Conheça algumas receitas do surreal livro culinário de Salvador Dalí

O pintor catalão Salvador Dali sabia que ser um surrealista não era simplesmente seu estilo de pintura, mas sim sua condição de vida. Dali era surrealista em todas as esferas possíveis, de seu jeito de se vestir, falar, amar e pensar, até sua alimentação – sua maneira de cozinhar, as receitas que preparava e os próprios ingredientes dos pratos. Dessa forma, o livro de receitas que publicou em 1973 não poderia ser menos do que uma obra de arte completamente surreal.

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Sob o título de “Os jantares de Gala”, nome de sua obsessivamente amada mulher e musa, o livro mistura erotismo, arte e culinária em doze capítulos. Repletos de ilustrações e pinturas, indo de pratos exóticos a vegetais, passando por lesmas e rãs e por pratos afrodisíacos, é possível literalmente sentir o sabor do surrealismo. “Quando eu tinha seis anos, queria ser um cozinheiro”, disse o pintor em sua biografia. “Aos sete queria ser Napoleão, e minhas ambições vem crescendo firmemente desde então”, define humildemente Dali.

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Reza a lenda que somente 400 cópias do livro original foram impressas, que já seriam avaliadas em até 25 mil dólares, no caso de exemplares assinados pelo autor. O título do capítulo afrodisíaco foi sugestivamente batizado de “Les ‘je mange GALA’”, ou “Eu como Gala”.

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O livro, como pode se imaginar, não oferece uma alimentação balanceada ou preocupada com a moderação e a saúde – é, no lugar, um convite ao deleite de se lambuzar, como pode ser visto em seu parágrafo de abertura: “Os jantares de Gala, com suas receitas e ilustrações, é unicamente dedicado aos prazeres do sabor. Se você é discípulo desses contadores de calorias que transformam o prazer de comer em uma espécie de punição, feche esse livro de uma vez; ele é muito vigoroso, muito agressivo, e certamente muito impertinente pra você”.

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Quem quiser se arriscar, seguem abaixo duas receitas. Apesar da raridade do livro em si, é só procurar na internet para encontrar outras de suas receitas surreais.

Coquetel Casanova

  • suco de uma laranja
  • 1 colher de chá de Campari
  • 1 colher de sopa de gengibre
  • 4 colheres de sopa de conhaque
  • 2 colheres de sopa de Old Brandy (Vielle Cure)
  • 1 pitada de pimenta-caiena

Esse drinque é apropriado para situações em que a exaustão, o excesso de trabalho ou simplesmente o excesso de sobriedade exigem salvação. Essa é uma receita perfeita para isso. Outra vantagem dessa bebida é que não é preciso fazer a cara de amargor que normalmente acompanha a ingestão de um remédio. Na borda do copo coloque a pimenta e o gengibre. Coloque o Campari primeiro, depois os conhaques. Refrigere ou mesmo coloque no frízer. Meia hora depois, retire-o e despeje o suco de laranja dentro do copo refrigerado. Beba e… aguarde o efeito. É um tanto veloz.

Ovos de mil anos

  • 1 dúzia de ovos
  • 1 copo e meio de água
  • 5 cravos-da-índia inteiros
  • 3 colheres de sopa de açúcar
  • 3 colheres de sopa de vinagre
  • Molho de Tabasco
  • 2 limões cortados em 8 pedaços
  • ¾ de uma colher de chá de tomilho
  • 4 saquinhos de chá
  • 2 cebolas
  • 2 dentes de alho

Você com certeza conhece esses ovos de mil anos, uma das joias da culinária chinesa. Não esperemos atingir a perfeição absoluta dessa receita, mas sim seguir um preparo divertido e rápido.

Primeiro, cozinhe os ovos em água com sal por dez minutos. Retire-os e os coloque em água corrente gelada, o que facilitará o descascar. Na mesma água em que os ovos foram cozidos, coloque os cravos, açúcar, vinagre, bastante molho Tabasco, os 8 pedaços de limão e o tomilho. Ferva por 15 minutos. Desligue o fogo, mergulhe os saquinhos de chá e deixe o preparo descansar por 10 minutos.

Em um pote, coloque as cebolas e os alhos picados. Adicione os ovos descascados, e derrame o preparo até que os ovos estejam completamente imersos. Feche o pote e o coloque na prateleira de baixo de sua geladeira. Tenha paciência e não abra o pote por três semanas, para só então servi-los. Os ovos de mil anos vão bem com carnes frias e peixe.

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© todas as fotos: reprodução

Fotógrafa capta a luta do irmão contra a leucemia em série tocante

É uma série íntima, de amor e de perda, mas que deixa espaço aos espectadores para diversas interpretações. Sarah Carp é uma fotógrafa suíça que decidiu registrar em imagens a doença que levou o seu irmão à morte. Donneuse apparentée deu em livro e é uma forma de gravar para sempre na memória o percurso de uma pessoa amada.

Sarah Carp começou fotografando o irmão no dia em que ele foi diagnosticado com leucemia, e o continuou fazendo até ao dia em que Henri sucumbiu à doença, apenas um ano depois. A série criada por Sarah tem várias faces, entre cumplicidade, esperança, mas também desespero e pedidos de socorro.

Nas palavras da fotógrafa, “durante a doença, viver torna-se uma busca constante. A minha câmera se tornou minha melhor amiga. Serviu como uma barreira entre mim e o mundo”. Sarah foi doadora de células tronco para o irmão, Henri, que mesmo assim não resistiu. “Eu fiz este trabalho fotográfico de modo a não me deixar morrer, a exorcizar o passado e a gravar para sempre a memória de um ente querido”, conclui Sarah.

As foto são emocionantes:

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todas as imagens @ Sarah Carp

Veja como é o Templo Zu Lai por dentro em São Paulo

No dia 8 de fevereiro foi celebrado oficialmente o Ano Novo Chinês de 2016, que por conta do Carnaval foi comemorado no templo Zu Lai somente em 21 de fevereiro. A festa, com cerimônias, apresentações culturais, luz e comida acontece gratuitamente e neste ano reuniu milhares de pessoas que acompanharam de perto a chegada do Ano do Macaco de Fogo.

Isso significa que até 27 de janeiro de 2017 o regente do horóscopo da China trará bons fluídos, inovação e progresso para aqueles que semeiam o bem, tendo o juízo de justiça em mente. A celebração, como em todos os anos, foi um lugar de harmonia e boas energias permeando entre as várias lanternas vermelhas que nos deixam com os olhinhos brilhando.

A parte mais aguardada do evento são as apresentações de performance, luta, coral e dança que acontecem no pátio principal. Um dragão foi formado por mulheres, o que surpreendeu positivamente o público. Mais para o final, um outro dragão, carregado por várias pessoas, também se apresenta, fazendo a tradicional Dança do Dragão. Todos os espetáculos são marcantes e cheios de vida.

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A 34 km da capital, o templo fica num ponto tranquilo de Cotia, cercado de verde e de muitas estátuas de Buda e outras figuras importantes do budismo. Caminhar entre o bambuzal, sentar-se perto do lago ou adentrar a sala de cerimônias nos mostra o que é, de fato, encontrar um bocado de paz no meio do caos da metrópole. Há espaço de sobra para a contemplação e o tempo nem se atreve a correr, então é só curtir e se concentrar na beleza do local.

Antes de passar pelo portal notamos as estátuas que simbolizam monges iluminados, os 18 Arhats, nome que simboliza que a iluminação foi alcançada após ensinamentos vindos de outra pessoa – ao contrário de Buda, que alcançou por si mesmo. Cada um deles têm sua própria história, importância e significado, assim como todos os outros monumentos presentes no templo.

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Para entender melhor sobre as mais variadas formas de Buda que encontramos por aí, recomendo uma ida ao Museu de Arte Sacra Budista, modesto, mas de grande valia a compreensão básica da religião e suas figuras. Foi lá onde entendi melhor sobre a suástica, símbolo que infelizmente ficou mais associado ao nazismo do que qualquer outra coisa.

Milenar, ele não foi criado por Adolf Hitler, como muitos pensam. Pouco se sabe sobre sua origem, mas de maneira geral, está associado à pureza, longevidade e harmonia universal, mesmo que ainda assim carregue os mais diversos significados e possui finalidades distintas ao redor do mundo. O símbolo invertido, chamado de Manji, é visto cravado no peito do Buda Abhaya Mudra.

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Na loja você encontra o Buda nas suas mais variadas formas e preços, além de livros, acessórios e itens de decoração. O templo ainda conta com uma bela sala de meditação, uma cafeteria e uma biblioteca. A programação extensa envolve cursos (ioga, meditação, kung fu, Tai Chi Chuan…), retiros de meditação e cerimônias, além de almoço vegetariano a um preço muy amigo. Antes de ir, é bom conhecer as regras de conduta e se o grupo tiver menos de 15 pessoas não há necessidade de agendamento prévio.

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Para finalizar uma pauta tão espiritualizada, deixo abaixo um dos grandes legados do Mestre Hsing Yün, que entre tantos feitos é o atual mestre budista mais conhecido e respeitado na Ásia, ao lado de Dalai Lama. A Ordem de Fo Guang Shan, criada por ele, se espalhou por 220 templos ao redor do mundo, com sede em Kaohsiung, Taiwan. Mesmo que você, assim como eu, não seja budista, acho que é sempre válido conhecer as mensagens que cada religião passa e absorver o que há de melhor nelas.

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1 – Descubra seu maior defeito e disponha-se a corrigi-lo.

2 – Escolha até três exemplos de vida e determine-se a segui-los.

3 – Tenha força e sabedoria para resistir às tentações do mundo.

4 – Cultive a força da tolerância de forma a compreender, aceitar, assumir responsabilidades, ter determinação e melhorar as circunstâncias externas. Então, passe a cultivar a tolerância pela vida, a tolerância por todos os dharmas e a tolerância pelos dharmas não-surgidos, de maneira a transformar o cultivo da tolerância em força e sabedoria.

5 – Aprenda a se adaptar à pressão externa e não se deixe afetar por ela.

6 – Seja ativo e destemido. Pense antes de agir.

7 – Envergonhe-se do que ignora, do que é incapaz, do que o torna impuro e rude.

8 – Faça com frequência algo que toque o coração das pessoas.

9 – Sinta-se bem sob qualquer circunstância, siga as condições corretas, esteja sempre livre de aflições e faça tudo com alegria no coração.

10 – Ser corajoso e virtuoso é ter a capacidade de admitir os próprios erros.

Todas as fotos © Brunella Nunes

Conheça o menino que pode morrer se tomar sol

Alex Gentile tem oito anos de idade e um desejo muito simples: poder correr no parque com seus amigos. Ele sofre de uma retinopatia pigmentar associada a doenças sistêmicas, também conhecida como XLPDR, uma doença raríssima que causa defeitos visuais, problemas na regulagem de temperatura do corpo e outros, inclusive de pele.

Isso quer dizer que ele não pode ficar muito tempo no sol. “Se ele superaquecer, sua vida corre perigo. Qualquer momento de descuido, um atraso, e o Alex morre”, diz sua mãe, Patrizia.

Ela conta que percebeu que havia algo de errado com seu segundo bebê pouco depois do nascimento. Ele era muito sensível à luz, chorava muito e tinha dores abdominais. Ele teve uma infecção respiratória com apenas dois meses, e não conseguia suar, então superaquecia com facilidade.

Seus sintomas confundiam os médicos, que levaram três anos para fazer o diagnóstico. A doença foi identificada em apenas nove pessoas no mundo todo, e tem sido estudada há pouco tempo. Em 1981, esse transtorno foi descrito pela primeira vez, afetando mais meninos que meninas.

A rotina de Alex

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Alex tem úlcera de córnea e sofre de fotofobia. Isso significa que qualquer luz suave pode ser dolorosa para ele. O menino está perdendo a visão. Ele também não sua, chora ou produz tanta saliva quando uma pessoa comum.

Sua mãe precisa monitorar a temperatura do ambiente e até da comida que serve para ele. Um alimento quente já é suficiente para que sua temperatura corporal suba. “Não há tratamento. Apenas colírio para os olhos, cremes para a pele e antibióticos para infecções, além do monitoramento das temperaturas internas e externas”, descreve sua mãe.

Patrizia precisou parar de trabalhar para cuidar do menino em tempo integral, e seu marido precisa trabalhar mais horas para sustentar a família. Por isso, ela precisa fazer quase tudo sozinha.

Ela tenta dar a vida mais normal possível para o filho. Ele vai para a escola, onde conta com uma professora que dá bastante apoio a ele. Mas às vezes Alex se sente diferente das outras crianças, já que sua pele é hiperpigmentada e ele precisa de um pouco mais de tempo para completar as atividades.

“Alex se vê como qualquer criança, mas ele conhece bem sua condição. Ele adora a vida e é curioso sobre tudo. Ele pergunta muitas coisas. Ele é cheio de vida, amigável, gentil e sensível – mas também muito orgulhoso e determinado. Mas ele está notando suas limitações. Ele não pode correr ou brincar como as outras crianças. Ele vive dentro de casa enquanto sonha com a vida lá fora. Nesse momento, ele está bastante irritado”, relata a mãe.

Sua jornada está sendo acompanhada pelo fotógrafo italiano Luca Conzaga, que registra belas imagens do garoto em momentos felizes e também nas horas difíceis. [CNN]

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Com uma bike e 2 dólares japonês viaja por 37 países

A história do japonês Keiichi Iwasaki é uma inspiração para aqueles que querem largar tudo e cair na estrada, mas acham que o dinheiro (ou a falta dele) são um empecilho para curtir uma vida nômade. A gente lamenta muito ter que contar uma coisa: nem tudo na vida tem preço. A prova é que ele saiu do Japão com apenas 2 dólares no bolso e conseguiu viajar por 37 países a bordo de sua bike.

Antes de começar a jornada, Keiichi havia trabalhado na empresa de ar condicionado de seu pai durante 20 anos e achava que já estava mais do que na hora de mudar de vida. Foi aí que começou sua viagem com o objetivo de conhecer mais do Japão. Porém, a iniciativa deu tão certo que ele decidiu seguir o seu caminho e pegou uma balsa para a Coreia do Sul. Desde 2001, ele já conheceu diversos países da Ásia e da Europa.

A maior parte do caminho foi feito a bordo de uma bike, mas ele também remou 1.300 quilômetros pelo rio Ganges, na Índia, e participou de uma expedição internacional até o topo do Monte Everest após estudar montanhismo por um ano. O dinheiro para seguir a aventura ele conseguiu na estrada, fazendo shows de mágica pelas cidades onde passava, o que prova que com um pouco de criatividade e persistência qualquer um é capaz de realizar o sonho de viajar.

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Fotos © Keiichi Iwasaki/Facebook / Foto destaque © Andrew Wright

Conheça as “bombinhas” do bem que espalham flores por aí e podem salvar as abelhas

Cada vez mais, nosso planeta precisa de novas áreas verdes. Mais árvores, mais plantações e flores. Pensando nisso, o casal Chris Burley e Ei Ei Khin, após meses de tentativas e erros, criou o incrível projeto Grow the Rainbow (“Cresça o Arco-Íris”), no qual vende as denominadas “Seedles“, bombinhas coloridas, com formato de pequenas bolinhas, que germinam sementes e dão vida a flores e plantas.

As bolinhas são feitas de argila, sementes, três tipos de adubo e um pó não tóxico. Após serem arremessadas no solo, elas crescem sem muitos cuidados, com ajuda da água da chuva. Além disso, não são comidas por insetos e animais, o que garante o seu desenvolvimento. Além de sustentável, a ideia é divertida e as crianças adoram jogá-las por aí.

O principal objetivo do projeto é atrair abelhas para a região da Califórnia, EUA, através da plantação de flores, já que foi constatado que as abelhas estão desaparecendo, em razão de diversos fatores, como uso excessivo de agrotóxicos, mudanças climáticas, proliferação de parasitas, entre outros. As abelhas são seres extremamente importantes para o nosso ecossistema, pois são responsáveis pela polinização de 70% das frutas e vegetais que nos alimentam. Ou seja, sem elas faltará frutas, verduras e legumes para nós!

Um pacote com 20 bombinhas de flores selvagens custa aproximadamente 9 dólares, mas no site do projeto, o casal ensina como produzi-las em casa. Elas podem ser usadas como lembrancinhas em casamento, chá de bebê e aniversário. O importante é espalhar mais flores e atrair mais abelhas para nosso meio ambiente.

As seedballs já tinha sido muito usadas por ativistas americanos na década de 70 como estratégia de reflorestamento, e agora estão sendo usadas também para ajudar a aumentar a quantidade de abelhas no mundo.

Veja o vídeo abaixo sobre o projeto:

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As bombinhas são diferenciadas pelas cores: a laranja (orégano),  vermelha (tomilho), branca (cebolinha), azul (menta)  e a verde (salsinha):

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Todas as fotos © Growtherainbow

Fotógrafo retrata cães abandonados representando emoções humanas

O fotógrafo Martin Usborne já nos tinha deixado emocionados com a série de fotos retratando o silêncio dos cães esperando por seus donos (veja aqui) e agora não fez por menos: um ensaio onde ele cria diferentes retratos de cães abandonados e nos faz pensar sobre a própria condição humana.

Certamente já aconteceu com você – um dia de maior ou menor felicidade em que alguém lhe pergunta: “Como está?”; você responde intuitivamente “Estou bem, obrigado”. Quanto pode estar escondido por trás de uma frase como essa? Martin Usborne, fotógrafo sediado em Londres, viveu essa mesma cena, em um dia de pura depressão. Daí criou a série Nice to Meet You(Prazer em te Conhecer).

Cada retrato é apresentado por detrás de um determinado material, seja um vidro molhado ou uma leve fumaça, e cada imagem tem como título uma frase que usamos no dia-a-dia e que normalmente esconde algo, permitindo interpretações nas entrelinhas. Com isso, Usborne nos quer fazer pensar sobre o não dito e sobre um lado mais instintivo da nossa natureza. Por isso usa animais, que apesar de não usarem palavras, têm uma incrível capacidade pra comunicar.

Todos os cães foram abandonados e nenhum é treinado, o que faz com que frequentemente se tornem agressivos. Um deles é um lobo. Usborne garante que todos eles foram bem tratados e protegidos no processo das fotos.

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I Also Work At The Bank (Eu também trabalho no banco)

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I Love You (Eu Te Amo)

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You Look Great (Você Está Ótimo)

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Well Done (Bem Feito)

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It Was a Long Time Ago (Isso foi há muito tempo atrás)

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It’s Ok (Tudo Bem)

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I Agree (Eu Concordo)

Apesar da reflexão sobre a natureza humana, a série é também sobre as dores e necessidades ocultas dos animais, muitas vezes silenciadas pelos humanos.

todas as imagens @ Martin Usborne