Como a vida de um fotógrafo mudou para sempre após 10 dias na Islândia

Com paisagens surpreendentes, que parecem até de mentira, a Islândia é um lugar onde o fascínio prevalece nos olhos de quem já pisou nestas terras longínquas. O fotógrafo William Patino se rendeu a seus encantos e mudou sua maneira de olhar o mundo após apenas 10 dias clicando suas belezas inesquecíveis.

Por muito tempo, Patino manteve o país em sua lista de desejos, já que as imagens que via marcaram sua memória. Mas é claro que ele quis testemunhar tudo isso e depois do primeiro dia na Islândia, todas as suas expectativas já haviam se tornado realidade. Passada mais de uma semana, ele já tinha certeza de que sua vida não seria mais a mesma.

O fotógrafo descreve os mesmos sintomas de uma paixão a primeira vista: difícil descrever a tamanha beleza que chega aos olhos. “Estar sob a aurora boreal enquanto as luzes dançam através do céu, absorver o spray fresco debaixo de uma cachoeira com mais ninguém à vista, ou simplesmente caminhar ao longo de uma praia de areia preta enquanto o oceano ruge e quebra na terra; estar na natureza eleva a alma e põe as coisas em perspectiva“, escreveu.

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Patino ainda descreve como foi estar tão longe de tudo e de todos quando algo terrível aconteceu. “A Islândia solidificou meu amor e apreço pela criação e recordou-me o que mais importa na vida. Estar aqui durante os ataques terroristas de Paris foi definitivamente agridoce, eu comecei a sentir falta de casa e de meus entes queridos, um lembrete do mundo em que vivemos”.

Estar tão próximo da natureza fez com que ele olhasse para a vida de uma outra maneira. “Nossa sociedade moderna tem complicado a maneira como vivemos e por alguns breves momentos Islândia levou-me de volta a um tempo mais simples, como se eu estivesse olhando para o mundo através dos olhos de uma criança novamente. Ainda há beleza nesta terra“, concluiu.

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Todas as fotos © William Patino

FRASE DO DIA

Velhinhos são crianças nascidas faz tempo.Que possamos cuidar cada vez mais e melhor de nossas crianças de tempos atras .

Plesiossauro enorme é descoberto na Patagônia

Fernando Novas ao lado de um molde de fóssil
Fernando Novas ao lado de um molde do fóssil Um dos maiores e mais completos esqueletos de plesiossauro, o réptil marinho de pescoço comprido da era dos dinossauros, foi encontrado na Patagônia.O animal ainda está sendo escavado pelo paleontólogo Fernando Novas, do Museu Bernardino Rivadavia de Ciências Naturais em Buenos Aires, na Argentina.
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Novas e seus colegas pesquisadores acreditam que o fóssil recém-descoberto é de um gênero e espécie até então desconhecidos.

Gigante

O animal nadava nas águas que agora são da Patagônia Argentina, cerca de 65 milhões de anos atrás. O plesiossauro viveu durante o Cretáceo, cerca de “30 minutos antes da queda do asteroide”, brincou Novas.
As suas quatro nadadeiras medem, cada uma, mais de 1,30 metro de comprimento, e seu corpo inteiro se estendia por cerca de 7 metros quando vivo.
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Os ossos ainda estão envoltos em rocha, mas o achado é claramente o plesiossauro mais completo e articulado (ou seja, os ossos não estão espalhados, mas assentados na posição correta) de que se tem registro.

A descoberta

Em 2009, Novas recebeu uma dica que o levou, juntamente com colegas, a escavar a criatura perto da costa do Lago Argentino, na província patagônica de Santa Cruz.
Depois de obter a permissão do proprietário da terra onde o animal se encontrava, Gerardo Povazsán, um pequeno grupo de paleontólogos começou a trabalhar, criando uma barreira circular de sacos de areia ao redor da criatura e drenando a água do lago.
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Com a ajuda de um trator doado, os fósseis foram carregados a um caminhão e transportados para Buenos Aires. Os pesquisadores continuam a analisar os restos em laboratório, mas já descobriram um fato intrigante: o plesiossauro tem um pescoço longo.
“A América do Norte está mais familiarizada com os plesiossauros de pescoço longo, mas aqui estamos mais familiarizados com os plesiossauros de pescoço curto, que datam do período Cretáceo. Este é um dos poucos casos em que descobrimos uma exceção aos nossos padrões do sul”, afirmou Novas.
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Árvore genealógica réptil

Uma vez que escavarem totalmente os ossos, os pesquisadores planejam descrever a nova espécie e comparar a sua anatomia com a de outros plesiossauros, para que possam criar uma árvore genealógica desses répteis (apesar do “sauro” no seu nome confundir as coisas, plesiossauros não são dinossauros. Sua alcunha, de fato, significa “quase lagarto”). [LiveScience 1 e 2]

Impressora 3D permite que cegos apreciem obras de arte clássica pela primeira vez

 

Sabe aquele momento em que todo mundo está falando sobre uma coisa e você é a única pessoa que não conhece? Agora image que quem sofre com problemas de visão passa por isso o tempo inteiro, principalmente quando falamos sobre obras de arte. Afinal, por questões de conservação, até agora era impossível para uma pessoa cega tocar em uma obra ao visitar um museu – mas a impressão 3D pode estar prestes a mudar essa realidade.

Um projeto criado pelo designer Marc Dillon, morador de Helsinki, na Finlândia, quer utilizar impressoras 3D para permitir que cegos vejam algumas obras de arte famosas, como a Mona Lisa, ou os girassóis de Van Gogh. Para isso, ele desenvolveu o projeto Unseen Art, que usa impressão 3D à base de areia para recriar essas obras de arte em uma escala e qualidade que permite que sejam expostas em museus.

Embora a ideia lembre bastante o projeto Touch The Prado, que criou réplicas de alguns quadros famosos expostos no museu para que pessoas cegas pudessem apreciá-los, ela é ainda mais ambiciosa, visto que pretende criar também um repositório online onde artistas possam submeter versões em 3D de suas obras para que as pessoas as imprimam em casa.

O projeto ainda está em fase de arrecadação de recursos, buscando financiamento através da plataforma IndieGoGo, onde já reuniu quase U$ 2.000 para sua produção.

Abaixo o vídeo e algumas fotos de apresentação do projeto:

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Todas as fotos: Divulgação

Festival anual celebra o terceiro gênero no México

A cidade de Juchitán, no sul do México, mantém há muitos anos sua característica mais marcante: a fluidez de gêneros. A relação com pessoas de diferentes sexualidades é comum por lá e um chamado terceiro sexo ganhou o nome de “muxes”. E por que não celebrar toda essa diversidade?

Os muxes são originalmente homens que cresceram se identificando com mulheres. Ou melhor, com o papel que muitas delas exercem na sociedade. Há um forte traço da cultura indígena presente neste local que leva os muxes a ocuparem uma posição de matriarcas da família. Eles não necessariamente se vestem como mulheres ou têm relações com homens. É mais como posição social, é completamente fluido.

E todos os anos essas pessoas recebem da cidade um festival em sua homenagem celebrando o terceiro gênero conhecido como “Vela”. Entre as atividades estão muita dança, desfiles e até uma coroação de rainha da festa. Demais, não é mesmo? Principalmente porque estamos falando de um país majoritariamente machista e com elevadíssimos números de feminicídio.

Veja as fotos abaixo e se encante com todo esse colorido!

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Todas as fotos: © Anna Bruce via Dazed.

O retorno da íbis Missão: facilitar a sobrevivência de uma ave rara

Íbis-eremita, vista na colônia de Palmyra, na Síria
Esta íbis-eremita foi vista na colônia de Palmyra, descoberta entre as escarpas no deserto em 2002
Hieróglifos egípcios com ascendente da íbis-eremita
As íbis-eremitas achadas na Síria são os últimos descendentes conhecidos das aves dos hieróglifos egípcios
Escarpas do deserto na Síria, próximas à colônia de Palmyra
Escarpas onde foi encontrada a íbis, em 2002

Dez anos atrás, no deserto sírio de Palmyra, o biólogo italiano Gianluca Serra, perito em conservação, topou com sete derradeiras íbis-eremita, uma espécie até então considerada extinta no Oriente Médio. A descoberta dessa colônia causou comoção nos meios científicos. Com razão, pois essas aves são os últimos descendentes das íbis representadas nos antigos hieróglifos egípcios.

Desde então, Serra e colegas vêm lutando para salvar essa colônia preciosa, com suporte da National Geographic Society. “Começamos treinando uma equipe local para delimitar uma área de reserva”, conta o biólogo. Nos anos seguintes, todavia, a população continuou a minguar. A saída foi pesquisar o hábitat de inverno das aves nas montanhas da Etiópia, mas poucas ameaças foram detectadas. Intrigado, em 2009, Serra as acompanhou em sua migração através da península Arábica. E descobriu que eram abatidas por caçadores clandestinos na Arábia Saudita.

“Não é fácil abolir a caça quando está tão entranhada em uma cultura tradicional”, diz Serra. Apesar disso, sua equipe conseguiu introduzir com êxito, na colônia de Palmyra, vários filhotes nascidos em cativeiro. Devido aos recentes conflitos políticos na Síria, o projeto foi interrompido. Mas Serra dispõe de informaçõesde que ainda há entre um e cinco indivíduos capazes de se reproduzir.

Pela primeira vez na história, cédula de 10 dólares tratá o rosto de uma mulher

foram importantes na história. Mas e as mulheres? Pela primeira vez em mais de um século,uma nota de dólar trará um rosto feminino. Segundo o Secretário do Tesouro norte-americano,Jack Lew, a nota de 10 dólares foi a escolhida e será lançada com o novo visual em 2020, comemorando o centenário pelo direito das mulheres ao voto.

Qual será a mulher a ser representada na cédula ainda não se sabe. O governo está preparando uma campanha na internet e quer saber o que diz a opinião pública. As únicas exigências para o nome escolhido é que a mulher não seja viva e esteja relacionada ao tema da cédula:democracia. “Nossas cédulas e as imagens de grandes líderes norte-americanos e marcos há tempos têm sido uma forma de honrarmos nosso passado e discutirmos nossos valores“, afirmou Lew.

Há alguns meses foi lançada na internet uma campanha civil chamada “Women on 20s” (“Mulheres no vintão”) que buscava o apoio popular para pedir que o rosto de uma mulher fosse colocado na nota de 20 dólares, onde hoje está o ex-presidente Andrew Jackson. Na votação online, foram finalistas Eleanor Roosevelt, defensora dos direitos humanos e esposa do ex-presidente norte-americano Franklin Roosevelt, e Rosa Parks, protagonista do episódio que foi o gatilho para a luta contra a segregação racial nos EUA.

As últimas mulheres a aparecerem em uma cédula de dólar foram Martha Washington, a primeira primeira-dama dos EUA, cujo rosto esteve presente nas moedas de 1 dólar no período de 1891 a 1896 e Pocahontas, ícone da colonização norte-americana, que esteve em uma foto em grupo impressa nas notas de 20 dólares, de 1865 a 1869.

A cédula atual:

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Algumas possibilidades:

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Rosa Parks, protagonista da luta contra a segregação racial nos EUA.

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Harriet Tubman, ex-escrava que ajudou na fuga de diversos escravos. 

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Eleanor Roosevelt, defensora dos direitos humanos e da mulher

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Sally Ride, a primeira mulher norte-america a ir ao Espaço

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Beyoncé. Por que não? 😉

Fotos via UsaToday