Sheikha rompe tabus do Oriente Médio com estilo lacrador

Quando falamos de Oriente Médio é muito importante lembrarmos que a região por questões culturais e religiosa acaba alimentando hábitos machistas que passam de geração a geração. Mas ainda assim é muito gratificante quando sabemos que cada vez mais mulheres empoderadas surgem em cena. Conheça mais uma delas agora!

Sheikha Mozah, uma das três mulheres do ex-emir (descendente de Maomé, título de nobreza equivalente a príncipe) do Qatar. Ela tem 56 anos e já é considerada exemplo na luta pelos direitos humanos. Dizem que ela é uma espécie de Claire Underwood (no bom sentido) do House of Cards, ou seja, uma mulher que mesmo não estando à frente de cargos políticos exerce um papel de influenciadora dentro das políticas públicas do país.
Hoje o atual emir do país é seu filho Tamim bin Hammad Al-Thani, que governa todo o Qatar e é o monarca mais jovem do mundo. No entanto, hoje sabe-se que a modernização do Qatar e os avanços em relação ao mundo ocidental existem graças a atuação de Sheikha na política.
Atualmente exerce o cargo de embaixadora especial da Unesco e ajuda a desenvolver a educação em nível médio e superior. Graduada em sociologia ela viaja o mundo e fecha negócios nacionais, contrariando a lógica e a realidade das mulheres de sua região, além de ter uma conta no Instagram idolatrada pelos fashionistas por seus modelitos inspiradores.
Ela também criou a Fundação Árabe Democrática (ADF), cujo objetivo é o fortalecimento dos meios de comunicação livres e das bases da sociedade civil. E também Fundação Education City, com ações sociais voltada para a educação infantil.
Com todos esses atributos não tem como não se apaixonar pelas ações de uma mulher como essa. Mãe de sete filhos, ela é um exemplo de as mulheres estão conquistando cada vez mais o seu espaço entre a desigualdade de gêneros.

380305-650-1457950882-72 
380105-650-1457950882-36 
380005-650-1457950882-48 
379955-650-1457950882-43 
379755-650-1457950882-20 
379705-650-1457950882-00001 
379655-650-1457950882-0000 
379455-650-1457950882-19 
379255-650-1457950882-tumblr_npc8ase8sK1rwuuo0o1_1280 
379105-650-1457950882-GettyImages-108409774 
379055-650-1457950882-GettyImages-110839930 
379005-650-1457950882-57 
378955-650-1457950882-60 
378405-650-1457950882-aa 
378355-650-1457950882-a 
378255-650-1457950882-75 
378155-650-1457950882-78
Fotos: Via Forbes, Getty Images, Reuters e reprodução Pinterest
Fotos: Via Forbes, Getty Images, Reuters e reprodução Pinterest

Portfólio Ricardo Martins: Jalapão, história e cultura

De desertos a florestas tropicais. O fotógrafo Ricardo Martins, autor do livro A Riqueza de um Vale(premiado na categoria fotografia no 54° Prêmio Jabuti 2012) percorreu 5 mil quilômetros em 45 dias para documentar quatro unidades de conservação do último estado formado no Brasil. O resultado pode ser encontrado no livro Jalapão, história e cultura – unidades de conservação do estado do Tocantins.

“O projeto original era apenas o Parque Estadual do Jalapão, mas, chegando em Palmas, em minha primeira reunião com os coordenadores do Naturatins (órgão responsável pelas Unidades de Conservação do Tocantins), fui apresentado para outras três unidades, cada uma com uma beleza peculiar”, diz Ricardo. A partir daí a ideia do fotógrafo mudou e ele decidiu registrar outros parques da região.

A viagem começou em maio de 2012 no Parque Estadual do Lajeado, no município de Palmas. Lá, as cavernas abrigaram povos pré-históricos que deixaram pinturas rupestres nas paredes de pedra há 10 mil anos atrás. O estilo foi adotado pela comunidade local, que produz artesanato com os mesmos temas retratados pelos primeiros habitantes do lugar.

A segunda parada foi no Parque Estadual do Jalapão, na bacia do São Francisco. A região árida, repleta de dunas, é cortada por rios, riachos e ribeirões de água límpida e transparente que garantem a sobrevivência de animais e plantas. A reserva abriga a comunidade Mumbuca, conhecida pelo trabalho artesanal com o capim dourado.

Ricardo foi depois ao Monumento Natural das Árvores Fossilizadas, também chamado de Parque das Árvores Petrificadas, na bacia do Parnaíba. O lugar abrigou uma floresta há milhões de anos. Hoje alguns exemplares fossilizados são testemunhas daquela época.

A última parte da jornada aconteceu no Parque Estadual do Cantão, uma área de Floresta Amazônica situada no centro-oeste do Tocantins. É uma região de convergência de grandes rios – como o Araguaia, o Javaés e o Coco – habitada por tribos das nações indígenas Carajá e Javaé.

 NG - Dunas do Jalapão, Parque Estadual do Jalapão 
Dunas do Jalapão, Parque Estadual do Jalapão.
 NG - Rio Balsas, Estação Serra Ecológica do Tocantins 
Rio Balsas, Estação Serra Ecológica do Tocantins.
 NG - Crianças da Comunidade Mumbuca, Mateiros, Parque Estadual do Jalapão 
Crianças da Comunidade Mumbuca, Mateiros, Parque Estadual do Jalapão.
 NG - Arara-canindé (Ara ararauna) 
Arara-canindé (Ara ararauna)
 NG - Dunas do Jalapão, Parque Estadual do Jalapão 
Dunas do Jalapão, Parque Estadual do Jalapão
 NG - Futebol na Comunidade Mumbuca, Mateiros Parque Estadual do Jalapão 
Futebol na Comunidade Mumbuca, Mateiros, Parque Estadual do Jalapão.
 Pedra Furada. Ponte Alta do Tocantins 
Pedra Furada. Ponte Alta do Tocantins.
 NG - As cores do Jalapão 
As cores do Jalapão.
 NG - Monumento Natural das Árvores Fossilizadas do Estado do Tocantins 
Monumento Natural das Árvores Fossilizadas do Estado do Tocantins
 NG - Pinturas rupestres no Parque Estadual do Lajeado 
Pinturas rupestres no Parque Estadual do Lajeado.
 NG - Rio do Sono, Município de Novo Acordo 
Rio do Sono, Município de Novo Acordo.
 NG - Dona Miúda. Matriarca da Comunidade Mumbuca e precursora do artesanato de capim dourado 
Dona Miúda. Matriarca da Comunidade Mumbuca e precursora do artesanato de capim dourado
 NG - Cachoeira do Evilson, APA Serra do Lajeado 
Cachoeira do Evilson, APA Serra do Lajeado.
 NG - Serra do Espírito Santo, Parque Estadual do Jalapão 
Serra do Espírito Santo, Parque Estadual do Jalapão.
 NG - Cachoeira do Cavalo Caído, APA Serra do Lajeado 
Cachoeira do Cavalo Caído, APA Serra do Lajeado.
 NG - Produção de rapadura do Povoado do Prata, São Félix do Tocantins 
Produção de rapadura do Povoado do Prata, São Félix do Tocantins.
 NG - Dona Jovina. Romeira mais antiga e tocadora de tambor da Festa do Divino Espírito Santo 
Dona Jovina. Romeira mais antiga e tocadora de tambor da Festa do Divino Espírito Santo.
 NG - Comunidade Mumbuca, Mateiros, Parque Estadual do Jalapão 
Comunidade Mumbuca, Mateiros, Parque Estadual do Jalapão.
 NG - Parque Estadual do Jalapão 
Parque Estadual do Jalapão.
 NG - Dona Laurentina. Parteira da Comunidade Mumbuca, dedicou 36 anos de sua vida a este ofício 
Dona Laurentina. Parteira da Comunidade Mumbuca, dedicou 36 anos de sua vida a este ofício.
 NG - Cerrado do Parque Estadual do Lajeado 
Cerrado do Parque Estadual do Lajeado.
 NG - Pôr do Sol no rio Araguaia, Parque Estadual do Cantão 
Pôr do Sol no rio Araguaia, Parque Estadual do Cantão.

O livro foi lançado em 2012 e pode ser comprado pelo site de Ricardo Martins ou nas grandes livrarias do país.

NG - Foto do livro A Riqueza de Um Vale, obra de Ricardo Martins premiada na categoria fotografia no 54° Prêmio Jabuti 2012

Quatis. Imagem do livro A Riqueza de Um Vale, obra de Ricardo Martins premiada na categoria fotografia no 54° Prêmio Jabuti 2012 – Foto: Ricardo Martins

BIOGRAFIA

Natural de São José dos Campos, Ricardo Martins se formou em jornalismo. Há mais de 10 anos se dedica a fotografia de natureza.

Lançou seu primeiro livro, O Encanto das aves, em 2009. Sua obra seguinte, A Riqueza de um vale, foi premiada na categoria fotografia no 54° Prêmio Jabuti 2012. Jalapão, história e cultura é seu terceiro trabalho publicado.

Ricardo fundou a Fotografia Editoria KONGO e hoje trabalha na produção e execução de seus próprios projetos.

NG - Foto do primeiro livro de Ricardo Martins: O Encanto das Aves
Araçari-banana no primeiro livro de Ricardo Martins: O Encanto das Aves - Foto: Ricardo Martins viajeaqui

Se você está pensando em ir pra Cuba, precisa ver estas imagens

Após uma viagem fotográfica a Nova Iorque, nos Estados Unidos, os irmãos Dom e Liam escolheram Havana, em Cuba, como seu próximo destino. O que os dois não esperavam é que as duas semanas escolhidas por eles para conhecer o país fossem justamente a época em que o presidente dos Estados Unidos pisaria em solo cubano após 90 anos.

Graças a isso, as fotografias registradas por eles durante esse período retratam de maneira sutil as pequenas mudanças que vêm chegando ao país e a forma como elas afetam, positiva ou negativamente, a vida de seus cidadãos. “Os cubanos são extraordinários. Muitos vivem com pouco, mas são orgulhosos do que eles têm e em um mundo frequentemente hostil aos fotógrafos de rua, nós tivemos o privilégio de ser recebidos de uma maneira tão calorosa e aberta em suas vidas e até mesmo em suas casas“, contam eles no site York Places Studio.

Como não poderia deixar de ser, as fotos deixam qualquer um morrendo de vontade de fazer as malas e embarcar em uma viagem ao país. Espia só:

cuba1

cuba2

cuba3

cuba4

cuba6

cuba7

cuba8

cuba9

cuba10

cuba11

cuba12

cuba13

cuba14

cuba15

Todas as fotos © Dom e Liam

Este cão salvou a vida de um desconhecido durante sua ‘voltinha do xixi’

Que os cães são mais sensíveis que nós para perceber algumas coisas não deveria ser novidade, mas um animal do Arizona mostrou todo seu potencial para salvar a vida de um homem que estava perto de congelar até a morte.

Era o começo da manhã quando Izzy, um dos cachorros de John Paul Roccaforte o acordou querendo sair para fazer xixi. Marley, o outro amigo canino do homem, ouviu a agitação e também correu para fora. Além de fazer suas necessidades, ele ficou bastante agitado com alguma coisa na floresta.

640x364

Segundo John, “ele começou a correr que nem louco perto da cerca, latindo. Sei que ele é bem sensível, e eu sabia que ele devia ter um motivo.” Depois de procurar e não achar nada na escuridão, o dono se preparava para entrar em casa quando ouviu uma voz distante.

Era um aventureiro meio sem noção que estava só de camiseta em uma tempestade de neve. John chamou a polícia, que conseguiu chegar a tempo de salvar o homem. Segundo os oficiais, ele com certeza morreria de hipotermia se não fosse o aviso de Marley. Bom garoto!

maaarley

1528740_10202887387814078_499834334_n

Fotos: John Paul Roccaforte

O que podemos aprender com a forma como Cuba trata seus animais de rua

Não tem nada mais triste do que um cãozinho abandonado. No mundo inteiro, são 600 milhões de cães nesta situação, sem ter onde dormir ou o que comer. Isso é algo que realmente corta o coração, e um problema difícil de resolver para os governos, mas não para o de Cuba.

O país socialista, que sempre teve uma grande população de cachorros de rua, decidiu que deveria ajudá-los de alguma maneira. Foi determinado que as Instituições Públicas do Estado deveriam adotar esses cachorros, fornecendo atenção e cuidados médicos e, mais importante do que tudo, dignidade.

Desde aí, todos os cachorros que circulam nas ruas recebem uma carteirinha oficial do Governo com nome, foto, informações de saúde, como se estão vacinados ou não, e ainda o nome da instituição que os ajuda em caso de emergência (tem número de telefone em cada carteirinha).

Ah, e um aviso em alguns deles: ‘sou um cachorro de rua, não me maltrate‘.

CubaStreetDogs1

No Museu da Metalúrgica de Havana, por exemplo, há 5 cães sob responsabilidade: Vladimir, Canela, Carinoso, Aparicio e Leon. Durante o dia, você os encontra descansando na entrada do prédio e, à noite, eles saem para patrulhar a quadra juntamente com os guardas. Todos os cachorros são alimentados por funcionários do local, com doações que recebem de restaurantes. E muito bem alimentados, diga-se de passagem. Fígado, arroz e pedaços de carne fazem parte do cardápio.

Nora Garcia, Presidente da Associação Cubana de Proteção das Plantas e Animais, disse que a ideia surgiu após um guarda ser acordado com o latido de um cão de rua, que tentava avisar sobre um roubo de aparelhos de ar condicionado. “Fizemos uma cerimônia pública para o cachorro, que recebeu um prêmio por salvar os aparelhos.”, contou Nora.

CubaStreetDogs7

Já são 21 cachorros vivendo ou sendo cuidados por instituições estatais, incluindo um posto de gasolina do Partido Comunista, escritórios da União de Jornalistas de Cuba e uma oficina mecânica do Ministério da Saúde.

E não são só os bichinhos que foram beneficiados, não. Os guardas contaram que adotar os cães ajudou a aliviar o tédio em um lugar onde a criminalidade é muito baixa.

CubaStreetDogs6

CubaStreetDogs8

CubaStreetDogs5

CubaStreetDogs3

CubaStreetDogs4

CubaStreetDogs2

Dalia Garcia, zelador de um banheiro público, assumiu a responsabilidade por dois cachorrinhos. “Nada de ruim acontece com eles. Todo mundo cuida, ninguém os machuca. Eles não latem e não mordem ninguém.”, disse o zelador.

Todas as fotos © AP via Daily Mail