29 paisagens mais surreais do planeta


A Terra está cheia de belíssimas paisagens com cores que são uma verdadeira festa para os olhos. Algumas são naturais enquanto outras são feitas pelo homem. Mas todas são tão incríveis que às vezes até parecem surreais.

29. Lago rosa

Lago Rosa
 
Perto da cidade de Torrevieja, na Espanha, há dois lagos cor de rosa chamados Las Salinas de Torrevieja. A água tem essa coloração incomum porque é habitado por algas que soltam pigmento vermelho quando há algumas condições específicas.

28. Porta do Inferno

a porta do inferno
 
A Porta do Inferno no Turquemenistão está em chamas desde 1971. Tudo começou quando uma caverna em uma região rica em gás natural entrou em colapso, criado uma cratera com vazamento de metano. Para evitar que o gás se espalhasse, geologistas colocaram fogo no local, mas esse fogo nunca mais se apagou. O diâmetro da cratera é de 69 metros, com profundidade de 30 metros.

27. Piscina de “nuvens”

turquia
 
A província de Denizli no oeste da Turquia tem belas fontes termais que são usadas pelo menos desde o segundo século depois de Cristo. A água é rica em calcita, por isso paredes brancas do mineral se formam, dando uma aparência de nuvens fofinhas.

26. As fontes termais de Wai-O-Tapu

 

Wai o Tapu
 
As fontes termais de Wai-O-Tapu, na Nova Zelândia têm coloração rica, com tons de laranja e verde. Elas se formaram naturalmente, depois de milhares de anos de atividades vulcânicas. Esse parque conta com piscinas de lama borbulhantes e gêiseres.

25. Lago Natron

tanzania
 
O Lago Natron da Tanzânia é conhecido por sua coloração azul escura que vem de suas algas. Além dos humanos, quem também adora este local são os flamingos, que o visitam entre os meses de junho a novembro. Nessa imagem, a mancha avermelhada é formada por milhares de aves.

24. União do rio Ródano e o rio Arve

geneva
 
Muito mais calmo e azulado que o encontro dos nossos rios Negro e Solimões, o encontro das águas de dois rios em Genebra também impressiona. Enquanto o rio Ródano (esquerda) vem do lago Léman, o rio Arve vem de glaciares da França.

23. Deserto de Danaki

etiópia
 
O Deserto de Danakifica fica no nordeste da Etiópia. A região é famosa pelo calor intenso e pela depressão de Afar, que chega a 100 metros abaixo do nível do mar. Se você acha que essa depressão significa um belo acúmulo de água para que os animais da região se refresquem, está muito enganado. Para completar, o local ainda conta com dois vulcões ativos, gêiseres, poças de água ácida e lagos de lava.

22. Plantações de arroz

plantação de arroz
 
As plantações de arroz da China trazem uma variedade de tons tão harmoniosos que esta foto poderia ser uma pintura.

21. Cânion Antelope

canyon antelope
 
Esse cânion rosa, laranja e lilás fica perto da cidade de Page, no estado americano de Arizona.

20. Capadócia

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Capadócia é uma região turística e histórica da Turquia. A geografia do local é tão impressionante que o céu fica cheio de balões de ar quente com turistas. As rochas únicas se formaram por causa de fenômenos vulcânicos e da erosão. Neste local há cidades subterrâneas e até igrejas escavadas na rocha.

19. Lago Crescente

china
 
O lago Crescente ou Yueyaquan, em chinês, é uma fonte de água que forma um pequeno lago em forma de lua crescente. Localizado no deserto Gobi, esse oásis existe por pelo menos 2 mil anos.

18. Lençóis maranhenses

lençóis maranhenses
 
As lagoas que se formam nos vales das dunas do parque nacional dos Lençóis Maranhenses são uma visão incrível. O contraste entre a areia seca e fofinha e as piscinas azuis que se estendem por quilômetros atrai turistas do mundo todo ao Brasil.

17. Grand Prismatic Spring

yellowstone
 
Esta fonte de água quente fica no parque Yellowstone, em Wyoming. Ali podemos encontrar praticamente todas as cores do arco-íris. Seu nome também impressiona: Grand Prismatic Spring.

16. Praia Whitehaven

whitehaven-beach australia
 
Esta praia fica na ilha Whitsunday, na Austrália. Quando a maré fica baixa, piscinas de água do mar se formam na areia, criando uma paisagem belíssima.

15. Salar de Uyuni

fina camada de água
 
Salar de Uyuni é a maior planície de sal do mundo, com mais de 10 mil quilômetros quadrados. Ele se formou por causa de transformações entre diversos lagos pré-históricos. É coberto por alguns metros de crosta de sal, sem variações de altitude.

14. Parque Zao Onsen

neve e hot springs
 
Este parque nas montanhas do Japão ganha “árvores de gelo”, criando formatos fascinantes. Essas árvores até parecem cobertas por marshmallow.

13. Salinas Grandes

salinas
 
Este deserto de sal da Argentina tem quase 4 mil quilômetros quadrados e têm belos acúmulos de água azul em sua crosta salina.

12. Templo Ta Prohm

templo na floresta
 
Este templo localizado no Camboja parece saído diretamente de um filme de Indiana Jones ou de um jogo de videogame. As raízes das árvores dominam o chão e as estruturas, crescendo por cima das paredes.

11. Deserto de Namibe

mar namib
 
Este deserto se estende por mais de 2 mil km, atravessando Angola, Namíbia e África do Sul. Uma curiosidade sobre o local é que a colisão de correntes de ar fria e quente faz com que algumas regiões tenham mais de 180 dias de neblina por ano. A neblina dificulta a navegação, mas é fonte de umidade para as criaturas que vivem no deserto.

10. Vulcão Kelimutu

kelimutu
 
Este vulcão fica na ilha Flores, na Indonésia, e tem três lagos com cores que vão do verde ao azul turquesa. Os lagos são incrivelmente densos.

9. Ondas de pedras

arizona e utah
 
Essa formação rochosa na fronteira do estado de Arizona com Utah é famosa pelas suas cores e linhas. Para chegar a este ponto, é necessário uma autorização e passar por uma trilha difícil.

8. Caños Cristales

colombia
 
Este rio parece com qualquer outro na primeira metade do ano, mas entre os meses de junho e dezembro ganha cores maravilhosas com a vegetação e plantas aquáticas.

7. Cânion Bryce

utah
 
Este cânion de Utah tem estruturas rochosas chamadas hoodoos. Elas são formadas por erosão.

6. Areia branca

areia branca
 
É possível que as areias mais brancas do mundo estejam neste parque, no estado americano de Novo México. São 442 km quadrados de dunas branquíssimas, que até chegam a parecer neve.

5. Olho do Saara

sahara
 
A Estrutura de Richat, também conhecida como Olho do Saara fica exatamente no meio deste deserto. Seu diâmetro chega a 48km e se formou por causa da erosão.

4. Lagos de Plitvice

croácia
 
O Parque Nacional dos Lagos de Plitvice encantam a todos na Croácia. Todos os anos, mais de 1,1 milhão de visitantes passam por ali. Seus 16 lagos interligados são cercados por florestas verdinhas e cachoeiras.

3. Gêiser Fly

nevada
 
Este gêiser fica no estado americano de Nevada, e foi criado acidentalmente a partir de uma perfuração de poço em 1916. Na década de 1960, água começou a jorrar do local.

2. Cavernas de gelo

caverna de gelo
 
Estas cavernas de gelo ficam na Rússia. Quando a luz do sol bate nas paredes geladas, elas ganham cores que vão do roxo ao amarelo, passando pelo azul e verde.

1. Árvores de 900 anos

árvores mortas
 
Essas árvores na Namíbia já estão mortas há 900 anos, mas simplesmente não se decompõem. Elas são cercadas pelas dunas de areia mais altas do mundo. [ScienceAlert]

“Airbnb dos refugiados”: site une migrantes e pessoas dispostas a compartilhar suas casas

As imagens do desespero dos migrantes em fuga da guerra em seus países de origem têm chocado o mundo (a da criança síria na praia é uma das mais recentes). E, se existe alguma coisa que podemos aprender com elas, é que é essencial unir esforços, aproximar pessoas, ao invés de propagar o ódio, como tem acontecido em países como os Estados Unidos, que querem construir até mesmo um grande muro na fronteira com o México, ou a Alemanha, em que ataques contra não-europeus têm se tornado notícia rotineira.

Felizmente, em meio a tanta intolerância, um projeto alemão quer mostrar que ainda há empatia e amor por lá. Trata-se do Refugees Welcome, uma espécie de Airbnb dos refugiados. O serviço busca conectar imigrantes a alemães dispostos a oferecer abrigo digno a essas pessoas. Até agora, mais de 700 pessoas se disponibilizaram a receber refugiados e 26 deles, entre afegãos, nigerianos e sírios,  já estão abrigados em moradias alemãs. Para a surpresa dos desenvolvedores, há mensagens de todas as partes da Europa de pessoas que querem ajudar os refugiados e a expansão do serviço é uma possibilidade.

Um dos anfitriões é o professor Johann Schmidt, que divide seu apartamento com um iraquiano desde novembro de 2014. “Azad me conta sobre seu país o tempo todo e consegue explicar o contexto da situação em seu país usando termos simples. Eu já aprendi um bocado com ele e gosto muito de ouvir suas histórias“, contou ao The Guardian. O pagamento pela hospedagem é feito a partir de doações para o site e também para centros de atendimento aos refugiados.

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Todas as fotos via Refugees Welcome

Mulheres indianas usam selfies para combater o preconceito

O colorismo é a discriminação de um indivíduo pela tonalidade de sua cor de pele. Quanto mais escura for sua pele, mais excluída ela será. A diferença disso para o racismo é de que, enquanto o racismo promove uma exclusão identitária, que se orienta pelo pertencimento de alguém a uma raça para promover a exclusão, o colorismo é ligado diretamente a quão pigmentada a pele da pessoa é – e essa exclusão vem muitas vezes de pessoas de um mesmo contexto cultural e histórico.

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Em um resumo simples, uma pessoa negra de tonalidade mais clara de pele sofre menos discriminação do que uma pessoa de pele mais escura – é mais “aceita”, ainda que não desfrute, é claro, dos mesmos privilégios e direitos que brancos. Em países de origem colonial europeia, pós-escravocratas, na Ásia, África e América Latina, esse refinamento do racismo é uma dura realidade, visível a olho nu.

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Diante disso, três estudantes asiáticas da Universidade do Texas criaram a campanha Unfair and Lovely (Injusto e adorável), um projeto fotográfico que visa convidar as pessoas a apreciarem a beleza da pele escura. Em sua maioria mulheres, os participantes utilizam o hashtag #unfairandlovely para compartilhar suas fotos e dividir suas histórias de vida e superação, em um mundo racista e colorista.

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O nome da campanha vem de um creme embranquecedor, chamado bizarramente de Fair and Lovely (Justo e adorável).


O trabalho a ser feito é ainda árduo e longo, mas algumas vitórias já foram conquistadas por esses ativistas espalhados pelo mundo. As vendas de cremes que embranquecem a pele têm caído drasticamente, e a pressão pela representação de todas as cores e pessoas na grande mídia é uma voz que aumenta e precisa ser ouvida a cada dia.

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O resultado da campanha, segundo as organizadoras Pax Jones, Mirusha Yogarajah and Yanusha Yogarajah, tem sido comovente, com pessoas do mundo todo compartilhando suas belezas e histórias. A gravidade, segundo elas, do colorismo vai de oportunidades de emprego, salários, nível educacional, até escravidão e violência – tudo pautado pela tonalidade da pele de alguém. A força das redes sociais tem sido determinante para dar voz aos que precisam falar.

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Nova espécie de polvo é descoberta no fundo do oceano pacífico

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Parecendo ter saído diretamente de um filme da Pixar, esse fantasminha na foto acima foi descoberto no mês passado pelo Deep Discoverer, o robô de mergulho profundo que viaja com o navio de exploração NOAA Okeanos Explorer. Feita 4.290 metros abaixo da superfície, esta é a observação mais profunda de um polvo, e, no caso, de uma possível nova espécie.

Durante vários anos, o Okeanos Explorer – o único navio dos EUA com financiamento federal construído para explorar oceanos da Terra puramente com fins científicos – tem viajado o mundo e implantado seu veículo submarino operado remotamente para chamar a atenção para alguns dos cantos mais escuros do fundo do oceano e transmitir isso tudo em vídeo para nós. Ao longo do caminho, a missão descobriu um verdadeiro tesouro de criaturas estranhas e adoráveis.

O primeiro mergulho operacional de 2016, em 27 de fevereiro, levou o Deep Discoverer a profundidades de mais de 4.000 metros a nordeste da Necker Island, no Havaí. O mergulho foi destinado a recolher informações geológicas, e não descobrir novos cefalópodes.

Mas você nunca sabe o que vai encontrar no fundo sem limites do oceano. Quando o Deep Discoverer se deparou com este carinha, ele estava relaxando em sua solidão em uma rocha plana. Embora o polvo encontrado pelos pesquisadores seja semelhante em aparência a polvos comuns de águas rasas, ele tem várias características incomuns, incluindo ventosas em uma ao invés de duas séries em cada braço, e uma nítida falta de tônus ​​muscular. Mais notavelmente, não tem os pigmentos cromatóforos que permitem que a maioria dos polvos mudem de cor.

“É quase certo que seja uma espécie não descrita”, afirmou em comunicado o NOAA (órgão americano de administração oceânica e atmosférica), “e não pertencente a qualquer gênero descrito”. Outro lembrete de que somos tremendamente ignorantes a respeito da vida no fundo do oceano. [Gizmodo]

FRASE DO DIA

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Durante a nossa vida:
Conhecemos pessoas que vêm e que ficam,
Outras que vêm e passam.
Existem aquelas que,
Vêm, ficam e depois de algum tempo se vão.
Mas existem aquelas que vêm e se vão com uma enorme vontade de ficar…

Charles Chaplin

Nem lá nem cá: os pontos em que alguns países europeus fazem fronteira são incríveis

As fronteiras parecem ser aqueles pedacinhos de terra que não pertencem a lugar nenhum. Às vezes fala-se uma mescla de dois idiomas, noutras vive-se mesmo entre as duas culturas que a circundam e há ainda as fronteiras que são pura natureza, como as registradas pelo fotógrafo Valerio Vincenzo, que vive na Holanda.

Um de seus últimos projetos fotográficos ganhou o nome de Borderline, the Frontiers of Peace (“Limítrofe, as Fronteiras da Paz”, em tradução livre). Na série, Valerio explora o avanço conquistado pelo tratado de Schengen, na Europa, que praticamente elimina as fronteiras entre os países participantes, tornando o continente mais unido.

Para isso, as fotografias mostram a paz encontrada nas fronteiras de alguns dos 26 países que fazem parte do tratado – todos aboliram o controle de entrada e saída em suas fronteiras com países que também assinaram o acordo.

Com a ajuda de um GPS e mapas detalhados, tenho realizado muitas viagens ao longo dessas fronteiras ‘apagadas’, com a intenção de capturar a essência destes cruzamentos agora pacíficos. Mesmo que, por vezes, estas fotografias tenham sido tiradas milhares de quilômetros de distância umas das outras, todas elas fornecem imagens que estão longe do estereótipo que tende a associar-se com a noção de fronteira”, conta em seu site. E provoca: “Em todo caso, o que é uma fronteira?

Todas as fotos ©  Valerio Vincenzo