Brookesia Minima Chameleon

10 mini versões de animais comuns

Macacos que cabem em uma xícara, camaleões do tamanho da sua unha e beija-flores que poderiam ser confundidos com um inseto são alguns exemplos das adoráveis miniaturas de animais comuns. A maioria corre risco de extinção, com poucos exemplares identificados nos últimos anos.

10. Sagui-leãozinho

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Essa é a menor espécie de símio conhecida, medindo apenas 15 centímetros de comprimento (sem contar a cauda) e pesando 130 gramas. Ele vive na Floresta Amazônica do Brasil, Colômbia e Equador.

9. Brookesia micra

Brookesia Minima Chameleon
 
Esse pequeno camaleão vive em Madagáscar, e está entre os menores répteis do mundo. Ele é tão pequeno que consegue se equilibrar na cabeça de um fósforo. Os adultos chegam a ter 29 mm de comprimento. Durante o dia, eles ficam no meio da folhagem do solho, e durante a noite sobem nos galhos das árvores para dormir. A região habitada por eles é alvo de exploração ilegal, o que significa que esse adorável camaleão corre risco de perder seu habitat.

8. Colibri-abelha-cubano

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O beija-flor abelha-cubano é a menor ave do mundo, medindo 5,7 cm e pesando 1,6 g. Para um animalzinho tão pequeno construir um ninho, ele deve usar pequenos materiais, como teias de aranha e líquens. O ninho tem apenas 2,5 cm de diâmetro. Seus ovinhos têm o tamanho de ervilhas.

7. Hippocampus denise

Denise Pygmy Seahorse- Hippocampus denise-1
 
O cavalo-marinho da espécie Hippocampus denise é tão pequeno que pode ser até difícil distingui-lo dos corais em que ele vive. Ele tem no máximo 1,5 cm de ponta a ponta. Ele se parece com seu primo cavalo-marinho pigmeu, e chegou a ser confundido com filhotes da outra espécie. Eles vivem na Indonésia.

6. Microcebus

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O microcebus é um minúsculo lêmure que também vive em Madagáscar. Com seus olhinhos permanentemente arregalados, ele sempre tem cara de surpreso. Seu cérebro pesa apenas 2 gramas. Considerando a cauda, ele tem 22 cm de comprimento, o que significa que é o menor primata do mundo. Infelizmente, também é o vertebrado que corre maior risco de extinção no mundo atualmente. Em 2015, apenas 21 deles foram identificados.

5. Morcego-nariz-de-porco-de-kitti

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O nome deste morcego é muito maior que ele próprio. Ele pesa apenas 2 g e tem envergadura de 3 cm quando adulto. Também chamado de morcego-abelha, ele é possivelmente o menor mamífero do mundo. Para economizar energia, esses animais voam apenas por 30 minutos quando o dia amanhece e 20 minutos no fim do dia. Seu voo pode ser interrompido por uma chuva forte, e ele nunca voa muito longe de sua caverna. O morcego-nariz-de-porco-de-kitti vive na Tailândia e Myanmar.

4. Mini sapo da Nova Guiné

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Medindo apenas 8 mm, este não é apenas o menor sapo do mundo, mas também o menor vertebrado. Por ser tão pequenininho e fácil de passar despercebido, ele só foi descoberto em 2010, quando cientistas os notaram em folhas de uma floresta de Nova Guiné. Lá, eles se alimentam de pequenos insetos.

3. Brachylagus idahoensis

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Este pequeno coelhinho vive na região noroeste dos Estados Unidos, no estado de Washington. Essa espécie vive em um habitat muito específico, e foi encontrado em apenas uma área do rio Columbia. Eles também são muito raros: em 2002, apenas 16 exemplares foram identificados.

2. Polvo pigmeu lobo

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O menor polvo do mundo foi descoberto em 1913 no Oceano Indo-Pacífico. Ele tem pouco mais de 1,5 cm de comprimento e pesa menos de um grama. Pouco ainda é conhecido sobre ele.

1. Antílope-real

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Esse animalzinho adorável vive nas florestas da Costa do Marfim, Serra Leoa, Guiné e Libéria. Ele é o menor antílope do mundo, com 25 cm e 3 kg. Uma característica interessante é que suas perninhas traseiras são quase duas vezes mais longas que as dianteiras. Os machos têm pequenos chifres. Esse é um animal noturno. [Oddee, WebEcoist]

Fotografo viaja ate a mongolia para registrar o cotidiano de tribo nomade

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Você  já imaginou como é a vida na Mongólia? O fotógrafo e pesquisador  Hamid Sardar-Afkhami retratou parte dela, documentando a vida dos pastores nômades que vivem ao norte do país, chamados de Dukha. Eles levam uma vida um tanto quanto selvagem, cercados com um rebanho de renas, o que resultou em fotos surpreendentes de um povo exótico sobre o qual pouco conhecemos.

Segundo a apuração de Sardar-Afkhami, que é  Ph.D em Sânscrito e Estudos Tibetanos pela reputada Harvard University, os Dukhas têm diminuído consideravelmente em quantidade ao longo dos anos. Atualmente são 44 famílias, em torno de 200 e 400 pessoas. Já  as renas, são  600, sendo que em 1970 eram estimadas em torno de 2000. Elas são domesticadas, fornecem leite, queijo e pele, e também são  utilizadas para a caça. Atualmente, os nômades obtêm renda por conta do artesanato que produzem e por deixarem os turistas andarem em algumas de suas renas.

Além de clicar belos e impactantes retratos, o fotógrafo documenta este povo para preservar sua cultura. Parte disso está compilado no filme, produzido pelo próprio, “The Reindeer People” (algo como “As Pessoas-Renas”), que descreve, dentre outras coisas, as conexões  entre florestas e espíritos dos antepassados.

Vem ver os registros feitos por lá:

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Todas as fotos © Hamid Sardar-Afkhami

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Expedição liderada por mulheres estuda contaminação dos oceanos (e humanos) por plástico

Dois assuntos que estão super em pauta no momento e que nós apoiamos muito: empoderamento feminino e conscientização ambiental. Os temas podem não parecer tão próximos, mas estão mais unidos do que nunca na Exxpedition (os dois “x” são propositais, uma referência à dupla de cromossomos sexuais femininos). Composta por 13 tripulantes de diferentes países, todas mulheres, essa expedição busca estudar a contaminação dos oceanos e do nosso corpo por plástico.
Para isso, elas já embarcaram em diversas expedições pelo mundo: a Ascension Exxpedition atravessou o atlântico saindo África e chegando em Recife; de lá, as pesquisadoras partiram para Georgetown, na Guiana, em dezembro, na Amazon Exxpedition; e em fevereiro deste ano, foi a vez de explorar o Caribe durante a Caribbean Exxpedition.
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Durante as expedições, elas coletam dados e amostras sobre o nível de toxicidade do Oceano, sendo que o programa está dividido em dois projetos distintos: o Sea Search, que avalia a contaminação da água do Oceano; e o Me Search, em que as pesquisadoras irão coletar amostras de seu sangue para averiguar a presença de 30 tipos de substâncias tóxicas diferentes. O próximo destino das pesquisadoras será a Great Lakes Exxpedition, que irá explorar regiões dos Estados Unidos e Canadá, em agosto deste ano.
Todas as viagens são realizadas a bordo do barco Sea Dragon, que é rastreado por satélite para que os interessados possam acompanhar o seu trajeto através do site exxpedition.com. O objetivo é divulgar os resultados das pesquisas e informar sobre a origem das substâncias encontradas buscando um aumento na consciência ambiental da população, que poderá utilizar essas informações para fazer escolhas de consumo menos nocivas à nossa saúde e ao meio ambiente.
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Todas as fotos: Divulgação.
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Amigas decidem desbravar America Latina garimpando receitas para livro

“O que nos move?” Para duas jovens de Piracicaba a culinária e a vontade de viajar são as respostas que estão na ponta da língua para essa pergunta! Com R$ 6000 as duas embarcam em uma aventura por seis países latinos. Como? Vem ver que a gente te mostra!
A ideia é gastar R$ 500 em casa país da América Latina a fim de montar um livro com receitas e sabores da região. Todo esse cálculo porque Tatiana Navega e a Ariane Precoma decidiram quase que de última hora a viver essa experiência. Para fechar o orçamento, as duas hoje trocam o trabalho na cozinha por hospedagem em hotéis, hostels e pousadas.
Tudo começou quando Tati, de 26 anos, abandonou o curso que fazia de música em Piracicaba e decidiu viajar durante 81 para América Latina a fim de montar o livro com receitas. Também formada em gastronomia e com trabalho na área, ela teve uma premonição de que esta ideia daria certo.
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Tatiana
Tati montou uma página no Facebook e Ariane acabou que não se aguentou de vontade de ir também! Aos 27 anos, ela se formou em jornalismo mas não atuava na área. E documentar todo esse processo com Tati parecia ser a ideia perfeita!
Juntas elas decidiram que desta vez o cronograma iria ser mais sério e com um foco maior, uma vez que Tati já havia feito contatos e saberia por onde andar a princípio. E agora as duas estão na estrada em busca de aventura e novos sabores. Como não amar?
O site Sabores Latino-Americanos ainda está se consolidando. E as meninas permanecem firmes e fortes, inclusive a procura de patrocínio. Elas contam que seria interessante, uma vez que não possuem aparelhos apropriados para alimentar o relato da forma que elas gostariam.
Mas a jornada continua! Nas redes sociais elas comentam que estão muito felizes e que vale a pena se jogar por aí, provando que não precisa de dinheiro para conhecer o mundo, pessoas e sabores maravilhosos. Precisa-se de coragem!
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Fotos via Sabores Latino-Americanos

Mãe e seus 3 filhos recriam com humor cenas de filmes candidatos ao Oscar

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Muitas mães e pais aproveitam o seu tempo livre para criar algum projeto envolvendo seus filhos. Apesar de muita gente criticar a ideia sob o pretexto da exposição infantil, há quem ame ver fotografias dos pequenos espalhadas pela internet. Quando essas imagens ganham um toque de criatividade, o sucesso é praticamente garantido.

É o caso da família Storino, que vive em Chicago, nos Estados Unidos, de onde a mãe Maggie Storino atualiza o Tumblr e o Instagram do projeto Don’t Call Me Oscar (“Não me chame de Oscar”, em tradução livre). Maggie tem três filhos: Sophia, de cinco anos; Sadie, de três; e Sloan, de apenas oito meses.

Desde 2012, a família começou a recriar algumas cenas de filmes indicados ao Oscar e as fotografias não demoraram para se tornar um sucesso na internet. “Fazer isso não é muito diferente das brincadeiras cotidianas delas, só o fato das fantasias serem mais variadas. Apesar disso, se a Academia quiser facilitar minha vida poderia escolher mais filmes com unicórnios e sereias“, disse a mãe em entrevista à Vanity Fair.

Confere só algumas das criações do grupo:

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Foto © Maggie Storino
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Foto ©  Paramount Pictures
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Foto © Maggie Storino
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Foto © Fox Searchlight
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Foto © Maggie Storino
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Foto © Warner Bros. Pictures
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Foto © Maggie Storino
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Foto © Twentieth Century Fox
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Foto © Maggie Storino
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Foto © A24
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Foto © Maggie Storino
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Foto © Twentieth Century Fox
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Foto © Maggie Storino
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Foto © Dreamworks Pictures
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Foto © Maggie Storino
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Foto © Open Road Films

15 mulheres que estão fazendo do mundo um lugar mais justo

Afinal, o que nós queremos?

Elas estão em todo lugar, em diversas funções e áreas de atuação. O destaque? Pouco para quem tem feito muito. Neste 8 de março, Dia Internacional de Luta das Mulheres, vamos lembrar quem são algumas das guerreiras que não tremem diante de uma boa briga e que estão batalhando com garra para fazer do mundo um lugar melhor. 

É verdade, estamos avançando. Provando que não somos MESMO o sexo frágil. Depois de tanta repressão, tantos “nãos”, tanto boicote, tantas surras, tanto silêncio e tanta luta, é impressionante como ainda querem associar as mulheres ao termo “frágil” ou até mesmo nos culpar pela TPM de todo mês, atribuindo tudo à “instabilidade emocional” da pré-menstruação.

Ao longo da história, vencemos paradigmas, trocamos inseguranças por objetivos. Mas a eterna batalha pela igualdade de gênero continua, para mulheres brancas, negras, pardas, índias, orientais e também para transexuais e travestis que precisam urgentemente ter seu espaço e voz assegurados.

Encontrar um jeito de amar o próprio corpo, valorizar a própria beleza, se aceitar, se libertar e gritar para o mundo o que ninguém vai nos deter também são armas para enfrentar o machismo de frente. Para que fique bem claro que não estamos aqui a passeio, dá uma olhada em apenas algumas das mulheres que estão dando um jeito em várias questões importantes, abrindo novos caminhos, debates e mentes por aí:

Com seu canal Jout Jout Prazer, Julia Tolezano levantou a bandeira em prol das mulheres, debatendo questões como violência, relacionamentos abusivos, falou sobre o batom vermelho como ferramenta de empoderamento feminino e até sobre menstruação, afinal, esse assunto ainda é “tabu”. Despretenciosa, acabou ajudando uma porção de meninas e mulheres a reconhecerem seus poderes e também a fazer um escândalo quando for necessário:

Jout Jout

Transgressora e transexual, Robeyoncé dá um tapa na cara da sociedade com seu título de primeira mulher negra e transfeminista da história da OAB – Ordem dos Advogados do Brasil de Pernambuco. Formada também em geografia, a advogada conquistou o título aos 27 anos de idade, depois de muito esforço, garra e estudo para se dedicar às causas trabalhistas. Um grande passo contra o preconceito no trabalho, na justiça e nas demais áreas da vida.

RobeyonceLima

3. Alexandra Loras

Consulesa da França no Brasil e jornalista, Alexandra tem cumprido um papel muito importante dentro do debate sobre racismo e identidade, além da luta contra a desigualdade. Ela levanta questões cruciais referentes a gênero e cor, destacando personagens históricos marcantes e não tem medo de dizer como enfrenta preconceito por ser negra. 

Num pedido de socorro contra os massacres de diversas comunidades Guarani-Kaiowá em Mato Grosso do Sul, a professora de Brasília trouxe luz para a causa ao divulgar um vídeo em seu Facebook pessoal. Da etnia Tukano, Daiara sempre divulga causas e notícias relacionadas aos povos indígenas no Brasil e no mundo, que mesmo sendo os donos e guardiões de muitas terras, ainda são deixados de escanteio e se tornam vítimas de preconceito e violência constantemente.

Daiara Figueroa2

Com uma mente criativa e pulsante, a jornalista criou muitas causas que ajudam as mulheres. Fundou a revista Azmina, que destaca o feminismo e a atuação da mulher; criou a campanha Carnaval Sem Assédio e o movimento Não Mereço Ser Estuprada. Além disso, lançou o livro “Presos que menstruam”, que retrata a situação de presidiárias no Brasil, abrindo um importante debate.

Nana Queiroz

A cearense é a melhor surfista do Brasil atualmente, mas poucos a conhecem. Ainda! Surfista profissional, encontrou seu lugar ao sol sozinha, sem patrocínio e hoje ganha destaque por representar o país no circuito mundial, o WTC, sendo vice-campeã mundial por duas vezes. Sua luta pelo esporte é grande; já chegou a vender carro, apartamento e até cachorros só para poder competir e viver um sonho. Está na hora de abrir os olhos dos patrocinadores: sim ou com certeza?

Silvana Lima

Com apenas 21 anos, ganhou o prêmio Women of Vision na categoria Student of Vision (ABIE Award), do Instituto Anita Borg por seu incentivo à inclusão feminina no meio digital. Atualmente com 23, quer mudar o mundo por meio da tecnologia. É sócia-fundadora da Ponte21, uma consultoria de inovação e tecnologia que promove a conexão da tecnologia com as pessoas; influenciadora digital na FIAP e uma das líderes do movimento por igualdade de gêneros no mercado de TI.

Camila Achutti

8. Geovana Soares e Linda Brasil

Transexuais, são as idealizadoras do EducaTrans, projeto sergipano que visa estimular a entrada de travestis e pessoas trans no ensino superior. Com apoio da Associação do Movimento Sergipano de Travestis e Transexuais (AMOSERTRANS), prepararam e estimularam estudantes trans para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), que teve seu número de participantes trans triplicado no último ano, onde puderam, enfim, colocar seu nome social na inscrição.

Linda Brasil

10. Juliana de Faria

Fundou o Think Olga, um think tank que promove assuntos ligados a feminilidade. Também está à frente da campanha Chega de Fiu Fiu, cujo objetivo é combater o assédio sexual em locais públicos e recentemente, criou a campanha #primeiroassedio, onde várias mulheres conseguiram expor as situações de assédio que sofreram pela primeira vez na vida.

Juliana de Faria

Dentre suas muitas qualidades, Djamila tem uma voz que ecoa por várias facetas da comunicação. Mestre em filosofia política, mãe e militante do feminismo negro interseccional, ilumina temas que dizem respeito a várias áreas da vida, desde literatura até a situação da mulher negra brasileira atualmente. Também escreve para a Carta Capital, Blogueiras Negras e a Revista AzMina, e integra o coletivo BláBláObá, que se materializa num webprograma de opinião dedicado a temas urgentes e atuais que pairam sobre a sociedade.

Djamila Ribeiro

12. Amanda Palha

A travesti de 28 anos foi aprovada em 1º lugar na Universidade Federal de Pernambuco, onde vai seguir seus estudos em Serviço Social. Ela teve contato com a área quando trabalhou em São Paulo ajudando pessoas em situação de rua e foi ali que descobriu sua vocação profissional e realização pessoal. Ser aprovada em primeiro lugar numa federal é uma grande vitória para que, além dos estudos, ainda tem que enfrentar preconceitos.

Amanda Palha

13. Priscila Kosaka
A cientista brasiliense Priscila Kosaka está há seis anos no Instituto de Microelectrónica de Madrid. Em busca de melhorar a qualidade de vida das pessoas, passou todos esses anos tentando desenvolver uma técnica para detectar o câncer sem a necessidade de biópsias. Pois ela conseguiu e ainda desenvolveu um nanosensor 10 milhões de vezes mais sensível que os métodos tradicionais de exame, capaz de identificar a doença antes mesmo do surgimento de sintomas. 

14. Petra Costa

Depois de abordar a depressão no filme Elena, a cineasta impactou mais ainda o mundo com seu último projeto, O Olmo e a Gaivota, mergulhando de cabeça na questão da mulher. O longa metragem mescla ficção e realidade ao retratar de maneira sensível, realista e impactante a vida da atriz Olivia Corsini, que ao engravidar precisa se afastar dos palcos e passa por uma série de questionamentos e pressões psicológicas. A obra venceu a categoria de Melhor Longa-Metragem de Documentário pelo Júri Oficial do Festival do Rio 2015, além de outros prêmios internacionais. Foi inspirado nela que surgiu o vídeo polêmico “Meu Corpo, Minhas Regras“.

Petra Costa

15. Liliana e Luisa Terán
Primas e engenheiras indígenas Kunza, as duas vivem no deserto do Atacama, entre o Chile e a Argentina. A vida da comunidade de Caspana foi melhorada graças à busca de ambas – que foram até a Índia estudar! – e conseguiram instalar na região um sistema de energia solar, que abastece 127 casas e equipamentos públicos, como escolas. O equipamento foi doado por uma companhia italiana e mudou a realidade de muita gente.
Liliana e Luisa Teran
Foto: Marianela Jarroud/IPS

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Em Bangladesh, homens desesperados por emprego fazem um dos trabalhos mais perigosos do mundo

NG - Na maré baixa, operários de desmanche de navio levam um cabo de 5 toneladas a um cargueiro encalhado para içar os pedaços removidos e depô-los na praia.
Na maré baixa, operários de desmanche de navio levam um cabo de 5 toneladas a um cargueiro encalhado para içar os pedaços removidos e depô-los na praia.

Já haviam me avisado que seria difícil entrar nos estaleiros de desmanche de Bangladesh. “Antes eram uma atração turística”, conta um morador da área. “As pessoas vinham ver homens desmontarem navios com as mãos. Agora não deixam mais gente de fora entrar.” Caminho por um longo trecho pela estrada paralela à baía de Bengala, ao norte da cidade de Chittagong,onde 80 estaleiros especializados alinham-se por 12 quilômetros da costa. Cada um deles protege-se atrás de cercas altas encimadas por arame farpado. Há guardas a postos e placas de proibido fotografar. Os forasteiros passaram a ser ainda mais indesejáveis em anos recentes, depois que uma explosão matou vários operários, levando os críticos a dizer que os proprietários põem o lucro acima da segurança. “Apesar de tantas proibições, não podem bloquear o mar”, me diz o morador.

NG - Estes operários dizem ter 14 anos – por lei, a idade mínima para trabalhar nos estaleiros

Estes operários dizem ter 14 anos – por lei, a idade mínima para trabalhar nos estaleiros. Os administradores preferem os jovens porque são mais baratos e sabem menos sobre os perigos. Além disso, os pequenos conseguem entrar nos desvãos mais apertados do navio.

 

Por isso, certa tarde, contrato um pescador para me levar em uma excursão aquática pelos estaleiros. Na maré alta, o mar engolfa as filas de petroleiros e porta-contêineres encalhados, e nos deslocamos discretamente pelas longas sombras projetadas por suas chaminés e superestruturas. Algumas embarcações estão ainda intactas, como se tivessem acabado de chegar. Outras são apenas esqueletos, com a pele de aço arrancada, revelando seus negros porões cavernosos.

NG - Depois que operários passaram vários dias cortando os conveses do Leona I, um pedaço grande despenca de repente e lança estilhaços de aço na direção dos administradores do estaleiro
Depois que operários passaram vários dias cortando os conveses do Leona I, um pedaço grande despenca de repente e lança estilhaços de aço na direção dos administradores do estaleiro. Construído em Split, na Croácia, o cargueiro navegou por 30 anos, a vida útil média de um navio.

 

Nosso barco segue à deriva, passando ao lado de cascos incrustados de cracas e sob as lâminas de hélices enormes. Leio os nomes e as bandeiras de países diversos pintados nas popas: Front Breaker (Comores), V Europe (Ilhas Marshall), Glory B (Panamá). Fico imaginando que cargas eles podem ter transportado, que portos visitaram, que tripulações os manejaram.

NG - O aço dos cascos é removido em placas de no mínimo 500 quilos cada uma
O aço dos cascos é removido em placas de no mínimo 500 quilos cada uma. Com força bruta e rolos improvisados, operários levam para caminhões as placas que, depois, nas siderúrgicas, são convertidas em vergalhões para a construção civil.

 

A vida útil aproximada desses navios de carga é de 25 a 30 anos. Portanto, a maioria deles provavelmente fez sua primeira viagem nos anos 1980. O custo progressivo do seguro e da manutenção de embarcações velhas torna sua operação não lucrativa. O valor desses gigantes dos mares, em seu ocaso, está sobretudo na carcaça de aço.

NG - Cortadores munidos de maçarico de acetileno primeiro removem os acessórios do navio e depois despedaçam as camadas de convés
Cortadores munidos de maçarico de acetileno primeiro removem os acessórios do navio e depois despedaçam as camadas de convés. A demolição leva de três a seis meses, de acordo com o tamanho do navio.

NG - Desatentos ao risco de câncer do pulmão, operários espantam o frio da noite queimando uma junta de tubulação, que provavelmente contém asbesto

Desatentos ao risco de câncer do pulmão, operários espantam o frio da noite queimando uma junta de tubulação, que provavelmente contém asbesto.


Carregadores passam o dia besuntados de lama contaminada com metais pesados e partículas de tinta tóxicas

Carregadores passam o dia besuntados de lama contaminada com metais pesados e partículas de tinta tóxicas, que transudam dos navios para as planícies de maré.


NG - Em Dhunot, um vilarejo nos contrafortes do Himalaia, cerca de 300 pessoas comparecem ao enterro de Rana Babu

Em Dhunot, um vilarejo nos contrafortes do Himalaia, cerca de 300 pessoas comparecem ao enterro de Rana Babu, um operário de desmanche de navio que morreu aos 22 anos, quando um maçarico pôs fogo em um bolsão de gás e causou uma explosão. “Era um garoto ainda”, diz um dos enlutados. “Por que essas coisas continuam a acontecer?”

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