FOTO DO DIA

Viver é enfrentar um problema atrás do outro. O modo como você o encara é que faz a diferença.

Benjamin Franklin

Fotógrafa viaja o mundo para retratar os vários tipos de beleza feminina

Beleza significa diversidade e eu viajo o mundo para descobri-la“. É assim que a fotógrafa romena Mihaela Noroc define seu projeto fotográfico, chamado The Atlas of Beauty (“O Atlas da Beleza”, em português). Para ela, a beleza não tem nada a ver com moda, mas sim com manter viva sua cultura e suas origens.

É com essa ideia em mente que ela registra a beleza de mulheres ao redor do globo. A jornada começou em 2013, quando encarou 15 meses de viagem e pode fotografar pessoas de 30 países, incluindo localidades na Europa, Ásia, Oceania e nas Américas. Em junho de 2015, ela deu início à segunda parte do projeto e pretende viajar por mais 30 países registrando a beleza de seu povo.

Confere só alguns dos lugares por onde ela passou – e a beleza que ela encontrou pelo mundo:

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Nepal

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Coreia do Norte

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China

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Tajiquistão

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Mongólia

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Romênia

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Coreia do Norte

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Chile

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Colombiana fotografada no Equador

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Afeganistão

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China

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Romênia

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Cuba

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Peru

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Finlândia

Todas as fotos © Mihaela Noroc

Obras de arte em fachadas de prédios alertam para o perigo de extinção de 314 espécies de aves

Os projetos de arte urbana que têm invadido as cidades não servem só para colorir, mas também como uma arma de protesto e alerta. É o caso do Audonon Mural Project, projeto que usa o graffiti para expor em fachadas de edifícios espécies de pássaros em risco de extinção.

Em virtude das mudanças climáticas, muitas aves estão com seus dias contados, já que são afetadas diretamente pelo aquecimento global. Uma colaboração entre a ONG de preservação natural National Audubon Society e a Gitler &__ Gallery fez brotar incríveis murais na área histórica de Manhattan, em Nova York (EUA).

A iniciativa surgiu após o lançamento do relatório Birds and Climate Change Report, que cataloga 314 espécies que estão ameaçadas. O projeto segue em expansão, recrutando patrocinadores, artistas e comerciantes na região para que abracem a ideia.

Vale a pena ver:

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Todas as fotos © Mike Fernandez/Audubon

Série fotográfica mostra como as pessoas vivem de forma diferente em apartamentos iguais

Alguma vez você já se perguntou quem mora no apartamento ao lado e como a personalidade de uma pessoa muda a ocupação desse espaço? Uma mesma sala, com as mesmas 4 paredes, pode parecer muita coisa diferente, dependendo de quem a ocupa. É a singularidade do ser humano que está retratada de forma incrível nesse ensaio.

O fotógrafo romeno Bogdan Gîrbovan encontrou uma maneira criativa de responder estas dúvidas documentando as diferenças entre os apartamentos de um mesmo prédio em um belíssimo ensaio fotográfico. Localizados em Bucareste, capital da Romênia, os apartamentos foram retratados andar por andar, uma vez que mostram pessoas, móveis e decorações singulares.

Confira abaixo o resultado dessa busca antropológica dentro desses pequenos e antigos aptos soviéticos:

10º andar

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9º andar

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8º andar

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7º andar

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6º andar

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5º andar

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4º andar

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3º andar

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2º andar

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1º andar

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Todas as fotos © Bogdan Gîrbovan

Favela em Campo Grande cria horta comunitária para garantir alimentos frescos

 
Com o intuito de empoderar a comunidade e garantir alimentação saudável para todos, o engenheiro agrônomo Carlos Salles decidiu ajudar a criar uma horta comunitária na favela Cidade de Deus, próxima ao lixão da cidade de Campo Grande (MS). Além do cultivo, o projeto prevê a distribuição de cestas básicas com produtos frescos e cafés da manhã feitos com o auxilio de diversos voluntários. 


A horta foi criada em setembro de 2015, graças aos voluntários e moradores que se mobilizaram. Alguns ajudaram com doações e outros com o próprio trabalho, plantando as mudas. Logo de cara, 800 mudas de alface, beterraba, couve, mandioca e outras hortaliças já foram plantadas. 

Para Salles, não há nada que impeça as pessoas de consumirem alimentos frescos. A ideia da horta comunitária é que todos possam usufruir da colheita, além de aprender como cuidar do plantio e cultivo. A iniciativa pode representar um grande aprendizado para adultos e crianças, além de fortalecer os laços da comunidade e garantir sua independência e autonomia. 

“Através do esforço coletivo podemos avançar na eliminação do individualismo e formar uma sociedade mais altruísta e positiva, visto que, onde implantamos hortas a energia dos ambientes se transformou”, explicou Salles à repórter Thaís Teisen, do CicloVivo.

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Todas as imagens © Carlos Salles (Arquivo Pessoal) via CicloVivo
 
  

Série de fotos revela personalidade das pessoas a partir do que elas levam na bolsa


O designer gráfico e fotógrafo Jason Travis, um tanto curioso sobre a personalidade das pessoas, criou o projeto Persona, que aborda amigos, pessoas e personagens fictícios para mostrar o que cada um tem dentro da mochila.

O trabalho consiste em unir uma foto da pessoa (acima) com uma foto dos itens que ela carrega consigo (abaixo). É simples. Se você encontra uma gaita na bolsa de uma pessoa imagina que ela seja musicista. Ou uma parafina feita para passar em prachas de surf, quase que obviamente ele pratica esportes no mar.

O que é importante para uns, pode ser dispensável para outros e por aí vai. Cada um leva o que é importante para sua rotina. O mais legal é ver alguns itens curiosos que as pessoas carregam. Olha só:

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Todas as imagens © Jason Travis via: theplaidzebra

Viver fora da Terra é possível?

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Susana Zanello é uma especialista de adaptação humana à vida no espaço. Por isso, esta renomada cientista compartilhou alguns de seus pontos de vista sobre a sua pesquisa, que envolve detalhes sobre exploração do espaço, futuras viagens a Marte e muito mais.

Como viagens espaciais afetam o corpo humano?

Viagens espaciais afetam o corpo humano de muitas maneiras – e muito mais do que pensamos. Tanto que existem profissionais, como Susana Zanello, que são especializados nesses efeitos. Bióloga, ela trabalha para a “Ciências da Vida” em Houston, uma instituição que apoia o trabalho da NASA. Sua missão é investigar a adaptação humana à vida no espaço, identificar os riscos envolvidos e desenvolver contramedidas para preservar a saúde dos astronautas quando eles vão em missões de exploração espacial.

Depois de muitos estudos e pesquisas, ela relacionou algumas consequências para o corpo humano que deixam bem claro que viver fora da Terra é muito mais difícil do que parece.

1. A microgravidade complica tudo

É um enorme desafio viver fora da Terra. Com a evolução, a vida tem realmente se adaptado para estar neste planeta. No espaço, um dos principais riscos vem da microgravidade – ou a ausência de gravidade.

Uma consequência é a perda de densidade mineral óssea. Lá, você simplesmente não tem que lutar constantemente contra a força da gravidade, o que fazemos de forma natural aqui na Terra. Assim, não há mais necessidade de um esqueleto para nos sustentar.

O corpo humano, então, começa a se adaptar ao ambiente reduzindo a densidade de matriz óssea, processando o cálcio de forma diferente. Isto leva a uma perda de força nos ossos, o que consequentemente aumenta o risco de fraturas quando a pessoa volta para a Terra, bem como o de desenvolvimento de pedras nos rins.

2. A radiação cósmica complica tudo

A radiação cósmica é outro risco crítico da exploração espacial. O campo magnético da Terra é uma proteção muito eficaz para evitar que a maioria das partículas de alta energia atinja a superfície do nosso planeta. Fora dos cinturões de Van Allen, ou também em outros planetas, somos constantemente bombardeados por fortes prótons solares e raios cósmicos galácticos. Há uma grande evidência de que estes podem atravessar todo o nosso corpo e inclusive afetar o nosso DNA. Assim, a longo prazo, todos os riscos associados a essas alterações, como o câncer, podem fazer um grande mal aos astronautas.

3. Viver fora do espaço prejudica a nossa visão

No início de 2000, os cientistas começaram a observar uma degradação na acuidade visual dos astronautas depois que eles passavam muito tempo na Estação Espacial Internacional. Após mais pesquisas, verificou-se um achatamento no globo ocular e um espessamento da parte posterior do olho, no início do nervo óptico.

Fora isso, cerca de 60% dos astronautas experimentam perda de visão, que inclusive pode ser irreversível em certos casos. Tanto que a visão é considerada como um risco para a saúde de alta prioridade pela NASA.

O que provoca esta perda de visão?

Os pesquisadores acreditam que isso acontece por causa de uma mudança dos fluidos dentro do corpo.

Na Terra, os líquidos tendem a ir para baixo em nossas pernas. Seu movimento e válvulas em nossas veias das pernas, então, ajudam a bombear o sangue de volta ao coração. Na microgravidade, este sistema não é mais necessário, e então o fluido é bombeado para a cabeça. Isto leva aos típicos inchaços no rosto e pés de galinha que os astronautas têm, mas, também, possivelmente, ao aumento da pressão intracraniana.

Os cientistas acreditam que, quando a pressão cerebral aumenta, a pressão por trás dos olhos é alterada, impactando a capacidade visual.

4. Viver fora da Terra afeta os humanos em um nível molecular

Há sinais fisiológicos de adaptação que podem ser observados, mas também há alguns subjacentes a um nível molecular. Os genes podem ser expressos de forma diferente no espaço, levando a mudanças fisiológicas específicas.

Os estudos de Susana Zanello procuram responder a essas perguntas. Mas, novamente, há uma série de limitações para a realização de experimentos no espaço.

Comumente, os astronautas vivem lá por seis meses, e agora dois dos voluntários da pesquisa estão participando de uma missão de um ano. Mas quando estamos falando sobre ir para outros destinos, como Marte, isso significa missões muito mais longas.

Para saber o que poderia acontecer em tais viagens, Susana Zanello afirma que teríamos que realizar experiências não só na Estação Espacial, mas também em plataformas que simulem, em certa medida, as condições do espaço.

5. O psicológico não ajuda

Uma missão até Marte, por exemplo, é estimada em três anos. O primeiro risco, então, é psicológico. Para medi-lo, os cientistas teriam que levar em conta a duração, o afastamento, o isolamento, o confinamento com um número limitado de pessoas, o estresse de uma alta carga de trabalho e a pressão de ser bem sucedido.

Agora, quando um astronauta chega em Marte, há uma coisa boa: você tem gravidade parcial. Os seus ossos serão imediatamente estimulados e isso vai reduzir a taxa de perda de densidade. Porém, mais uma vez, astronautas serão confrontados com os riscos da radiação de alta energia, para não mencionar um clima severo, a grande quantidade de poeira e a necessidade de uma boa nutrição, entre muitos outros fatores.

6. Os outros planetas não têm dias de 24 horas

Os pesquisadores estão começando a considerar nossa chegada a objetos mais distantes, como o satélite de Júpiter, Europa, onde foi encontrado água. Mas isso é muito mais longe que Marte! Ou seja… É praticamente uma missão impossível com a tecnologia que temos disponível hoje.

Além disso, acredite ou não, apesar de Marte parece inóspito, ele é um planeta completamente amigável em comparação com os outros que conhecemos.

O seu tamanho e padrão de rotação são semelhantes aos da Terra. Portanto, um dia é de quase 24 horas de duração. E isso é uma grande coisa para os seres humanos, pois a vida evoluiu para caber em tais condições. Viver em um planeta com um dia de 10 horas, por exemplo, provocaria muitos outros efeitos adversos ao corpo.

Estamos muito adaptados às condições da Terra para sobreviver em outro lugar no espaço?

Experiências mostram que somos capazes de nos adaptar a condições bastante adversas. Se algum dia você já assistiu ao programa “Pelados e Largados”, sabe bem que é verdade – pelo menos em certa medida.

Mas também precisamos considerar que, em novos ambientes, existem riscos que desconhecemos. A coisa mais importante é definir com muita precisão os níveis aceitáveis de tais riscos.

Além disso, não podemos ignorar a ganância humana para a exploração de territórios extraterrestres. Mesmo com um alto nível de risco, eu aposto que sempre haverá alguém pronto para aceitar o desafio. [Phys]