Ex-treinador do SeaWorld revela que as baleias são drogadas diariamente para entreter as pessoas

Não é novidade alguma que animais são maltratados todos os dias mundo afora. Se antes oscircos carregavam todo um zoológico para entreter o público em truques baratos, diversos parques ainda usam baleias e golfinhos em shows que reúnem centenas de pessoas diariamente. E se a vida para os elefantes e leões dos antigos circos não era nada fácil, para esses animais marinhos também não.

Segundo John Hargrove, ex-treinador de orcas do mundialmente famoso SeaWorld, que tem parques localizados em San Diego e em San Antonio, nos EUA, as baleias são dopadas para conseguirem fazer as coreografias e arrancar aplausos – e dinheiro, claro – da plateia. “Nós tivemos baleias que foram medicadas todos os dias de sua vida“, escreveu ele no livro Beneath the Surface: Killer Whales, SeaWorld and the Truth Beyond Blackfish (“Abaixo da Superfície: Orcas Assassinas, SeaWorld e a Verdade por trás dos Blackfish”, em português).

O uso de antipsicóticos para baixar os níveis de testosterona e benzodiazepínicos para deixá-los calmos era mais do que comum e o excesso de medicamentos, junto ao stress dos aquários, muitas vezes levava ao aparecimento de úlceras e fungos. E para tratar isso, mais remédios!

O site The Dodo conduziu uma investigação com outros ex-treinadores, que confirmaram os fatos. O SeaWorld preferiu não se pronunciar sobre o assunto. Veja e reflita:

seaworld

seaworld2

seaworld3

seaworld4

seaworld5

seaworld6

seaworld7

Todas as fotos © SeaWorld

Anúncios

FOTO DO DIA

Picture of a bather at the Ganges River in Varanasi, India

Perder tempo em aprender coisas que não interessam, priva-nos de descobrir coisas interessantes.

Carlos Drummond de Andrade

Homem em parapente grava vídeo incrível “dançando” com a Aurora Boreal

 

Difícil encontrar alguém que não se encante com os magníficos fenômenos naturais que, vez ou outra, a mãe Terra nos proporciona. Para encontrá-los, é preciso ter alguma sorte, porque nem sempre é fácil chegar até eles. O piloto de parapente acrobático Horacio Llorens viveu um momento inesquecível ao “dançar” com a aurora boreal nos céus da Noruega.

Pode até parecer um sonho, mas isso realmente aconteceu e foi gravado pela Red Bull. O vídeo, narrado pelo atleta, mostra o anoitecer em Tromsø, uma das melhores cidades para se observar o fenômeno celeste. Cortinas de luzes verdes e roxas embelezam ainda mais a paisagem fria, onde Llorens se joga com seu equipamento iluminado.

O registro inesquecível faz com que qualquer um queira estar em um lugar tão fascinante. “Há milhares de anos, as populações olhavam para o céu, viam a Aurora Boreal e pensavam que era magia”, disse. Estar no meio de temperaturas abaixo de zero nem parece tão doloroso assim para o espanhol sortudo. Olha só:

redbullaurora7 

redbullaurora 

redbullaurora3 

redbullaurora4 

redbullaurora9 

redbullaurora8 

redbullaurora2 

redbullaurora6 

redbullaurora5
Todas as fotos © Frode Sandbech/Red Bull Content Pool

Coletivo holandês cria floresta flutuante feita com material reciclado

Se é grande a dificuldade de combinar o crescimento das grandes cidades com a necessidade e manutenção de áreas verdes em centros urbanos – em nome da ecologia, da sustentabilidade e de nossa saúde, física e mental -, um coletivo de artistas holandeses chamado Mothership (“Nave mãe”, em português) criou uma intervenção na cidade de Rotterdam que pode aliviar um pouco a aspereza de se viver em nossas selvas de cimento e ferro: uma floresta flutuante.

Inspirado em uma obra de arte chamada “In Search of Habitus”, do colombiano Jorge Bakker – que consiste em um aquário repleto de pequenas árvores artificiais presas à boias -, o coletivo pretende justamente espalhar 20 mudas “plantadas” sobre boias no porto de Rijnhaven, região da cidade de Rotterdam.

Todo o material utilizado para o projeto será reaproveitado, a partir de velhas boias marítimas inutilizadas, e árvores que seriam destruídas justamente para a construção de novas áreas urbanos.

FLORESTA9

FLORESTA4

FLORESTA8

Um protótipo foi realizado em março de 2014, que hoje já se transformou em uma árvore crescida e saudável, demonstrando a eficiência do projeto – levando, com isso, as autoridades locais a aprovarem a empreitada. O objetivo é estimular o diálogo entre urbanismo e a natureza, e consequentemente sobre o que a natureza provoca na população de uma cidade.

FLORESTA6

FLORESTA1

FLORESTA3

O coletivo espera que o projeto seja adaptado e realizado em diversas locais pelo mundo, introduzindo de maneira simples porém brilhante um pouco de verde no cada vez mais cinza horizonte das cidades.

FLORESTA2

FLORESTA5

FLORESTA7

Todas as fotos © Mothership

Artista polonês que nasceu sem os braços desenha incríveis obras realistas

Aos 23 anos, o artista plástico polonês Mariusz Kedzierski tem atuado com destaque como retratista no cenário artístico europeu. Seus desenhos realistas já foram expostos em cidades como Cracóvia, Viena, Oxford, Breslávia e Varsóvia, entre outras e, em 2013, Kedzierski ganhou o 2º prêmio de “melhor artista global” na Feira de Arte de Viena. Para além de seus feitos, no entanto, o que torna sua carreira especial é um nada mero detalhe: Mariusz Kedzierski nasceu sem os braços.

Kedzierski começou a desenhar aos 3 anos de idade, e seguiu desenhado e pintando até os 12, quando teve de parar por questões de saúde. Em 2008, depois de uma de suas cirurgias, o desejo de desenhar voltou, e ele desde então jamais parou.

DRAW4

DRAW2

Segundo o próprio artista, sua condição nunca o impediu de ter uma vida plena e repleta de sonhos. Kedzierski pinta na rua, e já realizou seus retratos em cidades como Berlim, Amsterdam, Londres, Paris, Barcelona, Veneza, Roma e Atenas. Sua arte se tornou não só seu estilo de vida, como seu ganha pão.

Confira um vídeo do artista trabalhando e algumas de suas obras e se deixe apaixonar também:

DRAW1

DRAW3

DRAW5

DRAW6

DRAW7

DRAW10

DRAW11

DRAW12

Com mais de 700 retratos realizados em 15 mil horas de trabalho, o artista batizou esse projeto de “Mariusz Draws”, ou “Os Desenhos de Mariusz”. Essa é a maneira que encontrou não só para viver sua vida, como para ser feliz, realizar seus sonhos e ganhar dinheiro – e, junto disso, inspirar as pessoas.

Sua página no Facebook já alcançou mais de 20 mil likes e ele segue querendo mais – para poder mostrar que os limites só existem dentro de nossas cabeças.

DRAW8

DRAW9

Conheça a cidade em que cada morador tem sua horta

 

Guerras são devastadoras, mas como tudo, têm seu lado positivo. Se a Primeira Guerra Mundial deixou a Suíça – e a Europa de modo geral – com escassez de alimentos, essa foi a chance que os moradores de Les Avanchets, em Genebra, tiveram de se unir para praticar a agricultura urbana.

Na época, segundo o fotógrafo e ambientalista Yann Arthus-Bertrand, centenas de loteamentos de terra foram doados pelo governo para que trabalhadores pudessem reconstruir suas vidas e auxiliar na alimentação dos cidadãos. As cidades cresceram, mas as hortas permaneceram.

Assim, na região cada morador tem seu jardim, em que planta seus vegetais e frutas favoritas. O interessante é que a dieta não se restringe ao que nasce no quintal, já que os vizinhos têm o hábito de compartilhar a produção e trocar alimentos orgânicos.

les-avanchets

Estima-se que na Suíça existam mais de 50 mil hectares de hortas urbanas e o conceito de jardinagem comunitária é cada vez mais relevante entre os habitantes, promovendo a alimentação saudável e barata.

les-avanchets3

les-avanchets4

les-avanchets4

les-avanchets2

Todas as fotos © Yann Arthus-Bertrand

Ele deixou seu emprego estável para viajar o mundo e aprender a fazer sapatos artesanalmente

 
Um rapaz que, lá pelos seus 20 anos, consegue um emprego estável em um banco está feliz da vida. Bom salário, carreira promissora e o perfeito balanço entre trabalho e vida pessoal é tudo o que um jovem assim pode querer, certo? O cingapuriano Keith Poh pensa diferente. Ele decidiu deixar tudo isso para trás e passar 5 anos viajando o mundo para aprender a ser artesão: queria saber fazer sapatos da forma mais artesanal, pura e de alta qualidade possível.

Desde o século XVI, sapatos são feitos à mão, usando couro e muita habilidade. Mas se a produção artesanal ia bem até o fim do século XIX, ela se tornou nicho quando as máquinas tomaram conta da produção. Hoje em dia, encontrar alguém que domine com maestria a técnica de fazer sapatos é tarefa difícil – Poh que o diga!

Após buscar na Ásia artesãos que criassem sapatos manualmente, o rapaz se decepcionou ao entender que muitas etapas da produção já foram industrializadas – o uso do couro sintético, por exemplo, era recorrente. Foi então que decidiu procurar na Europa o aprendizado da profissão. Em Paris, passou uma semana tentando convencer um artesão a aceitar seu trabalho de graça, em troca apenas do aprendizado. Por um ano, ele trabalhou de garçom à noite e, durante o dia, aprendia com atenção o passo a passo da arte de criar sapatos. 

sapato-artesanal3

A última parada foi em Florença, na Itália, onde trabalhou também como aprendiz até que se sentisse confiante o suficiente para voltar para casa e criar sua própria marca de sapatos. Criar sapatos artesanalmente é uma verdadeira arte e exige tempo: um artesão experiente não faz mais que dois pares por mês. 

Agora, Poh busca formas de tornar seu negócio viável e já pensa em recrutar aprendizes para ajudá-lo a construir seu sonho.

SONY DSC 

SONY DSC 

sapato-artesanal10

Todas as fotos © Mashable

[Via Mashable]