Teto coberto de grama transforma museu holandês em atração sustentável

Alguns lugares parecem estar levando bem a sério a ideia de sustentabilidade e a Holanda é sem dúvida um país com boas novidades nesse sentido. Depois de transformar a bicicleta no meio de transporte mais comum do país, a região agora conta com um museu sustentável, com teto coberto de grama e até mesmo um restaurante orgânico.

Tudo começou quando o Museu Biesbosch precisou ser reformado graças a preocupações com a segurança do local relacionadas à água na região. O museu havia sido construído após uma inundação varrer a região em 1421 e hoje é um reconhecido centro cultural localizado próximo à cidade de Dordrecht. Com a reforma, veio também a ideia de adicionar um valor ecológico ao espaço.

Seu novo design, projetado pelo Studio Marco Vermeulen, foi pensado para minimizar o consumo de energia e deverá estar pronto já no verão de 2016. A transformação inclui ainda uma área ao ar livre, um telhado verde que cobre todo o edifício, um restaurante orgânico e um mirante para que os visitantes possam admirar a paisagem. O espaço ganhou também um aliado na conservação da temperatura certa: um fogão de biomassa mantém o edifício quente durante o inverno, enquanto um sistema de água interno ajuda a refrescar o museu nos meses mais quentes.

https://i2.wp.com/nomadesdigitais.com/wp-content/uploads/2015/12/museu1.jpg

https://i2.wp.com/nomadesdigitais.com/wp-content/uploads/2015/12/museu2.jpg

https://i2.wp.com/nomadesdigitais.com/wp-content/uploads/2015/12/museu3.jpg

https://i0.wp.com/nomadesdigitais.com/wp-content/uploads/2015/12/museu4.jpg

https://i1.wp.com/nomadesdigitais.com/wp-content/uploads/2015/12/museu5.jpg

https://i0.wp.com/nomadesdigitais.com/wp-content/uploads/2015/12/museu6.jpg

https://i1.wp.com/nomadesdigitais.com/wp-content/uploads/2015/12/museu7.jpg

https://i1.wp.com/nomadesdigitais.com/wp-content/uploads/2015/12/museu8.jpg

https://i0.wp.com/nomadesdigitais.com/wp-content/uploads/2015/12/museu9.jpg

https://i2.wp.com/nomadesdigitais.com/wp-content/uploads/2015/12/museu10.jpg

https://i0.wp.com/nomadesdigitais.com/wp-content/uploads/2015/12/museu11.jpg

https://i2.wp.com/nomadesdigitais.com/wp-content/uploads/2015/12/museu12.jpg

Todas as fotos © Ronald Tilleman

Anúncios

Havaí tem praias de areia vermelha, preta e verde; veja fotos

Havaí tem praias de areia verde, vermelha e preta (Foto: Nanovid/Creative Commons; Marco Garcia/AP; Whitehouse/Creative Commons)

Famoso pelas praias de areia dourada, o Havaí também tem lugares com uma paisagem mais inusitada. Em algumas das ilhas do arquipélago, turistas podem visitar praias de areia preta, vermelha e até verde.

Big Island, Molokai e Maui, por exemplo, têm praias de areia preta. A ilha de Maui tem também uma de areia vermelha, e Big Island tem uma praia de areia verde, ambas raras e fora do circuito turístico tradicional.

Enquanto a areia dourada comum é feita de pequenos pedaços de coral e conchas quebrados pelas ondas do oceano ao longo do tempo, as cores mais incomuns encontradas nas praias do Havaí podem ser atribuídas aos vulcões da região.

É bom lembrar que é ilegal remover areia das praias do Havaí – seja ela verde, vermelha, preta ou dourada.

Praia de areia preta tem só 25 anos de idade

Coqueiros emergem de campo de lava perto da praia de New Kaimu, no Havaí (Foto: Marco Garcia/AP)
Coqueiros emergem de campo de lava perto da praia de New Kaimu, no Havaí (Foto: Marco Garcia/AP)

 

Uma nova praia de areia preta foi formada em Big Island depois que a lava do vulcão Kilauea engolfou o vilarejo de Kalapana em 1990, destruindo muitas das casas.

A lava derretida também preencheu a baía de Kaimu, cobriu a praia que estava lá e se estendeu pela costa. Assim que a lava esfriou, os moradores cultivaram coqueiros no local.

Hoje, um pequeno centro de visitantes mostra fotos da área antes do desastre. É preciso caminhar de 10 a 20 minutos na trilha do campo de lava para chegar ao oceano.

Ondas brancas e fortes quebram nas rochas pretas de lava. Não é recomendável nadar, já que as ondas e a corrente são traiçoeiras, mas a vista é única. Também impressiona saber que a praia tem apenas 25 anos de idade – mais jovem do que alguns visitantes.

Praia de areia vermelha é de nudismo

A praia de Kaihalulu Bay, em Hana, no Havaí, tem areia vermelha; roupas são opcionais (Foto: Paul blca/Creative Commons)
A praia de Kaihalulu Bay, em Hana, no Havaí, tem areia vermelha; roupas são opcionais (Foto: Paul blca/Creative Commons)

A baía de Kaihalulu, em Maui, perto da cidade de Hana, abriga esta praia de areia vermelha única, rodeada por falésias da mesma cor em forma de torre.O mar azul quebra na costa avermelhada gerando uma bela paisagem, mas não é permitido nadar porque as condições do oceano são imprevisíveis.

De difícil acesso, é uma das poucas praias de nudismo do Havaí por causa de seu isolamento.Ali perto fica Hamoa Beach, que tem uma mistura de areias branca e preta e é uma das praias mais populares da área.

Areia verde é raridade

Banhistas na praia de Papakolea, no Havaí, que tem areia verde (Foto: Nanovid/Creative Commons)

Papakolea2
Banhistas na praia de Papakolea, no Havaí, que tem areia verde (Foto: Nanovid/Creative Commons)

Em Big Island fica a praia de areia verde Papakolea, rodeada por falésias cor de oliva. Cristais de um mineral esverdeado que erodiram de um vulcão antigo são os responsáveis por essa cor.

A areia em si não tem uma cor tão vibrante quanto alguns tons de verde que ficam na trilha que levam até a praia. É permitido nadar, mas com cuidado, pois não há salva-vidas.

Projeto de moda social une a África ao Brasil através de peças criadas por refugiados no Quênia

Foi em uma viagem ao Quênia, para conclusão de um curso de teatro comunitário, que a empreendedora catarinense Renatha Flores viveu a epifania que mudaria sua vida. Ao se ver diante da dura realidade dos refugiados congolenses, burundinenses e ruandeses que viviam no Quênia – fugidos dos horrores da diversas guerras civis, da miséria e de tantos outros males que assolam o continente africano – Renatha procurou um meio de ajudar essas pessoas através de seus talentos pessoais e do apreço pela profunda riqueza cultural local.

LAFRIKANA15

LAFRIKANA16

Assim, Renatha juntou-se a uma amiga argentina e a Majaliwa, Simbi e Jacob, seus sócios congoleses, para criar a L’Afrikana, um projeto de moda social que utiliza tecidos africanos de alta qualidade e mão de obra local, para produzir peças de roupa, estampas e objetos de decoração. “Nós somos vizinhos, amigos e parceiros, foi o amor e a amizade que deram a base para esse trabalho”, conta Renatha. “Eles tem uma situação de vida muito difícil. O Jacob tem mais de 600 cicatrizes no corpo de facadas, a mulher dele já foi estuprada diversas vezes, inclusive um dos filhos dele é de ‘um inimigo’ de uma milícia que a atacou”.

Os produtos são destinados para o mercado brasileiro e argentino – e o dinheiro arrecadado vai para bancar o projeto, que acolhe os artistas e suas famílias. “No Quênia eles não tem uma vida fácil. São todos refugiados de guerra e chegam ali, num dos lugares mais pobres do mundo e acabam pegando doenças que nunca pegaram na vida”, lamenta. “Vira e mexe alguém pega malária, nós inclusive, ainda com seis meses de projeto perdemos uma pessoa, então é bem complicado”, conclui.

LAFRIKANA1

LAFRIKANA3

LAFRIKANA4

LAFRIKANA6

Tudo isso aconteceu há dois anos. Desde então, a marca cresceu, ganhou a adesão de alguns profissionais da moda, assim como doações de máquinas e equipamentos de costura, financiamentos levantados através de mídias sociais, tornando-se um projeto reconhecido por organismos internacionais de apoio a refugiados.

LAFRIKANA14

LAFRIKANA17

Muitos dos tecidos são pintados à mão, e carregam em suas estampas toda a cultura profunda dos locais onde foram criados, e de onde vieram os artistas responsáveis por essas peças. Cada coleção é idealizada e confeccionada com inspirações diretas das culturas tribais, urbanas ou religiosas de origens diversas – só no Quênia são contabilizados 54 diferentes tribos.

studio cleber valerio e jordane marques estudio e produção

LAFRIKANA13

LAFRIKANA12

LAFRIKANA9

O Quênia, ainda que se trate de um país em crescimento, é uma das mais pobres nações do continente africano. Os envolvidos na produção das peças vendidas pela marca trazem histórias de superações de horrores como estupros, assassinatos, torturas, fome e fuga. Para saber mais dessas histórias, e conhecer os artistas por trás dessas obras, clique aqui.

LAFRIKANA11

LAFRIKANA10

A marca L’Afrikana acredita que o investimento na criatividade, na cultura e na educação, assim como no trabalho local, são forças importantes para a superação dos horrores que a população do continente africano é submetida – e trabalha arduamente para fazer sua parte. Renatha completa: “O projeto permite que os próprios refugiados ajudem outros refugiados da maneira que eles acham melhor. A escolha da moda como ferramenta veio deles”.

Renatha ainda esclarece que hoje o projeto conta também com atendimento psicológico, pois os refugiados carregam traumas grandes. “Hoje, estamos apostando no suporte psicológico para que eles tenham um desenvolvimento pessoal mais sólido”.

LAFRIKANA2

studio cleber valerio e jordane marques estudio e produção

LAFRIKANA18

Por enquanto as vendas acontecem somente em Florianópolis e, a partir do dia 20 de fevereiro, também na loja colaborativa Cada Qual, em São Paulo, mas o desejo é inaugurar em breve um serviço de e-commerce ligado à marca, e assim expandir esse encontro fraterno entre o Brasil e o Quênia para todo o país.Para saber mais sobre o projeto, visite o site oficial da L’Afrikana aqui.

©Todas as fotos: L’Afrikana – Divulgação

 


 Conheça a encantadora cidade italiana que fica em cima de um penhasco

 

Ah, a Itália…não há como não suspirar por ela, morrer de amores por suas casinhas românticas, suas praias e paisagens rochosas, com clima encantador. Na cidade de Tropea, na Costa degli Dei, região no sul do país próxima a Calábria, algo curioso acontece, na chamada “The Coast of the Gods” (“A Costa dos Deuses”), que tem nome relacionado à mitologia grega.

A cidade se destaca pois fica muito acima da costa, bem à direita na borda de um impressionante penhasco, com vista sedutora para uma praia paradisíaca de areia branca e água cristalina, só acessível por meio de uma escada. É possível observar de longe os edifícios antigos e coloridos no tipo das falésias. O ponto positivo é que não importa onde você esteja na cidade – terá uma vista de dar inveja a qualquer mortal.

Antigamente chamada de Tropheum (troféu), os gregos tinham em suas crenças a ideia de que Hércules a fundou como um verdadeiro troféu para completar um de seus doze trabalhos. Olhando as fotos, fica impossível discordar da ideia de que um lugar como este trata-se realmente de um prêmio dos deuses. 

Entre os atrativos que fazem circular milhares de turistas, mosteiros e catedrais chamam atenção, além de boas opções de gastronomia, lojas e cafés tipicamente italianos. Já uma atração à parte é a grande produção de um tipo de cebola vermelha, chamada de “Tropea”. A fama foi tanta que chegou a ser utilizada até em sorvetes, um verdadeiro marco da cultura local.

Viaje (e se apaixone) com a gente por essas imagens abaixo:

tropea13 

tropea 

tropea2 

tropea3 

tropea4 

tropea5 

tropea7 

tropea8 

tropea9

Fotos: EroscapesBoa LinguaVibone si amo, Next Trip Tourism, Jana via Panoramio, Tropeaholiday.it, neteye.ch

 

Ela largou uma vida confortável e uma carreira promissora para viajar o mundo de bike

Melhor amiga da bicicleta, a polonesa Katarzyna Zwolak trabalhava com ciclismo recreativo em seu país e estava feliz com isso. Mas vez ou outra pintava aquela pulguinha atrás da orelha e ela começou a se questionar se era bem isso o que queria da vida. Como a resposta foi negativa, acabou deixando o conforto para trás para explorar novos horizontes e viver experiências diferentes.

O primeiro destino foi Jerusalém, depois viajou pela Palestina e pela Jordânia, até chegar a Áustria, onde trabalhou como voluntária num centro de refugiados, partindo rumo a Turquia em seguida. Segundo Katarzyna, não existe momento perfeito para começar a viajar e o mais difícil é tomar uma decisão. Mesmo que seja divertido e desafiador, ela se atreve a dizer que talvez muitas pessoas não estejam preparadas para largar tudo e seguir numa jornada arriscada, longe de casa.

Depois de três meses no Oriente Médio, voltou para a Polônia e planejou a próxima aventura, mas dessa vez seria de bike. Então em setembro de 2015 ela saiu novamente com o objetivo de chegar até Istambul sob duas rodas da bicicleta de 15 anos seu pai, agregando algum dinheiro por meio de financiamento coletivo. As aventuras são contadas no blog e na página no Facebook, Girl on Bike.

Katarzyna Zwolak

Todas as fotos © Katarzyna Zwolak

 

 A incrível casa na árvore urbana na Itália que protege o ambiente e os seus moradores

Casas na árvore têm aquele gostinho de infância que misturado ao contato com a natureza faz com que estar em uma delas seja uma experiência sem igual. Imagine então viver em uma casa na árvore gigante, pensada para oferecer o máximo de sustentabilidade e eficiência energética para seus hóspedes? Em Turim isso é possível.

Se trata do projeto 25 Verde, um edifício criado pelo arquiteto italiano Luciano Pia. A construção é recoberta por 150 árvores e outras 50 plantas que produzem cerca de 150 mil litros de oxigênio por hora enquanto absorvem o equivalente a 200 mil litros de dióxido de carbono. Trata-se de um espaço vivo, que se modifica de acordo com as estações do ano para proporcionar uma maior qualidade de vida aos seus moradores.

verd3

Isso acontece pois as árvores escolhidas foram justamente aquelas que perdem suas folhas no inverno, fazendo com que mais luz entre nas casas durante os meses mais frios. No verão, quando 
as folhas crescem novamente, as árvores ajudam a proteger as residência do sol e do calor. Dessa forma, é criado um microclima em torno do edifício, que diminui as diferenças de temperatura e torna o local agradável em qualquer época do ano.

Na área comum há ainda pequenas lagoas artificiais, que oferecem um lugar refrescante para que os moradores possam relaxar no verão. Mas há ainda outras medidas que foram tomadas para alcançar uma maior eficiência energética, como isolamento térmico e sistemas de aquecimento e arrefecimento que utilizam água subterrânea, além de coleta de água da chuva para irrigação das plantas. Se não bastasse tudo isso, a construção localizada na Via Chabrera 25, em Turim, na Itália, também é linda.

Vem ver:

Fotos © Beppe Giardino

verde13

Todas as fotos: Divulgação / via

A luta de uma mãe para banir memes com a foto de seu filho com deficiência

 
A internet não inventou a crueldade humana, mas trouxe à luz certos requintes de maldade com os quais não estávamos acostumados. AliceAnn Meyer é uma mãe australiana. Desde que seu filho Jameson nasceu com uma síndrome que provoca a fusão prematura do crânio, alterando o formato da cabeça e da face da pessoa afetada, ela mantém um blog, chamado Jameson’s Journey (A Jornada de Jameson), comentando as maravilhas e as dores de criar seu filho, de forma apaixonada e comprometida.

AliceAnn com seu filho, Jameson AliceAnn com seu filho, Jameson

Em 2014, AliceAnn publicou uma foto de Jameson com o rosto coberto de chocolate. O post é justamente um forte e singelo chamado contra os que debocham cruelmente da aparência de seu filho – contemplando também, em sua defesa, “todas as crianças que sofrem ataques por suas singularidades e diferenças”.

MEME3

Porém, qual não foi a surpresa de AliceAnn quando descobriu que a foto de seu filho havia sido usada para aquilo que o texto justamente procurava combater? Memes de internet comparando a feição de Jameson a um cachorro da raça Pug foram criados, a partir de seu post, e rapidamente viralizaram.

A própria mãe escreveu então um novo texto, intitulado “Esse é meu filho Jameson, e não, você não pode usar sua foto”, a fim de esclarecer o ocorrido. Nele, AliceAnn agradece aos que se opuseram e denunciaram os memes, e convida os que tiverem acesso ao post, a entrar em contato com ela, para que ela possa lutar contra o indevido e assombroso uso da imagem de seu filho. Em certo o texto pergunta, sem ser capaz de responder, a questão essencial: O que leva uma pessoa a cometer tal coisa?

MEME2

A crítica mais contundente e objetiva vai diretamente para o Facebook. Enquanto tanto o Instagram quanto o Twitter rapidamente reagiram às denúncias e retiraram o material em questão de minutos, segundo AliceAnn, o Facebook não só primeiramente respondeu em mensagem que o meme “não violava seus padrões comunitários”, como demorou 48 horas para rever essa afirmação e enfim retirar o post do ar. Todos sabemos bem o quanto uma informação pode circular e se multiplicar ao longo de dois dias.

AliceAnn se diz uma mãe que se recusa a não lutar – e convida todos a participarem, não compartilhando esse tipo de material, e principalmente, iluminando o absurdo que significa escolher como alvo de degradação e deboche uma criança.

©Todas as fotos: divulgação