Mamífero venenoso pode ter vivido com os dinossauros

 
Uma criatura do tamanho de um grande musaranho pode ter vivido na época em que o asteroide que matou os dinossauros atingiu a Terra milhões de anos atrás – e sobrevivido à catástrofe.
Os cientistas descobriram que o Hispaniolan solenodon, um mamífero venenoso que vive na República Dominicana e no Haiti, se diferenciou de todos os outros mamíferos 78 milhões de anos atrás, muito antes dos maiores dinossauros da Terra morrerem, de acordo com uma nova pesquisa publicada na revista Mitochondrial DNA.
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“É impressionante que eles tenham sobrevivido todo esse tempo”, diz Adam Brandt, pesquisador de pós-doutorado na Universidade de Illinois, nos EUA. “Eles sobreviveram ao asteroide, depois sobreviveram à colonização humana e aos ratos e camundongos que os seres humanos trouxeram consigo, que acabaram com os parentes mais próximos deste mamífero”.
Pesquisadores da Universidade de Illinois e da Universidade de Porto Rico fizeram a descoberta após a sequenciação com sucesso do DNA mitocondrial do animal, completando uma parte que faltava na árvore da vida.
O DNA mitocondrial é importante porque é passado das mães para seus bebês sem alterações. Ele cria uma árvore genética que ajuda os cientistas a rastrear as origens das criaturas.
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Não foi fácil obter esta informação. Uma vez que solenodons são animais em perigo de extinção, os cientistas tiveram de colaborar com investigadores internacionais para rastrear as criaturas e testar seu DNA.

Os resultados correlacionam-se com algumas teorias sobre como este roedor avermelhado acabou chamando a ilha de Hispaniola, a cerca de 1.400 quilômetros da Flórida, de casa. Alguns geólogos acreditam que a ilha era parte do México, mas 75 milhões de anos atrás ela começou a se afastar da Península de Yucatán.
“Não está muito claro se eles chegaram na ilha quando as Índias Ocidentais foram ao encontro do México 75 milhões de anos atrás, ou se eles flutuaram sobre troncos ou qualquer outra coisa”, diz o pesquisador principal do estudo, Alfred Roca, professor de ciências animais e membro do Instituto de Biologia Genômica Carl R. Woese.

Embora seus antepassados ​​tenham desaparecido há muito tempo, os solenodons estão transportando uma linhagem pré-histórica. Porém, eles podem não ter muito tempo. Eles evoluíram em um ecossistema por muito tempo ausente de predadores, e agora enfrentam ameaças de animais domésticos, pessoas e perda de habitat. [CNN]

Fotógrafo usa criatividade e Photoshop para mesclar rostos de pessoas com a natureza

 

Você pode até ter esquecido, mas todos nós fazemos parte de uma coisa muito maior, que costumamos chamar de natureza. E, mesmo que você tenha deixado essa ideia se perder, uma série de imagens criadas pelo fotógrafo francês Cal Redback está mostrando o tanto de matéria orgânica que existe dentro de cada um de nós.

A série ganhou o nome de Treebeard e traz diversos retratos de pessoas que se misturam com elementos da natureza. Todas as imagens são realizadas utilizando muito Photoshop para que os efeitos sejam os mais realistas possíveis.

Vale a pena conferir algumas das imagens abaixo e surpreender-se com a criatividade do artista:

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Todas as fotos © Cal Redback

Como o Greenpeace está lutando contra a maior empresa de atum do mundo

Uma das mais consumidas e desejadas iguarias do mundo, o atum é um peixe valioso não só para a alimentação humana, mas principalmente para o equilíbrio do ecossistema marinho. O consumo desenfreado, a demanda em constante ascensão e as práticas destrutivas de pesca estão ameaçando o atum e diversas outras formas de vidas ao seu redor.

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São muitas as espécies de atum ameaçadas, correndo o risco de em pouco tempo enfrentarem a extinção. Como se não bastasse, os métodos de pesca do atum matam até sete vezes mais outras espécies de peixe do que métodos convencionais e em menor escala.

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Utilizando redes gigantes e enormes dispositivos flutuantes, a pesca do atum atrai toneladas de outros peixes, que costumeiramente são devolvidos ao mar feridos ou mesmo mortos.

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A principal responsável por essa matança é a empresa Thai Union, produtora de mais de um quinto do atum consumido no mundo. Grande parte de seus produtos partes dessas pescas devastadoras e antiéticas, contribuindo para a morte de tubarões, pássaros, tartarugas e toda sorte de animais pertencentes a tal ecossistema.

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Apesar do estado calamitoso desse mercado e do super poder de influência de uma empresa como a Thai Union, há uma esperança: os ativistas do Greenpeace começaram uma campanha para ranquear e apontar empresas que se coloquem contra a utilização e venda de atuns pescados em tais padrões.

O ranking criado pelo Greenpeace de empresas americanas que mais cuidam dos métodos de pesca de atum

O ranking criado pelo Greenpeace de empresas americanas que mais cuidam dos métodos de pesca de atum – das mais ecológicas (verde) às mais devastadoras (vermelho)

A ideia é que empresas como Walmart usem seu poder de compra para pressionarem empresas a mudarem seus hábitos de pesca. E, para começar, nenhum alvo pode ser melhor do que a maior fabricante de atum enlatado do mundo.

Walmart, o que você está fazendo para evitar a pesca antiética de atuns? Walmart, o que você está fazendo para evitar a pesca antiética de atuns?

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© fotos: divulgação/Greenpeace

Conheça a enfermeira que raptou e salvou 2.500 crianças judias das mãos dos nazistas

Quando pensamos em alguém que tenha salvado vidas durante a segunda guerra mundial, o primeiro nome que vem à provavelmente todas as cabeças do mundo é um só: Oskar Schindler, o industrial alemão que salvou perseguidos empregando-os em suas fábricas, retratado no cinema pelas mãos de Steven Spielberg. Curiosamente, no entanto, Schindler não é nem de longe a pessoa a mais salvar membros da comunidade judaica durante esse monstruoso período. Uma enfermeira polonesa chamada Irena Sendler foi quem mais salvou vidas judias durante o holocausto.

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Irena atuou na resistência polonesa, chefiando a seção infantil do Conselho Polonês para Auxilio aos judeus. Com a ajuda de sua equipe, Irena salvou nada menos que 2.500 crianças, retirando-as do gueto de Varsóvia e providenciando documentos falsos e esconderijos para que pudessem sobreviver às perseguições. Para compreender o impacto de Sendler, basta lembrar que a lista de Schindler continha 1200 nomes.

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Por trabalhar para o Serviço Social, Irena possuía uma autorização especial para frequentar o gueto, combatendo sinais de doenças. Em cada visitia, Irena e sua equipe escondiam crianças em todo e qualquer local possível: ambulâncias, pacotes, caixas e sacos de lixo. Durante as visitas, a enfermeira fazia questão de usar a estrela de Davi em seu braço – sinal obrigatório que identificava os judeus do resto da população – em solidariedade.

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Algumas das crianças prisioneiras do gueto de Varsóvia Algumas das crianças prisioneiras do gueto de Varsóvia

Com exceção de diplomatas que arranjavam passaportes e vistos para que judeus pudessem escapar da europa, Sendler é a pessoa que mais salvou vidas durante o conflito. E, como se não bastasse, após suas atividades serem descobertas, e ser presa pela temida polícia nazista, a Gestapo, torturada e condenada à morte, Sendler conseguiu burlar a condenação e sobreviver à guerra.

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Irena com algumas das "crianças" que salvou do Holocausto

Irena com algumas das “crianças” que salvou do Holocausto

Condecorada por seus atos com a Ordem da Águia Branca, a mais alta condecoração polonesa, Irena viveu em Varsóvia até o fim da sua vida, em 2008, aos 98 anos, com simplicidade peculiar. Ela fez questão a vida inteira de frisar que não fez nada sozinha, e que não eram heróis, pelo contrário: “Eu continuo a sofrer dores de consciência por ter feito tão pouco”, ela disse. “O que fizemos não foi extraordinário. Foi normal”. Nos resta viver para construir, em sua memória, um mundo em que tamanha coragem, altruísmo, empatia e força sejam de fato a normalidade.

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A memória e o trabalho de Irena Sandler são mantidos por uma fundição, chamada Life in a Jar (Vida em uma jarra).

Placa em tributo à Irena, na Polônia

Placa em tributo à Irena, na Polônia

© imagens: divulgação

A inspiradora amizade entre estes trigêmeos de 2 anos e os coletores de lixo de seu bairro

Quantas barreiras são colocadas entre nós e outras pessoas? Diferenças sociais, étnicas, religiosas e tantas outras ainda são motivo para a gente se dividir em vez de somar. Mas esse trio de irmãos demonstra que tais obstáculos só existem porque a gente os aceita.

Tudo começou quando Heaton, Wilder e Holden ainda eram bebês. Eles ficavam empolgados e acenavam para o caminhão de lixo quando ele passava pela sua rua. Os coletores começaram a responder com acenos e buzinadas, até que decidiram parar o caminhão para conhecer as crianças.

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Hoje, quase com 3 anos, os três e a mãe, Martha Sugalski, são amigos de Rob, Andrew e Chad, e Martha classifica terça e sexta – os dias em que o caminhão passa por ali – como dois dos mais felizes da semana. As crianças correm para a calçada quando vai chegando a hora do encontro, levando bebida ou comida para os coletores. Eles conversam e até ajudam no trabalho!

Faz tempo que a mãe, que é jornalista e âncora de um jornal local, publica fotos e vídeos da amizade em sua página do Facebook, e de algumas semanas para cá a coisa viralizou. Já são mais de 250 mil curtidas, milhares de compartilhamentos e comentários de gente inspirada pela situação.

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Como bem disse uma dessas pessoas, “isso mostra que ódio, discriminação e rótulos são comportamentos aprendidos, e que amor e esperança são naturais!”.

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Todas as imagens © Martha Sugalski