O que podemos aprender com a forma como Cuba trata seus animais de rua

Não tem nada mais triste do que um cãozinho abandonado. No mundo inteiro, são 600 milhões de cães nesta situação, sem ter onde dormir ou o que comer. Isso é algo que realmente corta o coração, e um problema difícil de resolver para os governos, mas não para o de Cuba.

O país socialista, que sempre teve uma grande população de cachorros de rua, decidiu que deveria ajudá-los de alguma maneira. Foi determinado que as Instituições Públicas do Estado deveriam adotar esses cachorros, fornecendo atenção e cuidados médicos e, mais importante do que tudo, dignidade.

Desde aí, todos os cachorros que circulam nas ruas recebem uma carteirinha oficial do Governo com nome, foto, informações de saúde, como se estão vacinados ou não, e ainda o nome da instituição que os ajuda em caso de emergência (tem número de telefone em cada carteirinha).

Ah, e um aviso em alguns deles: ‘sou um cachorro de rua, não me maltrate‘.

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No Museu da Metalúrgica de Havana, por exemplo, há 5 cães sob responsabilidade: Vladimir, Canela, Carinoso, Aparicio e Leon. Durante o dia, você os encontra descansando na entrada do prédio e, à noite, eles saem para patrulhar a quadra juntamente com os guardas. Todos os cachorros são alimentados por funcionários do local, com doações que recebem de restaurantes. E muito bem alimentados, diga-se de passagem. Fígado, arroz e pedaços de carne fazem parte do cardápio.

Nora Garcia, Presidente da Associação Cubana de Proteção das Plantas e Animais, disse que a ideia surgiu após um guarda ser acordado com o latido de um cão de rua, que tentava avisar sobre um roubo de aparelhos de ar condicionado. “Fizemos uma cerimônia pública para o cachorro, que recebeu um prêmio por salvar os aparelhos.”, contou Nora.

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Já são 21 cachorros vivendo ou sendo cuidados por instituições estatais, incluindo um posto de gasolina do Partido Comunista, escritórios da União de Jornalistas de Cuba e uma oficina mecânica do Ministério da Saúde.

E não são só os bichinhos que foram beneficiados, não. Os guardas contaram que adotar os cães ajudou a aliviar o tédio em um lugar onde a criminalidade é muito baixa.

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Dalia Garcia, zelador de um banheiro público, assumiu a responsabilidade por dois cachorrinhos. “Nada de ruim acontece com eles. Todo mundo cuida, ninguém os machuca. Eles não latem e não mordem ninguém.”, disse o zelador.

Todas as fotos © AP via Daily Mail

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