Homem em busca de uma vida mais simples constrói casa na floresta com menos de 4 mil dólares

O verde das folhas, o som dos pássaros e a calma e a liberdade de se viver longe de tudo. Para conquistar isso, Dave Herrle teve de abrir mão de muita coisa, mas afirma ter valido a pena. Desde o outono de 2013, ele e a esposa moram na Wee House, uma cabana que foi construída nas florestas de Connecticut (EUA) e custou menos de US$ 4 mil para ser feita.

Dave Herrle, que antes trabalhava de terno e gravata em um escritório, encantou-se pela possibilidade de viver uma vida simples e hoje realiza atividades de carpintaria para se manter. Muito do que aprendeu foi colocando a mão na massa ao construir a cabana. Para isso, ele contou com madeira descartada de construções e com a doação de portas e janelas de casas demolidas – o custo maior ficou por conta das ferramentas e do acabamento.

A Wee House é uma simpática cabana de dois andares, com cozinha e sala de estar no térreo e um pequeno quarto na parte de cima. Na propriedade, Dave construiu uma segunda casa, onde há um banheiro e uma cozinha maior. Vão-se as TVs a cabo, congestionamentos e comida congelada, fica a liberdade.

Olha só:

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Todas as fotos © Sarah Grote

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Fotógrafo lança livro com série de retratos íntimos e expressivos de animais domésticos

O fotógrafo britânico Robert Bahou cresceu numa casa onde os animais transitavam livremente. Gatos, cachorros e até mesmo cavalos marcaram sua infância e fizeram com que seu olhar pudesse captar, no futuro, a “Alma Animal”.

Animal Soul é o primeiro livro de fotografias do artista, financiado via Kickstarter. Para compor a publicação, Robert contou que fez uma cuidadosa curadoria dos animais, a fim de captá-los de perto; e acrescenta que os animais têm uma relação diferente da nossa ao serem fotografados: “Eles não se ajustam, não escolhem seu melhor lado, já têm o rosto preparado e não escondem nada. O que nos resta é um momento verdadeiramente honesto entre eles e a câmera”.

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Abaixo o vídeo de apresentação do projeto e algumas das fotos que podem ser encontradas no livro:

https://www.kickstarter.com/projects/1498570909/animal-soul/widget/video.html

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Todas as fotos © Robert Bahou

Nesta floresta tropical da Costa Rica, fica o lago do azul mais intenso que você já viu

Qual é o azul mais forte que você já viu no mar? Os tons são infinitos, mas nesta floresta tropical da Costa Rica pode ser que você encontre o lago azulado mais intenso que você já viu. Dentro do Parque Nacional Tenorio Volcano, o rio Celeste chama a atenção por conta da coloração surreal, obtida devido reações de compostos químicos.

A explicação para a cor turquesa foi um tanto difícil de ser concluída pelos cientistas. Alguns apontavam que a iluminação e o reflexo solar justificavam o cor, mas na verdade tudo indica que deriva da mistura de gases sulfúricos com carbonato de cálcio, ambas liberadas pelo vulcão Tenorio, que dá nome ao parque. A reação acaba trazendo à tona um cheiro forte.

Este tom fascinante, porém, só aparece na confluência dos rios Buena Vista e Roble, que são cristalinos, ponto este chamado de Teñideros. O encontro das águas revela uma mudança brusca em suas cores. Olha que incrível:

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Fotos © The Rohit

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Foto © François Bianco

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Foto © Bruce Thomson

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Foto © Efrain Gonzalez Buitrago

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Foto © Steve Corey

O menino de 14 anos que cuida (quase) sozinho de uma fazenda nos Alpes

Cuidar de uma fazenda exige muito trabalho e a maioria delas conta com diversos trabalhadores para poder dar conta de todas as tarefas necessárias. Mas as coisas não parecem ser exatamente assim nesta pequena fazenda localizada nos Alpes Suíços, onde um menino de apenas 14 anos toma conta do local praticamente sozinho.

Entre os meses de maio e setembro, é esse o trabalho do pequeno Chläus Anderegg após a escola. O menino vive em uma fazenda a 1.259 metros acima do nível do mar, no cume do alpe Chliwald, onde há um celeiro, um piso de esterco e uma cabana alpina.

Com apenas 14 anos Chläus já tem o seu próprio ciclomotor, com o qual vai da escola para a fazenda e vice-versa quando não está montado em seu pônei. É em meio à natureza que ele desfruta da maior parte de seu tempo cuidando de 20 vacas, 7 bezerros, um cachorro e um pônei. “Eu acho que as vacas me amam tanto quanto eu amo elas“, lembra o garoto.

E, embora o tempo médio de trabalho semanal de um fazendeiro nos Alpes Suíços seja de cerca de 86 horas semanais, a família do menino nunca o deixaria ter uma carga horária tão exaustiva. “Nosso filho está fazendo este trabalho com o coração e a alma, conhecemos o nosso menino e sabemos que podemos confiar nele, e ele mesmo também sabe o quanto pode trabalhar“, lembra a mãe, Doris Anderegg, em entrevista ao site Schweizer Illustrierte.

Por sinal, seus pais têm outra fazenda em uma aldeia próxima chamada de Urnäsch, que administram com os outros quatro filhos, enquanto a propriedade de Chliwald é ocupada apenas nos meses do verão europeu. Foi o pai, Hans Anderegg, quem ensinou tudo o que Chläus precisava saber para se tornar um bom agricultor. É ele também que ajuda o menino a cuidar do local.

Sempre que termina o trabalho na aldeia de Urnäsch, Hans viaja até a fazenda nos Alpes para poder ordenhar os animais no início da manhã, permitindo que o menino tenha algumas horas a mais de sono e vá descansado para a escola. Enquanto está estudando, todo o trabalho no local fica por conta do pai e é só quando retorna da escola que inicia sua jornada na fazenda.

Apesar da rotina cansativa, as fotos abaixo são uma prova de que ele está mais do que feliz com o trabalho. Vem ver:

Todas as fotos © Kurt Reichenbach via Schweizer Illustrierte

Artista corre o mundo criando animações divertidas e que interagem com as cidades por onde passa

Qual é a coisa mais importante que você quer quando viaja? Se divertir! E nisso a artista Eliska Podzimkova tem chegado longe. Sob o pseudônimo de AnimateNY, ela começou por colocar sua imaginação em prática na cidade que nunca dorme. Hoje, de cada vez que viaja, se diverte usando a fotografia e a ilustração como mídias.

Natural da República Tcheca, Eliska é bastante criativa e gosta que as pessoas parem para olhar e… sorriam. É isso que certamente vai acontecer com você nessa viagem pelo mundo feita de bonecos animados interagindo com as cidades.

Olha só:

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Todas as imagens © Eliska Podzimkova

Artistas ocupam convento abandonado e fazem exposição de apenas um dia em SP

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Imagina o tanto de lugares secretos que São Paulo tem. Um deles é um convento abandonado em plena rodovia Raposo Tavares, que fica num canto escondido, tranquilo e ainda assim, sinistro. Com espírito coletivo maior do que aqueles que ali rondam, um grupo de artistas urbanos se uniu para pintar e criar intervenções no local inteiro, que será aberto apenas hoje (29/01) para o público.

Depois de seguir um caminho que passa despercebido facilmente, logo se avista o primeiro graffiti num dos muros do local, que fica num ponto alto e silencioso da região. Abandonado e judiado pelo tempo, o prédio serviu de residência para os artistas durante 10 dias, quando aproveitaram para ver palestras, interagir e se dedicarem às suas obras que ocupam paredes, banheiros, escadas e tudo mais o que vier pela frente.

Chamado de Zona Autônoma Temporária, o projeto ocupa o convento conhecido como Warzone, onde atualmente é um campo de tiro de airsoft. Ao todo, 27 artistas se alojaram por lá: Tinho, Leiga, Marcio Shimabukuro, Roberto Bieto, Andre Coletto, Alexandre Vianna, Vitor Zanini, Felipe Borges, Marcio Ficko, coletivo SHN, Daniel Minchoni, Lincoln Lavado Checo, Helio Marquess, Luis Alexandre Lobot, Michele Micha, Fabiano Nunes, Daniel Caballero, Saulo di Tarso, Jerry Batista, Marcelo Ruggi, Simone Martins, Enivo, Bartolomeu Gelpi, Antonio Dorta, Marcelo Xue e Alexandre Orsetti e Sinhá.

Cada um deles exerceu a criatividade como bem entendia, um sem intervir no espaço do outro. “Eu vou colocando um monte de palavras da minha cabeça, do meu convívio, que quando a pessoa bate o olho, aquela palavra vai dar outros sentidos e lembranças pra ela. Assim há uma liberdade de interpretação”, contou Lobot, que ocupou uma sala e um banheiro inteiro.

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No mesmo andar, Vitor Zanini espalhou tinta vermelha por todos os lados numa sala, e nuances de preto e cinza em outra, ambas ligadas por meio de um buraco. “A primeira sala te leva a um caminho de introspecção. Existe um choque na passagem de um pro outro”. Andando pelos corredores que mais se parecem com o cenário de um hospício encontro a artista Michele Micha encerando um chão perfeito, com todos os tacos no lugar, um ponto definitivamente “fora da curva” neste lugar.

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A ideia de sua instalação é, num primeiro momento, chocar as pessoas com a obra em que pênis cortados estão num saquinho e, atravessando o buraco na parede, se chega até a sala de ar sofisticado onde estarão chocolates perfumados em formatos inusitados de partes do corpo humano. “As pessoas podem comer. A ideia é misturar o visual chocante com o prazer de comer e sentir o sabor do doce numa sala bonita, mesmo que estes chocolates tenham formatos bizarros”, explicou.

Os andares contam com labirintos infinitos, paisagens que só o abandono e a ação do tempo são capazes de oferecer, além de água, uma intervenção promovida pelo acaso da natureza, que também quis dar seu pitaco por ali. O projeto foi feito sem patrocínio, contando somente com a boa vontade dos artistas que se uniram e bancaram a ocupação. Um outro caso parecido foi o antigo Hospital Matarazzo, também ocupado mas com verba privada.

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O ex-convento de freiras se tornou uma zona onde tudo pode acontecer, especialmente o acaso. O anarquismo ali não é utopia, se faz presente na essência de não ser tomado por rédeas nem regras. Um verdadeiro playground para quem não quer viver aprisionado em sua própria caixinha. Quem quiser ver tudo isso de perto tem apenas esta sexta-feira (29), das 10h às 21h, com festa de encerramento.

Como chegar: chegando na estação Butantã do metrô haverá uma van escolar que fará o trajeto de hora em hora até o local, a cerca de 15 minutos de distância. Os interessados devem aguardar pela van na Rua Engenheiro Bianor, em frente à padaria Savana. Quem for de carro pode dirigir até o km 18,5 da rodovia Raposo Tavares. Passando uma passarela de pedestres e avistando um posto policial, pode tentar encontrar uma vaga dentro da propriedade. Mas já aviso que a entrada é bem discreta, portanto, é preciso ter atenção.

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Todas as fotos © Brunella Nunes

Brasileiro se inspira em aquarelas para criar tatuagens incríveis

 
Algumas paixões se manifestam desde a infância e vão guiar nossa vida de uma maneira quase imprevisível. Assim foi com Tiago Tavares. De tanto rabiscar as paredes do conjunto habitacional onde vivia na zona norte de Porto Alegre e ser xingado por isso, acabou se escondendo embaixo da cama para pintar os estrados sem ser incomodado. Anos depois ele terminaria mostrando os desenhos muito mais do que poderia prever.

Depois de estudar comunicação social, trabalhou por 10 anos como repórter fotográfico até conhecer o tatuador argentino Diego Fernandez ao realizar uma pauta sobre tatuagens. Logo, a paixão pelo desenho foi novamente despertada e Tiago resolveu fazer um curso básico para aprender a tatuar, mais por curiosidade do que como profissão.

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Não demorou para que os estudos acendessem o seu gosto pela arte na pele e ele decidisse transformar isso em uma nova carreira, ficando conhecido como Tavares Tattoo. Hoje, suas tatuagens expressam um pouco dessa trajetória e de sua pouca bagagem formal, que resultou em um estilo próprio, com tatuagens que carregam uma forte inspiração em aquarelas, mas sem deixar de lado um toque de realismo.

Atualmente, ele atende no estúdio 13 Custom Tattoo, em Porto Alegre e também é possível encontrá-lo online através do canal do Youtube Tavares Tattoo .

Confere só algumas das criações dele:

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Todas as fotos © Tavares Tattoo