Fotógrafa viaja o mundo durante 10 anos pra provar a diversidade do conceito de “família”

 
Recentemente, o Projeto de Lei 6583/13 criado pelo deputado Anderson Ferreira (PR-PE) foi aprovado, onde se define que só será considerada como família a formação de união entre um homem e uma mulher. Simples assim. Para essas pessoas, uma mãe solteira com seu filho não é mais família. Um avô que cria os netinhos não é mais família. Um casal gay não é mais família. (Projeto pode passar pelo plenário da Câmara antes de seguir ao Senado).

Parece absurdo, mas é a realidade. Estamos passando por um período bastante conturbado na história brasileira. Uma época retrógrada, de pensamentos errados que lutaremos com bravura!Por outro lado, tem gente do bem promovendo a mudança, como a fotógrafa de Nova Iorque Michele Crowe, que criou uma série fotográfica onde mostra as diversas faces familiares ao redor do mundo. Foram 10 anos fotografando cenas das famílias dos Estados Unidos e mais três meses com a máquina fotográfica pela Índia e Europa.

“Como uma grande família, a espécie humana tem várias caras e está sempre mudando”, conta a fotógrafa sobre a vontade de criar esta série.Quanto mais eu viajava, mais eu acreditava no fato de que todos estamos aqui pra viver em harmonia e com as pessoas que amamos.”

Vale a pena conferir os cliques e se inspirar com as histórias… de amor:

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Prateek e Gautam, de Nova Delhi, na Índia.

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Gilles, Marie, Eva e Bahia, de Nice, na França.

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Família Lorenzi, de Modena, na Itália.

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Heleen, Renea e Josie de Amsterdã, na Holanda.
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Rina, John, Redding e Ruby, Brooklyn, NY.
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Bryan e Mia. Levittown, Nova York
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Família Gallo de Camporeale, na Sicília.

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Kanya Devi com o marido Setan Rama e a tímida filha Sanyata Devi, da vila Najam, na Índia.

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Família Bloem de Amsterdã, na Holanda.

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Havva e Botan de Amsterdã, na Holanda.

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PJ, Matt eDanielle, Nova York.

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Família Maddox e Oma de Bietigheim Baden, na Alemanha.

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Luca, Silvia e Chiara de Roma, na Itália.
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Michael, Juan, and Lupe. Long Island City, Queens

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Família Brun de Nice, na França.

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Jérôme, Cécile, Théo e Charlotte de La Landeron, na Suíça.
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Maria com a mãe, a irmã, a tia e a prima. Nova Jérsia

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Ulrike, Sophia e Louisa de Bietigheim Baden, na Alemanha.

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Família Panday de Paris, na França.

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Jen, Jen, Lola, e Vivie. South Orange, Nova Jérsia.

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Família Wrobel de Warsaw, na Polônia.

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Família Singh de Modugno, na Itália.

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Família Veniero de Palermo, na Sicília.

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Família Mathur da Nova Delhi, na Índia.

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Família Panunzio de Monfetta, na Itália.

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Cinthia, Mallika e Famous de Nova Delhi, na Índia.

Todas as fotos © Michele Crowe
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Os pais que se casaram em um hospital para que a filha com leucemia pudesse ser dama de honra

O casal Helen e Arun Lunar estava com tudo pronto para ter o casamento perfeito. Mas uma notícia inesperada fez com que mudassem todos os planos e prioridades.

Faltando 3 meses para chegar o tão sonhado dia, Artur reparou que a filha, Elsie, de 2 anos, apareceu com hematomas na cabeça e a levou ao hospital. Lá receberam a notícia: os médicos descobriram que a garota estava com leucemia em um estado muito grave. Ela teria de passar por fortes tratamentos de quimioterapia.

O problema era realmente sério. Elsie tem síndrome de Down e desenvolveu mielopoese anormal transitória, um tipo de leucemia comum em portadores da doença. Uma em cada 10 crianças com Down desenvolve a mielopoese. Como não tem irmãos, seria muito difícil para a garota encontrar doadores de medula.

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Temendo que a menina não pudesse participar da cerimônia, os pais, além de anteciparem o casamento, fizeram a festa dentro do hospital Great Ormond Street, em Londres, onde Elsie foi a dama de honra mais requisitada dos últimos tempos.

Ela roubou a cena”, contou o pai. “Foi um dia fantástico. Toda a nossa família e amigos vieram. Ela estava em grande forma, apesar de ter passado por cinco dias de quimioterapia forte um pouco antes”, completa.

Uma forma incrível de lidar com um problema tão sério. Mas a história ainda não tinha terminado:

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Feito isso, a família tinha o desafio de encontrar alguém que tivesse a medula compatível com a de Elsie. Pensando em soluções, os pais produziram uma campanha na internet e criaram a página “A Match for Elsie” e, depois de mais de 4 meses de sufoco, eles finalmente encontraram um doador para a criança que tinha 100% de compatibilidade.

Agora, os médicos aplicam um medicamento que estimula o crescimento de glóbulos brancos em seu corpo. Segundo eles, o progresso dessa menina guerreira corre muito bem.

É nisso que acreditamos: no poder transformador do amor.

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Todas as fotos: © PA Real Life/Mael Tsouza via: thesun

Os incríveis murais da brasileira que usa o grafitti para combater a violência contra as mulheres

 

Mais do que nunca as mulheres assumem sua voz, mas nem sempre isso basta. É preciso ter ferramentas e formas de canalizar opiniões, desejos e protestos. Foi no grafitti que a carioca Panmela Castro, 34, conseguiu fazer isso. Desde 2010, a artista plástica e grafiteira usa as paredes das cidades do mundo e latas de spray para falar sobre assédio, aborto e feminismo.

Foi assim que ela conseguiu se recuperar de um casamento conturbado, cercado por violência doméstica e, hoje, está à frente da Rede Nami, projeto que une feminismo e arte urbana no intento de combater a violência contra a mulher e ajudar aquelas que estão em situação de vulnerabilidade.

Em meio a cores intensas e figuras femininas, nos painéis, além do tema, o elemento comum tem três dígitos: 180, o número do disque-denúncia. Conheça um pouco do trabalho de Panmela:

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Todas as fotos via Panmela Castro

Fotógrafo registra a vida em comunidade alternativa que decidiu fugir do sistema

Ao norte de Richmond, no estado norte-americano da Virgínia, 90 adultos e 15 crianças vivem em uma comunidade à parte, em que compartilham trabalho, valores e levam a sustentabilidade a sério. Criada em 1967, a Twin Oaks Community busca uma vida longe do asfalto e da violência urbana. Isolados, eles conseguem se manter devido à produção de tofu e redes, que comercializam em cidades da região.

O fotógrafo norte-americano Aaron Cohen foi autorizado a passar uma semana no convívio destas pessoas e registrou, em uma série surpreendente, como é viver longe do que conhecemos como sociedade padrão. Todo o lucro obtido com as vendas dos produtos é dividida entre os moradores adultos em um sistema de créditos por trabalho. Em média, as pessoas por lá trabalham 42 horas por semana, seja ela um cuidador de crianças ou o responsável por embalar os tofus. Todos os dias, os moradores se reúnem para o almoço e para o jantar, refeições que são feitas com vegetais frescos plantados na propriedade, e leite, ovos e carnes também de animais criados por lá.

Embora muitas comunidades alternativas tenham sido criadas nos anos 70, poucas delas sobreviveram. Diferente do que eram esses grupos antigamente, hoje Twin Oaks se parece com um pequeno vilarejo e deixa para trás ideias como a nudez e o uso de drogas, comumente atreladas a diversas comunidades hippies .

Confira algumas das fotos tiradas por Cohen e inspire-se:

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from the series

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Todas as fotos © Aaron Cohen

A incrível história de Lilly, um veado fêmea adotado por uma família humana

Qualquer pessoa sensata sabe que não se pode manter animais selvagens dentro de casa. Porém, quando estes animais nunca tiveram contato com a vida selvagem, as coisas mudam um pouco de figura… É o caso deste veado fêmea, que foi adotado por uma família de Michigan, nos Estados Unidos, minutos depois de sua mãe ser atropelada e falecer.

As coisas aconteceram de uma maneira inesperada e, embora o casal nunca tivesse pensado em manter o animal, as autoridades locais não ofereceram nenhuma solução para o caso. Lilly era recém-nascida quando a família decidiu que precisaria tomar conta dela para que o animal sobrevivesse. Mas, antes de que conseguissem auxílio, o veado cresceu e se tornou um animal adulto, sem nunca ter contato com a vida selvagem.

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O casal nunca teve filhos e os animais sempre tiveram um espaço especial em suas vidas. Porém, quando um vizinho viu Lilly brincando no quintal, chamou as autoridades, uma vez que é ilegal manter animais selvagens em casa. Por ser incapaz de viver na natureza, Lilly teve que enfrentar a ameaça da eutanásia. O perigo só desapareceu com a ajuda de uma ampla rede de apoiadores, que conseguiu que a casa em que o animal vive fosse zoneada como um santuário de vida selvagem, desde que ela fosse a única residente.

A história chegou aos ouvidos do fotógrafo Traer Scott e do autor Ken Foster, que passaram grande parte de sua carreira trabalhando com cães resgatados. Logo, os dois souberam que queriam fazer com que essa linda história chegasse a um número ainda maior de pessoas. Graças a eles, a história de Lilly irá se transformar em um livro infantil – e com um delicioso final feliz.

Dá só uma olhada em como ela é carinhosa com humanos no vídeo e fotos abaixo:

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Todas as fotos © Traer Scott