Fotos de 20 animais do Pantanal

O Pantanal é um excelente lugar para a observação de animais. Suas planícies oferecem um ótimo campo de visão para procurar por mamíferos e aves que devem enfrentar o regime das águas se quiserem sobreviver.

Durante a estação da seca (abril a setembro) a água começa a deixar a planície, mas fica aprisionada em depressões formando lagos, aqui chamados de baías, onde as capivaras se concentram. O tamanduá-bandeira sai em busca de formigas e cupins ao som de araras-azuis que gritam para chamar o parceiro. Os quatis se aventuram fora das florestas para beber água enquanto a onça-pintada espreita à espera de uma presa desavisada.

Quando as chuvas começam, trazendo a estação da cheia (outubro a março). Tudo volta a ser verde novamente, as plantas passam a produzir frutos que farão parte do cardápio do tucano-toco e o joão-pinto aproveita a época de fartura para alimentar seus filhotes. A planície, antes ocupada por lobinhos eseriemas, é inundada e passa a ser habitada pela marreca-cabocla, que cuida para que seus bebês não virem comida de jacaré. Os bugios permanecem nas matas, mas outros mamíferos procuram terras mais elevadas e deixam o Pantanal.Veja a baixo.

 Arara-azul: ameaçado

A arara-azul (Anodorhynchus hyacinthinus) sofre com o desmatamento, a falta de cavidades para reprodução, com a coleta de ovos e filhotes para tráfico e com a caça para a fabricação de artefatos para serem vendidos aos turistas. Porém, graças aos esforços do  Projeto Arara-Azul, a espécie segue aumentando no Pantanal e saiu da Lista de Espécies da Fauna Brasileira Ameaçadas de Extinção em 2014.

 Onça-pintada no Pantanal Sul, Mato Grosso do Sul

Devido a maior facilidade de achar alimento, a onça-pintada (Panthera onca) do  Pantanal é maior do que a da Amazônia. O felino possui um papel importante no ecossistema: seleciona naturalmente as presas mais fáceis de serem abatidas (em geral indivíduos inexperientes, doentes ou mais velhos). Isso pode resultar como benefício para a própria população de presas. Porém, fazendeiros abatem esses predadores para proteger seus rebanhos. O desmatamento e a fragmentação do habitat são outras ameaças que contribuem para a diminuição da população No Pantanal, o Projeto Onçafari tenta salvar a espécie através do ecoturismo, mostrando que a onça pode ter mais valor se permanecer viva.

 Tucano-toco no Pantanal Sul, Mato Grosso do Sul

O tucano-toco (Ramphastos toco) tem um bico longo e inconfundível. É o maior predador de ovos e filhotes de aves do Pantanal. Durante a temporada de reprodução (setembro a novembro) é comum ver pequenos pássaros perseguindo e bicando tucanos, na tentativa de proteger seus ninhos. Apesar disso, os predadores são grandes dispersores de sementes e plantam as árvores frutíferas que produzem o alimento dos mesmos passarinhos que tiveram seus ninhos assaltados.

 Jacarés no Pantanal Sul, Mato Grosso do Sul

Durante a estação da seca, os jacarés-do-Pantanal (Caiman yacare) passam a ficar concentrados em baías que vão diminuindo a cada dia. Quando a água acaba eles podem ficar enterrados na lama, esperando pelas próximas chuvas, dali a três meses. Muitos morrem nessa época, mas os que sobrevivem podem aproveitar a fartura de peixes trazida com a água dos rios que inundam a planície durante a cheia.

 Jaguatirica no Pantanal Sul, Mato Grosso do Sul

A jaguatirica (Leopardus pardalis) é um felino generalista. Pode ser encontrada em planícies alagáveis – como o Pantanal, em densas florestas – como aAmazônia, ou ambientes mais secos, como o Cerrado. Em sua dieta estão pequenos mamíferos, répteis, anfíbios e peixes. Apesar de não estar ameaçada de extinção, são caçadas por sua pele e compradas como animais de estimação. O desmatamento é outro fator que contribui para o declínio da população da espécie.

 Lobinho no Pantanal Sul, Mato Grosso do Sul

O lobinho, também conhecido como cachorro-do-mato, é um mamífero comum no Pantanal. Podem ser encontrados aos pares, vagando pelos campos a procura de frutas e pequenos animais.

 Bugio no Pantanal Sul, Mato Grosso do Sul

Os bugios (Alouatta caraya) são conhecidos pelo chamado grave, que pode ser ouvido a quilômetros de distância. A espécie encontrada no Pantanalpossui diferença entre os sexos: o macho é preto e a fêmea dourada. Quando um filhote do sexo masculino nasce, ele tem a coloração dourada e permanece agarrado à mãe, onde fica camuflado e fora de perigo. Quando começa a ficar independente e consegue se defender sozinho, adquire a coloração preta.

 Galo-da-campina no Pantanal Sul, Mato Grosso do Sul

Aves muito comuns no Pantanal, os galos-da-campina (Paroaria coronata) estão sempre em grupos, normalmente associados com os cardeais (Paroaria capitata), enquanto procuram por comida.

 Anus-brancos no Pantanal Sul, Mato Grosso do Sul

Durante as chuvas no Pantanal, os anus-brancos (Guira guira) ficam expostos ao frio. Quando as gotas começam a cair, eles escolhem um galho horizontal e se arranjam, um ao lado do outro, para ficarem quentinhos.

 Quati no Pantanal Sul, Mato Grosso do Sul

Os quatis (Nasua nasua) vivem em bandos. Quando se aventuram nos campos abertos do Pantanal deixam a cauda levantada. Assim, cada indivíduo sabe onde estão seus companheiros e o grupo permanece unido.

 Tuiuiú no ninho, Pantanal Sul, Mato Grosso do Sul

Ave símbolo do Pantanal, o Tuiuiú (Jabiru mycteria) tem uma envergadura de dois metros e meio. É uma cegonha que cuida muito bem dos filhotes. Enquanto um dos pais está procurando alimento para o resto da família, o outro fica no ninho cuidando da próxima geração.

 Seriema no Pantanal Sul, Mato Grosso do Sul

A seriema (Cariama cristata) parece que está maquiada, pronta para sair pra paquerar: bico vermelho, anel azulado nos olhos e uma crista que se parece com cílios bem longos. A descrição pode parecer brega, mas é uma ave muito bonita. Endêmica da América do Sul, é muito desejada por observadores de aves estrangeiros que visitam o Pantanal.

 Tamanduá-bandeira com filhote, Pantanal Sul (MS)

O tamanduá-bandeira recebeu seu nome devido ao seu grande rabo, que lembra uma bandeira. Quando vai dormir, o bicho o usa como um cobertor. O filhote é carregado nas costas da mãe, onde fica protegido dos predadores. A estação da seca, entre julho e setembro, é a melhor época para se observar mamíferos no Pantanal.

 Cervo-do-Pantanal no Pantanal Sul, Mato Grosso do Sul

Maior espécie de cervídeo da América do Sul, o cervo-do-Pantanal (Blastocerus dichotomus) vive em áreas alagadas com até meio metro de profundidade. Possui um casco característico, com membranas interdigitais que é muito útil para distribuir o peso do animal sobre o solo lamacento e ainda ajuda na natação.

 Capivara no Pantanal Sul, Mato Grosso do Sul

O maior roedor do mundo é muito comum no Pantanal. As capivaras (Hydrochoerus hydrochaeris) vivem em grupos liderados por um macho dominante (foto). Ele esfrega sua glândula sebácea (localizada entre o nariz e os olhos) na vegetação para deixar claro que aquele território é propriedade dele.

 Verão no Pantanal Sul, Mato Grosso do Sul

O que é um ponto vermelho no meio do Pantanal? É o verão (Pyrocephalus rubinus), também conhecido como príncipe. Os machos em plumagem de reprodução adquirem uma coloração vermelha brilhante inconfundível, que pode ser avistada de longe.

 Fábio-paschoal---João-pinto-2

O joão-pinto expulsa passarinhos menores de seus ninhos para criar seus filhotes. É impressionante como uma ave tão laranja pode sobreviver em meio ao verde de uma floresta de cordilheira no Pantanal.

 Príncipes-negros no Pantanal Sul, Mato Grosso do Sul

No final da cheia no Pantanal as plantas aquáticas deixam suas sementes, que irão permanecer no solo durante a seca, esperando as próximas chuvas para germinarem. Os príncipes-negros (Nandayus nenday) se aproveitam disso e chegam aos bandos para fazer um lanchinho.

 Sucuri-amarela no Pantanal Sul, Mato Grosso do Sul

A sucuri-amarela (Eunectes notaeus) do Pantanal não é tão grande quanto à sucuri-verde (Eunectes murinus) da Amazônia, mas, com 4 metros de puro músculo, ela pode impressionar. São animais muito difíceis de serem observados, pois permanecem sob a superfície d’água, somente com os olhos e as narinas de fora, esperando por uma possível presa. Normalmente são avistadas quando estão cruzando a estrada em busca de uma outra baía para caçar.

 Marreca-cabocla no Pantanal Sul, Mato Grosso do Sul

Com a chegada das chuvas o Pantanal é inundado e os campos, agora alagados, passam a ser habitados por patos, como a marreca-cabocla(Dendrocygna autumnalis), que aproveitam a época de fartura para ter seus filhotes.Via

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