Ensaio fotográfico registra adolescentes que se assumem transexuais

Transexuais não se transformam, eles são. Desde pequenos, sentem-se estranhos em seu gênero designado, mas é só quando os hormônios da puberdade efervescem as certezas se solidificam e os problemas começam. O que fazer com os pelos que insistem em aparecer no rosto quando se sabe ser uma mulher? E os seios que crescem no rapaz? Nesse momento, o acompanhamento médico e o tratamento com hormônios são os caminhos mais indicados, mas para se chegar a eles, há uma dura barreira chamada preconceito.

Em uma matéria especial incrível, o site norte-americano Mashable ouviu 10 adolescentes transexuais, com idades entre 12 e 19 anos, e os fotografou em um poderoso ensaio, que contou com a ajuda do diretor criativo e estilista Nicola Formichetti. Se a moda é uma das principais formas de marcar identidade, para os trans essa ferramenta é ainda mais importante, pois reforça o gênero.

A matéria traz ainda dados alarmantes sobre a realidade dos trans nos EUA. Segundo o texto,mais de 50% dos jovens transgêneros tentam suicídio antes dos 20 anos de idade. Além disso, dos mais de 1,6 milhão de moradores de rua norte-americanos, estima-se que 40% sejam trans, sendo que 90% destes ficam em situação de vulnerabilidade após serem expulsos ou agredidos por suas próprias famílias. Se ser adolescente não é fácil, ser adolescente trans é um desafio enorme.

Confira algumas das fotos do ensaio:

Mashable | Transgender Teens

Mashable | Transgender Teens

Mashable | Transgender Teens

Mashable | Transgender Teens

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Mashable | Transgender Teens

Todas as fotos © Mashable [Via Mashable]

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Esse pianista recuperou músicas compostas num campo de concentração

O sobrevivente do campo de concentração nazista em Auschwitz e produtor de filmes hollywoodianos Jack Garfein escutou, aos 13 anos, uma canção criada por um jovem polonês momentos, antes de ser exterminado numa câmara de gás. Mais de 70 anos depois, ele encontrou uma maneira de homenagear o que ouviu e perdurou até hoje em sua memória.

Tudo começou em 2015, quando Jack viajou para a Itália e conheceu o pianista Francesco Lotoro, que têm resgatado músicas compostas por prisioneiros em campos de concentração durante a Segunda Guerra Mundial, há quase 30 anos. Para isso, ele viajou mundo afora à procura de sobreviventes do Holocausto ou seus familiares, a fim de encontrar qualquer vestígio musical, seja uma partitura, uma anotação num pedaço de papel e decifrá-los.

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Orquestra polonesa em Auschwitz. VIA

O pianista comentou à BBC Brasil, em matéria assinada por Erika Zidko, que seu encontro com Jack foi emocionante, e que até aquele momento, ele não tinha cantado à música para ninguém. Francesco diz se tratar de uma canção em yiddish (língua da família indo-europeia, pertencente ao subgrupo germânico e adotada por judeus), e que a história contida nesta indica que deva ter sido instruída como um hino contra a barbárie racista. Ele contou que essas músicas foram criadas principalmente por judeus, mas também por presos políticos, homossexuais, comunistas etc, muitas vezes como um ato de resistência.

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Francesco Lotoro por Jenni Girtman. VIA

Francesco não se considera um colecionador. Sua missão é fazer que essas músicas ganhem vida novamente, através do ensinamento destas, para que sejam cantadas e tocadas por todos, e, assim, tornando-se eternas. Como a lembrança de Jack ficará agora.

 Sem compasso nem régua: ela é sucesso nas redes sociais com desenhos feitos manualmente

A internet é mesmo uma plataforma incrível para artistas divulgarem seus trabalhos para o mundo. Prianka Bassi, que tem apenas 18 anos e mora na Inglaterra, bombou rapidamente graças ao Twitter e ao Instagram.
Ela faz desenhos incríveis usando apenas canetas, sem nenhum outro instrumento para ajudá-la além do talento. Para fazer um painel de 1,1m x 83cm, Prianka usou 6 canetas e trabalhou por 72 horas.
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A jovem conta que começou a desenhar com oito ou nove anos de idade, mas foi aos 16 que passou a se dedicar aos desenhos detalhistas feitos com caneta. “O primeiro que postei foi um que fiz quando estava entediada durante uma aula. As pessoas gostaram e pediram para ver mais, então comecei a publicar”, ela diz.
Prianka credita suas habilidades a uma professora de artes. “Ela me incentivou a desenhar coisas maiores, porque eu sempre me limitava a figuras pequenas. E também foi a única a me incentivar a estudar arte, mesmo com estereótipos de que indianos só são respeitados como médicos ou engenheiros”.
É por isso que ela vai começar a estudar Ilustração na faculdade. Nosso respeito ela já tem!
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Todas as imagens: Prianka Bassi

FOTO DO DIA

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“Paz não é aquilo que encontramos em um lugar sem ruídos, sem problemas, sem trabalho duro, mas o que permite manter a calma em nosso coração, mesmo no meio das situações mais adversas. Este é o seu verdadeiro e único significado”.

Paulo Coelho

Cachorro que esteve desaparecido durante 7 anos volta pra casa e ganha ensaio com seu novo ‘irmão’

A dor de perder um cachorro é indescritível. A alegria de revê-lo novamente é ainda mais também. O border collie Sammy tinha apenas seis meses de idade quando brincava pelo jardim de sua casa e, sem que ninguém notasse, desapareceu sem deixar vestígios.  Seus donos Nikki e Simon ficaram desesperados e colaram cartazes por todos os lados numa busca incessante.

Mais tarde, já em outra casa e sem esperança de voltar a ver Sammy, os donos do cachorro adotaram Billie, outro border collie, cuja família já não podia mais mantê-lo. Mas eis que 7 anos depois eles receberam um telefonema do resgate de animais informando que Sammy estava no hospital de animais Foothills em graves condições físicas. Graças ao microchip implantado no animal, eles puderam ter certeza de que era o ‘filho’ perdido do casal.

Sammy estava com infeções, feridas abertas, abcessos e pulgas, além do trauma emocional, cuja cura era questionável. Ao rever seus donos, porém, o cachorro reagiu como se nunca tivesse deixado de viver com eles e logo se recuperou, sendo levado para a casa que lhe pertence.

Para comemorar o final feliz, a família fez um ensaio com os dois cachorros juntos em CY O’Connor Dog Beach, na Austrália, com assinatura da fotógrafa Kelly Pilgrim-Byrne. Vale a pena ver:

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Sammy

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Sammy e Billie

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Todas as fotos © Kelly Pilgrim-Byrne