Fotos de 20 animais da Amazônia

Devido a maior dificuldade em obter alimento na floresta, a onça-pintada (Panthera onca) na Amazônia é menor do que no Pantanal. O felino possui um papel importante no ecossistema: seleciona naturalmente as presas mais fáceis de serem abatidas (em geral indivíduos inexperientes, doentes ou mais velhos). Isso pode resultar como benefício para a própria população de presas. Porém, fazendeiros abatem esses predadores para proteger seus rebanhos. O desmatamento e a fragmentação do habitat são outras ameaças que contribuem para a diminuição da população da espécie.

A Amazônia é a maior área contínua de floresta tropical da Terra e serve como um dos últimos refúgios da vida selvagem. As estimativas do número total de espécies variam entre 800 mil e 30 milhões. Nenhum outro lugar do mundo chega a esse patamar. Essa grande biodiversidade está sujeita a variações climáticas e deve se adaptar a dois períodos bem definidos para sobreviver.

Durante a seca (maio a setembro) algumas árvores perdem as folhas para economizar água mostrando os macacos-aranhas que lutam para buscar frutos. O nível dos rios baixa expondo os barrancos onde o saí-andorinha irá construir seu ninho. Borboletas aproveitam os bancos de areia para pegar nutrientes necessários para a reprodução. A anta, desesperada por água, procura pequenas poças dentro da mata. Se não consegue encontrar nada, se arrisca na beira do rio, onde a onça-pintada está a espreita. É uma época de sofrimento para os animais.

Mas quando tudo parece que vai arder em chamas, chega a temporada das chuvas (outubro a abril) trazendo a água tão essencial para a vida. É a época das frutas: figo, caju, jaca, manga, açaí, ingá, mescla, cacau, cupuaçu… As saíras, tucanos, araras e macacos se fartam de tanta comida. Dentro da mata, os sapos venenosos tentam achar parceiros para acasalar enquanto as cobras procuram por lugares mais elevados para fugir da água que começa a inundar a floresta. É então que as borboletas surgem novamente, anunciando o final das chuvas e o recomeço de um novo ciclo na Amazônia.veja a baixo.

 Arara-canindé (<em>Ara ararauna</em>)

Arara-canindé (foto), araracanga, arara-vermelha, maracanã-guaçu, maracanã-do-buriti… a família das araras está muito bem representada na Amazônia. Elas simbolizam a união perfeita: após formarem um casal permanecem unidas até que a morte as separe. Caso isso ocorra, o parceiro solitário pode até morrer de depressão

 Mariposa-atlas (<em>Rothschildia sp</em>)

A mariposa-atlas (Rothschildia sp) pode chegar a quase 30 centímetros e é atraída pela luz. Na Amazônia, uma das atrações é sair para observar as janelas dos quartos durante a noite à procura de insetos.

 Jararaca cinza (<em>Bothriopsis taeniata</em>)

Pouco se sabe sobre a história natural da jararaca-cinza (Bothriopsis taeniata). Acreditava-se que essa cobra tinha hábitos arborícolas (de viver nas árvores), mas os casos de acidentes reportados, todos com picadas em membros inferiores, sugerem que a serpente passe grande parte de sua vida no chão da floresta amazônica

 Borboletas

Borboletas aproveitam as praias formadas nas margens dos rios, durante a temporada de seca na Amazônia, para pegar minerais necessários à reprodução. Várias espécies podem ser observadas no mesmo local

 Sapinho Venenoso (<em>Adelphobates galactonotus</em>)

A família dos sapos venenosos (Dendrobatídeos) é uma atração na Amazônia. Suas cores vibrantes anunciam que, apesar de pequenos, são perigosos. Algumas tribos utilizam o veneno desses anfíbios na ponta de suas flechas para caçar.

 Garça-real (<em>Pilherodius pileatus</em>)

Com um bico azul, e penas delicadas que saem da base da nuca, a garça-real (Pilherodius pileatus) é uma das mais belas aves encontradas nas margens dos rios da Amazônia. Pode pescar peixes, mas sua preferência são os insetos que ficam perambulando próximos à água.

 NG - Cobra-cigarra ou jequitiranaboia (Fulgora sp.)

Cobra-cigarra ou jequitiranaboia (Fulgora sp.) é um inseto cercado de lendas e mitos. Na Costa Rica existe a crença de que se uma pessoa jovem for ferroada pelo inseto, ela deve ter relações sexuais em menos de 24 horas ou morrerá. No Brasil acredita-se que o animal possui um veneno capaz de levar homens adultos à morte. Na verdade a cobra-cigarra não é tão terrível assim, pois não envenena o homem. Ela se alimenta exclusivamente de seiva, que coleta das árvores com um longo e afiado apêndice bucal (que pode ser confundido com um ferrão capaz de inocular veneno). Existem casos em que substâncias tóxicas de plantas foram armazenadas em animais, o que os tornou venenosos. Porém, até hoje, não há nenhum caso registrado de morte de humanos causada por cobra-cigarra no Brasil.

 Pavãzinho-do-Pará (<em>Eurypyga helias</em>)

Apesar do nome, o pavãozinho-do-Pará (Eurypyga helias) é encontrado em outras regiões da Amazônia. Gosta de procurar por insetos nas margens dos rios durante a temporada de seca.

 Saí-andorinha (<em>Tersina viridis</em>)

Alguns representantes da família das saíras possuem cores tão vibrantes que parecem que foram pintados por alguém. O saí-andorinha (Tersina viridis), com um azul quase fosforescente, pode ser encontrado nas margens dos rios da Amazônia.

 Araçari-castanho (<em>Pteroglossus castanotis</em>)

Araçari-castanho (Pteroglossus castanotis) faz parte da família dos tucanos. Pouca gente sabe, mas essas aves são predadores de ovos e filhotes de passarinhos. Apesar disso, são grandes dispersores de sementes e plantam as árvores frutíferas que produzem o alimento dos mesmos passarinhos que tiveram seus ninhos assaltados.

 Ariranha (<em>Pteronura brasiliensis</em>)

Ariranhas (Pteronura brasiliensis) buscam peixes nos rios em bandos de até 12 indivíduos. Os adolescentes ajudam no cuidado dos mais novos até terem idade para formar um novo bando. No entanto, a pesca predatória vem reduzindo o número de suas presas. A caça ilegal por sua pele econtaminação por mercúrio proveniente da mineração são outras ameaças que colocam a espécie na categoria ameaçada segundo a IUCN (União Internacional para a Conservação da Natureza, na sigla em inglês).

 Jacaretinga (<em>Caiman crocodilus</em>)

O jacaretinga (Caiman crocodilus) é encontrado na Amazônia. Quando pequenos se alimentam de insetos, sapos e outros animais menores. Na vida adulta mudam sua dieta, e passam a comer basicamente peixes. Possuem uma maneira preguiçosa de pescar: abrem a boca contra a correnteza e esperam um peixe cair goela abaixo.

 Larvas de borboleta

Poucos insetos no planeta exercem um fascínio tão grande nas pessoas. Após saírem do ovo as lagartas se alimentam vorazmente. Muitas comem folhas tóxicas, guardam as toxinas em seus corpos e mostram que são perigosas com cores vibrantes. Essa fome é justificável porque o inseto passará por uma metamorfose dentro de um pupa para se transformar em uma borboleta. A diversidade da Amazônia é tão grande que atrai turistas interessados em fazerbutterfly watching (observação de borboletas).

 Harpia (<em>Harpia harpyja</em>)

Com 2 metros de envergadura e garras do mesmo tamanho das de um urso-pardo a harpia, também conhecida como gavião-real, é considerada a ave de rapina mais poderosa do mundo. Mesmo com seu tamanho avantajado voa habilmente pelo dossel da floresta amazônica em busca de presas. Quando fecha suas garras pode exercer até 50 kg de força, esmagando ossos de preguiças, macacos e aves de médio porte. Apesar de ser relativamente comum na Amazônia brasileira, o desmatamento e o confronto com os seres humanos são ameaças constantes e vêm diminuindo a população da espécie.

 Anta (<em>Tapirus terrestris</em>)

A anta (Tapirus terrestris), o maior mamífero da América do Sul, era encontrada em todo Brasil, mas hoje está extinta na Caatinga. É uma excelente nadadora e mergulha imediatamente quando se sente ameaçada. Na Amazônia, visita saleiros naturais para conseguir os nutrientes que não obtém em sua dieta de folhas e frutos. Os caçadores ilegais sabem disso, e esperam o animal de tocaia. Quando a anta entra no saleiro, é abatida com um tiro. Odesmatamento, fragmentação do habitat e competição com animais domésticos são outros problemas que colocam a espécie como ameaçadasegundo a IUCN (União Internacional para a Conservação da Natureza, na sigla em inglês).

 Surucucu (<em>Lachesis muta</em>)

A surucucu (Lachesis muta) é a cobra mais temida na Amazônia. Pode atingir 4,5 metros de comprimento e é a maior víbora das Américas. O padrão marrom amarelado cortado por diamantes negros é uma excelente camuflagem para essa cobra, que fica no chão da floresta onde há folhas secas iluminadas por pequenos fachos de luz douradas. Com o desmatamento, encontros com pessoas se tornam cada vez mais frequentes, levando à morte do animal. A surucucu é considerada espécie vulnerável segundo a IUCN (União Internacional para a Conservação da Natureza, na sigla em inglês).

 Coró-coró (Mesembrinibis cayennensis)

A ave de penas verdes brilhantes possui um som característico que é responsável pelo seu nome: Coró-coró (Mesembrinibis cayennensis). É comum nas beiras dos rios da Amazônia, onde procura por invertebrados e plantas aquáticas.

 Sucuri (<em>Eunectes murinus</em>)

A sucuri (Eunectes murinus) pode chegar a 250 quilos e é a cobra mais pesada da Terra. Na Amazônia prefere ficar próxima a água, de onde espreita animais que se aproximam para matar a sede. Seu tamanho avantajado possibilita capturar presas enormes. Até a anta, o maior mamífero da América do Sul, pode fazer parte do seu cardápio.

 Macaco-aranha-de-cara-branca (<em>Ateles marginatus</em>)

O macaco-aranha-de-cara-branca (Ateles marginatus) enfrenta o desmatamento na Amazônia, especialmente no norte do Mato Grosso, na região do arco do desmatamento, onde grandes áreas estão sendo estabelecidas para a plantação de soja. Seu habitat é cortado por grandes estradas, como a Transamazônica, isolando populações da espécie. Segundo a IUCN (União Internacional para a Conservação da Natureza, na sigla em inglês) a espécie está criticamente ameaçada.

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