A rua é minha tela: projeto espalha ‘grafites de crochê’ pelas ruas de São Paulo

São Paulo vem se notabilizando cada vez mais pelos projetos de arte urbana que buscam dar vida e cor à cidade. O graffiti paulistano é mundialmente famoso e, andando pela metrópole, é possível se encantar com dezenas de malabaristas, poetas e outros artistas.

Com tanta “concorrência” (ênfase para as aspas), fica difícil inovar. Mas a Dolorez Crochez conseguiu. O projeto, idealizado pela designer Karen Bazzeo, utiliza o tradicional crochê para “inspirar transformações artísticas e educacionais individuais e coletivas”.

Entre as instalações feitas por Karen (ou pelo alter ego Dolorez) estão o ‘A Rua é Minha Tela’, com colagens de desenhos feitos em crochê, o Graffiti + Crochet, cujo nome dispensa explicações e o ‘Peguei 1 Coração’, trabalhado em árvores, placas, postes, muros, etc.

O trabalho mais recente é o Mar, Metade de Minha Alma, realizado no Rio de Janeiro, em parceria com Carolê Marques, responsável pelo projeto #MeninaRendeira.

Confira vídeos do projeto A Rua é Minha Tela e imagens do trabalho de Dolorez:

1

3

4

5

6

7

8

9

10

Imagens: Reprodução/Dolorez Crochez

Anúncios

FOTO DO DIA

Quando eu saí em direção ao portão que me levaria à liberdade, eu sabia que, se eu não deixasse minha amargura e meu ódio para trás, eu ainda estaria na prisão.

Nelson Mandela

Esqueleto de “Noé” é descoberto no porão de museu

esqueleto de noe 5

Cientistas do Museu Penn (Museu de Arqueologia da Universidade da Filadélfia, nos EUA) redescobriram recentemente um esqueleto humano de 6.500 anos de idade, que ficou perdido em uma caixa no porão por 85 anos.

A caixa de madeira não tinha número de identificação ou cartão de catálogo. No entanto, um esforço recente para digitalizar alguns dos antigos registros do museu apontou novas informações sobre a história da caixa misteriosa e do esqueleto, apelidado de “Noé”.

O trajeto

O esqueleto humano dentro da caixa foi originalmente descoberto entre 1929 e 1930, em Ur, no atual Iraque, por Leonard Woolley e sua equipe de arqueólogos do Museu Penn e do British Museum (Museu Britânico, em Londres).

A escavação de Woolley revelou o famoso “cemitério real” mesopotâmico, com centenas de sepulturas e alguns artefatos culturais. A equipe também encontrou túmulos que precediam o cemitério de Ur por aproximadamente 2.000 anos.

esqueleto de noe 6

Em uma planície de inundação, cerca de 15 metros abaixo da superfície, os arqueólogos descobriram 48 túmulos que datavam do período de Ubaid, cerca de 5.500 a 4.000 aC.

Embora vestígios deste período sejam extremamente raros, mesmo em 1929, Woolley decidiu recuperar apenas um esqueleto do local, que foi encaixado, enviado para Londres e mais tarde para a Filadélfia.

esqueleto de noe 2

 

Várias listas feitas pelos pesquisadores enumeraram os artefatos da escavação de 1929-1930 e para onde eles estavam indo – enquanto metade permaneceu no Iraque, os demais foram divididos entre Londres e Filadélfia. Uma das listas afirmava que o Museu Penn receberia dois esqueletos.

Quando William Hafford, o gerente do projeto responsável pela digitalização dos registros do museu, viu a lista, ficou intrigado. Um daqueles dois esqueletos não podia ser encontrado.Pesquisas no banco de dados do museu revelaram que ele tinha sido registrado como “não contabilizado” desde 1990.

Para chegar ao fundo desse mistério, Hafford começou a explorar os extensos registros deixados pelo próprio Woolley.

Depois de localizar informações adicionais, incluindo imagens do esqueleto, Hafford foi conversar com Janet Monge, curadora de antropologia física do Museu Penn. Monge se lembrou da misteriosa caixa no porão.

esqueleto de noe 3

Quando eles abriram a caixa mais tarde naquele dia, a curadora disse que ficou claro que o ser humano no interior era o mesmo listado por Woolley.

“Noé”

O esqueleto provavelmente pertencia a um homem com 50 anos ou mais de idade, e com altura entre 1,73 a 1,78 metros.

Pesquisadores do Museu Penn o apelidaram de “Noé” porque acredita-se que esse homem viveu depois do período que dados arqueológicos sugerem ter havido uma inundação maciça no local original em que foi descoberto, Ur.

esqueleto de noe 4

Novas técnicas científicas que ainda não estavam disponíveis na época de Woolley podem agora ajudar os cientistas do Museu Penn a determinar muito mais coisas sobre Noé e o período da história em que viveu, incluindo sua dieta, origens ancestrais, traumas, estresse e doenças. [via 1 e 2]

Pesquisadores matam células cancerígenas com químio 50 vezes mais fraca

https://i2.wp.com/hypescience.com/wp-content/uploads/2016/01/celulas-cancerigenas-e-quimio-mais-eficiente.jpg

Pesquisadores da Universidade da Carolina do Norte (EUA) acabam de tornar a quimioterapia mais eficiente. Eles não criaram um novo medicamento, mas sim uma nova forma de administrar um remédio já existente, o Paclitaxel. O remédio é usado há algum tempo para destruir células cancerígenas em órgãos como pulmão, mama e pâncreas, mas traz muitos efeitos colaterais para o paciente, como cãibras musculares, diarreia e queda de cabelo.

A novidade nessa pesquisa é que os cientistas encontraram uma forma de isolar a droga dos outros tecidos do corpo até que ela chegue ao local em que deve destruir as células cancerígenas. Assim, uma menor quantidade do medicamento é necessária, com menor prejuízo aos outros órgãos do corpo.

 

Essa ideia já existia anteriormente, mas os pesquisadores tentaram isolar a droga usando materiais plásticos, que eram vistos pelas células de proteção do corpo como uma ameaça, e eram atacadas antes de chegarem ao local de ação. Agora, eles utilizaram células brancas do próprio paciente para camuflar a medicação.

Essa nova “embalagem” para o remédio é chamada de exosome. “Ao usar exosomes de células brancas, nós embrulhamos o remédio em uma capa de invisibilidade que o esconde do sistema imunológico”, explica a pesquisadora principal do projeto, Elena Batrakova.

A pesquisa

Para testar o exosome, os cientistas usaram o remédio Paclitaxel. Eles inseriram a droga nos pacotes de exosomes feitos de células de ratos e depois aplicaram a mistura em uma placa de Petri com várias células cancerígenas resistentes.

Os pesquisadores perceberam que era necessário 50 vezes menos medicamento para matar as células do que quando usavam o Paclitaxel sem nenhuma modificação.

Além disso, outra constatação empolgante foi feita: os pequenos pacotes têm potencial para ajudar no diagnóstico do câncer. Quando exosomes foram testados em ratos com câncer de pulmão, eles puderam identificar e marcar células cancerígenas.

O próximo passo da pesquisa é testar se os exosomes vão atuar tão bem nos ratos vivos quanto funcionaram nas placas de Petri. [ScienceAlert, ScienceDaily, Nanomedicine Journal]

A inspiradora festa de 15 anos da menina com uma doença rara que já superou sua expectativa de vida

Muitas meninas ainda sonham com uma incrível festa de 15 anos, com tudo o que merecem: um grande bolo, vestidos incríveis e muita música. Para Magali Gonzalez Sierra a comemoração da data seria ainda mais especial, considerando que ela havia passado em dois anos a sua expectativa de vida.

Magali nasceu com uma rara doença conhecida como síndrome de Huntchinson-Gilford, que acomete apenas 1 pessoa a cada 8 milhões. Um dos principais problemas da síndrome é que ela causa um envelhecimento precoce e extremamente rápido.

No caso de Magali, os sintomas começaram a se manifestar quando ela tinha apenas 18 meses. Hoje, ela tem o corpo semelhante ao de uma pessoa de 90 anos e vive em uma cadeira de rodas.

magali12

A expectativa de vida de pessoas diagnosticadas com a síndrome é de apenas 13 anos, mas a menina estava disposta a viver até os 15 para ter a festa que sempre sonhou – e conseguiu! Apesar de conviver com sintomas como dor nas articulações e doença cardíaca, Magali aproveitou a comemoração ao máximo ao lado da família e amigos.

Ela me disse que queria sua festa; que mesmo que ela não dance, ela quer que nós dancemos“, contou a mãe Sofia, de 35 anos, ao site colombiano Publimetro. O vestido de Magali ficou por conta do estilista Miguel Becerra, que criou um vestido lilás no melhor estilo princesa, exatamente como ela havia imaginado.

Confere só alguns cliques dessa linda comemoração:

magali1

magali2

magali3

magali4

magali5

magali6

magali7

magali8

magali9

magali10

magali11

Todas as fotos © AFP/Getty Images via

Série de fotos mostra como pais deixam os quartos dos filhos que morreram na guerra

Mais de 5 mil militares perderam combates no Iraque e no Afeganistão na última década (fora os milhares de civis). Entre eles, estavam homens e mulheres que deixaram as suas famílias que, para manter viva a memória, preservaram os seus dormitórios parados no tempo.

O resultado deste projeto está no livro do fotógrafo Ashley Gilbertson, que transformou essa perda em algo além da estatística e refletiu de forma crua sobre o que é a saudade.

Ashley, que já passou 6 anos a trabalho no Iraque, conta que havia algo incompleto em seu trabalho como fotojornalista. Eu percebi que as pessoas nos Estados Unidos não estavam se envolvendo com o que acontecia na guerra. Foi assim que eu comecei a olhar para as diferentes maneiras de contar a mesma história, diz ele.

Bedrooms of the Fallen” é o título do livro que reúne essas imagens. E ele completa: “quando vivemos com os nossos pais, costuma-se ter um quarto para nós mesmos. E é neste espaço que colocamos nossos lembretes, inspirações e tudo aquilo que mais amamos. É um lugar em que nos sentíamos protegidos, sem julgamentos, e que só as nossas mães poderiam nos fazer limpar”.

A verdade é que a maioria dos pais opta por preservá-los tal como os filhos deixaram:soldados-1Christopher G. Scherer, 21, morto por um sniper (atirador de elite) em 2007, no Iraque. Seu quarto foi fotografado em 2009, em Nova York.

soldados-2Paul Donnachie, 18, morto por uma arma de fogo em 2007, no Iraque. Seu quarto foi fotografado em 2011, em Reading, na Inglaterra.soldados-3

Richard P. Langenbrunner, 19, suicidou-se em 2007, no Iraque. Seu quarto foi fotografado em 2009, em Fort Wayne, Indiana, EUA.

soldados-4Karina S. Lau, 20, morreu quando o helicóptero em que ela estava foi atirado, em 2003, no Iraque. A fotografia foi tirara em Livingston, Califórnia, em 2009.

soldados-5Brian N. Bradshaw, 24, morto durante uma explosão em 2009. Seu quarto foi fotografado um ano depois, em Steilacoom, Washington.

soldados-6Ryan Yurchison, 27, morreu durante uma overdose no Iraque em 2010. Seu quarto foi fotografado em 2011, em Middletown, Ohio, EUA.

soldados-7Manuel Fiorito, 27, morto em uma explosão em 2006, no Afeganistão. A foto foi tirada em 2011, em Verona, na Itália.

soldados-8Robert McLaren, 20, morto por uma explosão em 2009, no Afeganistão. Seu quarto foi fotografado em Isle of Mull, na Escócia, em 2011.

soldados-9

Jean-Nicolas Panezyck, 25, morto por uma arma de fogo em 2010, no Afeganistão. Seu quarto foi fotografado em 2011, em Versalhes, na França.

soldados-10Jack T. Sweet, 19, morto durante uma explosão em 2008, no Iraque. Seu quarto foi fotografado em NY, em 2009.

soldados-11

Marco Pedone, 23, morto por uma explosão em 2010, no Afeganistão. Seu quarto foi fotografado em Lecce, Itália, em 2011.

soldados-12Tim Hoogland, 20, morto por uma emboscada no Afeganistão. Seu quarto foi fotografado em 2010, em Overijissel, Holanda.

soldados-13

Daniel Cooper, 21, morto em uma explosão, em 2010, no Afeganistão. Seu quarto foi fotografado em 2011, em Hereford, Inglaterra.

soldados-14

Nils G. Thompson, 18, morto por um sniper no Iraque, em 2005. Seu quarto foi fotografado em 2007, Confluence, Pensilvânia.

Todas as fotos © Ashley Gilbertson

soldados-retratos
Christopher, Karina e Brian, alguns dos soldados mortos. Foto: Reprodução

Artista cria série de autoretratos surreais substituindo um dos olhos pelo de diferentes animais

Talentosíssima, a artista húngara Flóra Borsi gosta de trabalhar imagens sob a perspectiva do Photoshop, uma vez que transforma belíssimas fotografias em arte digital. Montagens cheias de estilo e atitude são sua marca registrada. E desta vez ela não poupou criatividade. Mesclou cores, rostos e animais para montar um ensaio para lá de incrível!

Animeyed“ é o nome da série de retratos criados a partir de expressões corporais, maquiagem e um toque de visual digital. “Eu toco no misterioso, revelando ou os olhos ou o rosto, deixando apenas a forma feminina”, diz ela ao site My Modern Met.

Confira as imagens abaixo e se encante você também.

flora-borsi6

flora-borsi5

flora-borsi4

flora-borsi3

flora-borsi2

flora-borsi1

Portrait of the beautiful blonde woman with flying long hair. She is with naked shoulders in studio .

Todas as imagens © Flóra Borsi