POVO SOMALIS

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Somalis (também somalianos ou somaliensis) são um grupo étnico que habita o Chifre da África, na região também conhecida como península Somali. A maioria absoluta dos somalis fala o idioma somali, que faz parte do subgrupo cuxítico da família linguística afro-asiática. Os somalis totalizam entre 15 e 17 milhões de pessoas, concentradas primordialmente na Somália (mais de 9 milhões ), Etiópia (4,6 milhões ), Iêmen (pouco menos que 1 milhão), nordeste do Quênia (cerca de meio milhão), Djibuti (350.000), e um número grande, embora pouco conhecido com precisão, habita partes do Oriente Médio, América do Norte e Europa, expulsos do país por consequência da Guerra Civil Somali.

Pré-História

A Somália foi habitada desde o período Paleolítico. A datação das pinturas rupestres remontam a 9000 a.C., foram encontradas no norte da Somália. A mais famosa delas é o complexo Laas Gaal, que contém alguma das primeiras artes rupestres conhecidas no continente africano. Inscrições foram encontradas debaixo de cada uma das pinturas rupestres, mas os arqueólogos têm sido até agora incapazes de decifrar essa forma de escrita antiga. Durante a Idade da Pedra, a cultura Doiana e a cultura Hargeisana floresceram ali com suas respe(c)tivas indústrias e fábricas.

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A mais antiga evidência de costumes funerários no Chifre da África vem de cemitérios na Somália que remontam ao quarto milênio aC. As pedras encontradas a partir do sitio de Jalelo no norte da Somália são ditas serem a ligação mais importante de evidência da universalidade do Paleolítico entre o Oriente e o Ocidente.

Colonização

Na segunda metade do século XIX, a Somália foi teatro das rivalidades coloniais entre a Itália, o Reino Unido e a França. Com os olhos voltados para a Índia e outras regiões da Ásia, o Reino Unido e a França trataram, no início da década de 1880, de se implantar na costa da Somália, tendo em vista sua importância estratégica e comercial. Com a entrada em cena da Itália, as três potências estenderam finalmente sua influência pelo interior e cada uma delas estabeleceu um protetorado no país somali.

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A partilha do país somali, praticamente terminada em 1897, desprezou os interesses legítimos das populações e as privou da liberdade e da independência. Tinha, pois, de despertar extrema desconfiança nos somalis, estimulando‑ os a resistir à aventura estrangeira. Os chefes e os sultões somalis estavam particularmente inquietos com tantas usurpações, que tinham efeito desastroso sobre seu poder político. Eles jamais cederam de boa graça a sua soberania e, de fato, encabeçaram numerosos levantes contra as forças europeias e etíopes durante o período da partilha.

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Conscientes das rivalidades existentes entre as potências europeias, os chefes somalis tentaram jogar umas contra as outras. Assinaram tratados com esta e aquela potência colonial, na esperança de que a prática diplomática lhes resguardasse a independência. Por exemplo, assinaram numerosos tratados com os ingleses, nos quais lhes concediam pouca coisa. O preâmbulo de cada tratado explicava que, do ponto de vista somali, tratava‑se de “proteger a independência, manter a ordem e outras boas e suficientes razões.

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Cumpre todavia lembrar que os somalis, não obstante a sua unidade cultural, não constituíam uma entidade política única. A agressão estrangeira, portanto, não encontrou pela frente uma nação unida, mas um mosaico de clãs isolados e, muitas vezes, inimigos45. Por outro lado, os somalis estavam armados apenas de lanças, arcos e flechas e, na época, não tinham condições de importar armas de fogo e munições. No entanto, a resistência deles durante o período da partilha manteve vivo o espírito nacionalista e, posteriormente, estimulou a djihad de Sayyid Muhammad Abdille Hasan contra a ocupação europeia e etíope.

Segunda Guerra Mundial na Somalia

A hegemonia italiana na Somália foi de curta duração por causa da Segunda Guerra Mundial. No início da guerra, Mussolini percebeu que teria que concentrar seus recursos principalmente na frente caseira para sobreviver aos ataques dos Aliados.

Os italianos conquistaram a Somalilândia britânica em agosto de 1940, mas os ingleses conseguiram reconquistar totalmente a Somália em 1941. Os oficiais italianos organizaram uma guerrilha com as tropas coloniais italianas, que durou na Somália desde o final de 1941 até a primavera de 1943.

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Durante os anos de guerra, a Somália era diretamente governada por uma administração militar britânica e a lei marcial esteve em vigor, especialmente no norte, onde memórias amargas de derramamento de sangue do passado ainda permaneciam.

Infelizmente, estas políticas eram tão imprudentes como foram anteriormente. Os bandidos e milícias irregulares do interior somali receberam um inesperado armamento, graças ao aumento mundial na produção de armas de guerra. Os colonos italianos e outros elementos anti-britânicos garantiram que os rebeldes possuíssem muitas armas à medida que fosse necessário para causar problemas. Apesar de um novo espinho somali em seu lado, o protetorado britânico durou até 1949, e houve efetivamente alguns progressos no desenvolvimento econômico. Os britânicos estabeleceram a sua capital na cidade de Hargeisa, e sabiamente permitiram juízes locais muçulmanos para agissem na maior parte dos casos, ao invés de impor a justiça militar estrangeira britânica sobre a população.

Os britânicos permitiram que quase todos os italianos ficassem, com exceção de alguns demasiado arriscados para a sua segurança, e periodicamente utilizaram como funcionários públicos e nas profissões liberais. O fato de que 9 em cada 10 dos italianos eram leais a Mussolini, e provavelmente atuariam ativamente na espionagem em nome do Exército italiano durante a Segunda Guerra Mundial, foi tolerada, devido à irrelevância estratégica relativa da Somália para o esforço de guerra mais ampla. De fato, considerando que eles eram tecnicamente cidadãos de uma potência inimiga, os britânicos deram liberdade consideráveis para os residentes italianos, mesmo permitindo-lhes formar seus próprios partidos políticos em concorrência direta com a autoridade britânica.

Período pós-guerra

Depois da guerra, os britânicos gradualmente relaxaram o controle militar da Somália, e tentaram introduzir a democracia, e inúmeros partidos políticos nativos da Somália passaram a existir, sendo o primeiro a Liga da Juventude Somali (SYL) em 1945. A Conferência de Potsdam estava incerta do que fazer com a Somália, quer para permitir que a Grã-Bretanha continuasse a sua ocupação, para retornar o controle para os italianos, que realmente havia um número significativo de habitantes italianos vivendo ali, ou conceder a independência total. Esta questão foi muito debatida no cenário político da Somália pelos próximos anos. Muitos queriam a independência definitiva, especialmente os cidadãos rurais no oeste e norte. Os sulistas gostaram da prosperidade econômica trazida pelos italianos, e preferiam a sua liderança. Uma pequena fração apreciava a tentativa britânica para manter a ordem.

Ogaden concedido à Etiópia

Em 1948, uma comissão liderada por representantes das nações aliadas vitoriosas queriam decidir a questão somali de uma vez por todas. Eles fizeram uma decisão particular, a concessão de Ogaden à Etiópia, o que provocaria a guerra décadas mais tarde. Depois de meses de hesitações e, eventualmente, transferir o debate às Nações Unidas, em 1949, foi decidido que em reconhecimento de suas genuínas melhorias econômicas para o país, a Itália iria manter uma tutela nominal na Somália pelos próximos 10 anos, após o qual o país iria conquistar a independência total. O SYL, o primeiro e mais poderoso partido da Somália, foi fortemente contra esta decisão, preferindo a independência imediata, e se tornaria uma fonte de inquietação para os próximos anos.

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Apesar dos receios do SYL, a década de 1950 foi uma espécie de idade de ouro para a Somália. Com ajuda monetária da ONU, e a entrada de experientes administradores italianos que viam a Somália como seu lar, o desenvolvimento da infraestrutura e educacional floresceu. Esta década se passou relativamente sem incidentes e foi marcada por um crescimento positivo em praticamente todas as partes da vida da Somália. Como previsto, em 1960, foi concedida a independência a Somália, e o poder dos administradores italianos foi transferido para a bem desenvolvida cultura política somali.

Independência

Os somalis recém-independente amavam a política. Cada nômade tinha um rádio para ouvir discursos políticos e, embora notável para um país africano islâmico, as mulheres também foram participantes ativos. Existiam apenas murmúrios suaves dos setores mais conservadores da sociedade. Apesar deste início promissor, foram significativos os problemas subjacentes, principalmente a divisão econômica norte-sul e a questão de Ogaden. Além disso, a desconfiança por muito tempo guardada da Etiópia e a crença profundamente enraizada de que Ogaden era legitimamente parte da Somália, deveria ter sido devidamente tratado antes da independência. O norte e o sul falavam línguas diferentes (inglês contra italiano, respetivamente) e possuíam diferentes moedas.

A partir do início dos anos 1960, as tendências preocupantes começaram a emergir quando o norte começou a rejeitar referendos que tinha ganhado a maioria dos votos, com base em um favoritismo esmagador do sul. Isso veio à tona em 1961, quando as organizações paramilitares do norte revoltaram-se quando colocada sob o comando do sul. O segundo maior partido político do norte começou a defender abertamente a secessão. As tentativas de corrigir essas divisões com a formação de um partido pan-somali foram ineficazes; o partido oportunista tentava de unir as regiões em disputa para reuni-las contra o seu inimigo em comum a Etiópia e reconquistar a causa do Ogaden. Outras plataformas do partido nacionalista incluía a independência dos territórios arrendados do norte de Quênia pela colônia italiana apropriados pelo Quênia. Estas regiões foram em grande parte habitadas por somalis étnicos que tinham se acostumado ao domínio italiano, e estavam angustiados pelo regime diverso que enfrentavam no Quênia.

História recente

As várias milícias somalis tornaram-se agências de segurança para aluguel. Devido a esse desenvolvimento, a segurança melhorou muito e uma recuperação econômica ocorreu. A Somália foi então sem dúvida, em parte numa situação onde todos os serviços foram prestados por empresas privadas. De acordo com a CIA, as empresas de telecomunicações da Somália forneciam serviços sem fio na maioria das grandes cidades e oferecem as mais baixas taxas de chamadas internacionais no continente.

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Em 2000, Abdiqasim Salad Hassan foi escolhido para liderar o Governo Nacional de Transição (TNG).

Isto foi seguido em 2004 pelo estabelecimento do Governo Federal de Transição (TFG) da República da Somália, a mais recente tentativa de restaurar as instituições nacionais para a nação após o colapso do regime Barre em 1991 e a guerra civil que se seguiu. Em 10 de outubro de 2004, os membros do parlamento elegeram Abdullahi Yusuf Ahmed, o ex-presidente da Puntlândia, para ser o próximo presidente e chefe do Governo Federal de Transição. As outras instituições aprovadas nesta época eram a Carta Federal de Transição e a seleção de 275 membros do Parlamento Federal de Transição.

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Em 26 de dezembro de 2004, um desastre natural mais mortal na história moderna, terremoto do Oceano Índico, atinge a costa ocidental de Sumatra, Indonésia. O terremoto e tsunamis subsequente matam pelo menos 220.000 pessoas em torno da borda do Oceano Índico. A costa do leste de Somália foi afetada. Pelo menos 298 pessoas foram mortas.O governo transição em Nairóbi tentou pedir a ajuda da União Africana enviar as tropas de paz para pacificar a Somália de modo que um governo possa sobreviver e prender o poder com alguma estabilidade. Esta proposta foi controversa, por causa de trazer tropas estrangeiras no país desde 1995 em que a ONU se agrupou na Somália. Alguns dos países que contribuem com tropas não são também populares, especialmente a Etiópia.

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Os senhores da guerra em Mogadíscio uniram-se para lutar contra todas as tropas estrangeiras, como o alto-falante do parlamento aliado com os senhores da guerra, causando uma linha da falha no governo. Alguns dos senhores da guerra são alinhados com os grupos militantes islâmicos. Gradualmente um grupo de islâmico chamado de União dos Tribunais Islâmicos ou União das Cortes Islâmicas transformou-se na oposição dominante e reorganizou o governo. A instabilidade, o controle dos senhores da guerra e o caos econômico continuam. Em 5 de junho de 2006, membros das forças de União dos Tribunais Islâmicos conquistaram parte de Mogadíscio, só efetivado em 11 de junho.

Entre 11 de junho a 30 de setembro, o domínio da União dos Tribunais Islâmicos (ITU) chegou de 30% para 60% do território somali, chegando a entrar em combate contra os soldados da Putlândia e da Etiópia, ambas no nordeste do país. Mas as ameaças de jihad (guerra santa) dos líderes religiosos e dos líderes da ITU contra a Etiópia eram constantes até que na quinzena de dezembro de 2006, a ITU chega mais de 70% do país ao chegar perto de Baidoa e avançar contra Putlândia e Somalilândia.

Embora reconhecido internacionalmente, o apoio do Governo Federal de Transição na Somália foi diminuindo até que os Estados Unidos apoiaram a intervenção do exército etíope, que ajudou a expulsar os rivais da União das Cortes Islâmicas (UCI) em Mogadíscio e solidificar o domínio do Governo Federal de Transição. Após esta derrota, a UTI se dividiu em várias facções diferentes. Alguns dos elementos mais radicais, incluindo Al-Shabaab, se reagrupou para continuar a sua insurgência contra o Governo Federal de Transição e opor-se a presença militar etíope na Somália. Ao longo de 2007 e 2008, Al-Shabaab obteve vitórias militares, tomando o controle de importantes cidades e portos do centro e sul da Somália. No final de 2008, o grupo havia capturado Baidoa, mas não Mogadíscio. Em janeiro de 2009, Al-Shabaab e outras milícias conseguiram forçar as tropas etíopes a se retirarem do país, deixando para trás uma força de paz mal equipada da União Africana

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Ao longo dos próximos meses, um novo presidente foi eleito dentre os islâmicos mais moderados, e o Governo Federal de Transição, com a ajuda de uma pequena equipe de soldados da União Africana, iniciaram uma contra-ofensiva em fevereiro de 2009 para retomar o controle da metade sul do país. Para solidificar seu controle no sul da Somália, o Governo Federal de Transição formou uma aliança com a União dos Tribunais Islâmicos e outros membros da Aliança para a Relibertação da Somália. Além disso, Al-Shabaab e Hizbul Islam, os dois principais grupos islâmicos na oposição, começaram a lutar entre si, em meados de 2009.

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Conforme uma trégua, em março de 2009, governo de coalizão somali recém-criado anunciou que iria implementar a sharia como sistema judicial oficial da nação.

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3 comentários

  1. Pingback: POVO SOMALIS | Arwen Releituras

    • Nada de bom mais atualmente muitos ataques de extremista islâmicos anda acontecendo e matando mais pessoas inocentes como ocorreu este ano Militantes invadiram um hotel nas proximidades de um jardim público na capital da Somália, e trocaram tiros com os seguranças do hotel, em um ataque que deixou pelo menos 14 mortos e muitos feridos.Ataque em restaurante da capital da Somália deixa 19 mortos.Rebeldes islamitas do grupo somali shebab mataram pelo menos 19 pessoas em um ataque contra um restaurante de Mogadíscio, anunciou a polícia. Entre os mortos estão mulheres e crianças, afirmou o policial Mohamed Abdirahman, que chamou a ação de ataque “bárbaro e brutal” contra civis.Ou seja mais pessoas ainda irão morrer e ficar por isso mesmo por que o governo não faz nada para mudar a Somália.Nem pretendo colocar fotos muito triste da Somália são tão poucas fotos onde aparecem pessoas sorrindo. 😦

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