Cientistas descobrem o mais velho esperma fossilizado do planeta

O esperma tende a ser um material genético frágil e vida curta, porém, cientistas descobriram um fóssil de esperma de mais de 50 milhões de anos na Antártida. O material pertence, segundo os pesquisadores, a uma espécie de minhoca.

 Montagem mostra detalhes do esperma mais antigo do mundo, encontrado em um parque da Austrália Foto: Universidade da Nova Gales do Sul / AFP

(Foto/Reprodução: DEPARTMENT OF PALEOBIOLOGY/SWEDISH MUSEUM OF NATURAL HISTORY)

A descoberta “foi uma grande surpresa e quase puro acaso”, disse um dos autores do trabalho, Benjamin Bomfleur, do Museu Sueco de História Natural, em entrevista ao  Discovery News. “Quase”, porque ele e autor sênior da pesquisa, Stephen McLoughlin, haviam encontrado anteriormente outro item de super antigo – um protozoário minúsculo fossilizado – dentro do casulo de uma sanguessuga, também da Antártida.

Bomfleur explica também que minhocas, sanguessugas e seus familiares produzem casulos incrivelmente resistentes em que seus óvulos e espermatozóides são liberados. Neste caso, um microscópio eletrônico de varredura e alta ampliação, revelou que as células de um esperma tinham sido aprisionadas no material da parede casulo do verme antes de serem completamente fossilizadas.

Semelhante ao processo que aconteceu com insetos  e pedaços de plantas aprisionados em âmbar, o esperma e o seu material circundante mais tarde endureceram e se mantiveram  preservados ao longo de milhões de anos. Com base nos fósseis, foi possível perceber semelhanças entre o esperma de 50 milhões de anos e o de espécies atuais de vermes. Também através do material, cientistas acreditam agora, que a Antártica teria sido um lugar muito mais quente, com um clima semelhante ao encontrado hoje no sul do Chile.

O pesquisador acredita que os vermes pré-históricos podem ser uma mina de ouro para novas descobertas, e acrescenta: “A maioria, organismos unicelulares de corpo mole têm pouco ou nenhum registro fóssil. Esta descoberta oferece uma oportunidade para descobrir muito sobre a história evolutiva dos microrganismos para os quais nós temos poucos dados fósseis. “ topbiologia

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