os ensaios completos, na página oficial do projeto no Facebook.

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Todas as fotos © Todos Podem Ser Frida