Ela documenta o dia a dia de sua mãe com vídeos e relatos poderosos pra mostrar como é a vida com esquizofrenia

Muitas pessoas ainda têm dificuldade de entender quem convive com algum problema mental, como a esquizofrenia. E não existe ninguém melhor para falar sobre a doença do que alguém que convive com ela desde que nasceu. É o caso de Emily Robinson, cuja mãe Cindy foi diagnosticada com esquizofrenia quando tinha 20 e poucos anos.

Para conscientizar o mundo sobre a doença e mostrar como é a realidade de quem convive com ela, Emily criou a página no Facebook You Are In This World, onde compartilha mais sobre a vida de sua mãe com o distúrbio. Na página são mostradas fotos, vídeos e relatos de experiências vividas em família para que qualquer um possa entender como é a vida ao lado de quem sofre com esquizofrenia.

A página foi criada em abril deste ano e já reúne mais de 15 mil curtidas através da rede social.

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“Ela não iria propositadamente atirar a foto minha e de minha filha no cartão de Natal no lixo. Eu sei que ela não iria. Eu não estou autorizada a sentir pena de mim. Eu posso parar por um momento e imaginar o que ela pode sentir de me ver limpando o lixo que ela fez dos meus presentes. Vergonha. Ela sentiria tanta vergonha. De repente, eu sou grata por ser a única a limpá-lo, e não ela. Mais tarde, quando ela se sentir melhor e puder ver da maneira que faço, seria terrível demais testemunhar o que ela fez quando não estava em si”.

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“Nós conversamos por uns bons 15 minutos. Ela ainda está muito frustrada e agitada (ela não pode fumar há duas semanas), mas ela também riu. Lembrei-lhe que seus pulmões estão provavelmente fazendo uma dança feliz, e ela começou a rir e concordou”. 

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“A minha mãe tinha esses anjos de plástico em sua mesa que ela tinha tirado do lixo na igreja. Ela me contou como todos eles tinham algo quebrado e ela tinha colado de volta as peças que ela pôde salvar. O primeiro não tinha asas. O segundo tinha asas que ela colou de volta, mas não tinha trombeta. O terceiro tinha asas e uma trombeta. ‘Os outros podem aspirar a mais, eu acho’, disse ela. E riu”.

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Ontem ela me ligou do hospital.
“Olá, Emily? Eu só queria dizer: Eu realmente sinto muito por ter dito todas aquelas coisas horríveis. Eu realmente só quero um cigarro.”
“Está tudo bem, mãe. Eu te amo. Eu sei que você quer um cigarro. Eu sei que você me ama também.”
“É incondicional. Assim como você disse. Nós nos amamos incondicionalmente.”

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Minha mãe foi mandada para casa do hospital psiquiátrico. Como é comum em casos de doença mental, “ir para casa” não significa “estar bem”. Tem sido uma batalha difícil para o meu irmão para que ela se situe novamente, e ele tem pesadelos logísticos tentando fazer sua medicação ser organizada e administrada, etc ..

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Nós conversamos um pouco e ela disse: ‘Eu não estou me sentindo muito bem, acho que preciso dizer boa noite.’
Perguntei: ‘O que está acontecendo? Você está se sentindo um pouco doidinha?’
‘Sim, acho que sim’, disse ela, em seguida, acrescentou: ‘Às vezes você se sente como uma louca, às vezes não!’ e riu.

Todas as fotos: Reprodução Facebook

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