Nunca é tarde: conheça a artista de rua de 104 anos que está mudando a cara de sua cidade

Grace Brett tem 104 anos e adora tricotar, mas não pense você que ela passa o dia fazendo roupinhas e outros adereços para os seus seis netos e 14 bisnetos. Ela está mais ocupada sendo a artista de rua mais antiga do mundo, até que se prove o contrário.

Nascida em Londres, Grace se mudou para a Escócia em 1978 e viveu na aldeia de Darnick até esse ano, quando se mudou para uma casa de cuidados em Melrose. A artista que sempre tricotou e fez crochês é integrante de um grupo de tricô intervencionista chamado Souter Stormers. Com sua ajuda, eles já preencheram 46 pontos de referência do condado escocês com muitos fios, e participaram do festival de arte YES (Yarrow – Ettrick – Selkirk).

Kay Ross, porta-voz do grupo, contou que “é maravilhoso ter uma senhora que deve ser a tricoteira guerrilheira mais antiga da Grã Betanha a bordo”. Grace declarou: “Eu pensei que seria realmente uma boa ideia decorar a cidade e ter o meu crochê incluído. Eu gostei de ver o meu trabalho sendo apresentado para todo mundo e pensei que a cidade parecia amável”. E parece mesmo.

Inspire-se com as imagens abaixo que mostram um pouquinho do talento e da atitude de Grace e não deixe de assistir a esta breve entrevista:

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Todas as imagens [via]

Neste abrigo em SP os moradores de rua podem levar seus animais

Mais que um estereótipo, muitos moradores de rua são inseparáveis de seus doguinhos. E um dos empecilhos que às vezes barram essas pessoas de se acolherem em um abrigo é justamente por ter que abandonar seu fiel escudeiro. E um lugar em São Paulo teve sensibilidade de perceber isso e encontrar uma solução.

O abrigo Dom Bosco, no Campos Elíseos, acolhe carroceiros mesmo que acompanhados de seus cachorros. O centro é voltados para idosos, mulheres, catadores e para aqueles que necessitam de cuidados especiais de saúde após alta hospitalar da rede pública. Mas nada impede que diante desta friaca você possa indicar o local para outra pessoa, mesmo que não se encaixe na descrição acima.

Além do acolhimento, o local ajuda os desabrigados a se reintegrarem com a sociedade, como por exemplo o auxílio ao acesso à documentação.

O abrigo oferece cama, local para banho, sala de TV, e podem cozinhar, lavar a roupa e fazer suas refeições e está localizado na Alameda Dino Bueno, 735.

Se quiser ajudar, o lugar aceita doações de produtos de limpeza, higiene, roupas e alimentos, bem como contribuições em dinheiro. Para mais informações: (11) 3361-3161 ou social@lcj.com.br.

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Fotos via Clube da Mancha

Jovem usa seu próprio quintal pra ajudar a manter viva uma espécie rara (e linda!) de borboletas

A história do biólogo marinho Tim Wong com as borboletas é um perfeito exemplo de como as oportunidades de fazermos do mundo um lugar melhor, mais colorido e bonito estão por toda parte. Wong, quando não está entre polvos, peixes e outros animais em seu trabalho, está em casa criando borboletas, um hábito que cultiva desde criança, e que agora está repovoando uma espécie de borboleta que havia praticamente desaparecido. Tudo isso ele faz no jardim da própria casa.

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A Aristolochia californica é uma planta nativa da América do Norte, abundante na California, como o próprio nome diz, mas que tem se tornado cada vez mais rara nos grandes centros urbanos, principalmente em São Francisco. O progresso fez com que a planta praticamente desaparecesse. Com isso, desapareceu também a Battus philenor hirsuta, uma borboleta das mais lindas que existem, e que só se alimenta da planta, onde ela coloca seus ovos.

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Diante da ameaça de extinção, Wong resolveu por conta própria ajudar a impedir que a bela borboleta californiana voltasse a povoar São Francisco. Ele então construiu um espaço todo protegido por uma tela – para impedir o ataque de predadores e ainda poder estudar melhor o comportamento Battus philenor hirsuta – conseguiu algumas mudas da planta e cerca de 20 borboletas para que pudessem se reproduzir.

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Desde então, Wong já entregou ao Jardim Botânico da cidade literalmente milhares de novas borboletas (ainda dentro de suas crisalidas, estado de pupa em que o animal pode permanecer entre duas semanas a até dois anos antes de enfim se tornar uma borboleta).

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As borboletas vivem entre duas a cinco semanas, período no qual elas voltam a se reproduzir e colocar seus pequenos ovos vermelhos na folha da Aristolochia. Os ovos se transformam em lagartas, que se transformam em crisálidas, e assim o ciclo continua – em grande parte graças a Wong.


Todas as etapas do processo de “nascimento” de uma borboleta

É claro que para realizar essa específica façanha é preciso conhecimento e técnica. O importante, porém, é saber que, dentro do talento que cada um tem, há uma maneira de melhorar o mundo. Basta entender qual é a sua, arregaçar as mangas e mãos à obra.

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© fotos: divulgação

As mortes desses escritores consagrados foram mais surreais que a própria ficção que criaram

Uma das grandes lutas de um escritor é produzir uma literatura que possa fazer e oferecer sentido ao leitor diante do costumeiro absurdo que muitas vezes a própria vida real é. Superar a realidade não é tarefa para qualquer um com uma pena na mão e uma ideia na cabeça. Mas se tem autores que foram capazes de acrescentar algo ao surreal da própria vida são esses escritores aqui citados.

Ironicamente, porém, o que os une aqui é o fato de que o fim de suas vidas, a morte desses autores, veio de maneira tão bizarra que parece se dar como um ponto final que nos lembra que a loucura da vida real é realmente imbatível – seis casos em que a morte dos autores supera a mais fina ficção.

Edgar Allan Poe (19/01/1809 – 07/09/1849)

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Um dos maiores mestres do horror e do suspense, a morte do autor americano é rodeada de estranhos mistérios, como sua própria obra. Encontrado perambulando por Baltimore intoxicado por drogas e álcool, Poe, segundo seu atestado de óbito, morreu de “congestão cerebral” – seja lá o que isso queira dizer. A hipótese mais aceita, porém, é de que Poe teria sido vítima de um golpe chamado “cooping”, no qual gangues capturavam cidadãos comuns aleatórios e os embebedavam, para depois os obrigar a votar diversas vezes em um mesmo candidato.

Tennessee Williams (26/03/1911 – 25/02/1983)

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A morte do dramaturgo americano, autor das peças Um Bonde Chamado Desejo e Gata em Teto de Zinco Quente foi tão prosaica que parece possuir certa profundidade bruta e secreta, como grande parte da realidade retratada em sua obra: um dos maiores autores de teatro dos EUA em todos os tempos morreu engasgado com uma tampa de colírio. Segundo os médicos que realizaram a autópsia, o excessivo uso de drogas e álcool certamente não ajudo nos reflexos de Tennessee, mas, para ver melhor, ele de fato acabou simplesmente engasgado com uma tampinha.

Ésquilo (552 a.C – 456 a.C)

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Nenhuma morte nessa lista sequer aproxima-se do absoluto acaso e azar que veio a matar o grande dramaturgo grego Ésquilo. Morto em 456 a.C. aos 69 anos, o pai da tragédia grega estava na região da Sicília, na Itália, visitando a cidade de Gela. À época era comum que águias sobrevoassem a região, a procura de caça. Quando pescavam uma tartaruga, as aves costumavam atirar o animal do alto em uma pedra, para que o casco se quebrasse e elas pudessem devorar a carne. Sim, Ésquilo foi confundido com uma rocha e morreu com uma tartaruga atirada em sua cabeça.

Percy Shelley (04/08/1792 – 08/07/1822)

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O bizarro na morte do poeta inglês Percy Shelley (marido de Mary Shelley, autora de Frankenstein) começa com a morte em si mas termina em sua cremação. Percy morreu afogado no mar – o que já seria trágico e inusitado – mas, ao ser cremado, todo seu corpo transformou-se em cinza, menos o seu coração. Mary Shelley recebeu então as cinzas junto com o órgão de seu marido, que vinha se calcificando ao longo do tempo, e por isso resistiu ao fogo.

Mark Twain (30/11/1835 – 21/01/1910)

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A loucura a respeito da morte do autor americano Mark Twain não é exatamente a maneira como veio a falecer, mas sim o fato de que ele previu a própria morte com precisão absoluta. Tendo nascido em 1835, ano da última aparição do cometa Halley no século XIX, o autor de As Aventuras de Tom Sawyer, considerado um dos pais da literatura americana, afirmou em 1909 que gostaria de morrer da mesma forma que nasceu: junto com o cometa, que viria a se aproximar da terra novamente no ano seguinte. Seu pedido foi perfeitamente atendido, e Mark Twain faleceu de um ataque cardíaco em 21 de abril de 1910, exatamente no dia seguinte à passagem do cometa Halley pela terra.

Zelda Fitzgerald 24/07/1900 – 10/03/1948)

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Autora de Este lado do paraíso, Zelda Fitzgerald e seu marido, o também escritor F. Scott Fitzgerald viveram uma intensa vida de álcool, festas, infidelidade e loucura. Vítima evidente da sociedade patriarcal e machista da época, Zelda teve seu sucesso eclipsado pelo sucesso do marido, e acabou por passar a vida inteira entrado e saindo de hospícios, diagnosticada com estados diversos de doenças mentais. Em uma dessas internações, em 1948 – 8 anos depois da morte de Scott -, enquanto esperava por uma sessão de eletrochoque, um incêndio tomou conta do asilo, que acabou por matar a escritora junto com outras nove mulheres internadas.

© imagens: divulgação

Olhe pra baixo: ele retratou a beleza estonteante do chão das ruas de Londres

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Aqui já mostramos o trabalho do fotógrafo alemão Sebastian Erras – e sua obsessão pelo chão. E não é qualquer um! Olhando para baixo ele consegue encontrar maravilhosas obras de artes em Veneza, Barcelona e agora chegou a vez de Londres. Vem ver!

São muitos os detalhes, as cores vibrantes, desenhos inusitados e mistura de estampas. Suas fotografias apresentam mosaicos hipnotizantes sempre com um toque a mais dos seus belos e elegantes pares de sapatos.

Ele acredita que fotografando os belos chãos ele consegue trazer uma nova perspectiva para lugares turísticos que têm um certo olhas já determinado.

“Muitos dos chãos estão escondidos em igrejas e monumentos. As pessoas que vivem lá me disseram que passavam ali todos os dias e nunca tinham reparado. É uma forma diferente de descobrir uma cidade“, disse Sebastian ao Amusing Planet.

Abaixo, alguns de seus cliques. Para continuar acompanhado, siga-o também no Instagram.

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Fotos: © Sebastian Erras