Morreu na quarta-feira passada um verdadeiro herói. O inglês Sir Nicholas Winton foi o homem que, durante a Segunda Guerra, organizou o resgate de 669 crianças

Morreu na quarta-feira passada um verdadeiro herói. O inglês Sir Nicholas Winton foi o homem que, durante a Segunda Guerra, organizou o resgate de 669 crianças que seriam enviadas a campos de concentração nazistas.

Na época um corretor do mercado financeiro, Winton providenciou um total de oito trens para remover crianças judias da cidade de Praga, então ocupada pelo exército nazista. Ele morreu aos 106 anos, justamente na data em que, há 76 anos, o maior dos trens, com 241 crianças, deixou a capital da República Tcheca.

Em 1939, o inglês largou seu trabalho em Londres para ir a Praga salvar as crianças da morte quase certa. Os oito trens viajaram através de quatro países até o Reino Unido. Então, ele e seus parceiros de empreitada conseguiram convencer funcionários na fronteira a deixar as crianças entrarem no país, apesar da documentação incompleta.

Já em solo inglês, Sir Nicholas encontrou famílias para cuidar dos pequenos publicando anúncios em jornais.Durante décadas, não se falou sobre o heroísmo do ex-corretor de valores. Mas, desde que os detalhes de sua aventura circularam pela Europa, ele vem sendo comparado ao empresário Oskar Schindler, que também salvou centenas de judeus durante a Segunda Guerra e teve sua história contada pelo filme “A lista de Schindler”, de Steven Spielberg. Sir Nicholas recebeu o título de cavalheiro da Rainha Elizabeth em 2003.

Seu enteado Stephen Watson disse à imprensa que Winton morreu tranquilamente, enquanto dormia, no hospital onde estava internado.

EUA têm primeiro caso de bactéria resistente ao ‘último antibiótico’

Placas com a bactéria E. coli, em um laboratório da Alemanha – FABIAN BIMMER / REUTERS

WASHIGNTON — Os Estados Unidos registraram o primeiro caso de um paciente com uma superbactéria resistente ao antibiótico mais potente que a medicina conhece: a colistina. Considerada o último recurso, quando a pessoa tem uma infecção que não responde a outros antibióticos convencionais, essa droga existe desde 1949, e a resistência a ela foi identificada pela primeira vez em 2015, na China. Com isso, autoridades de saúde pública chegam a dizer que estamos “no fim da linha” na era dos antibióticos.

A bactéria foi encontrada na urina de uma mulher de 49 anos da Pensilvânia, que tinha infecção urinária. Pesquisadores d Departamento de Defesa dos EUA afirmam se tratar de uma infecção que envolve uma cepa da bactéria E. coli resistente à colistina, segundo um estudo publicado pela Sociedade Americana de Microbiologia.

Não é claro como essa resistência surgiu, uma vez que a paciente não viajou recentemente e a colistina não é amplamente usada nos EUA.

A grande preocupação dos cientistas e médicos é que a resistência à colistina se combine à resistência a outros tipos de antibióticos para formar infecções que não podem ser tratadas. O gene mcr-1, responsável por conferir resistência à colistina, pode se espalhar rapidamente entre as espécies, dizem os médicos.

— Quanto mais olhamos para resistência aos medicamentos, mais preocupado ficamos. — disse o diretor dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA, Thomas Frieden. — O armário de remédios está vazio para alguns pacientes. É o fim da estrada para os antibióticos se não agirmos com urgência.

Nasia Safdar, da Escola de Medicina e Saúde Pública da Universidade de Wisconsin, também se mostrou preocupada.

— É quase inevitável que mais casos virão à luz. É apenas uma questão de quão rapidamente as coisas se espalhar. Não seria um exagero dizer que estamos no final do tratamento antimicrobiano eficaz para bactérias resistentes a antibióticos — afirmou ela.

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Garota de 23 anos transforma o fim de seu relacionamento em uma marca de roupa inspiradora

Já diziam os poetas que nada mais inspirador do que um pé na bunda. E para Leah Kirsch a inspiração foi tanta que hoje ela pode até vesti-la. Conheça a Millioneiress, uma loja de roupas muito GIRL POWER.

Leah conta que a ideia surgiu justamente para empoderar mulheres que se encontravam na mesma situação que a dela. Feminista e amante do street wear, ela misturou suas paixões (e ex-paixões) para criar uma coleção de roupas e abrir sua marca com frases mais que necessárias como “because I can” (porque eu posso).
Olha só que mara:
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Todas as fotos: Divulgação

ONG coloca colares reflexivos em animais de rua para salvá-los de atropelamentos

Na Índia, existem aproximadamente 50 milhões de animais nas ruas, que vão desde cachorros até vacas e bois. Com um número alto como este, a chance de atropelamentos, principalmente em estradas. Pensando nisso, a People For Cattle In India (PFCI), uma ONG de defesa dos direitos dos animais, desenvolveu colares reflexivos para serem usados por estes bichinhos.

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A ideia é simples: colares feitos de material reflexivo 3M e tecido de nylon, fabricados a um custo de $2 para animais maiores, como vacas, e $1 para os cães, sendo usados ao redor do pescoço e fazendo com que eles sejam claramente vistos pelos motoristas, evitando assim os atropelamentos.

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O projeto ainda está em fase de teste, onde a ONG pretende distribuir colares para todos os 80 mil animais de rua da cidade de Chennai. Mas o maior desejo deles é conseguir viabilizá-lo para toda a Índia, e mundo afora, salvando assim a vida de milhares de animais de rua.

Todas as imagens © PFCI e via

10 RUAS VERDES INCRÍVEIS PARA SE CONHECER AO REDOR DO MUNDO

O mundo seria tão sem graça sem as belezas naturais, que mal dá pra pensar em turismo sem falar da natureza. 

Quem busca por uma sombrinha pode se deparar, por exemplo, com a rua Gonçalo de Carvalho, em Porto Alegre. Patrimônio ambiental do Estado, foi apelidada como “a rua mais bonita do mundo”, virou febre na internet e ponto turístico da cidade. A luta para preservar o túnel verde de mais de 100 árvores tipuana enormes prolonga há anos por moradores e simpatizantes, levando até para a Justiça um caso que envolvia a construção de um estacionamento e remoção de algumas árvores. O blog Amigos da Rua Gonçalo de Carvalho reúne toda a trajetória dos incansáveis protetores.

Outro caso é em Cumberland Street, em Washington DC, no Estados Unidos, que encanta por conta de vários Ginkgos amarelados, por conta do outono, com altura que pode chegar a mais de 100 metros. Muitos estudos apontam que este tipo de árvore não é adequado para grandes cidades por conta de seu tamanho, mas quem se importa? A vista faz os riscos valerem a pena.

Veja a lista:

1. Cumberland Street, Washington DC, EUA

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2. Jacarandás numa avenida em Grafton, Nova Gales do Sul, Austrália

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3. Colégio Franciscano em Gormanston, Irlanda

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4. Rua 053 (Hollywood North) Bonn, Alemanha

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 5. Rua em Estocolmo, Suécia

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6. Floresta Sagano Bamboo em Arashiyama, Kioto, Japão

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7. Viela em Molyvos, Lesvos, Grécia

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8. Túnel do Amor, na Ucrânia

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9. Rua Gonçalo de Carvalho, Porto Alegre, Brasil

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10. Rua em Spello, Umbria, Itália

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Fotos: StreetsofWashington (01); australiatms (02); Getty Images (03); flavorverse (04);  toptenz (05); Getty Images (06); lolzbook (07);huffingtonpost (08); demilked (09); ntv (10)

Menina de 11 anos cria campanha para reunir mil livros com protagonistas negras: e já conseguiu 4 mil!


A desigualdade racial se constrói não só nos gestos diretos de racismo ou na falta de oportunidades iguais, mas também nos discursos impostos indiretamente e na naturalidade com que a tratamos.

Se para uma criança branca é natural identificar-se com a maioria das princesas, príncipes, heróis e heroínas das histórias, o processo é inverso para uma criança negra – como se, para ela, não houvesse histórias com as quais ela possa diretamente se identificar.

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Foi diante dessa angústia que Marley Dias, uma menina negra de 11 anos, moradora de Nova Jersey, nos EUA, teve uma ideia para tentar ao menos um pouco reverter esse ciclo: reunir uma pequena biblioteca com mil livros em que a protagonista seja negra.

Eu estava frustrada desde a quinta série porque nunca lia livros com personagens com que eu pudesse me conectar”, contou Marley, em entrevista para o Huffington Post. Por isso ela começou a campanha #1000BlackGirlBooks (1000 livros de garotas negras), em novembro passado.

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Eu sou importante porque trabalho com outras garotas para garantir que suas histórias e vozes sejam ouvidas através da minha campanha 1000 livros de garotas negras. Porque sou negra e sou uma garota. Histórias negras são sobre vidas negras e vidas negras importam”.

E a campanha, realizada em parceria com a Fundação Grass Roots, da mãe de Marley, já ultrapassou em muito sua meta original, contando hoje com 4000 livros catalogados. 700 desses livros já estão disponíveis no site.

 

O sonho de Marley é crescer para se transformar em uma editora de revistas, e escrever pelo menos um livro para que garotas como ela possam se conectar. Elas continuam a receber livros, que são doados para escolas nos Estados Unidos e na Jamaica, onde Marley nasceu.

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Todas as fotos © Instagram/Divulgação

A inusitada floricultura de Buenos Aires que tem um bar premiado escondido no porão

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Buenos Aires é uma cidade super cool e descolada, isso não é segredo pra ninguém. Famosa por seus bons bares e restaurantes, lojas moderninhas e cafés super fofos, não é difícil você se deparar com um lugar inusitado.

É o que acontece quando você passa pelo bairro Retiro, reduto do antigo porto que recebia os imigrantes europeus no século 19. Essa, aliás, foi uma das inspirações para Renato Giovannonni, ou Tato, um dos bartenders mais premiados da capital portenha e também sócio da Floreria Atlântico, um incrível bar disfarçado de floricultura.

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Ao passar pela Rua Arroios, você nem imagina que a bonitinha floricultura e também loja de vinhos e discos de vinil esconde um bar pra lá de legal no porão. Ao passar pela porta de ferro e descer os degraus, o bar tem um ar de inacabado que dá a impressão de você estar entrando em um convés de um navio atracado e cheio de umidade, com direito a teto infiltrado e paredes recheadas de desenhos de monstros do mar, feitos de carvão.

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Inspirado pelo clima do bairro, ele conta que queria reproduzir um pouco da vida dos marinheiros, sempre tão presentes por ali. Aos imigrantes, a homenagem veio em forma de drinks. Para cada país, uma seleção exclusiva, sendo possível provar desde drinks italianos, espanhóis, franceses, ingleses e até mesmo poloneses. Já a ideia de esconder o bar dentro da floricultura começou como uma brincadeira, com o objetivo de tornar o local mais simpático para quem passasse pela rua. E acabou dando certo!

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Os pratos também são outro ponto forte da Floreria, sendo possível provar desde opções com frutos do mar, como um delicioso polvo com limão e azeitonas pretas, até pratos tradicionais argentinos, como um suculento ojo de bife com chimichurri.

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Apesar de contar com algumas mesas super charmosas que têm sua própria iluminação, a estrela mesmo do lugar é um enorme balcão de 18 metros, que atravessa o bar de ponta a ponta e é disputadíssimo. Se estiver pensando em ir, vale a pena garantir sua reserva antecipadamente.

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Esse pedacinho escondido em Buenos Aires foi eleito um dos 50 melhores bares do mundo e o melhor bar da América Latina.

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E com certeza é um daqueles lugares que faz você pensar: posso voltar amanhã?!

Todas as fotos © Reprodução Facebook Floreria Atlântico e Aires de Bares