O CRUZEIRO QUE PARTE DA AUSTRÁLIA PARA DAR UMA VOLTA AO MUNDO EM 114 DIAS

Enquanto muita gente se vira no mochilão e perrengues da viagem com pouco dinheiro, outros investem em roteiros caríssimos e cheios de luxo. Inusitado, o cruzeiro daPrincess Cruises, vai ficar 114 dias no mar levando passageiros endinheirados para dar uma volta ao mundo.

O navio, que parte da Austrália em 29 de maio, cobra cerca de 52 mil reais por pessoa, sem incluir as taxas. A longa jornada inclui 1.998 hóspedes, cinco continentes e 30 países. Não dá pra negar que a rota é interessante.

A rota inicia e termina na Austrália, passando pela Nova Zelândia, Taiti, Turquia, Dubai, Egito, Croácia, Islândia, Canadá, Estados Unidos, Caribe, Peru e Chile (o Brasil está fora do roteiro). Enquanto passam pelo longo período no mar, aproveitam das regalias no navio como spa, teatro, cassino e cinema ao ar livre.

Comece já por viajar nessas imagens:

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Todas as fotos: Reprodução/Princess Cruises

FOTO DO DIA

“Ninguém nasce odiando outra pessoa pela cor de sua pele, por sua origem ou ainda por sua religião. Para odiar, as pessoas precisam aprender e, se podem aprender a odiar, podem ser ensinadas a amar.”

Nelson Mandela

Conheça o mítico retiro espiritual dos Beatles na Índia que acaba de ser reaberto ao público

Se a história dos Beatles é mitologia fundamental para qualquer banda ou amante de rock que se preze, um dos mais curiosos e prolíficos capítulos dessa história é a viagem da banda a Rishikesh, no norte da Índia, em fevereiro de 1968.

Junto deles viajaram suas esposas, e ainda Mike Love, dos Beach Boys, Mia Farrow e sua irmã, Prudence (que inspirou a canção ‘Dear Prudence’) e o cantor Donovan. Atrás, o Maharishi Mahesh Yogi.

Os Beatles em Rishikesh, na Índia. Junto deles viajaram suas esposas, e ainda Mike Love, dos Beach Boys, Mia Farrow e sua irmã, Prudence (que inspirou a canção 'Dear Prudence') e o cantor Donovan. Atrás, o Maharishi Mahesh Yogi ©Arquivo Hutton / Getty Images
Os Beatles em Rishikesh, na Índia. Foto © Arquivo Hutton / Getty Images

George

John+Cinthia

Ringo

De cima pra baixo: George, John com Cynthia Lennon, então sua mulher, Ringo Starr e Paul McCartney, durante a estadia no Ashram © Divulgação
De cima pra baixo: George, John com Cynthia Lennon, então sua mulher, Ringo Starr e Paul McCartney, durante a estadia no Ashram. Todas as fotos: Divulgação

Inspirada pelo interesse crescente do guitarrista George Harrison na cultura e nos sons orientais, a banda viajou para lá a fim de fugir do olho do furacão midiático em que viviam, e aprender meditação transcendental com o mestre Maharishi Mahesh Yogi, em seu Ashram, centro de meditação, à beira do Himalaia e do sagrado rio Ganges.

Os Beatles com o Maharishi. © Divulgação
Os Beatles com o Maharishi. FotoDivulgação

Lá eles compuseram quase 50 canções – levantando praticamente todo o repertório do que viria a ser o Álbum Branco – e, apesar do mal estar estomacal que tomou conta de Ringo por conta da dieta indiana, e de terem suspendido suas férias espirituais subitamente, após suspeitas sobre o comportamento financeiro e sexual do Maharishi (sobre as quais, anos mais tarde, Paul e George viriam a público se desculpar), os Beatles para sempre levariam consigo o hábito de meditarem, e a estadia na Índia se tornaria uma boa lembrança de um período um pouco mais leve e alegre, antes do amargo fim da banda.

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O Ashram hoje em dia © Antony Meadley / Agência Caters News
O Ashram hoje em dia. Foto © Antony Meadley / Agência Caters News

Pois se por muitos anos os fãs tiveram de subornar guardas ou pular os muros para visitar o Ashram – que permaneceu por décadas abandonado depois que a concessão de uso, cedida pelo governo para o Maharishi, expirou – e conhecer esse cenário mítico e espiritual, agora enfim o centro de meditação foi reformado e reaberto para o público. Por dois dólares para os indianos e 10 para estrangeiros, qualquer um pode conhecer o local onde foram compostos clássicos como Dear Prudence, Back In The USSR, I’m So Tired, Ob-la-di Ob-la-da e Revolution.

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Foto © CEN

Placa sobre a estadia da banda no Ashram ("Os Beatles em Rishikesh. Eles vieram para cá em 1968, para estudar meditação transcedental com o Maharishi Mahesh Yogi. Durante sua estadia aqui, escreveram muitas canções célebres, lançadas no Álbum Branco e Abbey Road") © STR-AFP-Getty Images

Placa sobre a estadia da banda no Ashram (“Os Beatles em Rishikesh”. Eles vieram para cá em 1968, para estudar meditação transcedental com o Maharishi Mahesh Yogi. Durante sua estadia aqui, escreveram muitas canções célebres, lançadas no Álbum Branco e Abbey Road”)

Foto © STR-AFP-Getty Images

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Fotos: Divulgação

A abertura pública do local aconteceu no dia 08 de Dezembro de 2015, exatos 35 anos após o assassinato de John Lennon. A ideia é tornar o local um grande centro de Yoga e meditação, além de revitalizar o turismo da região.

Dá uma olhada nessas reportagens da época sobre os Beatles no Ashram:

Que tal dar um pulo na Suécia para conhecer a árvore mais antiga do planeta?

Encontrar uma árvore no meio de um longo caminho pode ser um verdadeiro milagre para quem almeja por um pouco de sombra e água fresca. Na Suécia, a surpresa seria se deparar com a árvore mais antiga do mundo, que tem 9.550 anos de idade. A anciã Old Tjikko, na província de Dalarna, foi descoberta apenas em 2004 por um grupo de pesquisadores que deu a ela tal título. Antes tarde do que nunca.

O processo para saber o quão antiga era foi até diferente das demais. O grupo liderado por Leif Kullman, do departamento de meio ambiente e ecologia da Universidade de Umea, fez estimativas a partir de material orgânico coletado de sua raíz ao invés de contar os anéis em seu tronco. Conhecida como “Árvore de Natal”, a Picea abis tem a capacidade de manter sua raíz firme e forte mesmo após a morte do caule, que é capaz de viver uns 600 anos, fazendo com que ela se regenere inúmeras vezes. 

Com quatro metros de altura, a árvore está  a 910 metros de altitude num condado histórico próximo a Noruega. A província atrai suecos durante as férias de verão, que descansam no meio da natureza em casas encantadoras com lagos ao lado e participam de bailes tradicionais. A Old Tjikko desbancou o título do pinheiro Bristleone, da Califórnia, que tem 5 mil anos.

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Foto © i.prinke

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Fotos: divulgação

Você se hospedaria num hotel que já foi um campo de concentração?


Com um passado nada louvável, uma construção histórica em Montenegro, no meio do Mar Adriático, vai se transformar em resort de luxo. Construído em 1853 na ilha de Mamula, o forte serviu como campo de concentração durante a Segunda Guerra Mundial. Hospedagem  bizarra não?

O general austro-húngaro Lazar Mamula tinha como objetivo a proteção contra inimigos no Boka Bay. Mas quando aconteceu a segunda grande guerra, o fascista italiano Benito Mussolini transformou o espaço, alojando cerca de 2 mil prisioneiros, que posteriormente foram executados ou morreram de fome sob condições precárias.

Já nos dias atuais, o Parlamento montenegrino permitiu que a empresa Orascom transforme o local num resort com discotecas, spa e restaurantes. Porém, a nova empreitada já está sendo criticada por não respeitar as famílias que perderam pessoas dentro do campo de concentração, além do desrespeito com a construção histórica.

O governo ainda assim alega que o projeto vai impulsionar a economia com a ajuda dos investidores que vão manter a estrutura de pé e torna-la acessível ao público. Além de manter a arquitetura, a empresa também se comprometeu a construir um memorial para as vítimas, mas o assunto continua mal resolvido. 

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Foto  © Atraktor Studio
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Fotos  ©  Hons084
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Fotos: reprodução