Fotos de animais pelo mundo

Dos temíveis dragão-de-komodo e tigre-de-bengala ao dócil kiwi, diversas nações tem os seus animais nacionais. Alguns são conhecidos internacionalmente, como os ursos-pandas na China ou o elefante-africano na Costa do Marfim. Já outros dividem o posto com diferentes animais, como é o caso do Coala na Austrália. 17 animais que poderiam ser símbolos nacionais de seus respectivos países.

 China: urso-panda

O urso-panda, um dos mamíferos mais ameaçados no mundo é o animal nacional da China. Não há como negar que ele é um dos animais mais simpáticos do mundo. Alimenta-se exclusivamente de bambu, que segura com uma espécie de polegar opositor, que lhe confere um aspecto quase humano.Confinado a pequenas florestas de bambu no centro-sul da China, o urso-panda corre sérios riscos de extinção. As melhores estimativas indicam uma população entre 1 000 e 2 000 indivíduos, de acordo com a IUCN (União Internacional para a Conservação da Natureza, na sigla em inglês). É um dos mamíferos mais ameaçados do planeta e virou um símbolo da luta pela conservação.

 Bolívia: alpaca, animal nacional da Bolívia

O animal nacional da Bolívia não é selvagem. Os cientistas acreditam que a alpaca é o resultado de séculos de cruzamentos selecionados pelo homem a partir de um animal selvagem (provavelmente a vicunha). Exclusivamente domésticos, os animais são criados nos Andes para a produção da fibra de alpaca, utilizada na confecção de tecidos e malhas.

 Bermudas: baleia-jubarte

As Ilhas Bermudas não têm um animal nacional oficial, mas a baleia-jubarte seria uma ótima candidata. A temida fama do Triângulo das Bermudas é desconhecida pela baleia-jubarte . Durante a primavera, grupos de jubarte migram para o norte em busca de alimento. No meio do caminho param na costa das Ilhas Bermudas para fazer uma boquinha antes de continuar.A baleia-jubarte explora o som ao máximo para organizar sua vida social. Durante a temporada de acasalamento, os machos produzem cantos melodiosos, que podem ser ouvidos a quilômetros de distância, na tentativa de seduzir uma possível companheira. Saltos acrobáticos fazem parte do repertório. Quando uma fêmea se aproxima, os concorrentes lutam entre si até que haja um vencedor.A caça diminuiu sensivelmente a população desses cetáceos. Porém, a partir de 1966, quando as jubarte passaram a ser protegidas contra a caça comercial, as populações começaram a se recuperar, e hoje não é mais considerada vulnerável pela IUCN (União Internacional para a Conservação da Natureza, na sigla em inglês). 

 Finlândia: urso-pardo

Ser grande ajuda o urso-pardo suportar as baixas temperaturas do inverno, porém a quantidade de alimento necessária para sobreviver é alta. Esse é o dilema enfrentado pelo urso-pardo, o animal nacional da Finlândia. Quando chega o inverno é difícil achar comida suficiente. Os ursos-pardos resolveram o problema tirando uma soneca. Acham uma caverna ou uma árvore oca e começam a hibernar. Assim, economizam energia e só acordam na primavera, quando as condições melhoram novamente. Atualmente a população de ursos-pardos é de mais de 200 mil indivíduos e o animal está na categoria pouco preocupante na lista vermelha da IUCN (União Internacional pela Conservação da Natureza na sigla em inglês). 

 Nova Zelândia: kiwi

O voo é uma atividade que demanda muita energia e as aves não irão viajar pelos céus se for seguro ficar pelo chão, especialmente em ilhas onde os ventos podem levar uma ave para o oceano aberto. Existe uma tendência para a perda da habilidade de voar em lugares isolados, com a ausência grandes predadores terrestres. Foi o que aconteceu com kiwi, ícone nacional da Nova Zelândia.No entanto, a introdução de animais domésticos, vem dizimando a população dessas pequeninas aves, que não têm como escapar. Aproximadamente 94% dos filhotes morrem antes de atingir a idade reprodutiva, metade deles são predados por furões e gatos. Normalmente ele é marrom e se camufla no chão da floresta. Filhotes brancos são facilmente detectados por predadores e não têm nenhuma chance de sobreviver na natureza. Hoje o Kiwi se encontra ameaçado de acordo com a lista vermelha da IUCN (União Internacional pela Conservação da Natureza na sigla em inglês) e sua população continua diminuindo.

 Austrália: coala

Além do canguru e o emu, animais nacionais da Austrália que encantam os visitantes, o país tem um terceiro símbolo: o coala. Semelhante a um urso pequeno, porém mais próximo da família do canguru, o coala é um bichinho preguiçoso. Passa a maior parte do tempo dormindo enquanto digere as folhas de eucalipto, que coleta nas matas do leste australianoOs filhotes nascem minúsculos, cegos e quase sem patas traseiras. Imediatamente começam a escalada para entrar na bolsa da barriga da mãe, onde vão completar seu desenvolvimento agarrados a uma das mamas.Apesar de não estar na lista vermelha da IUCN (União Internacional para a Conservação da Natureza, na sigla em inglês), a destruição, fragmentação e modificação do habitat estão diminuindo a população desses simpáticos animais. 

 Groenlândia: urso-polar

O urso-polar, animal nacional da Groenlândia, depende da camada de gelo marinho do Ártico para a sua sobrevivência. Durante o inverno os ursos polares caçam focas. Esperam pacientemente, próximos aos respiradouros. Quando a foca emerge para pegar fôlego acaba dando seu último suspiro.Porém, a mudança climática global vem afetando esses predadores de forma preocupante. O aumento na temperatura causa o derretimento acelerado da camada de gelo marítmo, fazendo com que os ursos tenham menos tempo para caçar. A população está diminuindo e hoje o urso-polar está ameaçado segundo a lista vermelha da IUCN (União Internacional pela Conservação da Natureza na sigla em inglês) e se tornou o grande símbolo na luta dos conservacionistas contra o aquecimento global.

 Estados Unidos: águia-americana

O símbolo dos Estados Unidos já esteve ameaçado. Durante os anos 60 houve um declínio na população da águia-americana causada possivelmente pelo uso do DDT (dicloro-difenil-tricloroetano), pesticida que se acumula na cadeia alimentar. A substância seria a responsável por afinar a casca do ovo, aumentando a taxa de mortalidade dos filhotes.Em 2004, a proibição quase total do DDT foi adotada mundialmente pela chamada Convenção sobre Poluentes Orgânicos Persistentes (POP). Hoje a águia-americana mostra sinais de recuperação e se encontra na categoria pouco preocupante na lista vermelha da IUCN (União Internacional pela Conservação da Natureza na sigla em inglês).

 Costa do Marfim:elefante-africano

O maior mamífero terrestre do mundo é o elefante-africano, animal nacional da Costa do Marfim. É um herbívoro generalista e muda sua dieta de acordo com as estações e o habitat em que se encontra. Folhas, troncos, frutas e arbustos estão no cardápio.Possui uma vasta gama de habitats. De densas florestas, passando por savanas, até desertos; De montanhas elevadas até as areias das praias. São 37 países diferentes na África. Porém, isso não significa que o elefante-africano se encontra em boas condições. A fragmentação do habitat e os caçadores que procuram o marfim para vender no mercado ilegal são a causa do elefante ser considerado vulnerável na lista vermelha da IUCN (União Internacional pela Conservação da Natureza na sigla em inglês). 

 Brasil: onça-pintada

Por lei o sabiá-laranjeira é um símbolo nacional do Brasil, mas a onça-pintada é um animal muito mais associado ao nosso país. Ela possui a mordida mais poderosa entre todos os felinos, capaz de quebrar cascos de tartarugas com facilidade. Sua tática de caça é única: crava os caninos na cabeça da presa quebrando o pescoço ou crânio da vítima.A onça possui um papel importante no ecossistema: seleciona naturalmente as presas mais fáceis de serem abatidas, em geral indivíduos inexperientes, doentes ou mais velhos. O que pode resultar como benefício para a própria população de presas. Porém, fazendeiros abatem esses predadores para proteger seus rebanhos. O desmatamento e a fragmentação do habitat são outras ameaças e colocam o felino como quase ameaçado na lista vermelha da IUCN (União Internacional para a Conservação da Natureza, na sigla em inglês).

 Madagascar: o lêmure-de-calda-anelada é o símbolo da fauna de Madagascar

A Ilha de Madagascar é a casa dos lêmures. Em nenhum outro lugar do planeta esses simpáticos primatas são encontrados. O mais conhecido deles é olêmure-de-cauda-anelada, que fica a maior parte do tempo no chão procurando alimento enquanto exibe sua calda anelada em posição vertical.O lêmure-de-cauda-anelada tem preferência por florestas de galeria que estão restritas ao sul da Ilha, e continuam a diminuir para a produção de carvão e a criação de pasto para o gado. É considerado quase ameaçado de acordo com a lista vermelha da IUCN (União Internacional pela Conservação da Natureza na sigla em inglês)

 Noruega: alce

A Noruega não tem um animal nacional, mas na falta de um, o alce pode ficar com o posto. O animal é encontrado no hemisfério norte, em uma ampla variedade de habitats. De campos abertos a montanhas, mas prefere áreas pantanosas. Na temporada de acasalamento, os machos exibem seus enormes chifres, que podem chegar a 6 pés (1,8 metro) de uma ponta a outra, e lutam para ganhar uma parceira. É uma espécie abundante e seus números continuam em expansão.

 Panamá: harpia. Foto tirada no Hotel Floresta Amazônica, Alta Floresta (MT)

Com 2 metros de envergadura e garras do mesmo tamanho das de um urso-pardo a harpia, ave nacional do Panamá, é considerada a ave de rapina mais poderosa do mundo. Mesmo com seu tamanho avantajado voa habilmente pelo dossel da floresta em busca de presas. Quando fecha suas garras pode exercer até 50 kg de força, esmagando ossos de preguiças, macacos e aves de médio porte.Apesar de ser relativamente comum no Brasil e no Peru, o desmatamento e o confronto com os seres humanos são ameaças constantes e vêm diminuindo a população dessa espécie, colocando-a como quase ameaçada na lista vermelha da IUCN (União Internacional pela Conservação da Natureza na sigla em inglês) .

 Indonésia: dragão-de-komodo

O dragão-de-komodo, maior lagarto da Terra, é o animal nacional da Indonésia. Ele come quase tudo. Carniça, lagartos menores, pequenos mamíferos e até búfalos. Dependem da camuflagem e da paciência para caçar: deitam e esperam um animal se aproximar. Quando a vítima chega perto, ele lança seus dentes afiados. Se a presa escapa não é por muito tempo. A saliva do dragão contém bactérias que terminarão o serviço para ele. A criatura ferida geralmente morre em até 24 horas, período em que o lagarto fica a espreita, esperando sua refeição.O dragão-de-komodo é encontrado em três ilhas na Indonésia, duas delas fazem parte do Parque Nacional de Komodo, que foi criado com a intenção de proteger os lagartos. No entanto, a caça ilegal, a ocupação humana e desastres naturais colocam a espécie na lista vermelha da IUCN (União Internacional pela Conservação da Natureza na sigla em inglês) como animal ameaçado. 

 Índia: tigre-de-bengala

O tigre-de-bengala é o animal nacional da Índia. Os tigres eram achados em grande parte da Ásia. Habitavam lugares tão diversificados (florestas tropicais, pântanos e savanas) que acabaram evoluindo em populações regionais com padrões e tamanhos distintos, a ponto de serem classificadas em subespécies diferentes. Hoje, a maioria está extinta. A perda de habitat, a caça de suas presas e o mercado negro chinês – que vende partes do corpo do felino – estão dizimando um dos predadores mais formidáveis do planeta.A estimativa é que existam apenas 2 500 tigres na natureza, o que coloca a espécie como ameaçada na lista vermelha da IUCN (União Internacional pela Conservação da Natureza na sigla em inglês) .

 Papua Nova-Guiné: aves-do-paraíso

Elas são extravagantes, adornadas com belas plumas que parecem acessórios de carnaval, coloridas de vermelho escarlate, amarelo ouro, azul anil e verde esmeralda. As aves-do-paraíso aparecem na bandeira da Papua Nova Guiné (Oceania) e são de tirar o fôlego. Como se a beleza física não bastasse, elas ainda dançam. Os machos estufam o peito, abrem as asas, mudam de forma, executam coreografias dignas de apresentação nos melhores teatros do mundo. Tudo isso para conquistar um novo amor. Tanta beleza atrai caçadores de tribos locais, que matam as aves para utilizar as penas como adorno para rituais, e colecionadores de aves, interessados em aumentar o álbum de figurinhas. Além disso, o desmatamento vem diminuindo a população de várias espécies, colocando algumas das aves-do-paraíso na lista vermelha da IUCN (União Internacional pela Conservação da Natureza na sigla em inglês) como ameaçadas.

 Peru: galo-da-serra

As aves-do-paraíso não são as únicas dançarinas coloridas. A América do Sul também tem seus representantes. O galo-da-serra, ave nacional honorária do Peru, tem arenas de apresentação, onde vários machos realizam performances para impressionar uma parceira.A população não é estimada, mas segundo os critérios da IUCN (União Internacional pela Conservação da Natureza na sigla em inglês) a espécie ocupa o status de pouco preocupante.

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